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Tour 2019 com percurso montanhoso

Ideal para…? A organização do Tour voltou a escolher um percurso imprevisível, pleno de ascensões (seis pontos acima dos 2.000 metros) e etapas montanhosas (que começam logo no sexto dia, com final em alto) e que, considerando a escassez de contra-relógios (só dois, com 27 km cada, sendo que nenhum terá lugar na derradeira semana), deverá beneficiar os trepadores e ciclistas mais explosivos.

Foi hoje apresentado, em Paris, o percurso para o Tour 2019. Depois de uma edição multifacetada em 2018, que contou com etapas para todos os gostos e feitios e o regresso do pavé, a organização esforçou-se por assegurar sensações fortes para o próximo ano, elegendo um trajecto montanhoso até aos Campos Elísios, que deverá proporcionar excelentes momentos.

Com início marcado para 6 de Julho, em Bruxelas, de modo a celebrar os 50 anos do primeiro triunfo do lendário Eddy Merckx na Volta, a Grande Boucle terá uma primeira semana promissora, com eventuais consequências para a geral individual. Logo à segunda etapa haverá um contra-relógio por equipas, de 27 km, e no fecho da semana, na quinta e sexta jornadas, o ritmo intensificar-se-á, com períodos montanhosos e claro destaque para esta última, que termina em alto.

Na segunda semana os ciclistas entrarão nos Pirenéus, que obrigará os líderes a um esforço suplementar de modo a evitar surpresas. O lendário Tourmalet está de regresso, surgindo na 14ª etapa – um dia depois do contra-relógio individual em Pau. Apesar da curta duração (117 km), poderá ser um dia importante, até porque o final, com média de 7.4% de inclinação nos últimos 19 km, promete causar calafrios aos principais trepadores do pelotão internacional, que terão na última semana novos obstáculos. As jornadas 18, 19 e 20 serão duríssimas (a 18 termina em descida, mas até lá há a ascensão ao Col Du Galibier, por exemplo; a 19 tem, pelo meio, uma tremenda subida ao Col d’Iseran, com 2770 metros de altitude; a 20, ainda que teoricamente mais tranquila, encontrará os atletas desgastados, podendo complicar a tarefa do camisola amarela) e, sem contra-relógio na penúltima etapa pela primeira vez em algum tempo, a decisão pela maillot jaune tomará proporções épicas.

Apesar do perfil montanhoso, também haverá espaço para os sprinters brilharem no Tour 2019, existindo cerca de sete etapas com potencial para um final com pelotão compacto, incluindo a da celebração, em Paris, a 28 de Julho. O pavé, que tanta polémica causou este ano, desta vez não estará presente, embora o final da jornada do dia seis possua características interessantes, fazendo-se em solo não pavimentado.

António Hess
Author: António Hess

1 Comentário

  • luis oliveira
    Posted Outubro 25, 2018 at 9:44 pm

    Bom percurso! Mas definitivamente não ideal para o Dumoulin. Também, parece que o diretor da prova anunciou que o Tour está seguir um procedimento junto da UCI para banir os medidores de potência. A ver, se isso tem algum efeito no comboi da Sky que é sempre a favorita seja qual for o percurso do Tour.

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