A Seleção Nacional portuguesa defrontou as seleções de Andorra, França e Croácia na já habitual paragem de seleções do mês de novembro. Em jogo de preparação para a Liga das Nações, o pequeno país situado nas montanhas dos Pireneus deslocou-se ao Estádio da Luz e foi desde os primeiros minutos um alvo fácil para a seleção das quinas. O jogo terminou com a esmagadora vitória de Portugal por 7-0.
Depois da goleada sobre Andorra, a seleção portuguesa enfrentou a França, num jogo que poderia valer o apuramento para a Final Four da Liga das Nações. A vitória acabou por sorrir aos gauleses por 1-0, resultado que permitiu aos franceses avançarem rumo à fase final da competição. Impedida de defender o título conquistado no ano passado, a seleção portuguesa disputou um último encontro frente à Croácia. Portugal viajou até Split e carimbou a vitória com um golo de Ruben Dias nos últimos minutos.
Desde a histórica conquista do Euro 2016, a seleção portuguesa tem apresentado grandes mudanças na sua convocatória. Dos jogadores que estiveram presentes no Europeu de França apenas cinco são hoje habituais titulares do selecionador português, sendo eles: Patrício, Pepe, Guerreiro, William e Ronaldo. Nessa altura, bem sabemos, o futebol praticado não era o mais vistoso, Portugal tinha jogadores com qualidade, obviamente, mas não com a variedade de hoje em dia. Da defesa ao ataque, a seleção portuguesa tem agora um vasto leque de jogadores de grande nível, dando-se ao luxo de deixar de fora dos convocados alguns nomes que poderiam perfeitamente ser opção para Fernando Santos.
A qualidade de jogo da equipa das quinas é que continua a não encantar os adeptos. Tal como acontecia no Euro 2016, Portugal aparenta ter dificuldades em assumir o jogo com seleções teoricamente mais fortes, optando por ficar na expectativa, com o intuito de perceber o que o adversário vai fazer, para depois, sim, reagir. Uma coisa é certa, Fernando Santos ficará para sempre na memória como o responsável pelas conquistas do Campeonato da Europa e da Liga das Nações. E isso nunca irá ser esquecido pelos portugueses.
Nuno Mendes


38 Comentários
Amigos e bola
Esse último parágrafo resume o que é o reinado do Engenheiro do Bombo.
“Ele fica na memória dos portugueses mas o futebol apresentado continua sem convencer”.
O Europeu2016 é o manto protetor que lhe da carta branca para ser incompetente.
Mas deixo isto para refletir: ele é selecionado há 6 anos, muitos destes jogadores ele conhece há muito tempo, tem meses para preparar taticamente um jogo e o que vemos é que muitas vezes os jogos são mal preparados taticamente. Os últimos 2, por exemplo.
Tínhamos equipa para muito mais. E por muito que isso custe a alguns, nunca vamos passar disto. À exceção de 4,5 jogos, o futebol praticado com o Engenheiro do Bombo é miserável nos 6 anos em que ele é selecionador.
GabCel
não poderia concordar mais… e é uma pena que gerações brutais estejam a ser desperdiçadas nas “mãos” da cambada de ineptos da FPF. não há um seleccionador que seja aceitável. São todos para lá de maus.
Goncalo Silva
O futuro é muito promissor, por muito mal que se diga da aposta na formação cá em Portugal. O Benfica foi o principal impulsionador ao conseguir conciliar formação e resultados, mas agora parece andar perdido nesse aspeto. É bom ver que o Sporting parece ter entrado nos eixos, pelo menos teremos neles um bom formador de talentos, assim como o Braga.
A minha aposta para a seleção daqui a 5 anos:
GR: Anthony Lopes, Rui Silva, Diogo Costa
DF: Cancelo, Nélson Semedo, Rúben Dias, David Carmo, Domingos Duarte, Eduardo Quaresma, Raphael Guerreiro, Nuno Mendes
MD: Florentino, Rúben Neves, Renato, Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Pedro Gonçalves
AV: Trincão, Diogo Jota, Pedro Neto, João Félix, André Silva
O meu 11:
Anthony Lopes, Cancelo, Eduardo Quaresma, Rúben Dias, Nuno Mendes, Florentino, Renato, Bruno Fernandes, Trincão, Diogo Jota, João Félix.
coach407
A única coisa que aposto é que certamente essa seleção vai estar errada ahah boa iniciativa, parabéns pela ousadia, mas é simplesmente impossível acertares.
Lembremo-nos do William Carvalho que no início da época 2013/14 não era absolutamente ninguém, um jogador que tinha andado no Fátima, entretanto jogava mais no Cercle Brugge a central e tal. No final da época 2013/14 estava no Mundial 2014. Onde andava o William 5 anos antes do Mundial 2014? Nos juvenis do Sporting… Incluíste algum jogador que atualmente está nos juvenis do Sporting e nem é o mais promissor? Claro que não.
O Fábio Coentrão foi ao Mundial 2010. Onde estava 5 anos antes? Nos juvenis do Rio Ave… Em 2 anos e meio o Coentrão passou de não calçar no Zaragoza (nunca, nem convocado) para jogar a titular no Real Madrid. Agora imaginemos o que pode acontecer em 5 anos…
O João Félix há 5 anos nem era convocado para a seleção da sua geração. Colocaste algum jogador de 16 anos que não é convocado para a seleção sub-16?
O Trincão começava a dar os primeiros passos na equipa B do Braga, mas nem era o grande nome da sua posição da formação do Braga (Pedro Neto). Colocaste aí algum miúdo do Braga que esteja a dar os primeiros passos e nem seja o mais promissor da sua posição nessa equipa?
O Diogo Jota há 5 anos estava a começar a afirmar-se no Paços de Ferreira. Tens aí algum jogador do Paços de Ferreira sem qualquer passado de seleção nacional nem passagem em grandes clubes?
Claro que nos mais velhos já consegues perceber quem são os candidatos à seleção. Podes errar, mas não vai aparecer propriamente um jogador do nada dessas gerações que nem sequer tenhas ouvido falar nele.
O problema é sobretudo nos jogadores que hoje têm 13-20 anos. Não fazes a mínima ideia de onde é que vão aparecer os melhores jovens. Basta ver os casos do Félix, Jota e Trincão que são as novas coqueluches. Quem diria a 5 anos de distância? Muito, muito complicado. Basta ver que há 5 anos o Bruno Fernandes estava a ser vendido pela Udinese à Sampdoria e o Di Natale até falava dele como muito talentoso, mas com pouca competitividade, um jogador acomodado, com pouca atitude que o irritava por essa forma de estar no jogo. Hoje em dia joga a titular no Manchester United e quem tentar dizer que o Bruno Fernandes é pouco competitivo nunca mais é levado a sério para conversas sobre futebol.
É surreal como os jogadores destas idades se podem transformar em 5 anos. Podes perfeitamente chegar daqui a 5 anos e nem teres convocado vários jogadores que vão ser titulares de caras, tal como quem tentou fazer este exercício há 5 anos provavelmente não incluiu Bruno Fernandes, João Félix, Diogo Jota e Francisco Trincão.
Giuseppe F
Sem centrais, sem ponta de lança e sem extremos (só Diogo J) fica difícil.
Muita gente em terrenos interiores…
El Pipito
Basta só um central para o lado do Rúben. Para extremo tens também o Trincão. E muitos jogadores que podem jogar lá. Em pontas de lança é que somos mesmo muito fracos.
Giuseppe F
“Basta um”. O Ruben é bom mas não é de elite, mas cumpre, sim.
Extremos temos o Trincão e o Diogo J. Isto não é de uma seleção de topo. Eu sei que o Fernando Santos mete lá jogadores que não fazem a posição, mas isso não faz deles extremos.
Ponta de lança não existe simplesmente. Ninguém mesmo…
El Pipito
Rúben é de elite.
Kacal
Para mim também é, El Pipito. Vale a pena relembrar que o Rúben tem apenas 23 anos, o que para um central é bem novo! Com a qualidade que já apresenta e sobretudo a sua personalidade, capacidade de liderança e mentalidade, a sua atitude competitiva. O ser titular num City. A tendência será ele melhorar mais e tornar-se cada vez melhor porque nem está em idade do pico de um central ainda.
Vegeta
Só na cabeça dos sportinguistas é que o Rúben não é de elite.
Af2711
O Euro 2016 tem segurado o trabalho de Fernando Santos, principalmente após a prestação no Mundial 2018.
Paulo Bento fez todo o ciclo do Mundial em 2014 (de maneira incompreensível não saiu de imediato). Bastou um revés no primeiro jogo após o Mundial e foi despedido. Não creio absolutamente que desde lá Portugal tenha tido grande evolução táctica. As longas paragens aliadas à filosofia de Fernando Santos também não ajudam que haja bom futebol. Fizeram alguns bons jogos neste período 2018-2020 e até houve ali uma certa esperança entre alguns de que era para continuar, mas sempre efêmera. Bastava uma pausa entre seleções, e na data FIFA seguinte voltavam à mesmice.
Acredito também que não será despedido após o Euro 2021.
coach407
Discordo um pouco que Portugal “continue” o que quer que seja em relação ao jogo jogado do Euro 2016 para cá.
Realmente nessa altura Portugal tinha dificuldades frequentemente contra seleções como Polónia, Croácia, Áustria, Hungria, Islândia… vivendo muito de rasgos individuais. Não era só contra a França.
Atualmente, é evidente que Portugal se defronta França ou Espanha continua a ter dificuldades porque são equipas portentosas. Estamos a falar do campeão mundial e de uma Espanha que acabou de dar 6-0 à Alemanha e ainda tinha em casa o Busquets, Saúl, Thiago Alcantara, Ander Herrera, Isco, Juan Mata, Sarabia, Aspas, Rodrigo, Diego Costa e muitos outros.
É normal que Portugal com Danilo, William e Bruno Fernandes no meio-campo tenha dificuldades em ter bola. Estamos a falar de um meio-campo em que o único jogador com capacidade técnica para lidar com a pressão deste tipo de seleções é o William, os outros têm dificuldades em coisas elementares como dominar uma bola e fazer um passe, mas, mesmo o William tendo isso, é muito lento, pouco ágil para este nível e portanto acaba por ser natural que o meio-campo português seja completamente engolido por este tipo de seleções que têm o meio-campo da Espanha ou da França. Não fazem 3 passes seguidos. Não significa que não possamos ganhar o jogo, mas claramente não vamos ser nós que vamos dominar ou assumir o jogo. Talvez isso aconteça quando tivermos um Rúben Neves num clube de topo mundial e um Renato Sanches mais estabilizado. Talvez. Pelo menos estaríamos mais perto que com uma dupla no meio-campo constituída por Danilo-William ou Danilo-Moutinho ou com Rúben Neves no lugar do Danilo. Simplesmente continuamos com falta de qualidade individual no meio-campo. Só num dia horrível destas seleções é que podemos sonhar em fazer um jogaço. Em condições normais, temos a bola e ou perdemos ou não sabemos o que fazer com ela porque o adversário parece estar em todo o lado. É outra dimensão.
No entanto não é por estas dificuldades contra seleções como França ou Espanha que não se vê um Portugal mais forte que no Euro 2016.
Há uma diferença grande na qualidade individual. Há 4 anos o Bruno Fernandes, João Félix, Francisco Trincão ou Diogo Jota não eram “nascidos” e, tendo em conta que o problema da nossa seleção era essencialmente ofensivo, ajuda ter este tipo de reforços. Jogadores que jogam em equipas gigantes. Em 2016 só tínhamos mesmo o Bernardo e o Cristiano. Nesta altura o Nani do Fenerbahce era titular na nossa seleção adaptado a uma posição manhosa.
Não significa que Portugal não continue a ter percalços (ficou em 2º atrás da Ucrânia na Qualificação para o Euro 2020), mas quando jogamos contra seleções de um patamar individual no meio-campo que até pode ser superior ao nosso, mas que tem um nível mais acessível no resto dos setores (Itália, Holanda ou Croácia), já vemos que é Portugal quem assume o jogo, algo que há 4 anos era mais discutível.
E atenção que não podemos olhar para estas equipas de forma arrogante como se fossem fraquinhas ao nosso lado. Já sei que os portugueses andam com tiques de vedeta e acham que somos os melhores deste universo e do outro a seguir, mas onde Portugal tem Danilo, William e B. Fernandes a Holanda tem Frankie de Jong, Wijnaldum e Van de Beek. A Itália tem Jorginho, Verratti e Barella. A Croácia tem Kovacic, Modric e Pasalic. Estamos a falar do meio-campo que é o setor mais decisivo para poderes realmente encostar o adversário e ter um futebol de constante ataque.
Dominar completamente um jogo contra equipas que têm o duplo pivô do nível Modric-Kovacic, Frankie de Jong-Wijnaldum ou Jorginho-Verratti está longe de ser fácil. O nosso vai variando entre Danilo, William, Neves e Moutinho. Há assim uma diferença “pequenina”. Dominar um jogo destes com estes jogadores precisa de muita qualidade no futebol coletivo.
Claro que no resto das posições Portugal, no geral, tem vantagem, mas são estes os adversários com quem se vê a qualidade do nosso futebol. Adversários com um meio-campo muito mais forte, mas que Portugal tem hipótese de desmontar com um coletivo mais forte e que permite que os craques lá à frente tenham constantemente a bola para poder decidir e resolver.
Com este tipo de adversários ok, agora avaliar-nos contra Espanha ou França é complicado. Como referi, podemos compensar o meio-campo muito mais fraco que o adversário contra adversários do nível de Itália, Croácia ou Holanda. Não nos podemos é pôr de bicos de pés e acharmos que temos alguma obrigação de fazer o mesmo contra Espanha ou França que é um nível totalmente diferente.
Jogas contra Kanté – Rabiot – Pogba e queres dominar o jogo? Em que planeta? Com o Danilo – William – Bruno Fernandes? Pegas no meio-campo espanhol que ficou fora dos convocados contra a Alemanha como Busquets, Thiago e Ceballos/Isco/Saúl/Herrera e nem tocas na bola quanto mais dominar.
Dominas só se for na PlayStation. Em modo Amador.
Khal Drogo
Eu sou um leigo autêntico no que à parte tática do futebol diz respeito, mas um meio-campo Moutinho-Neves-Sanches não funcionaria bem?
coach407
Depende muito do treinador.
Se fosse o Guardiola colocava Rúben Neves, Bernardo Silva e João Félix com Trincão na direita, Jota na esquerda e Cristiano na frente e eras bem capaz de ter Portugal a dar baile a qualquer seleção do Mundo.
Como Guardiola só há 1, o mais natural é teres um meio-campo mais defensivo e esse que referiste pode ser uma boa opção, mas também não me parece que tivesse qualidade para dominar propriamente a França ou Espanha, mas terias sem dúvida uma qualidade na transição muito mais forte. Rúben Neves é fantástico a sair a jogar e tem uma qualidade de passe fantástica que pode trazer outro nível à transição e depois tens um Renato Sanches com muita capacidade no transporte e em quebrar linhas com bola que acaba por ser muito importante contra equipas taticamente fortes. Ele sozinho cria o desequilíbrio, não precisa de fazer nenhum passe. Quando não há linhas de passe o Renato inventa-as.
Ainda assim, tanto Moutinho como Renato são curtos para jogar em ataque continuado contra seleções de topo. Se a ideia não for essa então claro que é um meio-campo que te traz mais-valias. Não me parece fácil é sentar o Bruno Fernandes ?
Khal Drogo
Muito obrigado pela análise!
Sim, sentar o Bruno Fernandes não faria muito sentido. Foi apenas um exercício teórico.
Braulio_scp
Parei de ler onde diz que o BF não sabe fazer um passe ou uma recepção de bola.
coach407
Acho é que paraste de ler antes disso ou foste ler outra coisa qualquer.
Eu disse que o Bruno Fernandes tem dificuldades na receção e no passe. Não disse que não sabe fazer uma receção ou um passe. Parece um pormenor, mas não é.
Estamos a falar do nível mais alto do futebol mundial e claramente o Bruno Fernandes tem essas lacunas técnicas. Ao lado de um Misic é fantástico tecnicamente. Ao lado do Bernardo Silva, Deco ou Rui Costa, como referiste em baixo, tem claras dificuldades nestes dois gestos técnicos que não são normais num jogador que joga no patamar dele.
Artur Trindade
O Bruno Fernandes não é constante no passe e tem uma percentagem de falha, acima do normal para ser top 5 mundial.
Nos passes acertados, de referir a genialidade na visão de jogo, na execução de passes a rasgar, muitos deles de 30/40 metros.
Se não fosse assim, não seria nele que os colegas confiam a 100% para lançar as motas do ataque e organizar todo o ataque.
Não vale a pena dizer que o Bernardo Silva acerta quase 100% dos passes, quando tem elevada % de passes fáceis, laterais e raramente arrisca passes longos, provavelmente por sentir que não tem potência para arriscar maiores distâncias.
Claramente Bruno é mais decisivo neste campo, mas é dececionante que apesar de ser genial, tenha uma % de acerto não tão grande, para muitos porque arrisca sempre, mas tem obrigação de melhorar bastante, até porque costuma falhar mais nos passes fáceis.
Braulio_scp
Que o Bruno não tenha o toque de bola do Rui Costa ou até mesmo do Bernardo Silva, aceito. Que seja tratado como um Misic é engraçado.
El Pipito
Engraçado é que agora falas do Rabiot como se fosse bom. Há bem pouco tempo era pior que o André Gomes…
coach407
Falei no Rabiot por ser gigante, o que te traz mais-valias defensivas claras quando combinado com Kanté e Pogba. É um meio-campo “gigante” que dificulta muito o adversário poder jogar em jogo interior.
Com bola este meio-campo não é nada de especial. Continuo a dizer que o forte desta França é a facilidade em anular o adversário por ser forte a defender a largura, a profundidade, o jogo interior e as bolas paradas. O Rabiot enquadra-se na defesa do jogo interior e nas bolas paradas.
Em relação ao Rabiot, nunca o vi fazer o que vi o André Gomes a fazer no Valencia, mas, tal como se esperava, é obviamente melhor aos 25 anos do que era quando foi contratado pela Juventus ao PSG, onde era suplente (e não, não foi há pouco tempo, foi há muito tempo). Atualmente, é claramente superior ao André Gomes fruto também da quebra psicológica do português e dos problemas físicos gravíssimos, além de já nem jogar na mesma posição onde brilhou e que o levou ao Barcelona.
Ainda assim, o Rabiot não é nada de especial. Simplesmente tem uma dimensão física que quando combinada com os outros 2 médios da França não tens hipótese de jogar por ali. Mas poderia ser o Rabiot, o Sissoko, o Camavinga, o Ndombélé ou outro qualquer com uma amplitude de jogo e intensidade muito grande. Há vários meio-campos possíveis na França em que irias chegar exatamente à mesma conclusão: são demasiado fortes, rápidos e intensos para poderes jogar por dentro com facilidade. Não é por ser o Rabiot, de todo. Nem precisa de ser um jogador de topo mundial como dei outros exemplos de jogadores franceses que poderiam jogar no lugar do Rabiot e diria exatamente o mesmo.
El Pipito
Andaste o tempo todo a dizer que o Rabiot era fraco. E agora usas o Rabiot, como argumento para que Portugal seja engolido no meio-campo. É só isso. Não precisas de falar de Camavingas e Sissokos. Era só mesmo isto.
coach407
Se eu dissesse que era muitíssimo complicado o adversário conseguir jogar no meio-campo de uma equipa que tivesse 3 Danilos no meio-campo significa que estou a dizer que o Danilo é um jogador muito forte que tem lugar a titular indiscutível num favorito à Champions e merece ter um hype descomunal?
Não, a única coisa que estou a dizer é que é um jogador muito forte defensivamente, com muita amplitude de jogo e fisicamente robusto logo o adversário iria querer jogar e não sabia onde se meter porque tinhas 3 Danilos que enchiam o meio-campo todo.
Isto não quer dizer que ache que o Danilo é um grande jogador ou que tenha qualidade para ser titular no PSG… porque não acho!
Exatamente como referi no caso da França, ter 3 Danilos no meio-campo faria com que fosses fortíssimo a anular o adversário. Não diz em lado nenhum que o Rabiot é um grande jogador, da mesma forma que não acabei de dizer que o Danilo é um grande jogador.
El Pipito
Mentira. Não falaste coisa nenhuma de termos dificuldades em dominar porque a tripla francesa é superior defensivamente. Apenas falaste da valia individual de cada um dos jogadores. É que depois apontaste o meio-campo espanhol e que Portugal ia ser massacrado e nenhum dos nomes espanhóis é propriamente espetacular defensivamente. Falaste apenas de valia individual.
coach407
O que eu disse foi “jogas contra a França e queres dominar o jogo?” e “jogas contra a Espanha e nem tocas na bola”.
É esta a diferença. Contra a França até podes ter alguma bola, mas não sabes o que fazer com ela porque não tens espaço.
Contra a Espanha não tocas na bola, andas só a correr atrás dela.
Há uma diferença colossal nos dois meio-campo e, em ambos. Falei de caraterísticas, não falei de qualidade em lado nenhum.
Se leres os meus comentários percebes facilmente que eu falo sempre na seleção francesa como uma equipa fortíssima a anular o adversário porque anulam a profundidade com centrais rápidos e um guarda-redes de topo, anulam a largura com laterais que são umas bestas a defender e anulam o jogo de posse interior porque os 3 médios são gigantes literalmente ou “gigantes” (no caso do Kanté). Já disse isto e já repeti várias vezes.
Em lado nenhum disse que o Pavard ou o Lucas Hernardez são laterais que eu quisesse a titulares num favorito à Champions, mas não significa que não reconheça que qualquer adversário contra eles vai ter dificuldades na largura. Isto não diz em lado nenhum que acho que são laterais de uma qualidade gigante. Até porque nem os acho nada de especial, tal como não acho o Rabiot nada de especial. São bons, cabem no plantel de favoritos à Champions, mas como suplentes.
Kafka
Ficámos hoje a saber que o Fernandes não sabe controlar, receber nem fazer um passe…. Simplesmente genial…
O Coach percebe de futebol à brava, é o Coach a perceber de futebol e eu a perceber de física quântica e ballet, é exactamente igual
chuta dai
Kafka, Nikcles e outros, eu gabo-vos a paciência por lerem os testamentos do coach cheios de nada, inverdades e ainda por cima darem se ao trabalho de responder. Vocês aos meus olhos são uns mártires!
coach407
Não disse isso. Disse que tem dificuldades nesse aspeto para um jogador que pelos vistos a maioria acha que é o 2º melhor médio ofensivo do Mundo.
Se estivermos a comparar com o Otávio, Pizzi ou assim ok, realmente é bom tecnicamente. Se estivermos a falar de médios ofensivos de topo mundial então claramente deixa a desejar tecnicamente e é algo óbvio para qualquer pessoa que perceba o mínimo de futebol. Nem é preciso perceber muito.
Kafka
O Coach para tentar elevar o Cristiano na Juve , tenta passar a ideia que a Juve é fraca e portanto está sempre a dizer que o Rabiot é fraco
O mesmo Coach para tentar elevar o Cristiano na Selecção fazendo passar a ideia que todos os adversários de Portugal são de outro Mundo, já diz que o Rabiot é um jogador de outro Mundo
O mesmo Rabiot fraco na Juve, torna-se um grande jogador na França
Mais um dia no escritório para o Coach
coach407
Onde é que eu disse que o Rabiot é bom sequer? Quanto mais “jogador de outro mundo”.
Além disso, o meio-campo da França ser bom torna o Cristiano melhor como mesmo? Se o meio-campo da França for bom então Bola de Ouro para o Cristiano? É tipo isso?
B.Jardim
Concordo Coach. Por acaso a frança acaba por ter o mesmo problema que Portugal, não consiguer dominar em posse contra equipas do mesmo nível por não ter jogadores no míolo com essas características. Ainda assim, como o Mourinho mais uma vez provou este fim de semena, dominar com bola vale 0 se não fores bom nos outros momentos do jogo, momentos esses em que a França é fortíssima e Portugal também é forte.
coach407
A França tem um meio-campo de operários surreal. Portugal não tem a mesma capacidade de te encher o campo daquela forma. Talvez um meio-campo com Danilo, André Gomes e Renato Sanches te deixasse um bocadinho mais perto de ter essa capacidade física, mas ainda assim longe de Kanté, Rabiot, Pogba, Ndombélé, Sissoko, Camavinga que são realmente jogadores que enchem o campo defensivamente, não consegues jogar contra eles com um futebol de posse e jogo interior. Muito fortes, rápidos, agressivos e intensos. Dominas uma bola um bocadinho pior e já foste. Claro que depois são quase todos limitados em organização ofensiva. Querem é ter espaço para correr, correr, correr, bolas longas, mesmo estilo Premier League.
Claro que numa seleção como a França, como disseste e muito bem, não interessa só destruir jogo e, ofensivamente, só o Pogba é que te dá mais qualquer coisita nesse meio-campo. Tanto Rabiot como Kanté foram essencialmente médios defensivos. Do ponto de vista ofensivo foram nulidades contra Portugal, são bons para anular o adversário. De resto, são banais, sobretudo se o adversário não der espaço para a transição que é o que eles querem: correr. É a única coisa que sabem fazer quase.
Por isso é que o Pogba é peça-chave nesta equipa. Tem a dimensão física, mas também tens a expetativa que seja um criativo no ataque, um jogador que arrisca muito entre linhas, que desequilibra em espaços curtos e se o Pogba estiver em forma, como no Mundial, já te podes dar ao luxo de ter dois médios defensivos ao lado. No Mundial foram Kanté e Matuidi, dois jogadores banalíssimos com bola. Mas claro que se Pogba, Mbappé e Griezmann estiverem em forma podes dar-te a este luxo de ter ali dois médios que não te acrescentam nada com bola e só estão ali para defender.
Problema é quando o Pogba está em dia não. A ligação meio-campo – ataque fica comprometida. Claro que se o Griezmann jogar a partir da direita, como contra Portugal, consegues disfarçar isso muito bem porque o Griezmann é fantástico entre linhas, mas como normalmente tens o Mbappé a jogar ali fica mais complicado.
De qualquer forma, a França não tem grande solução para isto porque é obrigada a jogar com um meio-campo deste género já que não tem propriamente nenhum médio ofensivo que possamos dizer que poderia jogar.
Vais meter quem? O Fékir? No máximo poderiam jogar em 4x4x2 com o Griezmann a 10, mas isso tira o protagonismo ao Pogba e defensivamente é arriscado que o Pogba não é propriamente o jogador mais fiável do Mundo.
No fundo é isto, a França está destinada a jogar com dois médios fortíssimos a defender + o Pogba. É o que é. Tem limitações? Tem. Não é propriamente o meio-campo da Espanha com bola? Não, mas é o que têm e a realidade é que o caminho até à baliza da França é surreal. Muito difícil chegar lá se estiverem concentrados e em forma. Todos fortes defensivamente.
Kacal
Continuamos a ter lacunas no centro da defesa e no ataque (avançado) para o futuro da selecção, espero que alguns talentos que temos como Eduardo Quaresma, David Carmos, Diogo Leite, Gonçalo Ramos, Rafael Leão, entre outros, possam ter o seu espaço nos clubes que representam e/ou evoluam favoravelmente. Mas de resto jogadores como Max, Diogo Costa, Dalot, Cancelo, Guerreiro, Nuno Mendes, Rúben Neves, Florentino, Bruno Fernandes, Renato Sanches, Vitinha, Fábio Vieira, Pote, João Félix, Diogo Jota, Bernardo Silva, entre outros, asseguram um futuro risonho para a nossa selecção caso continuem a jogar e evoluir bem. Acredito que após a retirada de Messi e CR7, entre outros nomes, das respectivas selecções possamos ser uma das selecções mais entusiasmantes e dominantes, não seremos A MAIS porque existe uma França e mais uma ou outra, mas uma das, sim. E acredito que outras selecções como a Noruega, por exemplo, irão ser mais fortes do que têm sido na próxima geração.
Antonio Clismo
Se conseguissem convencer o Gustavo Assunção e o Angel Gomes a jogarem por Portugal iriam resolver muitos dos problemas da selecção nacional nos próximos 10 anos.
Gonçalo Guedes irá ficar com a vaga do Cristiano Ronaldo quando este abandonar (não deverá ficar muito mais tempo no Valência. Poderá ir para o Wolves já em Janeiro, uma vez que o Wolves ficou orfão de Diogo Jota e precisa urgentemente de um jogador como o Gonçalo Guedes que poderia voltar a explodir nesta vez na Premier League num modelo que lhe assenta bem).
Vitinha já está a ser preparado para ficar com a vaga do Moutinho. (Fábio Vieira e Vitinha serão a versão portuguesa da dupla Xavi-Iniesta).
No centro da defesa as saídas do Fonte e do Pepe vão fazer muita mossa porque não existem soluções neste momento para os substituir com a mesma qualidade. David Carmo ainda está a 2 anos de evoluir para um nível de jogador de selecção.
Na baliza também faltam opções para o futuro.
coach407
Vitinha, Fábio Vieira e Gonçalo Guedes, os novos Xavi, Iniesta e Cristiano Ronaldo. Ok, ok.
Antonio Clismo
Fernando Santos vai fazer o próximo Euro e quase de certeza que vai também fazer o Mundial 2022 que vai ser em Dezembro de 2022. Deverá ser essa a despedida do Cristiano Ronaldo na selecção e portanto muitas coisas vão mudar a partir daí.
A equipa técnica vai manter-se? (O que será de Ilídio Vale, o verdadeiro estratega desta equipa?)
Quem herdar a selecção portuguesa em 2023 vi herdar uma equipa com poucas opções para a baliza, centro da defesa e para trinco. Ou seja, todas as posições do centro defensivo vão ter de ser rejuvenescidas atempadamente e não existem assim tantas opções com jogadores de qualidade mundial para isso.
E depois quem irá suceder a Fernando Santos? (na altura com 68 anos irá certamente querer reformar-se)
José Mourinho?
Jorge Jesus?
Também depende do tipo de perfil que a FPF vai querer para a selecção naquele momento, um perfil mais de ex-jogador (Tiago Mendes, Ricardo Carvalho), um perfil mais académico (André Villas-Boas, Luís Castro, Bruno Lage) ou um perfil mais conservador e resultadista (Carlos Carvalhal, José Peseiro).
Kacal
Anthony Lopes terá 32 anos no fim do Mundial 2022. No Euro 2024 terá 33 anos e no Mundial 2026 terá 35 anos. Penso que ainda poderá ser titular na selecção tendo em conta que os GR têm uma maior longevidade em condições normais.
Depois há Rúben Dias no centro da defesa e é impossível afirmar que irá herdar uma equipa com poucas soluções nessa posição porque além do Rúben há jovens como Eduardo Quaresma, David Carmo e os Diogos que nessa altura terão mais 4 e 6 anos em cima podendo estar num nível competitivo alto, não sabemos. O que sabemos é que têm potencial e eventualmente darão um salto.
Por fim, na posição de MDF há Florentino, Palhinha e Rúben Neves. Destes o mais velho é Palhinha com 25 anos, terá 29 anos no Euro 2024 e 31 no Mundial 2026, pode perfeitamente estar bem. E entretanto podem aparecer outras promessas.
Penso que é dramático falar em herdar equipa com falta de opções seja em que posição for.
Gostava de ver um treinador com uma filosofia de jogo positiva e de ataque, talvez o JJ esteja disponível nessa altura para assumir a selecção e esperemos que essas posições com lacunas estejam bem colmatadas.
GabCel
se há coisa que o Peseiro não é… é resultadista!