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Um aviso às equipas: os piores contratos de sempre

Green, Leonard, Love, Butler e DeAndre Jordan vão engordar esta lista (ou justificar o salário)?

O mercado está prestes a arrancar na NBA, com as diversas equipas a tentarem caçar os melhores jogadores disponíveis. Para uns, é altura de mostrar serviço, para outros, é o momento de fazer o contrato de uma vida. É certo que a NBA possui um conjunto de regras que impedem as loucuras que vemos no futebol, e que limitam a acção dos managers, mas ainda assim há verba suficiente para desperdiçar em contratos ruinosos para os bolsos dos pobres donos. Seja por inabilidade, por excesso de crença, ou simplesmente pela necessidade de arranjar um nome sonante, o facto é que todos os anos somos confrontados com contratos que imediatamente levantam suspeitas. Normalmente, é oferecido demasiado dinheiro a jogadores que não o valem, mas pior que isso, é a excessiva duração dos vínculos, que acaba por prejudicar o clube a longo prazo, ao tapar parte significativa do espaço salarial. Enquanto as equipas não nos brindam com as suas decisões, recordemos alguns contratos que tanto têm de danosos como de hilariantes.

Rashard Lewis (Orlando, 6y, $118M)
Lewis era um bom marcador de pontos, mas estava longe de ser peça fundamental de uma equipa com aspirações a ser campeã. No entanto, Orlando pagou-lhe como tal, sendo que ele chegou a ser o segundo jogador mais bem pago da NBA. Ainda fez uma boa temporada em Orlando, mas foi sempre descendo, até os Magic despejarem o seu salário em Washington.
Vin Baker (Seattle, 7y, $86,7M)
Baker arrasou em Milwaukee, pelo que o longo contrato oferecido pelos Sonics, para onde havia sido trocado, até fazia sentido. Infelizmente a sua carreira afundou-se, muito devido a lesões, excesso de peso, e um “ligeiro” problema com bebidas alcoólicas.
Larry Hughes (Cleveland, 5y, $70M)
Execelente exemplo de pagar demasiado por um prémio de consolação. Cleveland estava desesperado por arranjar apoio para LeBron James, e depois de falhar os alvos iniciais, decidiu contratar Hughes, que viera de uma boa temporada em Washington. Mas Hughes nunca esteve em linha com as expectativas (que na realidade, eram exageradas), juntando lesões a uma percentagem de lançamento muito fraca. Cleveland foi cavando um buraco fundo com este tipo de aquisições, facto que também terá ajudado à decisão de James ir para Miami.

Juwan Howard (Washington, 7y, $100M)
O que fazer quando os melhores jogadores não querem jogar por nós? Pagamos 100 milhões a quem queira. Howard era um bom jogador, mas não um excelente jogador, e os seus números eram aumentados pelo facto de ter muitos minutos, fruto de várias lesões no plantel, e ter direito a todos os lançamentos que quisesse. Ele era o típico jogador de “bons números numa má equipa”, e pagar-lhe aquela maquia apenas reduziu as chances de Washington ir buscar a ajuda que ele realmente precisava.
Eric Dampier (Dallas, 7y, $70M)
Bons postes valem bom dinheiro, mas Dampier nunca foi um bom poste. No último ano em Golden State conseguiu boas médias, naquilo que é entendido como um “contract year”. Marc Cuban, talvez num acesso de loucura, deu um contrato de longa duração que atormentou Dallas durante muito tempo. E por coincidência, Steve Nash também era FA nesse Verão, rumando a Phoenix.
Ben Wallace (Chicago, 4y, 60M)
Dar tanto dinheiro a um poste que ofensivamente era limitado já por si era uma decisão duvidosa, mas fazê-lo a um jogador na casa dos 30 e que fazia do físico a maior arma… péssimo. Wallace fez uma boa temporada de estreia, mas a partir daí foi, sem surpres, sempre a descer. Felizmente, há sempre Cleveland…
Eddy Curry (New York, 6y, $60M)
New York, New York… Chicago decidiu-se livrar do poste, devido a questões levantadas com problemas cardíacos. E quando se quer fazer bom negócio, é telefonar à Big Apple. Os Knicks apostaram nele, e deram-lhe contrato a condizer com as suas expectativas. Curry ainda mostrou sinais de vida, em especial no ataque, mas na realidade nunca foi o ressaltador e defensor que NY precisava. E para rematar, deixou-se engordar de tal modo que deixou de ter condições de jogar a um nível alto, e nos últimos dois anos em NY participou apenas em 10 jogos.
Jerome James (New York, 5y, $30M)
Alguns jogadores precisam de uma época inteira a alto nível para enganar um GM, mas James precisou apenas de um playoff. Ao serviço de Seattle, nos playoffs 2005, produziu números muito acima daqueles a que estava habituado, e Isiah Thomas viu ali um reforço de peso. E acertou, porque peso era coisa que não faltou a James, que se apresentava normalmente fora de forma. No primeiro ano jogou uma média de 9 minutos por jogo, e entre 2007 e 2009 entrou em 4 partidas.
Stephon Marbury (New York, 4y, $76M)
Uma excelente temporada, em que liderou NY aos playoffs, após troca com Phoenix, foi mais que suficiente para os Knicks abrirem os cordões à bolsa. Marbury era tido como uma estrela, mas havia algumas dúvidas quanto ao seu comportamento. E infelizmente para os Knicks, essas dúvidas concretizaram-se. Marbury foi desaparecendo, pelo meio pegou-se com Larry Brown e Isiah Thomas, de tal maneira que o base acabou banido das instações do clube, e intruído a ficar em casa (enquanto recebia cerca de $20M).
Jon Koncak (Atlanta, 6y, $13M)
Considerado como o “pai” dos contratos ruinosos, Jon “Contract” fez uma carreira mediana na NBA, muita dela como suplente. Mas como um poste dominante era uma espécie de Santo Graal, os Hawks deram-lhe um contrato impensável, passando Konkac a auferir mais que Jordan, Bird ou Magic. Claro que as coisas são como são, e Koncak teve durante esses seis anos o mesmo tipo de desempenho que até então. Quanto a Atlanta, viu-se impedida de competir no mercado nos anos seguinte.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito

0 Comentários

  • JSC
    Posted Junho 27, 2015 at 2:07 pm

    Roy Hibbert 58M$ 4 anos ou 43M$ 3 anos (se não accionar o pot in). :D também se pode juntar. O Green não vale nem meio contracto.

    Desses por ordem de qualidade e potencial na minha opinião Leonard, Butler, Green e Jordan muito a trás dos dois primeiros.

    • JSC
      Posted Junho 27, 2015 at 2:29 pm

      Eu pessoalmente gosto muito do Love e punha em terceiro , mas mais próximo dos dois primeiros que dos dois últimos.

  • Anónimo
    Posted Junho 27, 2015 at 2:09 pm

    DeAndre Jordan é na minha opinião um dos melhor postes da NBA, se não o melhor. Estou curioso para ver o seu destino.
    Jorge dos Santos

    • Fábio Teixeira
      Posted Junho 27, 2015 at 2:21 pm

      O destino é a equipa que está. Mas por que dizes que é dos melhores?

    • Anónimo
      Posted Junho 27, 2015 at 3:30 pm

      O que se ouve por aqui… O DeAndre Jordan é um defesa mediano que lança 6 vezes por jogo. Era de esperar que se fosse "o melhor poste na NBA" fizesse mais.

      O melhor poste (C) é o DMC ou o Gasol. Se quisermos estender à posição de PF, metemos o AD à conversa.

      Nunca, nunca na vida o DeAndre é o melhor poste da NBA. Sinceramente, nem no meu top 5 entra…

      Layne T. Staley

    • Bernardo Quintino
      Posted Junho 27, 2015 at 4:23 pm

      Concordo com o Layne. Acho também que o Cousins é sem dúvida o melhor center neste momento na NBA. Apenas acho que deve melhorar o seu temperamento e não fazer erros infantis (expulsões, provocações, etc.)

    • Ruben Frasco
      Posted Junho 27, 2015 at 4:43 pm

      Deandre Jordan é um bom poste e considero que se tivesse jogado noutas epocas como a dos miticos bill russel e wilt chamberlain teria uma maior visibilidade dado a sua pujança fisica so que agora na nba pede-se mais lanaçamento a um poste e mais post moves que o DeAndre nao possui mas é um jogador bastante apetecido e so por isso deve ser considerado um exelente poste

    • Guilherme Silva
      Posted Junho 27, 2015 at 4:55 pm

      Também considero o Cousins o melhor Center na NBA neste momento, embora ache que a defesa dele ainda tem bastante a melhorar. Depois dele Marc Gasol e Dwight Howard, e num nível mais abaixo, Al Jefferson e já talvez o DeAndre, embora sejam jogadores totalmente diferentes.

    • João Ribeiro
      Posted Junho 27, 2015 at 6:11 pm

      Pelo facto de nunca ter competido no mais alto nível, ou seja, Playoffs, não considero o Cousins o melhor poste, embora sej o melhor tecnicamente

    • Ruben Frasco
      Posted Junho 27, 2015 at 10:01 pm

      Não, cousins nao é o melhor Center da nba pelo menos enquanto existir um senhor chamado dwight Howard ou anthony davis se for considerado Center e ate o Marc Gasol , que apesar de ter descido de qualidade (Dwight, na minha opinião é melhor que o cousins exepto no drible e talvez lançamento, mas esse não e um propósito de um poste.

    • Anónimo
      Posted Junho 27, 2015 at 11:44 pm

      O Dwight, NESTE MOMENTO, não é melhor que o Cousins. E não podes argumentar que o Cousins é pior porque tem qualidades acima da média (para um poste) no lançamento e no drible. Isso não faz sentido nenhum… Um base também não é suposto ter post game. O Magic tinha e é talvez o melhor PG de sempre…

      Podes argumentar que o Dwight é melhor que o Cousins. Com todo o direito. O que estás a fazer é a apresentar um mau argumento. Não faz sentido nenhum…

      Layne T. Staley

    • Ruben Frasco
      Posted Junho 28, 2015 at 10:03 am

      O meu argumento não se baseia em dizer que o drible e lançamento não são importantes para o jogo de um poste, o que queria afirmar é que nos restantes atributos considero o Dwigth mais forte que o Cousiins apesar de neste momemnto não o ser, mas lá esta considero que o Dwigth está num mau momento, mas se simplesmente tentar ignorar isso e encontrar um momento em que os dois estejam em boa forma acho que o Dwigth seria melhor poste que o Cousins

  • Guilherme Silva
    Posted Junho 27, 2015 at 2:15 pm

    Desses, alguns contratos na altura fizeram sentido. O maior exemplo é o Marbury, que quando o assinou estávamos bem na era dos bases marcadores de pontos e Marbury nisso era dos melhores. O seu comportamento e pouco profissionalismo, juntando à mudança de paradigma na NBA em relação aos bases "point first" ditou o falhanço que foi. Mas estes contratos já são habituais nos Knicks.. Eddy Curry que o diga.

    O que têm em comum a maioria destes contratos absurdos é que são sempre dados aos "big guys" já que os americanos tendem sempre a apostar nos homens de garrafão e achar que está ali o próximo poste que domina a NBA. Os próximos são DeAndre Jordan e Tristan Thompson (alegadamente pede um max contract!), e actualmente houve por exemplo o belo contrato do Javale McGee (11M/ano).

    Love justificará o contrato em qualquer equipa desde que também seja construída a pensar nele e não a usá-lo como um mero atirador, Leonard merece o contrato pelo que fez, mas acho que um jogador como ele, que acrescenta muito mais defensivamente que ofensivamente não pode ter um contrato tão grande de 16M/ano. Já em relação ao Butler, merece sem dúvida e concordo que Chicago faça o esforço de ficar com ele. Já Green, certamente vai ser overpaid nalgum lado.. o que é normal quando se dá nas vistas numa equipa melhor, como fez Stephenson ou Bledsoe por exemplo.

    • Nuno R
      Posted Junho 27, 2015 at 2:21 pm

      Deixei de fora alguns que se revelaram ruinosos, mas que na altura pareciam fazer sentido:

    • Nuno R
      Posted Junho 27, 2015 at 2:22 pm

      Faltou o resto: Arenas, Houston, Jermaine o'neal, Kirilenko

    • Guilherme Silva
      Posted Junho 27, 2015 at 2:31 pm

      Eu concordo, na altura esses fizeram sentido. Mesmo o do Rashard Lewis, apesar de ser enorme, é preciso contextualizar. O Howard já andava a ameaçar que queria ser trocado se não fizessem uma equipa competitiva e o Lewis na altura era a única solução no mercado que encaixava em Orlando. Sabendo disso esticou bem a corda e os Magic caíram e pagaram porque apesar de não ser perfeito era a solução possível. Mas essa equipa de Orlando que chegou à final era um conjunto de contratos absurdos, a começar no Lewis e a acabar no Jameer Nelson.

    • Nuno R
      Posted Junho 27, 2015 at 2:44 pm

      Orlando, tal Cleveland fez no final da era Lebron, entrou naquela espiral de desespero de querer fazer qualquer coisa. Mas estava na cara que aquele contrato os ia atormentar no futuro. O jwan Howard é parecido, ele não valia tanto, mas era o que tinham à mão… Mas esse tipo de salários impede qualquer margem de manobra no futuro.
      Resta dizer que, se no caso de NY é pura má gestão, as equipas menos apelativas são por vezes "obrigadas" a pagar mais aos FA.

    • Guilherme Silva
      Posted Junho 27, 2015 at 3:05 pm

      Sim, eu concordo, mas era a única opção que tinham na altura.

      Em NY sempre houve um esbanjar de dinheiro incrível. A péssima gestão tem sido a imagem de marca do franchise, espero que com Phil Jackson isso mude. Mas sim, uma equipa de um mercado masi periférico e com menos poder de atracção normalmente tem que pagar mais para conseguir FA's, e às vezes nem assim. Mas muitas vezes pagam contratos inacreditáveis só para conseguirem manter alguém que lá tenham e não serem obrigados a recomeçar um processo de reconstrução da equipa. Nesses casos é que há muitos negócios completamente ruinosos e o Gordon Hayward talvez seja o maior exemplo disso. Não passa de um role player e recebe como um estrela.

    • João Ribeiro
      Posted Junho 27, 2015 at 6:19 pm

      O Houston na altura fazia algum sentido. Foi uma das figuras da sensacional equioa dos Knicks que terminaram a sua conferencia em 8° e chegaram àz Finais. Além do mais ninguém previa que iria sofrer como sofreu de lesões.

      Mas os Knicks dos tempos de Isiah Thomas eram de medo. O Isiah fazia coisas patéticas. Parecia que estava a jogar NBA 2K na palhaçada

    • Nelson
      Posted Junho 28, 2015 at 9:39 pm

      Muitos contratos são victimas das circunstancias. leonard, butler, green e jordan são todos restricted FAs, e são todos elementos chaves das suas. Suas respectivas equipas são obrigadas a igualar a proposta de outras equipas por ser muito mais facil continuar com o jogador de que procurar por substitutos… no caso do jordan por exemplo, os clippers não iriam conseguir arranjar outro center com a sua qualidade ou melhor porque estão acima do cap. Podes culpar o clippers por oferecer-lhe um max??? leonard ganhou uma finals MVP e é um dos SF mais promissores da liga com certeza que não faltariam equipas que dariam-lhe um max, butler teve a sua breakout season e green tem características muito dificeis de encontrar num jogador. Como mencionado acima, tristan thompson também é um forte candidato a um max.

  • marcelo féria
    Posted Junho 27, 2015 at 2:32 pm

    Nuno R, o último tá correcto? Ou são 130? É que se for realmente 13, não faz sentido.. Visto que dá coisa de 2 milhões por época.

  • Anónimo
    Posted Junho 27, 2015 at 3:40 pm

    Parabéns pelo texto sobre um tema muito interessante, nisto que é o universo da NBA.

    Ficou a faltar essencialmente o negocio do Arenas.

    Na NBA, esta questão dos contratos e dos salários é extremamente relativa. Muitas vezes há jogadores que recebem teoricamente acima do seu real valor, porque os "critérios" para as atribuições desses salários são muito particulares e dependem muito do que há no mercado, do cap space, das intenções a curto ou médio prazo, etc. Os GMs têm de saber jogar com as cartas que têm em cima da mesa, dizendo assim. Às vezes têm de abrir os cordões à bolsa para manterem jogadores que pedem muito e que têm forte importância na equipa. Recorrendo ao mercado não se arranjam soluções e por isso paga-se o balúrdio. Dois exemplos são o DeAndre Jordan e mais recentemente o Tristan Thompson, que estão a pedir max contracts e cujas equipas vão pagar porque não têm uma alternativa melhor, sendo que se tratam de dois jogadores importantes nas aspirações das mesmas. A questão do Draymond Green é algo semelhante. Já no caso do Butler e do Love acho situações um pouco diferentes.

    Contudo, não deixa de ser totalmente verdade que há contratos e decisões ruinosas.

    Luís Borges

  • Anónimo
    Posted Junho 27, 2015 at 6:04 pm

    Belo texto, Nuno R.
    Gostava que houvesse mais iniciativas da NBA no VM, mas sei que nem toda a gente tem disponibilidade para contribuir, nem o VM tempo para dar mais destaque (ainda por cima, vendo que a maior "discussão" e debate se centra no futebol).

    Quanto às situações acima, são cada vez mais recorrentes. Jogadores medianos a receber como estrelas (ainda no outro dia vi que o Tobias Harris estava à procura de um max e o Ed Davis de 10 milhões…). Quero ver quando o Cap subir…

    PS: O contrato do Marbury foi o que tinha de ser. Era uma estrela na Liga (tal como Arenas). Alguém lhe daria aquele contrato (independentemente da falta de cabeça) os Knicks (quem mais…) chegaram-se à frente. Há sempre aquela esperança de que o jogador ganhe juízo.

    Layne T. Staley

  • João Ribeiro
    Posted Junho 27, 2015 at 6:26 pm

    Muitos falam do contrato do Arenas como ato de má gestão, mas não concordo que o fosse. Ele jogava de uma maneira absurda, fez médias de 28 pontos numa época regular, nomeado All-NBA 2nd team, era All Star e na altura os Wizards não imaginariam que teria a lesão que teve e se não fossem os Wizards, seriam outra equipa a dar-lhe esse dinheiro. O mesmo se aplica ao caso Amar'e Stoudemire, por exemplo

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