Os clubes portugueses são geralmente potenciais vendedores, sendo conhecidos pelas valências a esse nível, já que compram barato e vendem caro. Este ano assistimos a um SL Benfica muito comprador (como um apanágio das equipas lideradas por JJ) e a um Sporting CP somente a fazer uma venda de um jogador referência – Nuno Mendes – no ultimo dia de mercado, mantendo assim todos os outros ativos valiosos.
O FC Porto estava obrigado a vender, sendo isso de exposição pública. Era muito importante terminar com a balança (muito) no positivo. Foram gastos mais de vinte e quatro milhões de euros no Verão, por parte dos dragões. Pode-se considerar um valor normal, tendo em conta que foram contratados cinco jogadores, que supostamente vêm para acrescentar. O problema fundamental situa-se no que foi angariado neste mercado: zero (sem contar com as taxas dos empréstimos e com o que estava previamente acordado com o Paris Saint Germain por Danilo e com o Boavista por Chidozie, já que são negócios realizados no passado). Desde Junho até ao ultimo dia de Agosto apontaram-se vários ativos à saída. Inicialmente o salvador das finanças portistas seria Vitinha, que escandalosamente soma poucos minutos até agora, visto ser possivelmente o jovem com mais qualidade do plantel (a par de Diogo Costa), neste momento. O Wolverhampton não ativou a sua cláusula de compra, situada na ordem dos vinte milhões de euros, que permitira um desafogo (ainda que momentâneo) das contas do clube. Se por um lado pensamos que vinte milhões era um valor que se necessitava, há que entender que se Vitinha for aposta regular, deverá render muito mais, assim como Fábio Vieira, Diogo Costa, João Mário, Francisco Conceição ou Tomás Esteves, que podem formar uma bela base no 11 dos azuis e brancos. De seguida outros dois nomes foram apontados como solução: Corona e Sérgio Oliveira. O mexicano era obrigatório vender, visto que termina o contrato no próximo mês de Junho, tornando-se a partir de Janeiro um homem livre para definir o seu futuro, ainda que seja o melhor jogador da equipa, a par com Luis Díaz. Não se conseguindo realizar a transação, pode ser mais um dos muitos jogadores a abandonar a cidade Invicta a custo zero, problema que será debatido mais à frente. No caso de Sérgio Oliveira, foi apontado a várias equipas, aparentando em todos os casos, que havia dedo de Jorge Mendes no negócio. Segundo as fontes informativas, o internacional português foi negociado com Fiorentina, Roma e Tottenham, porém nenhum ficou com ele, havendo inclusive consequências para os viola devido a esta negociação, com a saída do treinador (neste ponto talvez não tinha sido tão mau assim, Vicenzo Italiano é superior a Gattuso, na minha opinião). Sérgio Oliveira não vale vinte milhões de euros (talvez metade) e possivelmente muitos dos adeptos portistas teriam ficado satisfeitos com uma venda por estes valores pelo atual suplente de Bruno Costa. É inevitável referir que dá jeito ao FC Porto ter Oliveira no plantel, já que é um jogador com mística e sente o clube.
Em termos de valores, o balanço do mercado foi muito negativo, não conseguindo vender ninguém tornando-se dos três grandes, o que pior agiu nas transferências, algo que costuma ser usual, tendo em conta o histórico recente. Nas ultimas temporadas os seguintes jogadores (com alguma relevância ou valor de mercado) saíram a custo zero:
- Diego Reyes;
- Iván Marcano;
- Héctor Herrera;
- Yacine Brahimi;
- Vincent Aboubakar;
- Moussa Marega.
Estes seis jogadores poderiam seguramente oferecer um belo encaixe aos dragões, sendo que muitos eram importantes na equipa, inclusive alguns já foram capitães. A esta lista no final desta época desportiva pode juntar-se Chancel Mbemba e Jesus Corona, que são dos mais influentes no plantel. Se alguém estivesse a escrever há dez anos atrás que o FC Porto ia deixar sair esta quantidade de jogadores e ganhar zero, seria apedrejado nas redes sociais. O clube parece moribundo na hora de vender, estando numa crise financeira muito grave, o que poderia ser compensado parcialmente pela prestação nesta Champions League, no entanto o grupo é muito complicado para seguir em frente. É necessário que Pinto da Costa dê um abanão na estrutura, para caírem as peças que já estão gastas e que em nada contribuem, transformando o FC Porto de novo numa máquina de fazer dinheiro, como era no passado, por muito que existissem ligações a Jorge Mendes. Às vezes é necessário ter o super empresário do nosso lado, para que a nossa equipa ganhe e esteja bem apetrechada.
Em suma, este mercado era fundamental para a sustentabilidade do clube. O dinheiro não é tudo, no entanto é necessário para se sobreviver. Uma instituição como o FC Porto não pode e não deve ser relacionada com salários atrasados. Seria preferível vender três ou quatro ativos e realizar um ano zero, apostando em nomes da casa, do que estar num aperto financeiro que se vai viver esta época. Até podem ser campeões este ano, cuja odd não deve estar assim tão alta, porém a vitalidade está em risco. É urgente preparar o clube para os problemas do futuro, apostando na formação e aproveitar Janeiro para se vender um ou dois jogadores, preferencialmente fazer algum encaixe com os que meio ano depois podem sair a zero, juntando-se a uma lista que em outros tempos seria inimaginável.
Visão do Leitor: Ricardo Lopes


25 Comentários
Apessoa
Próximos capítulos:
Fábio Vieira
Corona
Diogo Costa
Mbemba
Gestão ridícula.
RicardoFaria
Até 2024 vai ser assim..
Nunca mais aquela direção de mamões deixa o clube!
Saudações DesPortistas!
El Pipito
Se o Benfica tivesse ambição, já estava a ligar ao Mendes para tentar roubar o Diogo Costa.
Abbas
Isso é que era bem pensado!!!
Francisco Ramos
O apanágio é ser um mercado de transferências igual a tantos outros que se têm repetido constantemente na última década.
Olhando para a renovação do plantel, foi um clube que sempre habituou os seus adeptos a que as renovações quer do lugar no onze, quer do contrato fossem feitas a tempo e horas.
Olhando para o primeiro ponto, isto já raramente se verifica. Quando perdemos um jogador chave, por norma, não existe outro no plantel capaz de fazer as vezes do seu antecessor. Se pegarmos num exemplo, James cresceu na sombra de Hulk, Alex Sandro cresceu na sombra de Álvaro Pereira, Fernando cresceu na sombra de Paulo Assunção. E quando não havia alternativas internas – nem sempre isso é possível, quer desportivamente, quer financeiramente – o mercado encontrava-se bem estudado ao ponto de se investir em jogadores que eram diferenciadores. Falo de Falcão, Jackson, Lucho, etc. Ou seja, o dinheiro era bem gasto quer para o imediato, quer a curto prazo.
Se olharmos para as renovações de contrato, é ainda pior. Se antes tinhamos timing de venda bastante bem definidos, quer em pico de forma, quer de valor, agora é jogadores vendidos ao desbarato ou a custo zero, com claro prejuízo para o clube. Pegando novamente em exemplos, Mangala foi vendido no pico de valor, visto que posteriormente não rendeu metade do que se imaginava, Falcão foi vendido em ambos os picos, Hulk também, James também, Danilo igual, Bosingwa e afins, agora perdemos os timings de venda quase na totalidade. Há jogadores que nunca mais voltam a render o mesmo (Marega à cabeça) e há outros que acabam saindo a custo zero. E como diz no texto, são cada vez mais e iremos ter mais dois exemplos brevemente (Mbemba e Corona). O que ainda agrava as nossas dificuldades financeiras é tentar renovar com jogadores que sabem que têm o contrato na mão a curto prazo. Para a nossa realidade, é incomportável ter jogadores com salários brutos de 6 milhões como Otávio e isto aconteceu exatamente por causa desta razão.
Fazendo o primeiro erro, pergunto eu se não era preferível vender Corona por 10 milhões do que o perder a custo zero? É que para aquele lugar há Otávio, Fábio Vieira e Chico Conceição o que seria mais suficiente para a nossa realidade.
Por fim, a nossa qualidade das contratações. Obviamente, quem muito compra, corre o risco de errar. Mas agora somos um entreposto de contratações, sendo que a maioria não tem valor para o clube, e alguns são pago a peso de ouro. Entendo que nos jovens devemos apostar em mercados alternativos, mas devem ser eles em quantidade? Há alturas que a equipa B tem 15 nacionalidades diferentes e jogadores em catapulta do Tombense em que nenhum tem valor para jogar sequer na Anadia (com o devido valor ao clube). Quem manda neste processo? Treinador? Direcção? Olheiros?
Numa conta simples ao reinado de SC, vemos que foi gasto em transferências de jogadores que nunca contaram quase 75 milhões. Waris (5), João Pedro (4), Paulinho (3), Janko (2), Ewerton (2), Rafa (1,5), Fernando Andrade (1,5), empréstimos de Jorge e Bazoer, Nakajima (12), Zé Luís (10,5), Loum (7,5), Saravia (5,5), regresso Marcano (3), Nanu (3), empréstimos de Sarr, Filipe Andersson e os “custo zero” como Carraça e Cláudio Ramos. Falamos de 75 milhões (!!!) que não tiveram retorno financeiro ou sequer desportivo. Num clube que se encontra com a corda ao pescoço e esquecendo as negociatas feita em jogadores para a B, é muito dinheiro investido sem nenhum critério (e podíamos comparar com o Sporting de Ruben Amorim para perceber a diferença).
Se olharmos para esta época, penso que Fábio Cardoso (havendo 4 centrais nem entendi) e Bruno Costa (devemos ter 10 médios centro na pré-época), se irão somar a esta lista. Pergunto se não era preferível juntar o dinheiro dos 2 e comprar Eustáquio, por exemplo?
Quo vadis Porto dos bons e grandes negócios! Respondendo ao Ricardo, o abanão não será dado por Pinto da Costa, mas pelo seu sucessor quando encontrar o clube num estado lastimável, quer financeiramente, quer desportivamente (incluindo as modalidades).
Ricardo Lopes
Resta é saber quem será o sucessor e se terá traquejo (e pessoas à sua volta) para recuperar o FCP…
Francisco Ramos
O problema é que será uma linha da continuidade, ao que tudo indica, visto que Pinto da Costa tem secado tudo à sua volta.
Contudo, penso que havendo pessoas capazes, isso não seria um problema, basta olhar para Varandas, que com competência, sagacidade e trabalho, conseguiu resultados extraordinários (ao nível das modalidades então foi de sonhos) com poucos recursos.
O problema é o estado financeiro e como irá ficar, sendo que neste caso olho para o caso do Barcelona, que vai ser difícil se reerguer.
coach407
O Marcano saiu a custo zero no topo da sua valorização e 1 ano depois (ano em que mal jogou) compram-no outra vez por mais de 3M€. Espetacular.
Tiago Silva
Estou eternamente grato ao Porto por nos tirar este barrete enorme de nome Marcano na Roma. Acho que nunca vi ninguém tão mau quanto ele na minha Roma.
Kacal
Poucos falaram nisto mas eu continuo a insistir no sempre disse, a compra de Pepê sem fazer uma venda significativa de Luis Díaz ou pelo menos Corona foi só desastrosa! Antes até seria de aplaudir porque vivíamos uma hegemonia desportiva por cá e financeiramente estávamos bem portanto ter já um jogador de qualidade na “sombra” do titular para depois assumir quando este sair seria excelente, actualmente fazer isto é um problema. Primeiro o Luis Díaz foi um investimento com objectivo de apostar, potenciar e lucrar como é o pretendido. Teve bom impacto cá e após a Copa América que fez era de esperar que fosse indiscutível e se afirmasse finalmente podendo dar o salto em breve.
Tendo em conta isto, contratar um jogador que não é propriamente uma promessa de 19-20 anos por tanto dinheiro para o ter no banco e preparar uma sucessão quando precisamos é de vender para equilibrar as contas é desastroso. Além disso o valor da compra traz uma pressão extra ao jogador de justificar e com a idade que tem e a ter tão poucas oportunidades pode não ter a motivação necessária para corresponder e corremos o risco do jogador ser apelidado de “flop” e desmotivar depois estagnando ou não atingindo o nível pretendido e teremos outro problema.
É fundamental que Luis Díaz continue neste nível cá e na selecção para na próxima época ser bem vendido e o Pepê ser aposta forte.
Penso que o objectivo era vender Sérgio Oliveira e Corona pelo menos mas mais uma vez fracassamos. E mais uma vez um ativo importante vai sair a custo zero, isto tem que acabar.
O clube tem que começar a pressionar para renovação a 2 anos e meio/3 anos de fim de contrato e no máximo a 2 apresentar a proposta e tentar a renovação ao máximo. Caso aceite está resolvido, caso se recuse então é vender pelo máximo que for possível. Agora deixar sair a custo zero não é opção no estado financeiro do clube. E depois nem todos os jogadores dão o litro e são comprometidos até sair a custo zero, alguns no último ano já se borrifam e parece estar a ser o caso de Corona e nem rendimento desportivo obtemos.
É preciso mudar isto, além disso mesmo esquecendo a parte financeira tinha sido muito mais inteligente investir forte num lateral esquerdo ou mesmo um PL do que noutro extremo. Enfim é o que temos.
Kacal
Ah e sem falar que já outros elementos que são importantes ou poderão vir a ser tanto desportivamente como financeiramente dependendo dos casos, que já estão na mesma situação e poderão sair a custo zero. Diogo Costa, Fábio Vieira e afins. Então fazer a aposta forte no Diogo mas poder perde-lo a custo zero seria o culminar da má gestão!
Ricardo Lopes
O FC Porto antes contratava melhor e havia jogadores que automaticamente eram associados e já se sabia que não escapariam… Casos como Gustavo Assunção ou Pote a partir do momento em que foram associados, deviam ter sido garantidos. No passado não falhavam estes tiros.
Tens toda a razão, investir 15 milhões em um ativo sem saber se se vai compensar esse valor com uma venda foi pouco inteligente…
Kacal
A questão é que agora as contratações vêm com muitos interesses associados e não temos também a saúde financeira que tínhamos, mas tens toda a razão antes era assim. Nunca na vida o Pote acabava no Sporting quando não eram campeões há 19 anos, só o foram com ele já na equipa.
BENFICA36
Corona a caminho do Sevilha .
Mbemba a caminho do ??? Se fosse para o Sporting seria uma bomba de mercado. E o Sporting até precisa de centrais .
O Porto se vender Sérgio Oliveira, Mbemba , Corona e outros ainda é capaz de dar um novo rumo , se continuar a ficar com os activos todos até acabar o contrato é muito mau a médio/longo prazo , o passivo supera os 500 milhões de euros e os comentadores falam do Benfica, que continuem , parece a banda do Titanic que continua a tocar enquanto vai ao fundo.
Diogo Costa calça porque Marchesin se lesionou .
Fábio Vieira devia ter mais minutos , Bruno Costa é o nome Sérgio Oliveira, Vitinha não têm minutos quando é o melhor jovem do Porto, Tomás Esteves emprestado e continuam com o Nanu, Romário Baro emprestado …
O Benfica fala do Jorge Jesus não apostar nos jovens ( Morato só é aposta porque o JJ não gosta do Vertonghen, Gonçalo Ramos só foi opção porque Seferovic,Darwin,Rodrigo Pinho estavam lesionados, Yaremchuk ainda estava a ser fechado e Vinícius não contava, Waldschmidt era opção a médio direito) mas o Sérgio Conceição ainda é pior, aposta no filho que têm qualidade sem dúvida mas fora isso … Bruno Costa quase que é obrigado e não dar minutos Vitinha,Fábio Vieira … apostou em João Mário e está um excelente lateral direito mas ser melhor que Manafa é obrigatório no Porto e não devia ser difícil.
Eu estava habituado a ver o Porto com Alex Telles, Danilo, Alex Sandro, Álvaro Pereira e outros que eram da dimensão do Porto , neste momento ver Manafa,Zaidu,Nanu … o que é feito do Porto? João Mário pode vir a ser o melhor lateral do Porto . Wendell para mim seria suplente em um Porto a sério. Nem irei falar do Marcano a lateral esquerdo que isso é uma aberração, parece o Jorge Jesus a meter o David Luiz a lateral para marcar o Hulk .
Se o Sérgio Conceição meter o Marcano a lateral esquerdo contra o Atlético de Madrid … devia dar despedimento por justa causa .
Ricardo Lopes
Sem dúvida que estes laterais a comparar com os do passado são muito fracos, mas há posições com alguma discrepância em relação ao passado, portanto é um problema de mercado algo grave…
Rui Miguel Ribeiro
Não gosta do Vertonghen? Tem sido quase sempre titular, é um do capitães e não gosta dele? Juízo.
Nazgul
O problema do Porto não é as saídas a custo 0, mas sim terem perdido a hegemonia do futebol português sem se perceberem …
Os adeptos do Porto continuam a achar “piada” as bocas do belhote, mas isto só tinha realmente piada quando o Porto ganhava tudo, acho que os adeptos ainda não perceberam que o barco está sem rumo!
Depois uma opinião mais pessoal, é que o Sérgio Conceição joga para a porrada e ganhar a qualquer custo, o homem não potência jogadores só pugilistas.
Flavio Trindade
A situação do mercado do Porto tem que se analisar de duas formas.
Desportivamente a equipa continua hiper competitiva.
No meu entender é o plantel com melhor ratio de qualidade/quantidade com a referência que na maior parte dos casos os jogadores são escolhidos em função de um perfil muito próprio do seu treinador.
Ou seja desportivamente continuam fortes.
A nível de mercado contudo, o Porto parece-me o grande derrotado dos candidatos.
A premissa é simples.
O Porto precisa de vender e não vendeu.
E negócios à borla como o de Fábio Silva ou o que estava a ser cozinhado para Sérgio Oliveira não acontecem todos os dias…
O Porto tem em Luiz Diaz e Otávio os seus jogadores mais vendaveis, e na sua cantera o seu principal ativo.
Mas a aposta efectiva em Diogo Costa, Diogo Leite, Vitinha, Fábio Vieira, Baro ou Chico Conceição é feita a espaços porque Conceição também não é muito chegado a efectivar a aposta.
E na situação do Porto, se não vende não consegue comprar, e se não vende deixa ainda mais depauperados os seus cofres.
henry14
Quando dizes que Luís Diaz e Otávio são os jogadores mais vendáveis estás a querer dizer que são os dois jogadores que podem dar mais dinheiro ao Porto?? Quanto ao Luís Diaz concordo. Agora o Otávio???
Um médio ofensivo que praticamente não faz golos (e mesmo assistências são poucas) cujos atributos mais elogiados são a raça, entrega, compromisso, etc etc? O ano passado esteve em final de contrato e por alguma razão ninguém o pegou. Mas claro, como afilhado mor de Sérgio Conceição, renovou (condição fundamental para Conceição renovar, acredito eu) e recebe 3M limpos. Um salário completamente disparatado para a qualidade do jogador. Recebo o mesmo ou mais que o Bruno Fernandes quando estava no Sporting. Inacreditável!!
Cumprimentos
Park the Bus
Não querendo ser tendencioso, mas há uns anos atrás (2010) era impensável algo deste genero acontecer (sair a custo zero, não querer renovar) sem ter o macaco à porta, e seres pressionado / seguido /ameaçado.
Já vi várias entrevistas de Costinha, Maniche, até Deco que falavam disso mesmo, da “pressão no ar”.
A meu ver isto é a paga da politica do clube, pois nem todos os seres humanos reagem bem a certas coisas…
Kille_2
E ainda bem que isso já não acontece, porque isso é um crime, mas o Porto já nos tem habituado a fazê-los sem acontecer nada por isso…
Tiago Silva
Incrível a relutância do Porto em vender, Luís Diaz apesar de estar a ser muito importante agora, teve uma valorização na Copa América que nunca mais poderá ter, penso que neste caso o Porto falha no seu timing de venda. Não quer dizer que ainda não possa valorizar ainda mais, mas acho difícil e uma estratégia muito arriscada do Porto não o vender neste mercado. A mesma coisa para o Sérgio Oliveira, acho-o um jogador importante no balneário, uma figura para os jogadores da formação, mas o Porto novamente perde o timing de venda com ele, agora o seu valor do mercado será sempre a descer.
Depois há os casos mais do que falados, que são os que terminam contrato. Falo em Corona principalmente, mas também Mbemba. O mexicano parece-me já estar com a cabeça fora do clube, o que até se entende, já tinha pedido para sair e pelos vistos tinha uma proposta do Sevilha boa para ele. Mais uma vez falha no timing de venda. Mesmo o Mbemba esta época parece ter descido o nível, vamos a ver se renova.
Quanto a contratações, vieram Pêpê, Wendell, Grujic e Fábio Cardoso. Pêpê não se percebe se for para manter Corona e Luís Diaz, havendo ainda Otávio e Fábio Vieira, foi caro e será por esta altura 4° ou 5° opção. Wendell viu-se que foi uma solução de recurso, a prioridade era claramente Vina, mas o Porto deveria ter arranjado com mais tempo e calma outras alternativas. Grujic praticamente ainda não jogou e parece estar atrás do Sérgio Oliveira para a posição 6, sendo portanto a 3°opção, enquanto também foi caro. Fábio Cardoso, seria uma boa contratação no papel, não foi caro, conhece bem o campeonato e parece encaixar bem na equipa, mas ainda não jogou. E em termos de entradas tinha que haver a entrada de um ponta de lança, a ideia do treinador parece ser claramente jogar em 4-4-2, Taremi parece render bastante mais como segundo avançado, precisa de alguém mais físico e potente ao lado. E o Porto tinha que arranjar uma alternativa superior ao Toni Martinez, sobra o Evanilson que em teoria seria a alternativa ao Taremi. Seja Beto, Morelos, quem for, era obrigatório chegar alguém a meu ver.
Depois há ainda outros nomes que não têm qualquer qualidade para representar o Porto como o Marcano ou o Manafá. Este seria na minha opinião o plantel que o Porto deveria ter feito:
GR: Diogo Costa, Marchesin, Cláudio Ramos
DF: CONTRATAÇÃO, João Mário, Pepe, CONTRATAÇÃO, Fábio Cardoso, Diogo Leite, CONTRATAÇÃO, Zaidu
MD: Grujic, Uribe, Bruno Costa, Vitinha, Otávio, Fábio Vieira, Luís Diaz, Pêpê, Gonçalo Borges
AT: Taremi, Evanilson, Toni Martinez, CONTRATAÇÃO
Tiago Silva
Esqueci-me do Chico Conceição que ficava sem dúvida, descendo o Gonçalo Borges para a equipa B.
Francisco Ramos
Tiago,
Há coisas que nunca se entendem neste clube ultimamente. Se foi para manter os extremos todos para quê gastar 15 milhões em mais um? Se foi para manter os médios todos (Loum nunca contou) e já com Bruno Costa assinado e sabendo que o Wolves não ia exercer sobre o Vitinha, para quê investir mais 15 milhões em um, visto que Grujic tem cláusula de compra obrigatória? Só aqui falamos de 30 milhões desnecessários.
Sobre timings de venda e renovações, já expliquei o hediondo estado em que o clube se encontra. Todos os timings foram perdidos (Otávio, Sérgio, Corona, Mbemba, Diaz)!
Sobre o teu plantel, não concordo com Bruno Costa, preferia ter tido outro tipo de jogador no plantel como Eustáquio, por exemplo. De resto manteria igual. E o avançado só não foi comprado porque não havia dinheiro para tal, que vendas foram… 0.
Antonio Clismo
Em 2024 o Pinto da Costa vai a eleições e diz aos sócios que vai construir uma Academia (já anda a dizer isto de eleição em eleição desde 2001) e nunca nada acontece.
Os planos ficam na gaveta mais 4 anos…
O FC Porto deve ser o único clube europeu no top30 ou top40 que não tem uma Academia de formação dedicada.
Tem o projecto Dragon Force para sugar todos os clubes tradicionais da cidade e onde os riqualhaços podem meter os seus filhinhos a jogar em troca de uma bela quantia de dinheiro.
E depois tem o Olival que é um centro de treino cedido pela Câmara Municipal de Gaia por apenas 500 euros por mês de renda…