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Thomas é o vencedor virtual do Tour; Froome segura lugar no pódio; Dumoulin vence etapa, mas fica em 2.º na geral

Não era o principal favorito, mas a vitória não é surpreendente. Thomas, que tinha como melhor resultado em três semanas um 15.º lugar, já tinha demonstrado anteriormente que tinha capacidade para vencer uma grande Volta, mas por ter de trabalhar para Froome ou quedas (como no Giro) nunca teve essa oportunidade, ainda por cima este ano foi muito favorecido pelo contexto. Ficou logo com uma vantagem confortável no 1.º dia, estava motivado pela vitória no Critérium du Dauphiné, o que lhe deu mais força dentro da Sky, e o percurso e situação de corrida favoreceu-o: etapas ao seu estilo, os adversários ficaram cedo com segundos até minutos de atraso, e depois quando se tem esta Sky, fica muito complicado tirar a liderança aos britânicos. Já Dumoulin consegue novo 2.º lugar, tal como no Giro, e vence a etapa, ao passo que Froome consegue pelo menos o pódio, levando a melhor sobre Roglic.

Na 20.ª etapa do Tour, Tom Dumoulin venceu a etapa, levando a melhor sobre o trio da Sky, Froome, Thomas e Kwiatkowski. Soren Kragh Andersen completou o top-5 do contra-relógio individual. Na geral individual, Geraint Thomas é o virtual vencedor da prova, à frente de Dumoulin, ao passo que o companheiro Froome consegue finalizar no pódio, fazendo um tempo superior a Roglic, que fica no 4.º lugar, à frente do colega Kruijswijk.

7 Comentários

  • Daniel Santos
    Posted Julho 28, 2018 at 4:15 pm

    Quem percebe de ciclismo pode-me explicar porque é que o Thomas já é considerado vencedor faltando uma etapa? Peço desculpa por ser uma pergunta possivelmente muita parva mas não sigo o ciclismo só que hoje acabei por ver o contra-relógio todo e fiquei intrigado.

    • AndreADG
      Posted Julho 28, 2018 at 4:22 pm

      A última etapa funciona quase como “desfile” até aos Champs Elysees. Excluindo alguma queda, a classificaçao geral está decidida. Existe no entanto o sprint final, e esse é levado a sério.

    • George Orwell
      Posted Julho 28, 2018 at 4:23 pm

      Daniel.
      A última etapa do Tour é de consagração, onde não há ataques nem desavenças (por norma). Existe uma “regra de etiqueta”, por assim dizer, além de que não se justifica. No fundo, é a etapa de consagração, com brindes à mistura e o vencedor será, muito provavelmente, ao sprint.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Julho 28, 2018 at 4:35 pm

    Sempre gostei muito do Thomas e fico feliz por este momento, sobretudo porque Thomas nao é apenas um voltista. É super completo, competindo ainda em Clássicas e provas de 1 semana, pelo que Já merecia uma vitória destas, sem dúvida. Aproveitou o condicionalismo em torno de Froome (podia estar suspenso) para se preparar da melhor maneira e a Sky não lhe cortou as pernas. A amizade entre ambos também acaba por ser importante, embora os 51s perdidos por Froome no 1.º dia tenham sido um grande embalo. É uma vitória imaculada de Thomas. Sem erros, sem perturbações e ainda com duas etapas no bolso. Veremos como será para o ano, mas a Sky para já leva 2 vitórias nas 2 GV’s, sendo que para o ano poderá assistir-se ao inverso, com Froome a ser o homem do Tour e Thomas do Giro. Acredito que o galês renove, até porque nenhuma equipa lhe dá o que dá a Sky.

    De resto, Dumoulin faz novo 2.º depois de Itália, mas fica a sensação que um dia vencerá o Tou. Jumbo falha o pódio, mas deu uma grande imagem, com 3 etapas e dois elementos no top-5. Roglic a surpresa, sem dúvida.
    Inversamente, Movistar e AG2R um desastre, enquanto a Bahrain sem Nibali também ficou sem grandes alternativas, não vencendo qualquer etapa, e a Scott teve um Tour completamente falhado, tal como a Katusha, apesar de Zakarin fechar no top-10.
    Uma nota ainda para Sagan, Latour e Alaphilippe, que vencem as restantes classificações, enquanto Bernal e Kwiatkowski fizeram igualmente um grande Tour em prol da equipa. O colombiano é, sem dúvida, um nome para vencer a curto prazo, um diamante em bruto para a Sky lidar.

  • DNowitzki
    Posted Julho 28, 2018 at 5:04 pm

    1. Sinto muitas saudades de Pantanis e Contadores, homens que atacavam nas montanhas.
    2. O Tour é a menos emocionante das 3 grandes voltas.
    3. A Sky é um ataque ao ciclismo espetáculo. Não gosto nada, mas tem toda a legitimidade para definir a sua estratégia para vencer.
    4. Venha a Vuelta, a minha competição favorita.

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