Phoenix e Sacramento são dois Franchises em transformação. Os Suns pareciam encaminhados para o sucesso após uma temporada em que surpreenderam todos, mas os posteriores movimentos de mercado estragaram aquilo que parecia estar a ser construído. Já os Kings são um caso de estudo em má gestão, acumulando péssimas decisões que originaram uma década de fracassos, ainda que possuam no seu plantel um jogador de eleição. Este ano ambos os conjuntos partem sem aspirações em termos desportivos, embora possam ser relevantes para a luta pelo título… se trocarem os seus melhores jogadores com um qualquer candidato.
Phoenix Suns
Não tem grandes aspirações, pelo menos no imediato. A equipa é um conjunto de jovens à procura de afirmação, comandados por um jogador, Bledsoe, que tem acumulado longos períodos de ausência por lesão nos últimos anos. As movimentações dos Suns não têm sido muito bem sucedidas; Dragic não foi bem substituído, Thomas alcançou estatuto All-Star em Boston, Chandler já não é a presença defensiva de outrora. Entre entradas, saídas e trocas, pouca identidade resta do conjunto que Hornacek quase levou aos playoffs. A única semelhança com esse elenco é o facto de, à partida para a temporada, as aspirações serem nulas. A equipa é muito jovem, demasiado jovem, ainda que tenham sido contratados Leandro Barbosa e Jared Dudley. Estes dois elementos são queridos à casa, e servirão como bússola da miudagem, mas neste momento das suas carreiras pouco mais trazem do que orientação. A ideia passa por dar tempo de jogo a Devin Booker, e aos rookies Dragan Bender e Marquese Chriss, e aferir se os Suns podem contar com eles para o futuro da franchise. O seu rendimento irá provavelmente também pesar no futuro de Bledsoe, pois ache a Direcção de Phoenix que tem nos três jovens as fundações de um projecto, o base pode bem ser moeda de troca a meio da temporada. Bledsoe, além de já ter provado não ser de total confiança devido aos problemas físicos, não estará também na disposição de perder os melhores anos num projecto de remodelação. Para não destoar, até o treinador é um estreante. Earl Watson inicia uma temporada como treinador principal pela primeira vez, e tem a seu favor o facto da pressão ser nula. A única função será a de dar minutos ao futuro da equipa, mantendo o mínimo de organização dentro de campo. O número de vitórias será o menos importante.
Objectivo: pensar no draft de 2017 e fazer de Booker o novo Klay Thompson
Força: ausência de pressão
Fraqueza: lesões de Bledsoe e ausência de um frontcourt consistente
Os Kings são das equipas mais divertidas de analisar do ponto de vista da gestão, isto claro, se não formos adeptos dos mesmos. Anos e anos de erros acumulados, em negócios loucos, escolhas de draft sem sentido e trocas tontas, e anos e anos de épocas perdidas. Isto é possível mesmo tendo nos seus quadros um dos melhores jogadores da actualidade, DeMarcus Cousins. Para falar a verdade, Cousins tem tanto de solução como de problema, pois o tempo e energia passados a controlar o jogador podiam perfeitamente ser usados a desempenhar outras tarefas. Todos os anos, várias vezes no ano, surgem rumores de trocas envolvendo o poste, mas estas nunca se concretizam. Percebe-se que os Kings não queiram abdicar do seu melhor jogador, que na realidade tem talento e qualidade para ser um franchise player, mas já se percebeu que por mais que tentem construir algo em seu redor, a coisa não funciona. Rudy Gay seria o complemento perfeito, mas a sua saída parece estar para breve. Rajon Rondo teve vida breve em Sacramento, e a posição de base ficará entregue esta temporada a dois jogadores, Darren Collison e Ty Lawson, cujo rendimento ficou muito aquém das expectativas, e que ainda por cima acumulam problemas fora de campo. Afflalo foi contratado, para melhorar a capacidade de lançamento exterior, ponto muito fraco no ano anterior. Aliás, um dos muitos pontos muito fracos. Ben McLemore está longe de ser o marcador que se esperava, e o extremo-poste Willie Cauley-Stein é uma das poucas esperanças, ainda que não o suficiente para terminar a era Cousins e iniciar a idade de Cauley-Stein. Matt Barnes regressa a Sacramento, o que pode ser interessante, pois se ele teve problemas com a atitude dos colegas em Los Angeles, decerto que vai apreciar o ambiente da nova equipa. A sua chegada, caso decida jogar, será um paliativo mas não uma solução milagrosa para consertar uma defesa que há muito tempo não funciona por aqueles lados. As probabilidades de uma época vitoriosa são poucas. A liderança, dentro e fora de campo, é nula, e isso reflecte-se na qualidade de jogo, errático e atabalhoado. As individualidades são poucas, o colectivo menor ainda. Mais cedo ou mais tarde, será hora de mudar o trajecto, convém é saber para onde.
Força: um dos três melhores Centers da NBA
Fraqueza: defesa inexistente


3 Comentários
Manuel Teixeira
O Boogie é um grande jogador mas tem um cérebro tão pequenino.
JoseRibeiro
O Boogie precisa de sair dos Kings. É uma organização tóxica onde ele nunca vai ganhar nada.
Prosporix
Eu cá até gosto dos Suns, com alguma influencia do tempo do Barkley… Acho que a ideia de criar a equipa a partir dos bases é algo interessante, mas se tds os anos são para draftar bases, dar minutos para ver quem serve e despachar quem nao serve, e novo ano, novo draf de bases ver quem serve, despachar os outros…mais bases, ver quem serve……. até pq dps a certa altura falta gente grande com qualidade..
Sobre os Kings… Realmente, tirando o Cousins, Gay e o super pavilhão… não se aproveita mt. (até não desgosto do Collison e o Barnes qd joga é engraçado ver onde vai arranjar confusão..)
Ps- Queria colocar uma questao, no texto sobre os Lakers termina com a frase ” até pq há gente disponivel no Verão para mudar de camisola sem terem de se preocupar em comprar casa mais proxima do pavilhão”. Na altura qd li o post já o mm tinha sido escrito há uns dias e portanto não perguntei pq calculei que ninguem fosse voltar a ler, mas fiquei sem perceber se isto é alguma “indirecta” sobre alguem dos Clippers ? Há rumores?