Apesar da relação de amizade entre ambos, a questão da liderança da equipa britânica será uma das grandes questões para acompanhar na próxima época, não deixando de ser surpreendente que Thomas profira estas declarações nesta fase e após ter renovado contrato com a Sky por três temporadas. Contudo, o percurso do Tour no próximo ano deverá empurrar Thomas para o Giro, não sendo crível que volte a ser um gregário de Froome depois da vitória na Grand Boucle em 2018.
Estalou o verniz na Sky. Em entrevista ao The Guardian, na sequência da publicação do novo livro, o ciclista Geraint Thomas, vencedor do Tour de 2018, atirou-se à equipa e admite frustração por não ter sido protegido quando furou no contrarrelógio coletivo da terceira etapa, altura em que tinha 52 segundos sobre o colega Chris Froome: “Foi uma situação pequena, mas pensei que era um corredor protegido“. Por outro lado, o galês criticou ainda o companheiro Chris Froome, que à partida seria o líder da equipa no Tour, avançando ainda que Froome lhe tentou roubar a amarela: “Foi o único a ter ar condicionado depois de ficarmos sem eletricidade. Não correu para mim, nem espero que o faça no futuro, apesar de achar que podemos coabitar, mas disse-me que ia atacar-me nos Alpes e fê-lo. Ganhei porque fui melhor, a partir daí nunca houve problemas entre nós“.


4 Comentários
RuiMagass
O que fica prejudicado nisto tudo é o Bernal que podia ser lider no Giro!
Rush
O Thomas, mesmo sem a vitória no Tour, continuaria a ser o 2º lider da Sky para as provas de 3 semanas. Não querendo tirar valor ao Bernal (que é uma máquina diga-se), o Thomas teve de fazer várias épocas a alto nível até ter a sua 1ª oportunidade como líder (no Giro do ano passado), por isso não me parece que o Bernal fosse já passar à frente dele na hierarquia da equipa.
Francisco Ramos
Independentemente de haver paz entre eles ou não, o Giro e o Tour estariam sempre para eles (um cada) sobrando apenas a Vuelta, a mais dura de todas em termos de etapas de média/alta montanha.
Rodrigo Ferreira
Sempre me pareceu uma paz podre entre eles. O mais certo é não se voltarem a cruzar nas mesmas corridas, até porque a Sky é uma equipa organizada, que costuma ter um plano. O que se passou no Tour foi raro porque normalmente o líder definido ao início vai até ao fim. Relembre-se a Vuelta 2011 ou o Tour 2012. Acontece é que Thomas estava claramente melhor e não quis reconsiderar a liderança. Fez muito bem e lutou por isso muitas vezes sozinho como se comprovam nestas declarações. Froome é um campeão e também nunca achei que aceitasse de bom grado ficar quieto a ver o Thomas ganhar. No próximo ano deve ir o Thomas ao Giro e o Froome ao Tour. Há meios para construir um comboio de alto nível e diferente para ambos em cada prova.