O West Ham vinha na melhor fase da época e teve o ‘pássaro na mão’, mas acabou por não conseguir lidar com o assalto final do Manchester United. Carrick abriu o campo com Mbeumo e Diallo e acabou por ser feliz (Zirkzee desperdiçou instantes antes), com Benjamin Sesko (bela finalização) a garantir um ponto. Casemiro e Lisandro Martínez voltaram a destacar-se, sendo que Shaw também deu sempre soluções à esquerda. Em sentido inverso, Matheus Cunha e Diallo tiveram uma noite de menor inspiração. Do outro lado, Mateus Fernandes voltou a dar boa resposta (sempre muito disponível e eficaz com e sem bola), Soucek também aumentou o nível e ainda marcou, enquanto Bowen (saiu demasiado cedo, tal como Diouf) e Summerville (elétrico) atravessam um ótimo momento. Já Disasi é um upgrade no setor recuado, mas os Hammers sentiram dificuldades em conter a dupla de avançados adversária na reta final. De resto, o Newcastle agudizou a crise do Tottenham (a Champions tem segurado Thomas Frank) e o Leeds conquistou um ponto precioso em Stamford Bridge (Palmer falhou o 3-2 de baliza aberta), enquanto Rayan continua a marcar a diferença nos primeiros tempos de Premier League.
O Manchester United empatou 1-1 no terreno do West Ham. Soucek deu vantagem aos Hammers aos 50 minutos, mas Benjamin Sesko marcou nos descontos (bela finalização) e manteve a invencibilidade de Carrick. Nota para nova titularidade de Dalot e Bruno Fernandes, assim como de Mateus Fernandes na turma de NES, que falha a colagem ao Nottingham. Nos outros jogos, o Chelsea tropeçou em casa (2-2) frente ao Leeds United. João Pedro e Palmer (penalty) deram vantagem aos Blues, mas os Lillywhites empataram por Nmecha, também de penálti, e Okafor. Já o Bournemouth triunfou por 2-1 no terreno do Everton. Ndiaye marcou 1.º de grande penalidade (falta de Rayan), mas o ex-Vasco redimiu-se e voltou a marcar, tendo Adli feito o 2.º dos Cherries. Nota ainda para a derrota, em casa, do Tottenham com o Newcastle (1-2), com golos de Thiaw e Jacob Ramsey.
Šeško aos 95 🤯
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Soucek abre o marcador frente ao Man United 👀
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17 Comentários
Kacal
A verdade é que o United nos últimos 5 jogos ganhou 4 e empatou 1, mas só vi uma grande exibição que foi contra o Man City. No resto foi eficaz, foi igual ou inferior. Sem contar com o Tottenham que está péssimo e tem levado de toda a gente e a expulsão só acentuou isso. Sendo que contra Arsenal marcam aos 86 minutos o 3-2 e contra o Fulham podiam bem ter empatado. E ontem empatam mesmo quase perdendo. Os resultados têm sido melhores que as exibições a meu ver e o hype tem sido desmedido. Daí dizer que só daria para tirar conclusões caso Carrick ficasse para a próxima época tendo um ou outro reforço e tivesse que assumir as suas ideias totalmente e jogar para ganhar. Até lá vejo mais isto como uma “chicotada” que resulta quase sempre. Mas como disseram neste post já, o futebol não é de equipa grande e na próxima época poderá não correr tão bem.
brunosilva
Ouvi as declarações do Rooney e fazem todo o sentido: neste momento, inconscientemente ou não, fala-se mais das vitórias do Man United devido ao adepto que fez uma promessa o que provoca de certa forma uma pressão, do que propriamente da possível recuperação do clube.
LABAS
Percebo o ponto, mas se não conseguem lidar com a “pressão” do adepto que vai cortar o cabelo, como querem lidar com a pressão de ter que garantir o 4º lugar?
Acho que são mais tretas dos Ex-jogadores do Utd que nada de bom estão a fazer ao clube.
brunosilva
Labas, o que eu percebi dessas declarações é uma crítica ao clube. Do tipo… ao ponto que um clube como o Man United chegou. Cinco vitórias consecutivas ao longo da época deveria ser normal para um clube com o Man United
LABAS
Ver aquele Manchester de SAF e agora este é mudar da àgua para o vinho. Veremos quando voltam a ser um gigante
Fireball
O NES merece muito mais crédito do que lhe dão. Defensivo sim, mas eficaz, sabe elevar o nível competitivo de qualquer equipa que treina e tirar o melhor do perfil de jogadores que tem. Adapta-se bem tacticamente ao adversário, é um bom estratega, e percebe bem mais de futebol do que lhe dão crédito. Precisa de um pouco de tempo para moldar a equipa, o que o tramou nos Spurs, mas garanto a quem quiser ouvir, que os Spurs estariam muito melhor do que estão se têm ficado com ele.
Zanjose
Pronto! Lá voltou a miséria de costume e o amigo com a horta de cabelo na cabeça terá que aguardar por mais alguns meses! 😤😤😤
Estava mesmo à espera de um teste dessa natureza para ver as propaladas dinâmicas que o Carrick implementou da noite pra o dia e mudou o futebol do United de forma drástica!
Apontei logo no jogo contra o City que é por demais evidente que Carrick montou uma equipa talhada para transições rápidas e contra-golpes. Assumir as rédeas dos jogos não é o forte deste United, pois tem um jogo interior pobre e sente tremendas dificuldades em desmontar um bloco defensivo médio-baixo. Tem um plantel muito curto, com poucos abre-latas e jogadores de linhas necessários em jogos dessa natureza.
É muito difícil sonhar com grandes troféus apenas esperando que os adversários abram avenidas ou joguem com linhas muito subidas que facilitam as letais transições e jogadas rápidas que vimos principalmente no jogo contra o City. É preciso jogar um futebol mandão como os principais concorrentes (Arsenal, City, Liverpool) para dominar as competições domésticas e fazer gracinha lá fora.
No que ao jogo diz respeito, o Nuno preparou muito bem a equipa no capítulo defensivo, diga-se, uma boa organização defensiva, jogando principalmente em bloco médio-baixo, povoando o corredor central e policiando os velocistas do United, com todos os jogadores atrás da bola. Isso retirou profundidade ao United, que sentiu imensas dificuldades em criar chances a partir do corredor central e procurou atacar mais vezes pelos flancos com cruzamentos mas sem muito sucesso.
Esse tipo de jogo não é favorável para um ataque móvel, especialmente quando o jogo interior não flui e recorre-se várias vezes aos cruzamentos para colocar a bola na área adversária onde os pontas não são fortes no jogo aéreo. Era necessário um ponta fixo para prender os centrais e mais presenças de jogadores altos na área adversária, que aconteceu tarde demais.
A equipa teve mais posse de bola, até porque tinha que assumir a responsabilidade do jogo, mas foi uma posse inerte e mórbida, com uma circulação de bola bastante previsível, pachorrenta e inoperante, revelando uma preocupante falta de criatividade para desmontar os obstáculos à entrada da área.
A equipa criou muito pouco, não vi um único remate a entrada da área, e se houve, foi com certeza bloqueado. Os 4 lances que levaram perigo à baliza adversária foram fruto de 4 cruzamentos: Bruno cruza rasteiro num canto ensaiado, Shaw finaliza e Bissaka evita o golo do United em cima da linha; Mainoo cruza, Casemiro cabeceia para o fundo das redes, e golo anulado; Bruno cruza, Zirkezee cabeceia, e a bola passa uns centímetros ao lado; por fim, Mbeumo cruza e Sescko finaliza para o fundo das redes com um gesto técnico incrível. 😤😤
Continua visível a falta de agressividade defensiva. O United deixa os adversários respirarem bastante quando têm posse. Mainoo dormiu demais no lance do golo do West Ham. Deixou o Soucek atacar a bola à vontade.
Além disso, ficou patente a necessidade de se contratar um extremo esquerdo destro e que seja um autêntico abre-latas. Jogos fechados requerem mágicos que criam jogadas mágicas!
A lição que se tira desse jogo é a de que o United deve marcar primeiro para obrigar o adversário a subir e se expor no terreno de modo a facilitar as transições. O contrário, principalmente contra equipas pequenas, levará o United a viver o mesmo sofrimento que teve neste jogo.
Foi de fato um jogo cinzento em que tinham obrigação de ganhar mas vacilaram como de costume nos jogos pequenos. Motivação só nos jogos grandes ou os adversários já viram o ponto forte deste United? 🤔🤔
ManuelFAlbuquerque_
Boa tarde.
Não conheço ninguém que diga que Carrick revolucionou coisa que seja.
O que se diz, e eu subscrevo, é que deu outra alegria ao grupo, também porque agora não há adaptações tão forçadas em nome da estratégia do treinador como aconteceu com Amorim.
Factor anímico e não revolução tática.
Lage quando substitui Rui Vitória e é campeão também ninguém disse que Lage se apoiou no trabalho de vitória para o desvalorizar.
Pelo contrário vieram valorizar a nova esperança e determinação que esse treinador trouxe.
Carrick empatou e afinal não presta.
Amorim teve muitos resultados questionáveis e eu tive de ler, mesmo depois de termos sido eliminados por uma equipa de escalões inferiores, que hey é preciso tempo.
Essa conversa claramente foi para o baú com Carrick e não admira.
Bastou Carrick ter um empate para dizerem que o jogo da equipa é fraco.
Não é fraco, é claramente talhado para transições rápidas e isso é notório quando Sesko e Zirkzee estão no banco e prontos para alterar o jogo.
Com Amorim no 4-4 no nosso estádio contra o Bournemouth vimos pelo contrário um estilo de jogo kamikaze. Prefiro a proposta de Carrick porque me parece ser mais consistente e isso também é notório com a sequência que tem dado aos 11, que só sai Dorgu por Cunha e acho que Cunha no banco é uma arma fortíssima para desequilibrar o jogo a nosso favor.
Sesko e Zirkzee não são pontas de referência e não são homens golo de área puros tipo Nistelrooy ou Lewa.
Sesko, como eu escrevi no último jogo de Amorim em Leeds, é bom jogador mas foi uma compra redundante porque o problema do clube não estava na ausência de um jogador com as suas características.
Portanto essa narrativa que o Carrick revolucionou é conversa da treta porque obviamente não revolucionou coisa alguma. Mudou um pouco a filosofia e os resultados têm sido muito agradáveis.
“A miséria voltou”?
Amorim era miséria? Nem eu disse tal coisa. Simplesmente disse que era tática inflexível e não é neste momento um treinador conceituado e experiente para o desafio.
E provou isso mesmo. Bateu records negativos neste clube.
Ten Hag chegou a terminar no pódio neste clube e leio que foi uma miséria.
Memórias seletivas habituais do mestres do baú 🏀
Zanjose
Companheiro, este não é o único espaço desportivo onde os treinadores de bancada comentam. Além disso, nem mandei indireta pra ti. Vá ao YouTube e veja o que os muitos analistas disseram antes deste jogo. A expressão é mesmo revolução, coisa inacreditável em apenas uma ou duas semanas de treino.
Quem lê os teus comentários é capaz de pensar que só tu é que deste nota negativa ao Amorim pela passagem no United. O teu problema é veres as coisas numa só perspectivas ao contrário de muitos de nós que olhamos para os dois lados — positivo e negativo.
ManuelFAlbuquerque_
Bom dia.
Sim, não me estava a limitar aqui ao blogue. Mesmo noutros sítios eu nunca li milagre ou revolução.
Eu também elogiei Amorim em determinadas situações.
Mas como disse com muita antecedência que não acreditava no seu sucesso por causa da sua inflexibilidade tática há pessoas que acham que eu odeio a pessoa ou que ele só fez porcaria.
Nenhuma das duas é verdade.
Amorim é um treinador muito gostado pelas pessoas e isso é que causa confusão quando alguém como eu por exemplo diz que ele é um treinador jovem e algo inexperiente para um desafio deste género.
Carrick muito mais, mas a diferença é que tem passado no clube e isso muitas vezes ajuda.
Fica a nota
Amorim tinha os seus defeitos e decisões questionáveis, mas é inegável que assumiu o projeto de longo prazo, abdicando dos resultados a curto prazo para tentar montar uma equipa dominadora. Acho que esse era o caminho. O seu despedimento só faz sentido num contexto de deteriorar de relações, não do ponto de vista desportivo ou de projeto, ficando também a ideia que lhe alteraram as “regras” a meio, passando para o outro senhor as responsabilidades de “manager”. Veremos se nesta disputa de poder não optaram pelo “galo” errado, o tempo o dirá…
Dito isto, acho que Amorim não merece o “gozo” que muitos adeptos e comentadores lhe fizeram na sequência destas 4 vitórias de Carrick. São treinadores com objetivos muito diferentes, o seu trabalho não pode ser comparado “apples to apples”. Não me parece que seja com este estilo de jogo que vão voltar ao patamar de outros tempos, mas veremos como a equipa evolui, quem fica ao leme para a próxima época, e se o despedimento de Amorim foi um percalço inevitável para o sucesso do projeto ou uma tremenda falta de visão…
Aboubakar93
Só consegui ver os últimos 15 minutos mas vi um West Ham que podia facilmente ter fechado o jogo… Quanto ao United, ainda acreditei na reviravolta dado o momento que vive mas fica o golaço de Sesko, que coisa bonita!
Fica a nota
Não tenho conseguido ver os jogos do United mas, do pouco que tenho acompanhado, parece-me que este entusiasmo que se tem gerado desde que Carrick pegou na equipa pode sair furado. Posso estar errado, até porque é mais um feeling do que uma análise, mas parece-me um caso de equipa de transições que se dá melhor a defender e sair em contra ataque do que a assumir a responsabilidade do jogo. Isso pode ser bom para fazer umas “gracinhas” em jogos grandes (como tem feito) e ganhar alguns jogos, mas é difícil cimentar-se como equipa de topo e candidata a todos os títulos com esse estilo de jogo. Não é impossível, mas é difícil.
Para quem tem acompanhado mais, qual a vossa percepção?
Fireball
É exatamente isso, e é o Ole 2.0. Vai ganhar uns jogos nos últimos minutos e nas transições contra equipas de bom nível, os jogadores (que não me lixem, têm talento de sobra) ganham confiança, os resultados aparecem, vem o hype todo, vem o “ADN United” e tudo isso e depois… pff.
Mas vou aguardar um pouco para avaliar mesmo. Quando foi o Ole não precisei de tempo, o Ole é um péssimo treinador, já tinha mostrado antes e mostrou depois, ganhou jogos com base no kumbaya e no talento individual, era óbvio que não ia elevar o nível. O Carrick… pode ser um treinador decente, o trabalho anterior dele foi interessante (ao contrário do Ole cujo trabalho anterior foi um desastre). Vamos ver o que trás ao United além do “ADN United” e do clássico “dar as mãos e cantar o kumbaya”.
Zanjose
É isso mesmo, Fica a nota. A equipa está talhada para transições rápidas e contra-golpes. Sente tremendas dificuldades quando assume as rédeas do jogo, principalmente com equipas com boa organização defensiva, que defendem em bloco médio-baixo ou estacionam autocarro. O jogo interior do United é muito pobre e sem abre-latas fica ainda mais difícil. Sem profundidade para os velocistas, a equipa cria pouco, recorrendo aos cruzamentos mais vezes como neste jogo. Vamos ver o que Carrick vai trazer de novo no futebol jogado do United. Até aqui, ainda vejo o dedo de Amorim na forma como a equipa joga.
ManuelFAlbuquerque_
Sesko vindo do banco demonstra sentir menos pressão, ele que é jovem e custou muito dinheiro e que no início sentiu as normais dificuldades num desafio desta envergadura.
Continuo a achar que aquilo que ele faz, nomeadamente este ataque derradeiro à baliza adversária, poderia ser feito por Højlund que na minha opinião é mais jogador de área.
Relativamente ao jogo, foi muito aborrecido até porque NES é treinador para se fechar em copas e faz ele muito bem porque não é obrigado a atacar copiosamente especialmente quando nós somos fortes no contra golpe.
Gostaria de ter no United um Giggs e um Beckham porque eram jogadores de linha, Beckham capaz de cruzar desde o meio campo e Giggs também rompia bem.
Não temos isso, temos outras armas mas continuo a achar que um jogo mais pragmático com mais cruzamentos e bolas aéreas seria importante.
Com as armas que temos, continuo a achar que Cunha deveria ser banco porque saído de lá causou sempre muitos estragos até porque os adversários, já fatigados, nem sempre souberam lidar com ele.
Tem a palavra Carrick no próximo jogo.
Vruuuuuuuuuuuuuuuum
Ainda não é desta que o outro adepto corta o cabelo. Vai ter que esperar mais uns meses provavelmente..