Na véspera do início da fase de grupos de mais uma Liga dos Campeões, com certeza
todos os portistas terão esperança de chegar aos 1/4 final e com mais ou menos sorte,
avançar mais um pouco, quiçá repetindo 2004. Para já, o grupo em que a equipa está
inserida, permite sonhar com uma boa prestação.
Foi nesta onda de pensamento que me surgiu a ideia para este artigo. Será assim tão
absurdo este pensamento no sucesso? Repare-se que sem se perceber muito bem, o
Porto conseguiu formar um plantel com características muito semelhantes ao 4-4-2
de Mourinho em 2004.
todos os portistas terão esperança de chegar aos 1/4 final e com mais ou menos sorte,
avançar mais um pouco, quiçá repetindo 2004. Para já, o grupo em que a equipa está
inserida, permite sonhar com uma boa prestação.
Foi nesta onda de pensamento que me surgiu a ideia para este artigo. Será assim tão
absurdo este pensamento no sucesso? Repare-se que sem se perceber muito bem, o
Porto conseguiu formar um plantel com características muito semelhantes ao 4-4-2
de Mourinho em 2004.
Começando pela baliza, Helton é o sucessor de Vítor Baía – VB, mas apesar do estilo
diferente, já acumula muitos jogos europeus, garantindo assim experiência e
tranquilidade entre os postes. Se o Porto chegar à final, Helton terá até os mesmos 34
anos que VB na época 2003/2004.
Nas laterais, Miguel Lopes tem as condições para dar a profundidade e largura
necessárias a uma equipa que joga com um losango no meio campo. A nível defensivo,
tem sensivelmente a mesma altura que Paulo Ferreira, o dono da posição em 2004,
mas tem um físico bem mais forte. Do lado esquerdo, Alex Sandro apresenta já grandes
diferenças para Nuno Valente. Bem melhor no aspecto ofensivo, mas uns furos abaixo
na vertente defensiva. É jovem e poderá ter problemas frente a jogadores de renome
internacional, contudo está habituado a treinar com jogadores de qualidade tanto no
Porto como nas suas chamadas à selecção brasileira.
No centro da defesa, Maicon e Otamendi estão ainda longe da experiência de Jorge
Costa e R. Carvalho, mas em jogos deste nível e com a concentração máxima e
direcções dadas por Helton poderão surpreender as hostes europeias.
Como médio defensivo, vulgo ‘6’, Fernando apresenta-se ao nível de Costinha. Não
apresentando tantas características de líder como o ‘Ministro’, Fernando, o ‘Polvo’ é
exímio nas dobras e a estancar o jogo ofensivo do adversário. Não é por aqui que o
Porto actual perde para o Porto campeão europeu.
Em posições mais avançadas, Danilo pode fazer de Maniche, um box-to-box com um
forte remate e que não descura as qualidades defensivas, adquiridas da experiência
como lateral. A boa complexão física e tenra idade dão garantias de resistência numa
das posições mais exigentes do futebol. A seu lado, Moutinho supera Pedro Mendes.
Fantástico a garantir os equilíbrios da equipa e com uma qualidade de passe alta,
Moutinho tem também a inteligência para abanar ou acalmar o jogo dos azuis e brancos
sempre que preciso.
A 10, James Rodriguez joga em águas mais familiares e poderia, não digo fazer
esquecer Deco, mas garantir momentos de magia e aberturas ao nível apenas dos mais
habilidosos.
Na frente, Varela teria condições para ocupar a posição que era de Derlei. Jogador
irrequieto, que joga uns passos atrás do ponta de lança e que ajudaria James a ligar o
ataque portista. Também Atsu, jogador que gosta de espaço e embala muito bem podia
ocupar esta posição. Finalmente Jackson Martinez consegue competir com Benni McCarthy como goleador da equipa, fechando assim o lote de 11 jogadores para defrontar a nata europeia. Palavra ainda para Lucho, jogador importante para vários jogos e/ou momentos em que a experiência imperasse. Seria sem dúvida uma peça importante para jogar ao longo da competição. Este esquema tira ainda o, já de si diminuto, espaço que Iturbe tem no plantel, pelo que neste caso o empréstimo seria opção a considerar.
diferente, já acumula muitos jogos europeus, garantindo assim experiência e
tranquilidade entre os postes. Se o Porto chegar à final, Helton terá até os mesmos 34
anos que VB na época 2003/2004.
Nas laterais, Miguel Lopes tem as condições para dar a profundidade e largura
necessárias a uma equipa que joga com um losango no meio campo. A nível defensivo,
tem sensivelmente a mesma altura que Paulo Ferreira, o dono da posição em 2004,
mas tem um físico bem mais forte. Do lado esquerdo, Alex Sandro apresenta já grandes
diferenças para Nuno Valente. Bem melhor no aspecto ofensivo, mas uns furos abaixo
na vertente defensiva. É jovem e poderá ter problemas frente a jogadores de renome
internacional, contudo está habituado a treinar com jogadores de qualidade tanto no
Porto como nas suas chamadas à selecção brasileira.
No centro da defesa, Maicon e Otamendi estão ainda longe da experiência de Jorge
Costa e R. Carvalho, mas em jogos deste nível e com a concentração máxima e
direcções dadas por Helton poderão surpreender as hostes europeias.
Como médio defensivo, vulgo ‘6’, Fernando apresenta-se ao nível de Costinha. Não
apresentando tantas características de líder como o ‘Ministro’, Fernando, o ‘Polvo’ é
exímio nas dobras e a estancar o jogo ofensivo do adversário. Não é por aqui que o
Porto actual perde para o Porto campeão europeu.
Em posições mais avançadas, Danilo pode fazer de Maniche, um box-to-box com um
forte remate e que não descura as qualidades defensivas, adquiridas da experiência
como lateral. A boa complexão física e tenra idade dão garantias de resistência numa
das posições mais exigentes do futebol. A seu lado, Moutinho supera Pedro Mendes.
Fantástico a garantir os equilíbrios da equipa e com uma qualidade de passe alta,
Moutinho tem também a inteligência para abanar ou acalmar o jogo dos azuis e brancos
sempre que preciso.
A 10, James Rodriguez joga em águas mais familiares e poderia, não digo fazer
esquecer Deco, mas garantir momentos de magia e aberturas ao nível apenas dos mais
habilidosos.
Na frente, Varela teria condições para ocupar a posição que era de Derlei. Jogador
irrequieto, que joga uns passos atrás do ponta de lança e que ajudaria James a ligar o
ataque portista. Também Atsu, jogador que gosta de espaço e embala muito bem podia
ocupar esta posição. Finalmente Jackson Martinez consegue competir com Benni McCarthy como goleador da equipa, fechando assim o lote de 11 jogadores para defrontar a nata europeia. Palavra ainda para Lucho, jogador importante para vários jogos e/ou momentos em que a experiência imperasse. Seria sem dúvida uma peça importante para jogar ao longo da competição. Este esquema tira ainda o, já de si diminuto, espaço que Iturbe tem no plantel, pelo que neste caso o empréstimo seria opção a considerar.
A corrida de Hulk para os rublos dá que pensar a Vítor Pereira, e esta poderia ser uma solução para uma equipa que se sente confortável no 4x3x3 e a quem, por isso mesmo, não fazia mal uma mudança de estratégia para pelo menos, manter o desafio e os níveis de concentração altos. Será já tarde para tal mudança, mas a saída de Hulk também não aconteceu a horas. Pode ser que Vítor Pereira tente. Provavelmente não, mas a sugestão está dada. Quais as expectativas do leitor para esta campanha do FC Porto na Liga dos Campeões? Será possível imitar o percurso de 2004? Deveria VP (agora sem o Incrível) adoptar uma nova táctica?
Visão do Leitor: Francisco Henriques


