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Udinese – A fórmula de sucesso!

Perdido no nordeste de Itália, encontra-se um clube a realizar um óptimo campeonato, muito surpreendente para quem não tem grande conhecimento sobre o Calcio, pouco para quem está já familiarizado com a qualidade do plantel da equipa. Falo pois da Udinese, que ocupa um brilhante quarto lugar na Serie A, a apenas 3 pontos do terceiro e a 4 do segundo.
O treinador Francesco Guidolin conta de facto com jogadores de enorme qualidade à sua disposição, e os recentes resultados assim o confirmam (goleadas por 7 e 4-0 a Palermo e Cagliari, respectivamente, ambas fora do estádio Friuli). O factor em comum entre os dois resultados reside nos dois homens mais avançados da equipa, num sistema de 3-5-2 – Antonio Di Natale e Alexis Sánchez. O experiente jogador italiano leva já 24 golos, estando a comprovar o rótulo de melhor marcador da Serie A, prémio que tinha já conquistado na época passada. Quanto ao chileno, que deixou a ala para actuar em zonas mais centrais e a quem se augura um futuro brilhante, apontou 12 golos no campeonato. Em conjunto, os dois atacantes foram responsáveis por dois terços do total dos golos da Udinese – 36 em 54, o que é demonstrativo da influência que ambos têm na prestação da equipa. Contudo, a brilhante época dos comandados de Guidolin não se deve apenas à mestria dos homens da frente. Na baliza, o esloveno Handanovic é um excelente guarda-redes, que transmite a segurança necessária à defensiva, composta por 3 centrais: Zapata, Benatia e Domizzi, habitualmente. Pelas laterais, actuam os colombianos Armero e Cuadrado (Isla também pode jogar na direita), que funcionam como autênticos extremos, dando profundidade à equipa. No centro do terreno, jogam normalmente 3 médios todo o terreno – o suiço Inler no meio, o ganês Kwadwo Asamoah, mais pela esquerda e o italiano Pinzi, na direita. Os médios interiores e os laterais, no apoio ao ataque, dão o suporte necessário à magia e explosividade de Sanchéz e à eficácia de Di Natale.
No entanto, o destaque que a equipa tem tido nesta época deve-se essencialmente à boa gestão que tem sido realizada nos últimos anos. Os negócios de Quagliarella, Muntari, Iaquinta, ou mais recentemente de Simone Pepe não retiraram competitividade ao plantel e permitiram realizar encaixes financeiros. Outro factor que tem conduzido a Udinese aos bons resultados é o seu departamento de prospecção. Quer ao nível da América do Sul como do continente africano, grande parte dos jogadores que se revelaram na Udinese eram autênticos desconhecidos antes de chegarem a Itália. Pelo clube já passaram jogadores como Asamoah Gyan ou Sulley Muntari, nomes grandes do futebol ganês. Actualmente, Kwadwo Asamoah tem demonstrado ser um médio de bastante qualidade, sendo inclusive cobiçado pelo Barcelona. Também Emmanuel Badu, pouco utilizado esta época, tem tudo para ser um dos novos craques de uma país em ascensão no futebol africano. O chileno Alexis Sanchéz, que provavelmente irá abandonar a Udinese no final da época, é igualmente um bom exemplo da qualidade do scouting do clube. Contratado ao Colo Colo, o ex-companheiro de Matias Fernández tem estado em destaque nesta época, sendo já cobiçado por clubes de maior capacidade financeira. Do mesmo país veio também Isla, médio de excelente qualidade. A Colômbia é o segundo país mais representado no plantel da equipa, com Cuadrado, Zapata e Armero, contratado ao Palmeiras, a afirmarem-se como valores seguros da nação sul americana. O guarda-redes Handanovic, da Eslovénia, ou o promissor central sueco Ekstrand, são apenas mais alguns exemplos da boa prospecção efectuada pelo clube.

Modelo a seguir? Poderá ainda chegar ao título nesta temporada? Terá a Udinese capacidade para manter os seus principais nomes, como Alexis Sanchéz, Inler ou Asamoah? Será o departamento de prospecção vital para a continuidade dos bons resultados do clube na próxima época?

T. Cunha

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