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Uma mística diferente

O País Basco Espanhol é uma das dezassete Comunidades Autónomas (mais as cidades de Ceuta e Melilla) em que se divide o território espanhol. Apesar de ser uma das zonas com um abastado desenvolvimento do país vizinho, não é de todo uma das maiores em termos de tamanho e de população, contando com pouco mais de dois milhões de habitantes. O território divide-se em três províncias:

Álava, onde se situa a capital regional, Vitória;

Biscaia, que tem a sua sede em Bilbao;

Guipúscoa, onde se destaca a cidade de San Sebastián.

Ao iniciarmos uma conversação sobre a Eukal Herria é natural que o tema não se desenvolva para o plano desportivo, mas sim para o político ou económico. Economicamente há que destacar o setor industrial, que sustenta a região, que sofreu uma reforma muito forte nos anos 80. A banca também é muito importante na zona, devido à criação do BBVA na região. Já politicamente é conhecida por ser uma região com um forte nacionalismo (ainda que tenha perdido força na ultima década) e pela forte presença no passado da Euskadi Ta Askatasuna que provocou horrores em todo o país. Porém sendo isto um blog desportivo, é natural que o tema mais relevante não seja qualquer um destes (que são abordadas por centenas de livros e de teses de mestrado).

Apesar de pequeno em tamanho, o País Vasco tem na atual época futebolistica quatro equipas na La Liga, que representa um quinto da tabela classificativa. Os clubes são os seguintes: Athletic Club, Real Sociedad, Eibar e Deportivo Alavés. Existem Comunidades Autónomas muito maiores sem qualquer representante, como o caso de Castilla- La Mancha.

De todos os apresentados, aquele que ouvimos falar com mais regularidade é o primeiro, sediado em Bilbao. Surgiu pela mão de ingleses e foi uma das equipas que mais sofreu com a Ditadura Franquista, tendo que inclusive alterar o seu nome, já que os anglicismos estavam proibidos. A equipa é conhecida pela utilização de apenas jogadores com alguma ligação à região a que pertencem (isto não aconteceu desde a sua fundação), não aceitando qualquer outro tipo de futebolistas, por muito que estes sejam os melhores do mundo. A boa formação possibilita que não seja necessária uma intensa procura por reforços todos os anos, permitindo ao Athletic ser uma das melhores formações do mundo, obtendo conquistas nacionais (oito vezes vencedor do campeonato, ainda que a ultima conquista seja já de 1983/84) e finais internacionais (quem não se recorda da eliminação do Sporting nas meias finais de Liga Europa em 2011/12, aos pés dos bascos?). A maioria dos jogadores opta por manter-se no clube durante várias temporadas, por muito que possa crescer e evoluir na carreira. Olhando para o plantel atual é fácil dizer que existem jogadores com qualidade para estarem em equipas que lutem por algo mais como Iñaki Williams (tem contrato até 2028, assinado em 2019), Iker Muniain, Unai Simón ou Iñigo Martínez, porém estar numa entidade desportiva com estas caraterísticas é especial, anulando a vontade de querer sair. É seguramente um orgulho imenso ser um ícone deste clube, provavelmente único no mundo e que já lançara para a ribalta uma enorme quantidade de jogadores. A sua casa, o San Mamés é igualmente um símbolo da cidade e um dos recintos mais difíceis de retirar pontos.

O seu maior rival regional é a Real Sociedad. Apesar de não seguir a tradição dos Leones, tem nas suas fileiras uma série de jogadores oriundos da sua formação como Gorosabel, Zubeldia, Oyarzabal, Illarramendi, Ander Guevara, Jon Guridi entre outros. Um dos seus valores mais preciosos é o seu treinador: Imanol Alguacil. O basco, eterno adepto dos Txuri-urdin, apresenta-se como um dos melhores técnicos da La Liga, exibindo um futebol interessante, longe de ser pachorrento, mantendo o adepto colado à televisão sem aborrecimento. A evolução do clube com o passar dos anos é uma das mais notórias que temos assistido na La Liga. Além de aproveitar bem os jogadores dos seus escalões de formação, a Real Sociedad apresenta-se sempre muito bem no plano das transferências, mostrando boa visão de mercado. Jogadores como Mikel Merino, Alexander Isak, Cristian Portú são de muito bom nível, justificando o excelente quinto lugar no qual a equipa está, naquela que é possivelmente a La Liga mais exigente dos últimos anos, com várias equipas acima do nível habitual. Conseguiram também colocar neste elenco jogadores com experiência de Champions League como David Silva e Nacho Monreal que podem ajudar os mais novos a crescer e estabelecem um equilíbrio na faixa etária do plantel, evitando que este fique demasiado inexperiente, algo que muitas vezes é essencial para o sucesso de uma época (o Sporting é um bom exemplo). A equipa de San Sebastián consegue captar muitos aficionados do País Vasco, mas também as das comunidades próximas como Navarra ou La Rioja, sendo pouca a presença dos gigantes do costume (Barcelona e Real Madrid) na zona, em comparação com outras comunidades.

As duas outras equipas que estão na La Liga 2020/21, Alavés e Eibar, este ano estão a lutar pelo objetivo mínimo, a manutenção. A falta de qualidade dos planteis de ambos serve de justificação para as más prestações (nomeadamente do Eibar, que depende em demasia de Bryan Gil quando em épocas passadas conseguira montar um plantel que alcançara objetivos maiores), porém a falta de adeptos abalou bastante os conjuntos bascos. O Ipurua era uma das boas armas do Eibar. Jogar em casa ficava sempre mais fácil para o conjunto orientado por José Luis Mendilibar. Aquando da chegada dos Armeros à La Liga, muitos dos adeptos do futebol (nomeadamente os estrangeiros que não conhecem tão profundamente os clubes espanhóis) ficou surpreendida com a presença do “pequeno” clube na máxima competição do país, pois tinham o menor orçamento da Segunda Divisão na temporada que subiram e um estádio com pouco mais de cinco mil lugares. Com a constante presença dos adeptos em casa e com reforços bem pensados, de forma a não entrar em crise, o Eibar conseguiu escrever uma epopeia que pode estar quase a chegar ao fim (ainda que este pudesse ser mais cedo, logo na temporada de estreia, já que ficaram em 18º lugar. Somente foram salvos pela crise financeira do Elche, que ficara em 13º, que fez com que descessem). Ainda assim existem nomes no plantel que são conhecidos dos adeptos do futebol como Pedro Léon e Takashi Inui (infelizmente não mostrou a mesma qualidade quando se mudou para o Betis). O Alavés preparou muito mal a temporada 2020/21. Errou no treinador, quando elegeu Pablo Machín, que depois deste trabalho (e do péssimo registo em seguida no Al-Ain) deverá ter as portas fechadas do principal escalão espanhol por uns tempos. Voltou a falhar no seu sucessor com Abelardo, que tentou voltar a ser feliz, porém venceu apenas uma partida em doze. Resta saber se Javi Calleja consegue salvar os Patateros, que contam com nomes conhecidos dos portugueses como Battaglia e Deyverson, além da promessa uruguaia Facundo Pellistri.

Ainda que todas estas equipas sejam distintas e rivais entre si, há algo que as une: a mística. Nesta comunidade é muito pouco provável que se encontre alguém que não acarinhe nenhum destes clubes. Estes representam os seus valores e a sua região, não tendo qualquer tipo de receio de colocar a Bandeira da Euskadi na sua camisola. Além disto existe um ambiente sem qualquer tipo de toxicidade.

No inicio de 2021, o jornal Marca lançou o desafio de eleger qual a Comunidade Autónoma com o melhor “onze” e o País Vasco conseguiu obter o terceiro lugar, apenas atrás da Andaluzia e da Comunidad de Madrid. A equipa elegida foi: Unai Simón, Aritz Elustondo, Iñigo Martínez, Yeray, Odriozola, Yuri Berchiche, Dani Garcia, Zubeldia, Illarramendi, Mikel Oyarzabal e Iñaki Williams. Somente Odriozola joga num clube fora da região, o que mostra a capacidade de retenção de jogadores destas equipas. Ficaram de fora nomes de qualidade como Javi Martínez, Ander Herrera ou Kepa Arrizabalaga. Seria muito interessante que se fizesse este exercício para o futebol português, permitindo analisar a discrepância existente entre as regiões.

No futebol português não existe nenhuma equipa com caraterísticas similares às do País Vasco, nomeadamente ao Athletic Club. Para sermos justos nenhuma das nossas regiões tem um nacionalismo próprio, sendo Portugal um país sem qualquer tipo de problemas dessa origem, contrariamente aos nossos vizinhos. O máximo que existe é um clube que defende ter uma mística diferente, mas que só tem mostrado as suas caraterísticas negativas, com comportamentos agressivos e uma falta de coragem em assumir as derrotas, levando a várias criticas. Os adeptos deste clube não merecem que a sua “nação” tenha esta falta de respeito perante os outros, pois a maioria não se revê neste tipo de comportamento.

Há que olhar para o exemplo dado pelo País Vasco, onde os adeptos seguem ideais, evitando o futebol moderno que só olha para o plano económico, ainda que os seus dois principais clubes tenham infraestruturas topo de gama (ou muito perto disso), o que representa uma situação financeira sólida. Por muito que o país tenha três “grandes” (como se passa em Portugal), não é muito difícil encontrar adeptos de qualquer um dos clubes referidos, especialmente no norte do país. É claramente uma região com uma mística diferente.

Visão do Leitor: Ricardo Lopes

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

17 Comentários

  • Rosso
    Posted Maio 9, 2021 at 5:18 pm

    Já que se fala nos clubes do Pais Basco (e o Athletic continua a ser o meu preferido da liga vizinha), refira-se que na primeira edição da liga espanhola havia outros dois clubes bascos, o Arenas de Gutexo e o Real Irun. Hoje podem ser obscuros clubes das divisões secundárias, mas o título de pioneiros já ninguém lhos tira.

  • Claudio V.
    Posted Maio 9, 2021 at 5:16 pm

    E se alargarmos a todas as zonas de língua basca, ainda temos o Osasuna de Iruña/Pamplona e que fica a uma hora de Donosti/San Sebastían ou Gasteiz/Vitoria.

    E não, o nacionalismo não decresceu na última década. Focou-se foi no plano apenas político e de mobilização pacífica de rua com um condão pragmático de esperar pela melhor oportunidade. É que se formos ver os resultados eleitorais, os dois partidos bascos, os nacionalistas de esquerda (EH Bildu e os de direita (PNV) têm a quase totalidade dos ayuntamientos bascos e a maioria dos deputados do parlamento da região. E o terceiro partido é o PSOE local (que se alia tanto ao PNV como ao EH Bildu para garantir maiorias), e o quarto o Podemos local, e os dois não são separatistas mas também não são ferrenhos unionistas (isso só o PP, o Ciudadanos e o Vox que não têm quase expressão nenhuma lá)

    • Ricardo Lopes
      Posted Maio 9, 2021 at 6:30 pm

      O que quis dizer foi que o lado negativo do nacionalismo desapareceu, com o enfraquecimento da ETA, devido a ações políticas, por parte de Zapatero, como sociais, com vários protestos contra os atentados que eram realizados. O PNV é o partido mais conhecido e que defende o nacionalismo desde sempre, enquanto que o EH Bildu está voltado para um prisma mais extremista, não fosse liderada por Arnaldo Otegui, ex membro do bando terrorista e do seu braço partidário o Herri Batasuna. Os partidos de direita não têm grande importância já que são por norma críticos fortes do nacionalismo vasco (se bem que o Ciudadanos “morreu” em todo o país). Na zona de Espanha onde já vivi recentemente (totalmente de direitas), já não existe um problema de falar no nacionalismo vasco, contrariamente ao catalão, onde nem se pode falar de certos nomes ou elogiar o Barcelona ou Espanyol sem deixar uma crítica.
      Ou seja não digo que o nacionalismo vasco tenha desaparecido, algo que me parece impossível de acontecer, porém já não é olhado tanto de lado pelo resto do país e do mundo. A problemática catalã está muito mais em voga, fazendo um pouco as pessoas esquecerem a do País Vasco e ainda mais da Galiza e Andaluzia que são menos faladas.

      • Claudio V.
        Posted Maio 9, 2021 at 8:23 pm

        Os holofotes estão na Catalunha porque é uma região muito maior e que rivaliza com Madrid diretamente. Há um consenso muito maior na sociedade basca de que o futuro é de independência, sim ou sim, do que o há na sociedade catalã (também ela muito mais heterogénea). Tem havido desenvolvimentos políticos separatistas mais provocatórios na Catalunha nos últimos tempos, mas porque o País Vasco já ultrapassou essa própria necessidade de provocar. Já o fez no passado, tanto pela via legal como pela armada, e não conseguiu o desejado, então agora estão no pragmatismo de esperar pelo momento ideal.

        Também discordo que o EH Bildu seja ‘extremista’. Nada nas suas propostas políticas tem marcado isso. A malta precisa de ultrapassar o redutor e incorrecto que é dizer que é o partido da ETA. Tem n facções lá dentro incluindo muitas sociais-democrata.Aliás, o PNV tem estado mais de costas voltadas para Madrid do que o EH Bildu, mesmo estando no poder estatal o PSOE com quem o PNV governa no parlamento de Euskadi.

        Mas são só esses dois pontos em que faço uma leitura distinta de ti, no resto, estoy de acordo e gostei da tua crítica :)

        • Ricardo Lopes
          Posted Maio 9, 2021 at 10:18 pm

          Muito obrigado! Todas as opiniões são bem vindas! Se todos pensássemos e interpretássemos de maneira igual a vida não metia graça nenhuma!

  • Hernandez
    Posted Maio 9, 2021 at 2:59 pm

    É realmente notavel ainda nao terem abandonado esta politica de bascos e navarrenhos.
    Mesmo a Real Sociedad tambem so abandonou essa politica em 1989(estrangeiros) e só em 2002 (espanhois de outras regioes) e foi antes de a abandonar que se deram os anos de ouro do clube.
    Claro que a lei Bosman viria a mudar completemente o contexto do futebol Europeu, dando ainda mais opcoes aos maiores clubes que podem comprar varios planteis e nao como antigamente apenas 3 estrangeiros, o que dava maior competitividade e consequentemente as equipas bascas conseguiam ter planteis mais equilibrados.

  • Antonio Clismo
    Posted Maio 9, 2021 at 1:45 pm

    Um exercício engraçado era tentar criar o melhor 11 distrital de Portugal. Qual o distrito português que conseguiria formar o melhor 11 possível com jogadores locais.

    Penso que há uma chance de Porto e Lisboa não conseguirem formar as melhores seleções.. Acredito que distritos como Aveiro ou Braga tivessem melhores equipas.

    E mesmo Viana do Castelo teria uma palavra a dizer uma vez que muito dificilmente outro distrito conseguiria ter uma dupla de extremos como Francisco Trincão e Pedro Neto.

    • lipe
      Posted Maio 9, 2021 at 5:19 pm

      Seria uma boa ideia para um artigo do VM !

    • Sporting1906
      Posted Maio 9, 2021 at 3:22 pm

      Sem pesquisar nada, não tenho dúvidas que Porto e Lisboa formavam as melhores selecções e que os únicos distritos que podem sequer se aproximar são Braga e Setúbal (não esquecer que a Margem Sul é no distrito de Setúbal). Os outros distritos não têm população suficiente para formarem equipas competitivas. Por exemplo, Viana tem o Trincão e o Neto mas quem seriam os outros 9 jogadores? E porquê Aveiro? Quem são os melhores jogadores desse distrito?

  • BrunoAlves16
    Posted Maio 9, 2021 at 1:38 pm

    Artigo interessante. Relativamente aos dois maiores representantes da região são dois clubes com os quais simpatizo igualmente, o Athletic por ter uma mística e tradição especial, que se foi moldando a pouco e pouco com o passar dos anos, desde o patrocínio nas camisolas ao aceitarem jogadores de origem basca e não somente nascidos no país basco. Relembro um dos lemas dos seus adeptos “con cantera e aficcion, no hay importacion” algo deste género. Porém a questão de os jogadores não serem tentados a sair acho que se prende mais com o não se destacarem muito a nível de resultados ultimamente. Na época de Bielsa em que chegaram à final da Liga Europa acabaram por perder as maiores referências da altura como Llorente (em conflito até com os adeptos), Javi Martínez e Ander Herrera.
    Quanto à Real Sociedad deve-se ao facto de ter tido jogadores com ligação ao meu clube (Oceano, Carlos Xavier e Sá Pinto) e por ter na memória aquela grande equipa de 2002/03 em que lutaram pelo título até à última jornada frente ao Real Madrid, onde pontificava o jovem Xabi Alonso e a dupla de ataque Nihat e Kovacevic.

  • lipe
    Posted Maio 9, 2021 at 1:31 pm

    O futebol espanhol no geral, e o basco no particular, faz-me corar de vergonha quando comparado ao futebol português. Falamos do país onde jogam talvez os 2 maiores clubes do mundo, e esses 2 clubes quando jogam fora, jogam efectivamente fora, ao contrário dos grandes do rectângulo à beira mar plantado, que só jogam fora em casa uns dos outros e em 2 ou 3 outros estádios.

    Mesmo olhando para as outras regiões, o futebol espanhol é muito interessante deste ponto de vista, existindo clubes de média/grande dimensão um pouco por todo o país (Barça/Real/Atlético são para lá de grandes nestas contas).

    • Rodrigo 77
      Posted Maio 9, 2021 at 2:58 pm

      Quem tem a bandeira nesses termos, não merece falar uma palavra sobre o País. Emigra e não voltes. Mil vezes pessoas estrangeiras que adoram Portugal, do que o teu tipo de pessoas.

      • lipe
        Posted Maio 9, 2021 at 5:15 pm

        O meu tipo de pessoas ? Estamos a falar de futebol, não do país. Adoro o meu país, país esse que é muito mais que futebol. Quem lê os meus comentários neste site já percebeu que gostava imenso que o futebol português melhorasse onde pode e deve melhorar.

        A bandeira preta em nada diminui o quanto eu gosto do nosso país. E já que falaste na bandeira, aproveito para comentar que a nossa actual é uma ausência aberração estética. Devíamos ter mantido o azul e branco e retirar a coroa. Teríamos uma das bandeiras mais bonitas do mundo.

    • Tiago Silva
      Posted Maio 9, 2021 at 2:47 pm

      Os nossos futebóis são muito parecidos com a diferença na mística que alguns clubes espanhóis conseguem implementar, nomeadamente todos os clubes bascos e mais alguns clubes. Em Espanha também se falam sempre dos mesmos na imprensa, também se fala muito de extra-futebol, mas há essa diferença grande, nem todos os espanhóis são de 3 clubes e mostram uma mística maior pelo clube da cidade ou por um clube pelas suas ideias. Eu sinceramente invejo o projeto desportivo de Athletic Bilbao e Real Sociedad principalmente por apostarem muito na mística e na desenvolvimento de jovens jogadores de forma a ensinarem-lhes os seus valores e ideias de ver o futebol. Dá gosto assim!

      • lipe
        Posted Maio 9, 2021 at 5:17 pm

        É verdade que em Espanha os grandes são grandes. Mas existem dezenas de clubes de grande e média dimensão, coisa que em Portugal só existe 2: Vitória e Braga.

  • Aurinegro
    Posted Maio 9, 2021 at 1:22 pm

    Aproveitar este excelente texto para deixar aqui um registo incrível: Inaki Williams vai em 192 jogos seguidos na La Liga (se não me enganei nas contas). O anterior record era de Do Stefano com 171.

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