Não foi uma estreia para recordar. O Chelsea teve o domínio do encontro, muita posse de bola (78,9%), mas revelou lentidão de processos e praticamente não incomodou Rui Patrício. Tuchel apostou num 4-2-3-1, que com bola se transformava muitas vezes em 3-4-3 (Azpilicueta baixava e Hudson-Odoi e Chilwell asseguravam a profundidade nos flancos), mas faltou quem conseguisse romper (apenas Mount veio agitar) e criar desequilíbrios (Giroud nunca foi servido, enquanto Havertz e Ziyech continuam longe do que podem produzir). Do outro lado, a defensiva do Wolves voltou a ser uma muralha (Boly intratável), mas, à excepção dos raides de Neto (acertou na trave), continua a ser preocupante o pouco que a equipa faz a nível ofensivo (Adama em má forma e Podence não se viu).
Na estreia de Thomas Tuchel no comando técnico do Chelsea, os Blues não foram além de um nulo, em casa, com o Wolverhampton. O conjunto londrino teve muita bola, mas acabou por não conseguir desfeitear Rui Patrício. Com este empate, o Chelsea não consegue sacudir a crise e fica ainda mais longe do top-4. Já o Wolves, que não vence há 7 jornadas, chega aos 23 pontos.
XI Chelsea: Mendy; Azpilicueta, Rüdiger, Thiago Silva, Chilwell; Kovacic, Jorginho; Ziyech, Havertz, Hudson-Odoi; Giroud.
XI Wolverhampton: Rui Patrício; Coady, Boly, Kilman; Semedo, Neves, Dendoncker, Ait-Nouri; Adama Traoré, Podence, Neto.


6 Comentários
Richrad
Era o jogo “perfeito” para os lobos portugueses e companhia darem a volta à situação negativa que estão a passar. Um empate em Stanford Bridge é sempre um bom resultado, é fantástico ver a quantidade de pontos que o NES já conquistou ao normal top 6 da poderosa Premier League.
Thomas Tuchel terá pouquíssimo tempo para olear esta máquina londrina pois a Liga dos Campeões está a chegar e face ao decorrer da época, torna-se imperial fazer uma boa prestação.
lsd
Sarri-ball 2.0
COYI
MegaBadjeras
Guedes, Trincão ou Paulinho é que eram reforços úteis a este Wolverhampton.
Nuno tem de começar a acordar!
João Lains
Mexeu muito tarde na equipa. O Giroud quase nem tocou na bola, o Havertz tem a atenuante de ter jogado mais sobre a meia-esquerda, mas foi claramente o pior em campo, revelando enormes dificuldades para jogar de costas para a baliza (a bola era sempre devolvida aos colegas de forma muito imprecisa). O Ziyech mastiga muito o jogo, o que a juntar a este meio-campo pouco criativo, facilitou imenso a tarefa ao Wolves que hoje veio de autocarro. O Hudson-Odoi foi o único que tentou agitar o jogo através de iniciativas individuais, mas até melhorou drasticamente quando passou para a esquerda.
Tiago Silva
O Chelsea bateu o número de passes realizados na primeira parte (433 passes penso eu), o que mostra muito do que foi o jogo. O Ziyech esteve horrível, Giroud inexistente, Havertz irreconhecível. Até gostei da dinâmica da saída a 3, mas não me parece ser desta forma que o Chelsea dará a volta, muito jogo mastigado e pouco ataque à profundidade. Hudson-Odoi acabou por ser o melhor em campo, pelas suas arrancadas, mas esteve sempre longe da baliza. Já o Wolves não joga mesmo nada, esta temporada é para esquecer e têm equipa para jogar muito mais.
joaosmarques
Penso que o esquema tático a adoptar será mesmo o 4-2-3-1 ou 4-3-3 (com triângulo invertido) para dar o melhor esquema à equipa.
Neste momento tem Mount, Havertz, Ziyech que podem fazer a posição 10 e depois também podem dar o seu contributo nas alas, mais Ziyech e Mount do que Havertz
A nível defensivo penso que as coisas vão ser optimizadas e com o duplo pivot defensivo oleado irá concerteza melhorar e muito.
O principal que é necessário é a descoberta do 11 ideal, o que lampard nunca conseguiu fazer