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Um problema central

Assistimos cada vez mais ao êxodo de jogadores do nosso campeonato para outros de um patamar superior, os designados na gíria de Big 5. Olhando para a convocatória da Seleção Nacional de Futebol podemos assistir a um vasto leque de jogadores que jogam nas melhores equipas do Mundo, ou já passaram por esse patamar. Na final da recém-terminada Champions League, estiveram presentes três portugueses. Rúben Dias, Bernardo Silva e João Cancelo (não foi utilizado) são peças fundamentais na nossa seleção e atualmente são top 5 no que se trata de melhores jogadores lusos da atualidade, na minha opinião.

Apesar de termos uma das seleções mais fortes da Europa (e do Mundo) e de revelarmos ano após ano mais estrelas para o desporto-rei (algo que podia ser alvo de uma tese de mestrado, o facto de sermos um país tão pequeno e na cauda da Europa em muitos temas, continuarmos a produzir craques tão regularmente), podemos afirmar que existe uma posição com cada vez menos opções de bom nível – a de defesa central.

Fernando Santos optou por convocar somente três centrais de raiz, todos de uma qualidade de excelência: Rúben Dias, Pepe e José Fonte. Um apreciador do jogo, com o mínimo conhecimento, reconhece de imediato talento nesta tripla. O jogador do Manchester City é um dos três melhores centrais da atualidade, Pepe foi durante muitos anos um dos líderes do clube com possivelmente o balneário mais complexo de gerir e por fim José Fonte capitaneou o Lille no maior milagre da temporada 2021/22. O selecionador nacional optou por não levar um quarto elemento, podendo-se justificar a atitude com a fácil integração de Danilo Pereira (e João Palhinha) no miolo da defesa, em caso de última necessidade.

Não está em causa a qualidade destes jogadores, sendo a sua seleção óbvia. O que podemos questionar é quem vão ser os sucessores. Rúben Dias será, se tudo correr pelo melhor, o patrão da nossa defesa por muitos anos, com somente 24 anos, ainda tem muito para percorrer no mundo do futebol. Porém se olharmos para Pepe e José Fonte a situação é totalmente inversa. Ambos os jogadores nasceram em 1983, tendo Pepe já completado os 38 anos de idade. Não é muito usual vermos jogadores desta idade na seleção nacional, sem uma perspetiva de uma substituição segura. Ainda que sejam membros muito importantes para FC Porto e Lille, há que aceitar a realidade que o seu ciclo está a acabar e possivelmente o Euro 2020 será a última competição europeia de seleções para os dois, devendo já haver candidatos para a sua sucessão para o Mundial do Qatar, onde a probabilidade de os convocados para a posição sejam os mesmos. Se retirarmos da equação os jogadores mencionados, as opções são muito fracas, em comparação com outras posições do terreno. Portugal ficaria muito desequilibrado, com um meio campo e ataque com jogadores de alto gabarito e uma defesa muito mais próxima do banal.

Olhando para os jogadores que já foram apontados à nossa seleção, a qualidade é baixa para este nível. Jogadores como Pedro Mendes, Luís Neto, Paulo Oliveira ou Fábio Cardoso estão algo distantes da realidade onde moram os centrais que foram convocados, ainda que sejam bons jogadores. A discrepância existente é muito grande. Esta diferença não existe em muitos casos das nossas pares, pelo menos a este nível. Se olharmos para os centrais franceses, italianos, espanhóis, alemães, ou holandeses que ficaram de fora, verificamos que muitos dos nomes podiam ser integrados facilmente na nossa convocatória, nem que fosse no papel de quarto central. A França deu-se ao luxo de deixar de fora o melhor central sub-22 do Mundo, possivelmente futuro titular do Bayern de Munique. Ainda que a nossa dimensão seja menor que os países mencionados (menos da Holanda), somos campeões europeus e um dos candidatos ao título. Em outras posições Portugal tem mais qualidade que as outras seleções.

Ainda assim, existem jovens com potencial, que porém ainda não se afirmaram como se esperava. O caso mais gritante provavelmente é o de Ferro, que fez ótimos jogos pelo Benfica, aquando da sua chegada ao plantel principal (ainda que pese o fator de ter Rúben Dias ao seu lado), mas que desapareceu ao longo dos últimos meses do mapa futebolístico. Deixou de se conseguir impor nos encarnados e não conseguiu assumir a posição num dos piores plantéis que o Valência nos apresentou nos últimos anos. Um outro exemplo de central que desiludiu totalmente foi o de Tiago Ilori. Fez bons jogos pelo Sporting em 2012/13, dando a ideia de que podia chegar ao patamar de selecionável, porém as más opções de carreira fizeram com que não voltasse a destacar-se, ainda que tenha obtido bons momento no Reading, num campeonato competitivo como o Championship. Não aproveitou o regresso ao clube leonino e saiu pela porta pequena. Ilori só tem 28 anos, se tivesse confirmado todas as expectativas seria um dos nosso centrais por alguns anos.

Ao olharmos para os sub-21, verificamos que existe qualidade, porém nenhum dos defesas centrais se consegue destacar, nem mesmo nas suas equipas. Diogo Leite é suplente da dupla Pepe- Chancel Mbemba, ainda que tenha ganho mais espaço com a lesão de Marcano, fazendo mais minutos do que aquilo que se esperava. Diogo Queirós não conseguiu afirmar-se no Dragão, rumando a Famalicão, porém a sua época não foi nada de especial, com somente 20 jogos no campeonato, ficando como última imagem a fraca exibição contra o FC Porto. Tiago Djaló não conseguiu superar a concorrência do promissor Sven Botman no Lille. Por fim, o caso mais enigmático é o de Eduardo Quaresma. Foi um dos grandes destaques em 2019/20, aparecendo pela mão de Rúben Amorim, apesar de já ser muito falado na formação. Este ano, que se esperava ser a sua afirmação no 11, perdeu a corrida, sendo a última opção para o miolo da defesa. Os 717 minutos que fez ao longo da temporada é manifestamente pouco, para um talento deste tamanho.

De fora desta convocatória ficou o jovem central mais badalado desta edição da Liga: Gonçalo Inácio. Assumiu-se como titular do Sporting a meio da época, levando a que Luís Neto fosse relegado para o banco de suplentes, jogando do lado direito do tridente da defesa de Amorim, mesmo sendo esquerdino, mostrando qualidades tanto a nível defensivo, dobrando bem Pedro Porro, como em construção de jogo, exibindo bons passes longos.

A edição 2021/22 do campeonato também nos presenteou com a ascensão de Tomás Ribeiro. O jogador do B SAD mostrou ser o patrão da sua defesa, uma das menos batidas, com 35 golos sofridos. Diga-se de passagem, que esta equipa tem muitos jogadores com qualidade como Cassierra, Afonso Sousa, Tiago Esgaio ou Miguel Cardoso (tendo também promessas que mais tarde ou mais cedo se vão afirmar no panorama do nosso futebol, como Nilton Varela e Diogo Calila). Um outro nome que há que referenciar é o de David Carmo, muito promissor, já apontado a grandes clubes, porém uma lesão afetou a sua época. Se voltar com as mesmas exibições que tinha, é um dos nomes mais fortes a apontar à seleção.

Como podemos verificar existem opções promissoras no nosso país, o problema é que não são confirmações autênticas, estando Inácio o mais próximo da exigência necessária. Rúben Dias necessita de mais dois ou três companheiros de posição (não me parece possível ver Portugal a jogar num sistema de três centrais, pelo menos nos próximos anos), com qualidade garantida. Neste momento os centrais que temos, não chegam nem perto do nível do ex-Benfica.

Num período onde se aposta cada vez mais nos sistemas 3-4-3 e 3-5-2, os clubes portugueses sentem a necessidade de recorrer ao estrangeiro para contratar jogadores para a parte defensiva. No Benfica não existe nenhum português no lote de jogadores que fazem a posição, no FC Porto somente existe Diogo Leite e no Sporting felizmente houve a afirmação de Gonçalo Inácio, ainda que acompanhada da desilusão Eduardo Quaresma.

Para o bem da nossa seleção, estes jogadores que foram exaltados devem afirmar-se como jogadores de topo, de modo a seguir os passos de Rúben Dias, evitando cair no esquecimento como fizeram outros no passado.

Visão do Leitor: Ricardo Lopes

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

25 Comentários

  • Eagle1991
    Posted Junho 1, 2021 at 11:50 am

    Os clubes Portugueses têm de dar oportunidades aos jogadores portugueses. Sigam o exemplo do sporting que foi campeão apostando na formação e contratando cirurgicamente. Gonçalo Inácio seria importantissimo evoluir no Sporting a fim de poder ser uma opção credível na seleção. A próxima época será importantíssima para isso. David Carmo também me parece ter características interessante mas também veremos como recuperará da grave lesão. Diogo Leite também pode ser uma opção mas depende como for gerido nas próximas épocas. Em suma há muita incerteza nesta posição mas também sabemos que em poucos meses aparecem excelentes valores como foi o caso de Nuno Mendes no Sporting que teve uma Ascenção bastante rápida.

  • Bianco_neri
    Posted Maio 31, 2021 at 11:14 am

    Não temos ninguém á exceção de Gonçalo Inácio . Faltando lhe ainda crescer muito , ganhar robustez e ser mais “agressivo” no bom sentido. Mas sendo o futebol tão imprevisível de um dia para o outro aparece um central á altura.

  • Knox_oTal
    Posted Maio 31, 2021 at 9:22 am

    Sinceramente, já estive mais preocupado! Há anos que se fala no colapso nas escolhas dos nossos defesas centrais, e fomos sempre encontrando solução. E agora temos bons valores de futuro, acredito mesmo que entre Diogo Leite, Djaló, Tomás Ribeiro, Carmo, Bruno Rodrigues, Inácio ou Edu Quaresma (também gosto do Queirós, mas tem que mostrar muito mais na próxima época, e expectante para ver mais do André Amaro), irá sair pelo menos um central de elite para o futuro. Sem falar em eventuais late bloomers, ou jovens que ainda não apareceram na esfera mais mediática.

    Por falar nisso, em jogadores algo fora do radar, pelo menos o mais mainstream (vou visar o Seixal pois é o contexto que conheço melhor, e mesmo assim longe de ser expert), depositava algumas esperanças no Gonçalo Loureiro (tem características que aprecio), mas perdi-lhe o rasto (esteve lesionado ou simplesmente esteve na “prateleira”?), aprecio o Pedro Ganchas (tem ali algum potencial por explorar quanto a mim, tem que sair do Benfica para jogar e seguir o seu caminho, à la José Fonte) e Tomás Araújo é o próximo protótipo de central promissor do Seixal (têm sido lançados alguns nos últimos anos, nem sempre bem geridos, mas o filão existe actualmente) e tem ainda margem para mais uma época na equipa B (a partir daí se se manter o status quo, espero que não!, há que reflectir seriamente o que pretendem dele).

    E mesmo olhando para o escalão etário dos 25 ao 30, acredito que Fábio Cardoso (merece o salto neste defeso, gostava de o ver no Sporting), Vezo e, sobretudo, Domingos Duarte e Rúben Semedo, não terão problemas em assumir, com Dias ao lado claro, a fase de transição entre a saída de Pepe/Fonte e a afirmação definitiva dos mais novos.

    Para seguir…

    Saudações Desportivas

    P.S.: que pena a incógnita em que se tornou Pedro Álvaro, ainda é novo e tem margem para dar a volta por cima, mas começa a ser difícil de acreditar numa carreira ao nível do que se esperava dele, ou até próxima.

    • Tiago Silva
      Posted Maio 31, 2021 at 12:11 pm

      Gosto muito do Tomás Araújo, mais um ano na B e estará no ponto, tem características muito interessantes! O Gonçalo Loureiro também gostava, mas desapareceu também não sei onde tem jogado. O Pedro Ganchas é um central certinho, não sei se terá muito futuro, mas poderá fazer uma boa carreira na Primeira Liga e deverá fazer dupla com o Tomás na próxima época.

      • Knox_oTal
        Posted Maio 31, 2021 at 6:02 pm

        Pois, também acho o Araújo interessante, mas no contexto actual infelizmente não lhe vejo grande futuro no Benfica a curto prazo. Mas como reforçaste, ainda pode fazer mais uma época de desenvolvimento na equipa B e depois logo se verá o contexto do clube e do jogador…

        O Ganchas é verdade que a primeira vista não é muito diferenciado, é alto, esquerdino, não é muito de muitas gaffes mas também não se destaca por aí além. No entanto, não sei, tenho o pressentimento que se saísse e tentasse encontrar o seu caminho fora do Benfica (se se for arrastando por lá vai estagnar e vai acabar no CPP), com experiência acumulada e o passar dos anos poderia ter uma carreira “à la José Fonte”, no fundo acho que é um bom candidato a late bloomer se arranjar um contexto onde pudesse jogar e evoluir sem grandes pressões. Mas admito, que é apenas um pressentimento… futurologia eheheh!!!

        Saudações Desportivas

      • Antonio Clismo
        Posted Maio 31, 2021 at 1:49 pm

        No Seixal são produzidos apenas 2 tipos de centrais.

        Tomás Araújo e Gonçalo Loureiro são centrais físicos de raça e de luta, como era o Rúben Dias.

        Pedro Ganchas faz parte de um tipo de central diferente, com mais pausa, classe e tecnicamente mais evoluídos, embora fisicamente sejam mais frágeis como o Ferro, Nóbrega, Pedro Álvaro, etc

        Mas no meu entender o central que pode ir mais longe na formação do Benfica é de longe o António Silva. Muita qualidade em todos os momentos do jogo.

        Depois há sempre os casos do António Ribeiro que só lá está por ser o filho do Nuno Gaioso que é o homem que tem salvado o LFV de ir parar à prisão nos últimos 10 anos.

        • Tiago Silva
          Posted Maio 31, 2021 at 2:15 pm

          Totalmente de acordo, e também é por isso que o Benfica tem formado boas duplas de centrais nos escalões jovens, porque apostam em jogadores de características que se complementem em campo. Quanto ao António Silva, já ouvi falar bem dele, mas não costumo acompanhar os juniores e pouco vejo a Liga Revelação portanto não o conheço bem, mas que seja aposta e que vá subindo gradualmente, se ele realmente tiver qualidade irá com certeza relevar-se.

  • cards
    Posted Maio 31, 2021 at 7:58 am

    Que tese de mestrado qual quê.
    Somos um país pequeno, sim é verdade mas de uma modalidade só neste caso o futebol
    Tese deveriam ser feitas para a Espanha, Eslovénia, Croácia, República Checa, Roménia, Hungria, Sérvia. Etc

    • Wey
      Posted Maio 31, 2021 at 12:26 pm

      Esta na genetica, tudo o que envolve bolas e pes somos bons: futebol, futsal, futebol praia e agora o recem futvolei ahahah
      E se o Golf se se jogasse com os pes, tambem ja tinhamos produzido um Tigre dos Bosques.

    • Amigos e bola
      Posted Maio 31, 2021 at 8:58 am

      Portugal há muito que deixou de ser uma potência só no futebol. Tenhamos como exemplo o andebol em que já somos presença regular em fases finais. Inclusive, ganhámos recentemente à França.

      • BenDover
        Posted Maio 31, 2021 at 11:34 am

        Mas depois chegamos ao jogos olímpicos, onde se vê a verdadeira potência desportiva, eu andamos às aranhas a exigir medalhas aos atletas que ignoramos a maior parte do tempo.

        Esse exemplo do andebol é uma coisa passageira ou já somos uma potência no andebol?

  • ralferreira
    Posted Maio 31, 2021 at 5:00 am

    David Carmo 3 grandes..

  • Kacal
    Posted Maio 30, 2021 at 11:26 pm

    Rúben Dias é central de classe mundial, além disso é um líder nato e será capitão com toda a naturalidade. Sendo ele O CENTRAL já ficamos mais descansados porque o elemento que o acompanhar terá um líder consolidado a seu lado tendo menos essa pressão. Aliás, acho que o problema do Stones passava por aí e com Rúben a seu lado subiu imenso o nível porque ele faz os outros serem melhores a seu lado (o próprio Guardiola o referiu numa entrevista com Ferdinand que vi). Nesse sentido falta encontrar soluções que joguem com regularidade em bons clubes de boas ligas e complementem o Rúben. Não está fácil mas há alguns elementos que podem fazê-lo. Rúben Semedo e Domingos Duarte parecem-me os mais preparados para assumir o lugar por enquanto, mas tenho expectativas em Gonçalo Inácio, Tiago Djálo e David Carmo (este caso volte ao nível pré-lesão), mesmo o Diogo Leite mas este terá que sair em definitivo pelos vistos e ter oportunidade noutro lado. Agora o tempo dirá conforme tempo de jogo, evolução e afirmação. Mas espero que o Tiago Djálo comece a ser chamado.

  • Antonio Clismo
    Posted Maio 30, 2021 at 7:03 pm

    Olhando para os centrais que Portugal tem disponíveis e distribuindo pelos níveis de exigência em que estão inseridos conseguimos ver quais aqueles que têm mais chances de evoluir e chegar a esse patamar.

    5 níveis:
    nível 1 – Liga Revelação
    nível 2 – Segunda Liga
    nível 3 – Primeira Liga (clube segunda metade da tabela)
    nível 4 – Primeira Liga (clube que luta pela Europa)
    nível 5 – Primeira Liga (3 grandes)
    nível 6 – Big 5 -Liga Europa
    nível 7 – Big 5 – Champions League

    Rúben Dias (24 anos) – nível 7
    David Carmo (22 anos) – nível 5
    Tiago Djaló (21 anos) – nível 5
    Diogo Queirós (22 anos) – nível 4
    Diogo Leite (22 anos) – nível 4
    Gonçalo Inácio (19 anos) – nível 4
    Ferro (24 anos) – nível 4
    Tomás Ribeiro (22 anos) – nível 4
    Eduardo Quaresma (19 anos) – nível 3
    Jorge Fernandes (24 anos) – nível 3
    Bruno Wilson (24 anos) – nível 3
    Gonçalo Cardoso (21 anos) – nível 3
    Guilherme Ramos (23 anos) – nível 3
    André Amaro (18 anos) – nível 3
    Ivanildo Fernandes (24 anos) – nível 3
    Tote Gomes (22 anos) – nível 3
    Bruno Morais (23 anos) – nível 3
    Bruno Rodrigues (19 anos) nível 3
    Miguel Nóbrega (21 anos) – nível 3
    Pedro Justiniano (21 anos) – nível 2
    Romain Correia (22 anos) – nível 2
    Pedro Álvaro (21 anos) – nível 2
    Tomás Araújo (18 anos) – nível 2
    Levi Faustino (19 anos) – nível 2
    Pedro Ganchas (21 anos) – nível 2
    João Serrão (21 anos) – nível 2
    Tiago Matos (20 anos) – nível 2
    Diogo Gomes (20 anos) – nível 2
    Christian Marques (18 anos) – nível 2
    Marcos Raposo (21 anos) – nível 2
    Francisco Saldanha (20 anos) – nível 2
    Vasco Cunha (21 anos) – nível 1
    Jota Gonçalves (21 anos) – nível 1
    Bernardo Vital (20 anos) – nível 1
    Ricardo Teixeira (19 anos) – nível 1
    Diogo Monteiro (16 anos) – nível 1
    Rodrigo Rego (19 anos) – nível 1
    José Carlos (19 anos) – nível 1
    Rafael Fernandes (18 anos) – nível 1
    David Vinhas (18 anos) – nível 1
    Marco Torres (18 anos) – nível 1
    António Silva (18 anos) – nível 1
    Gabriel Brás (17 anos) – nível 1

    O futuro companheiro de Rúben Dias no futuro pode estar ainda no nível 1 neste momento e a sua evolução depende do seu trabalho, potencial e da forma com que o clube o potenciar. Por exemplo o Gonçalo Inácio passou de nível 1 para nível 4 em apenas um ano. Agora se conseguir manter o seu lugar e fizer boas exibições na Champions pode voltar a subir até ao nível 6 no próximo ano.

    • Kacal
      Posted Maio 31, 2021 at 11:34 am

      Tirando alguns níveis que acho que não estão adequados (Gonçalo Inácio, por exemplo) o resto concordo totalmente. E excelente análise António, Obrigado!

    • rvstico
      Posted Maio 31, 2021 at 9:32 am

      Nada parcial em alguns atletas. Vejamos: no 1º parágrafo é referido que se refere ao nível em que os atletas se encontram inseridos, porém logo a seguir o David Carmo (que acho ter potencial) é considerado como nível 5 (3 grandes ) quando joga no Sporting Clube de Braga. Já o Gonçalo Inácio que tem vindo a ser titular no Sporting Clube de Portugal é nível 4 (clube que luta pela Europa), e o Edu Quaresma nível 3 (clube segunda metade da tabela). Pronto, o Quaresma até dou de barato que pouco jogou este ano mas os 2 exemplos anteriores são um f*ck logic absoluto.
      Só mais um….o Ivanildo pela lógica das premissas deveria ser nível 2 e não 3 já que o Almería disputa a 2ª liga espanhola.

    • cards
      Posted Maio 31, 2021 at 8:02 am

      Que put# de análise. Os meus parabéns. Fantástico

    • Kafka
      Posted Maio 30, 2021 at 10:09 pm

      Obrigado pela análise Clismo, excelente resumo

    • Antonio Clismo
      Posted Maio 30, 2021 at 7:31 pm

      Apenas considerados atletas com menos de 25 anos para esta análise.

  • Goncalo Silva
    Posted Maio 30, 2021 at 6:22 pm

    Rúben Dias é já uma certeza para muitos anos na seleção (e espero eu que com a braçadeira de capitão). Agora o problema é quem o vai acompanhar. Neste momento o mais bem posicionado é Gonçalo Inácio, mas os próximos anos serão decisivos. No Porto vejo Diogo Leite como a maior promessa e no Benfica vejo Tomás Araújo a dar um jogador bastante interessante.

    • Antonio Clismo
      Posted Maio 30, 2021 at 7:43 pm

      Ainda não perdi a esperança no Pedro Álvaro. Teve uma época para esquecer com lesões e o empréstimo à B Sad a não correr nada bem, mas por exemplo nas mãos de um Jesualdo Ferreira podia ficar um central de nível elevadíssimo em menos de um ano.

  • Tiago Silva
    Posted Maio 30, 2021 at 6:03 pm

    Concordo é o nosso maior problema e esta será a última época em que teremos 3 centrais de excelência na convocatória. Muito mal o FS em não ir integrando outros jogadores no pós-Euro 2020, quem é que está preparado para fazer dupla com o Rúben Dias a seguir ao Europeu? Os nomes mais consensuais são Domingos Duarte e Rúben Semedo, mas nenhum deles teve jogos para ir adaptando à seleção e ao grupo. Outros nomes apontados como alternativas como o Inácio, David Carmo, Diogo Leite ou mesmo Rúben Vezo nunca tiveram uma internacionalização. Um processo muito mal gerido pelo FS e que poderá ter consequências no futuro.

    • Antonio Clismo
      Posted Maio 30, 2021 at 7:46 pm

      A culpa dos clubes portugueses raramente apostarem nos defesas centrais agora é do Fernando Gomes… ele chama os melhores, apenas isso.

      Tantos jogadores que podiam já estar a evoluir na Primeira Liga mas que são obrigados a ficar na Segunda Liga para que as vagas sejam preenchidas por brasileiros com qualidade duvidosa…

      E depois da falta de centrais vamos ter a falta de GR porque Rui Patrício e Anthony Lopes não vão ter muitos mais anos pela frente…

      • Tiago Silva
        Posted Maio 31, 2021 at 12:06 pm

        Não é bem assim, é importante chamar os melhores claro, mas a renovação da seleção tem que ser feita com calma, isto não são os clubes onde há muito tempo de trabalho, nas seleções há pouco tempo de trabalho e é importante ir integrando jovens no núcleo da seleção para preparar o nosso futuro. Claro que também terá que haver uma maior aposta dos clubes, nisso tens toda a razão para estarem preparados para competir num patamar mais alto.

        Quanto à posição de guarda-redes também estou de acordo, a maior esperança é mesmo o Diogo Costa e esperemos que ele comece a ser uma aposta mais regular no Porto.

  • Amigos e bola
    Posted Maio 30, 2021 at 5:50 pm

    Só vejo 3 jogadores para renovar o setor na seleção: Domingos Duarte, Gonçalo Inácio e Tiago Djaló.
    Diogo Leite e Diogo Queirós tenho dúvidas, para já.

    É claramente o setor menos abastado da seleção, em termos de profundidade.

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