Portugal apresenta-se como uma das grandes potências do futebol europeu e mundial. Embora um país pequeno, o nosso país tem alguns dos melhores jogadores do planeta que actuam nas principais ligas do Velho Continente. Nos últimos tempos, as críticas são uma constante perante a apatia dos clubes nacionais em apostarem em jovens portugueses, bem como a ausência de regras capazes de proteger os jovens valores. É uma situação que se arrasta com o passar dos anos e nem casos como C. Ronaldo, R. Carvalho ou Nani motivam uma maior utilização à “produção nacional”.
Em sentido contrário surge a figura do “treinador português”. Se as oportunidades dadas aos jogadores nacionais escasseiam, o mesmo não se pode dizer em relação aos “mestres da táctica”. O “Síndrome Mourinho” mantém-se desde as conquistas do treinador setubalense ao serviço do FC Porto e, talvez por isso, a imagem do treinador português tem sido cada vez mais valorizar pelos emblemas lusos. Prova disso é o actual leque de equipas que compõem a Liga Zon-Sagres. Todos os emblemas (no total são 16) são comandados por técnicos portugueses (Faquirá nasceu em Portugal, embora tenha “raízes” moçambicanas).
Esta situação acaba por ser um bom pronuncio para o nosso futebol. Mais não seja pela evolução que os treinadores portugueses, têm vindo a sofrer, muitos deles ex-futebolistas, acabando mesmo por rumar ao estrangeiro e conquistar diversos títulos. Exemplo disso são os nomes de Manuel José, Henrique Calisto, Jaime Pacheco e, mais recentemente, André Villas-Boas. Se por um lado os jogadores sofrem na pele o medo e o receio dos clubes na sua utilização, os técnicos têm tido oportunidades contínuas de modo a demonstrarem todo o seu valor. Cada vez mais jovens, a irreverência e a experiência misturam-se nos bancos das equipas portuguesas, partilhando entre si a língua e bandeira do nosso país.
Académica – Pedro Emanuel
Beira-Mar – Rui Bento
Benfica – Jorge Jesus
Feirense – Quim Machado
Gil Vicente – Paulo Alves
Marítimo – Pedro Martins
Nacional – Ivo Vieira
Olhanense – Daúto Faquirá
Paços de Ferreira – Luís Miguel
FC Porto – Vítor Pereira
Rio Ave – Carlos Brito
Sporting – Domingos Paciência
Sp. Braga – Leonardo Jardim
U. Leiria – Manuel Cajuda
Vit. Guimarães – Rui Vitória
Vit. Setúbal – Bruno Ribeiro
Estará o treinador português na moda? Casos de Mourinho, AVB, Fernando Santos, José Peseiro (apesar da ausência de títulos, conseguiu bons contratos), Manuel José ou o próprio Queirós (durante a sua estadia em Manchester) são o principal motivo para esta ascensão dos nossos técnicos, não só a nível interno como também internacionalmente? Quem poderá ser o novo “Special One”?
A. Mesquita

