Na maioria dos países, alguns dos clubes mais fortes nas suas competições internas estão situados na capital. É assim em Lisboa, Madrid, Paris ou Londres, por exemplo. Mesmo em Roma, existem duas equipas fortes, crónicas candidatas aos lugares europeus (como mínimo). Na Alemanha este fenómeno não se sucede. Com uma capital dividida em dois clubes por muitas décadas, nenhuma instituição ocupa um lugar de relevo no panorama futebolístico alemão. Hertha Berliner Sport-Club e 1. FC Union Berlin são os representantes da cidade na Bundesliga. A história do segundo foi bastante escrutinada com a sua subida em 2019 (devido aos valores tradicionais e aos adeptos apaixonados, além de terem feito parte do bloco de Leste), passando a somar vários aficionados em outros países. Já o Hertha, manteve a sua relevância, pois já era uma instituição conhecida.
A partir de 2019, renasceu a esperança nos adeptos azuis e brancos da capital na obtenção de bons resultados. Lars Windhorst, empresário e co-fundador da Sapinda, demonstrou interesse em investir no clube, permitindo a aquisição uma série de reforços. Foram gastos 110 M de euros em contratações nesse mercado em nomes como Tousart, Piatek, Lukébakio, Matheus Cunha, Ascacíbar ou Lowen, além dos empréstimos de Grujic e Wolf. Foi a temporada com melhores resultados desde a chegada do “messias”, com um décimo lugar.
No ano seguinte, mais uma série de investimentos, embora em menor número, destacando-se Córdoba ou Schwolow, num total de 31,25 M de euros, para obter um décimo quarto lugar. Por fim, 2021/2022 fica marcado por um menor gasto (27 M de euros), com Serdar a ser a contratação mais importante, resultando num péssimo campeonato, salvo pela vitória frente ao Hamburger SV no play-off de manutenção.
Como é possível após tanto investimento, os resultados serem tão escassos? A verdade é que o Hertha desembolsou bastante dinheiro em comparação com as outras equipas da Bundesliga. Não tendo uma equipa para lutar pelo título, esta poderia ser bem capaz de batalhar por lugares que dão acesso às competições europeias, como os rivais citadinos fizeram, com um plantel muito mais humilde. O caso da equipa em análise é a demonstração perfeita de falta de paciência e de ideias.
Faz sentido pensar em objetivos maiores quando existe alguém a colocar capital. No entanto, a subida tem de ser gradual, temporada a temporada (a não ser que falemos do Paris Saint-Germain, que desde cedo investiu milhões para ser campeão). Além do mais, a Bundesliga tem um conjunto de equipas que são cronicamente candidatas às competições europeias, além de um vencedor “antecipado”. Não deixa, no entanto, de ser um dos campeonatos mais interessantes de se acompanhar. Com isto, seriam necessárias duas ou três épocas para que se começasse a pensar em ficar num top-4, com uma equipa suficiente para conseguir estabilizar nesse objetivo. Aconteceu precisamente o reverso e com alguns erros à mistura.
A escolha dos treinadores revelou-se errada, praticamente desde o começo. Se arrancar com Ante Covic (treinador do Hertha Berlin II) parecia uma ideia inovadora, já que se tratava de um jovem com boas ideias para o futuro, os seus sucessores apresentaram-se com um foco no imediato, não sendo técnicos para atingir voos muito elevados. Olhemos à lista de nomes:
- Jurgen Klinsmann, 10 jogos;
- Alexander Nouri, 4 jogos;
- Bruno Labbadia, 28 jogos;
- Pal Dárdai, 31 jogos;
- Tayfun Korkut, 14 jogos;
- Felix Magath, 9 jogos.
Nenhum destes treinadores faz parte da nata da profissão, nem de perto. Tampouco são promissores, estando todos (excetuando Magath) desempregados. Estas péssimas escolhas são um dos grandes motivos para o fracasso do projeto, além do pouco tempo oferecido aos mesmos. Labbadia e Dárdai ainda conseguiram fazer a transição de uma temporada para a outra, mas duraram pouco. Em três épocas ter sete técnicos diferentes demonstra uma desorientação grave e falta de visão de mercado, no que se trata à equipa técnica.
A atitude tomada deverá fazer ao leitor lembrar-se de algumas equipas do campeonato português, que tanto são criticadas por dar chances a nomes ultrapassados ou por trocarem de treinador demasiadas vezes. A Bundesliga representa o inverso, com a paciência a ser uma virtude, porém o Hertha preferiu seguir um mau exemplo.
Não há como negar que a equipa atual é de qualidade. Ascacíbar, Serdar, Plattenhardt, Tousart, Belfodil, Selke ou Jovetic são nomes bem conhecidos no futebol europeu. É uma base que pode crescer bastante nas mãos certas, não sendo necessária uma revolução no plantel, mas sim definir o que se quer (a longo prazo) e escolher o nome ideal para assumir o leme. Não faltam na Alemanha projetos que são um sucesso. Christian Streich no SC Freiburg, Bo Svensson no Mainz 05, Steffen Baumgart no FC Koln são exemplos a seguir. O primeiro, está no cargo desde 2011/2012, mostrando que a paciência compensa, num crescimento sustentado. Os outros dois, vieram de divisões inferiores para ficar. Não houve medo em arriscar em técnicos com uma curta carreira e menos nome (apesar de Svensson ter sido jogador do Mainz durante sete temporadas). Se Magath continuar, a probabilidade de acabar a próxima época é relativamente pequena, apesar de ser um histórico treinador alemão.
Tudo o que não se quer é uma repetição destas últimas épocas. Com a demissão do presidente Werner Gegenbauer, devido a conflitos com Lars Windhorst, abre-se uma vaga para uma nova era, onde se pode investir bem (os jogadores adquiridos têm qualidade) e obter resultados. Para isso é necessária paciência por parte da nova direção e do próprio Windhorst, que não pode exigir resultados muito acima da expectativa já para 2022/2023. Pode sim, dar passos para a evolução de um projeto, que até ontem se demonstrou perdido.
Visão do Leitor: Ricardo Lopes
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24 Comentários
BrunoAlves16
A verdade é que Berlim já teve um clube dominador mas na Oberliga (campeonato da então Alemanha de Leste), o Dínamo de Berlim, porém, apesar de ganharem muito, eram um clube odiado pelo povo por ser oficiosamente o clube da Stasi, a polícia política da Alemanha Comunista. Hoje está afundado nas divisões regionais alemãs.
O Hertha e o Union eram clubes muito mais apoiados segundo consta. E se o Union é um clube mais modesto (ou com menos recursos) que já vai em dois apuramentos europeus consecutivos, o Hertha continua entre a mediania e a mediocridade.
Neville Longbottom
Não conhecia a história do Dínamo de Berlin. Já tenho com que me entreter! Obrigado
BrunoAlves16
Para quem gosta de ler/ouvir sobre a história do futebol vale bem a pena atentar na história do futebol da ex-RDA, até pelo contexto sócio-político, intimamente ligado ao jogo.
Ricardo Lopes
Parece-me um tema muito interessante. Recomendo os Cadernos de Leste, do podcast Matraquilhos.
BrunoAlves16
Obrigado pela sugestão, vou espreitar sem dúvida. E já agora, parabéns pelo artigo.
Ricardo Lopes
Muito obrigado!
Daniel Alves
Se souberes inglês, há um site chamado These Football Times que tem artigos excelentes sobre futebol.
Tens lá este “https://thesefootballtimes.co/2018/02/05/eleven-pigs-and-the-secret-police-the-story-of-bfc-dynamo/” sobre a ligação entre a política/polícia e o Dinamo Berlim. E se pesquisares lá por “Berlim” encontras outras histórias do género.
GoldenFCP
A repressão da Stasi era tanta que quando o Dynamo Berlim começou a aparecer os melhores jogadores do Dynamo Dresden(na altura a melhor equipa da Alemanha Oriental) foram obrigados a transferir-se para a equipa de Berlim-Leste de forma a montarem um género de super equipa. Sem falar das arbitragens que estavam completamente condicionadas pelos agentes secretos e dos jogadores adversários que eram ameaçados antes dos jogos.
O Hertha não ficava na RDA, ficou na parte capitalista. Por isso nessa altura o maior derby de Berlim era Dinamo-Union.Os adeptos do Union eram maioria na Alemanha Oriental. Significavam a oposição ao regime comunista e ao clube sistema(Dinamo Berlim). Por isso é que era conhecido como ´´o clube do povo´´.
Atualmente não podia concordar mais. O Union faz muito mais com menos recursos. O Hertha ao que investiu ja devia ter dado o próximo passo. Inexplicavelmente tem ficado na sombra do primo pobre
BrunoAlves16
Verdade, o grande derby da Berlim comunista era com o Union porém os grandes rivais do Dinamo de Berlim eram o Dinamo de Dresden e o Magdeburg mas, como bem disseste, eram constantemente puxados para trás em favor do clube da Stasi.
Destacar que o Union tendo uma boa base de apoio em Berlim, mesmo na Oberliga nunca teve grande impacto e haviam mesmo muitos berlinenses orientais que torciam pelo Hertha o que significava um duplo acto de afirmação pela liberdade (não torcer/torcer contra o Dinamo e torcer por um clube do lado ocidental).
Rosso
Ia escrever isso mesmo: apesar do artigo estar muito bom, a verdade é que não era o Union que representava Berlim Leste, mas o “oficioso” Dynamo, clube da polícia política que provavelmente mais informações (e informadores) tinha da sua população.
galucho10
Ótima peça, a expor um dos grandes “mistérios” do futebol atual.
Queria só deixar um reparo relativo ao primeiro parágrafo. É errado pensar que as melhores equipas (ou mais tituladas) se situam nas capitais dos respetivos países. Aliás, acontece o inverso.
Nas 5 principais ligas europeias, excetuando o Real Madrid e agora o PSG (o Saint Étienne ainda tem mais campeonatos, e é de uma das cidades mais industriais da Europa), as melhores equipas situam-se em cidades industriais (ou que tinham a sua força na indústria há 60/70 anos). Nestes cidades os clubes de futebol eram vistos como o escape dos operários aos seus trabalhos, aguardavam ansiosamente pelos fins de semana de jogos e o futebol revestia-se de grande importância. Nas capitais não era dada essa importância.
O que acabo de explicar é de fácil constatação se contabilizarmos os vencedores de Ligas dos Campeões em cada um desses países (novamente, o Real Madrid é exceção).
Liverpool/Manchester vs clubes de Londres
Milão/Turim vs clubes de Roma
Munique/Hamburgo vs Berlim
Ricardo Lopes
Obrigado pelo comentário. O que quis dizer é que nas capitais existem equipas muito fortes (na atualidade), não necessariamente as mais tituladas. De resto concordo contigo, as cidades industriais foram vitais para o desenvolvimento do desporto rei.
Mr.433
Faz sentido até porque as zonas indústrias são áreas de muita população. No entanto as capitais tem um grande impacto. No top 5 duas são claramente a capital e se alargamos mais ainda mais se acentua.
– Inglaterra- Liverpool/M. United. (Não)
– França- PSG (Sim)
– Italia- Juve/ Milão (Não)
– Espanha- Real Madrid (Sim)
– Alemanha- Bayern Munique (Não)
– Portugal- Benfica (Sim)
– Holanda- Ajax (Sim)
– Rússia- Apesar do Zenit, no geral da história o melhor clube é da capital (Sim)
– Turquia- Galatasaray/ Besiktas/Fenerbahçe (Sim)
– Grécia- Olímpiacos (Não)
– Bélgica- Anderlecht (Sim)
– R. Checa- Sparta/ Slavia de Praga (Sim)
– Escócia- Rangers/ Celtic (não, mas a maior cidade do país é Glasgow)
– Ucrânia- Dínamo Kiev (Sim, mas Shakhtar não foge muito ao Dinamo)
– Bulgária- CSKA Sophia (Sim)
Assim de cabeça vieram estes e pode-se ver que a tendência é mesmo para a capital. Acho que tem haver com a capital destes países mais pequenos (até economicamente) acaba por ter um impacto bem maior no país. Cidades como Liverpool e Manchester são enormes por si só, por isso fogem às regras do clubes das capitais (mas são situações onde as próprias cidades são enormes)
Ze
So’ um comentario. O Pireu e’ em Atenas.
lipe
A capital turca é Ankara e o Pireu fica praticamente em Atenas. Liverpool e Manchester são muito mais pequenas que Londres e até Birmingham.
Boneco21
O Olympiacos também se pode dizer que é. Tecnicamente é no Pireu, mas faz parte da área metropolitana de Atenas.
No resto, algumas incoerências que te ajudam a dar força ao teu argumento. Se estás a ir pela história, então não podes pôr o PSG em França. Se estás a ir pela atualidade, então não podes pôr o United (o City é da mesma cidade, pelo que é irrelevante), o Anderlecht (o Brugge venceu 5 dos últimos 7 campeonatos), o CSKA (seria o Zenit, como disseste), o CSKA Sofia (o Ludogorets vai em 10 campeonatos seguidos) e mesmo o Benfica seria discutível.
Mas sim, no essencial concordo: a generalidade das capitais têm pelo menos um dos principais clubes do seu país. Podes acrescentar aí ainda a Polónia (Legia), a Dinamarca (Brondby e FC Copenhaga), a Suécia (AIK e Djurgardens, apesar do Malmo ter mais títulos), Chipre (APOEL), Sérvia (Estrela Vermelha e Partizan), Hungria (Ferencvaros), Croácia (Dínamo de Zagrebe), Roménia (Steaua), Eslováquia (Slovan Bratislava), etc.
Mr.433
Exato, tive ali alguns erros que nem eu percebi, mas como referiu, existe uma clara tendencia para a capital
Mr.433
Isto apenas uma adição ao comentário e não uma critica, escrevi o que veio-me a cabeça. Não mencionei diversas outras ligas, nem se quer fora da Europa.
Em relação à Turquia quis dizer que não, e referir que era a maior cidade, como fiz em Glasgow.
França tem de ser PSG, porque nunca houve um verdadeiro grande de França, e o PSG (Feio ou não), já é o maior vencedor do campeonato a par do St. Etiene, e já é o maior vencedor da Taça de França com 14 taças para 10 do Marselha. Não esquecendo que o mais provável é duplicar isto nos próximos 10 anos.
Eu não falo só de História, falo de forma geral. Seja história ou não. O Anderlecht é o clube mais titulado do país assim como o CSKA Sophia. Liverpool e Manchester United são de longe os dois maiores clubes de Inglaterra. Man City tem 8 títulos para 19 e 20 dos outros dois. City tem zero Champions para 6 e 3
Olímpiacos é de Atenas Sim. Piraeus é a zona portuária de Atenas. Não sei porque disse que não.
Em relação ao Benfica, pondo clubismo de Lado é claramente o maior clube de Portugal, desde adeptos a títulos. É o maior titulado de todas as competições internas sem ser a supertaça. Podendo apenas fazer frente o porto em termos Europeus. E mesmo assim as 7 finais da Champions do Benfica, perdidas ou não, demonstram outro tipo de superioridade (porque a história só lembra os vencedores mas para chegar a final tem de se ter esse mérito)
lipe
No livro “Soccernomics” os autores sustentam que em países não democráticos ou que se democratizaram mais tarde que o resto da Europa (Portugal, Espanha, Grécia, Roménia, Sérvia, etc), os melhores clubes tendem a ser oriundos das capitais. Direta ou indiretamente, regimes altamente centralizados e concentrados na capital acabavam por estimular e engrandecer os clubes da capital.
Em Portugal por exemplo é facilmente verificável: o Porto e o futebol no Norte em geral floresceu no pós-25 de Abril enquanto os grandes da zona de Lisboa deixaram de vencer tanto e os restantes clubes pequenos lisboetas pouco ou nada iam aparecendo na 1ª.
Refere também que nos primeiros 42 anos da Taça dos Clubes Campeões da Europa nenhum vencedor era oriundo de uma capital de um país democrático (os que eram de países democráticos eram de cidades que não a capital) – a única exceção talvez seja o Ajax apesar de Amsterdão não ser oficialmente a capital. Na Grã-Bretanha por exemplo: Glasgow, Liverpool, Manchester, Nottingham e Birmingham tiveram clubes campeões da Europa antes de Londres.
Miguel Lopes
Amsterdão é oficialmente a capital (definida na Constituição), Haia é a sede do governo dos Países Baixos.
filipe19
“A Bundesliga representa o inverso, com a paciência ser uma virtude”
hmm…não me parece. Só na última semana cinco treinadores foram despedidos ou não continuaram nos seus clubes na Bundesliga. Foi assim no Hoffenheim, no Wolfsburgo, no Dortmund, no Gladbach e no Augsburg, tendo em conta que o Magath também não vai continuar já vamos em seis clubes. Um terço do campeonato todo!
E não me venham com o Freiburg. Isso é uma história muito à parte. A mesma cidade parece uma ilha naquele país, as pessoas são diferentes, as mentalidades e tudo o que se vive à volta desse clube é diferente. O Mainz é um pouco parecido mas na era pós Klopp também já viveu fases atribuladas, o mesmo com o Köln que até pouco não passava de um clube caótico.
A Bundesliga pode destacar-se com um ambiente espectacular nas arenas, mas de resto não vejo muitas diferenças aos outros campeonatos. Antes pelo contrário, a luta pelo titulo é uma seca e já antes de começar está practicamente decidido. Os árbitros podem ser menos tendenciosos mas são tão péssimos como em outros campeonatos também. É mais interessante ver quem consegue sobreviver na Bundesliga, diria que 12 ou 13 clubes podem com um pouco azar à mistura lutar pela manutenção. Sobretudo a próxima época com 8 clubes nas competições europeias e o campeonato do mundo pelo meio vai ser interessante ver quem consegue gerir a época. Caso correr mal os treinadores vão rápidamente à vida, como em outros campeonatos também.
Ricardo Lopes
Paciência durante o campeonato, quando finda há muito mais liberdade para começar uma nova era. Quantas mudanças de treinador tivemos em Portugal esta época? Muito mais que na Alemanha. Na semana passada ocorreram cinco mudanças porque o campeonato acabou. Durante o mesmo tiveste mudança no Arminia, Leipzig, Hertha e Wolfsburg (não por esta ordem). Na Premier assistimos a 9 equipas a mudar de treinador (o Watford mais do que uma vez, por exemplo). Na La Liga o mesmo número. O campeonato tem os seus defeitos, mas o crédito aos treinadores, durante a temporada, não parece um deles.
filipe19
Na Alemanha também foram 9
Ricardo Lopes
Filipe, fui consultar o Transfermarkt, que me diz que durante a época foram quatro clubes os que mudaram de técnico, como eu disse. Saiu Van Bommel, Marsch, Dárdai, Korkut e Kramer. São cinco mexidas (descontemos os interinos) em quatro clubes. É isto que eu eu quis exibir. As mexidas de fim de época, como Rose não estou a contabilizar, já que a entrada do novo treinador não se deu em 2021/22.