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Urge salvar o Futebol Português?

Ultimamente temos debatido, com frequência, o estado do futebol português. De facto, este parece ser o único ponto que une adeptos dos mais diversos clubes, excluindo rivalidades e clubismos. O nosso futebol tem caminhado a passos largos para uma situação que preocupa a grande generalidade dos aficionados. Vemos campeonatos cada vez mais desequilibrados. Recordes de pontos batidos época após época, um decréscimo na qualidade do futebol jogado, campeões invictos, pouco público nas bancadas, menos capacidade financeira e clubes cada vez mais endividados sem que isso represente um aumento da sua competitividade. Em 85 edições do nosso campeonato apenas tivemos 5 vencedores diferentes, sendo que dois deles apenas conseguiram esse feito por uma vez na história. Nos últimos 18 anos apenas vimos 2 campeões, sendo que no mesmo período Espanha teve 4, Inglaterra teve 5, França teve 7, Alemanha teve 5 e Itália teve 3. Historicamente sempre tivemos um campeonato polarizado e a tendência parece-se ser para um extremar ainda maior.

Várias têm sido as propostas deixadas por muitos amantes do desporto rei em Portugal. Reduzir o campeonato a 12 equipas, havendo um play-off de apuramento de campeão parece ser uma das mais badaladas. No entanto, quando olhamos para países com esse quadro competitivo vemos que nenhum deles nos conseguiu ultrapassar de forma inequívoca, mesmo no período em que apresentamos o nosso menor fulgor qualitativo em muitos anos. Apesar de sermos um país pequeno, temos diversas regiões que têm toda a capacidade de apresentar outro fulgor desportivo. Tem cidade, tem infraestruturas e tem população. Cidades ou regiões como Aveiro, Coimbra, Leiria, Madeira, Gaia, Algarve, Sintra, entre outros, teriam todas as condições para apresentar clubes com outro dinamismo e importância. Contudo e tal como já foi frisado num artigo anterior, esse tem de ser um trabalho dos clubes locais e conscientes que não retirarão daí frutos no curto prazo.

Depois temos outras medidas que têm de ser tomadas pelos organismos responsáveis do nosso futebol. De uma forma geral, temos aplaudido o trabalho que tem sido feito pela FPF nos mais diversos domínios. No entanto, a nossa principal divisão parece estagnada, perdendo qualidade de ano para ano sem que nada seja feito a esse respeito. A liga não pode olhar para interesses de um ou dois clubes pois por consequência está a matar todo o futebol português. Algumas medidas que defendo e penso que sejam relativamente simples de serem implementadas poderiam de forma inequívoca ajudar a aumentar a competitividade do nosso futebol, sem reduzir de forma tão drástica o número de participantes na primeira divisão, o que na minha opinião apenas iria criar um fosso ainda maior do que aquele que já existe. Neste sentido deixo abaixo algumas medidas que penso que seriam já um grande upgrade aquilo que já existe:

– Alterar os horários dos jogos, permitindo que estes se disputem maioritariamente entre as 14:00 e as 18:30 de sábado e domingo.
– Alterar o preço dos bilhetes, promovendo um preço ajustado à realidade económica do país. É impensável que em Portugal, ganhando tão pouco, seja necessário pagar 15 ou 20 euros, para assistir a um jogo do fundo da tabela.
– Promover a centralização dos direitos televisivos. Afinal todos disputamos a mesma competição. Porém e tendo em conta a corrupção existente no nosso futebol, todos os clubes deveriam apresentar um projeto claro e transparente, onde demonstrariam de que forma estão a gerir as verbas atribuídas. Pois infelizmente, neste momento, dar mais dinheiro aos clubes portugueses, apenas iria corresponder a classes diretivas mais ricas e clubes mais pobres.
–  Limitar o número de atletas sob contrato de um determinado clube. Por exemplo, na equipa principal poderia haver 30 inscritos e numa equipa B 25 inscritos. Desta forma, garantia-se um menor risco dos clubes em terem centenas de atletas sob contrato, que muitas das vezes nem chegam a jogar pela equipa principal. Desta forma, os clubes teriam mais verba para pagar salários mais atrativos e os clubes mais pequenos poderiam manter mais facilmente jogadores que tenham feito uma campanha importante.
– Obrigar a que exista um número mínimo, ou percentagem mínima, de atletas nacionais e/ou formados no clube inscritos em cada equipa. Apenas desta forma é possível dar continuidade ao trabalho feito pela FPF. E não sendo a forma ideal pode ser uma solução possível para combater transferências duvidosas de agentes que nada trazem de bom ao nosso futebol.

Obviamente muitas outras medidas se podem e devem tomar, contudo o espaço já escasseia. Acima de tudo urge salvar o futebol português.

Visão do Leitor: Santander

106 Comentários

  • Eagle1991
    Posted Maio 26, 2020 at 9:19 am

    Penso que os moldes da competição deviam ser alterados. Redução do número de equipas e a meu ver um paly off não faz sentido mas faria sentido uma liguilha de apuramento de campeão e de apuramento de quem desce. 14 equipas, 2 voltas. Após a realização das 2 voltas os pontos de cada uma das equipas dividir-se-ia por 2 e realizar-se-iam 2 liguilhas por pontos na mesma mas em que a qualidade e equilinrio entre jogos seriam mais interessantes. penso que o campeonato deve ser medido pela regularidade daí um formato com play off não me interessar mas com este formato que apresento e a divisão dos pontos por 2 iaria dar vantagem na mesma a quem ia a frente mas esbater as diferenças para haver uma maior competitividade.

  • Lunatics
    Posted Maio 24, 2020 at 5:31 pm

    A facilidade com que se fazem comentários deturpadores da realidade, mesmo numa página como a Visão de Mercado

    Artigo 77º do regulamento das competições da Liga Portugal:

    “2. Os clubes incluem no seu plantel:
    A) até 27 jogadores de categoria Senior;
    B) até 6que jogadores da categoria Senior de 1º ano que tenham sido juniores A da sociedade desportiva ou do clube fundador da sociedade desportiva na época anterior;
    3. O plantel deve obedecer ainda Às seguintes regras:
    A) incluir um mínimo de 10 ou 8 jogadores formado localmente, consoante o clube tenha ou não equipa B;
    B) incluir 7 jogadores com idade até 23 anos no conjunto dos jogadores referidos na alínea A do nº2 no caso dos clubes da Liga Pro
    4. Os números referidos nas alíneas A a D do nº2 correspondem aos números máximos que cada clube pode incluir no respectivo plantel”

    O 4o e o 5o pontos de melhoria sugeridos já são obrigatórios, portanto o Leitor Santander devia ter estudado os regulamentos antes de opinar criticando o futebol português.

    No fundo é isto que se passa no futebol, todos opinam quer tenham ou não conhecimento de causa. Cada cabeça sua sentença, todos têm razão.

    • Santander
      Posted Maio 24, 2020 at 6:27 pm

      Lunatics obrigado pelo comentário, certamente expliquei me mal ou interpretou mal aquilo que está escrito.. Quando refiro o limite não é relativo à composição de plantel mas sim ao número de jogadores sob contrato.. De que serve o clube só poder ter 27 atletas no plantel se depois pode ter o número de jogadores sob contrato?? Se existe esse limite então não faz sentido um clube ter 50 atletas sob contrato e andar a emprestar 23 atletas todos os anos..

      Em segundo lugar essa referência à formação é muito bonita mas o que acontece nesses casos é Clubes a inscreverem esses jogadores da formação pela equipa B preenchendo os requesitos mas não havendo uma aposta efetiva na formação ou no jogador nacional..
      Por esse motivo era bom ler as sugestões deixadas com calma.. Senão andamos aqui com cada cabeça sua sentença

      • Lunatics
        Posted Maio 26, 2020 at 3:24 pm

        Obrigado pelo esclarecimento Santander. Deixa-me dizer que sou a favor da liberdade de expressão e cada um tem direito à sua opinião, mas também defendo que essa opinião deve ser fundamentada.

        O principal activo dos Clubes de futebol são os seus atletas, muitos clubes não têm sequer estádio/instalações próprias. Ter jogadores emprestados para depois transferir é uma das formas dos clubes gerarem mais receitas. Apesar de conveniente aos clubes portugueses esta prática vai ser limitada pela FIFA a partir da próxima época com o limite de nº de jogadores emprestados. Ou seja, a FIFA vai ao encontro do que sugeres, mas qual é o impacto que isso terá para os clubes portugueses?

        Preço dos bilhetes: dizes que custam 10/15 euros para ver equipas do fundo da tabela. Não é verdade. Um bilhete de época para o Famalicão são 120€ (18 jogos) o que dá 6,6€ por jogo. No jogo Famalicao vs Paços Ferreira o bilhete era de 5€ para sócios e 7,5€ para não sócios. Estes valores são metade/um terço do que disseste. No Tondela haviam bilhetes de época a 60€..

        Jogos maioritariamente entre as 14h e as 18h30 de Sábado e Domingo. Porquê? Ia levar mais gente ao estádio? Qual o acréscimo? Há algum estudo académico sobre isto que possa servir de base para o que sugeres?
        Para além das receitas de transferências, a outra grande fonte são os direitos televisivos. Ter mais jogos transmitidos na TV significa que os Clubes conseguem gerar mais receitas. Qual o impacto de tirar um VFC vs CD Tondela 2ªFeira à noite com transmissão em direto para o colocar ao Sábado às 16h sem transmissão (em cima doutros jogos)? Quanto menos receita vai gerar aos clubes? Os jogos a 2ªFeira à noite só acontecem porque os clubes querem (precisam do dinheiro..).
        O modelo da La Liga (diferente da Bundesliga/EPL) é utilizar todos os horários possíveis para transmitir jogos. Começa à 6ªFeira à noite e acaba à 2ªFeira para gerarem mais receitas para os clubes..

        No fundo o que eu quero é que se pensem e pesem os prós e contras das medidas com base em factos e estudos científicos, não com base em opiniões.

  • Meu nome é Toni Sylva
    Posted Maio 23, 2020 at 2:16 am

    Reformas profundas, ou são feitas por um ditador longevo, ou não dão em nada. Comecem por reduzir para 16. Penalizem duramente quem não se sabe comportar nos jogos. Apliquem um imposto sobre direitos televisivos que depois reverte para todos, e/ou que tenha de ser obrigatoriamente usado para manutenção dos estádios. Eu mantinha a Taça da Liga, talvez com mais jogos.

  • Kafka
    Posted Maio 22, 2020 at 6:15 pm

    Para todos os que são contra a redução do nr de clubes e consequente fase final entre as 6 melhores equipas, deixo a seguinte lista questão:

    – Acreditam mesmo que Benfica e Porto (que penso que ser unânime que nos últimos anos estão bem mais fracos do que estavam no início da década) teriam na mesma batido os recordes de pontos que agora batem quase todas as épocas?

    Acham mesmo que o Benfica/Porto actuais teriam feito 88 pontos em 102 possíveis tendo de jogar o dobro dos jogos entre si e contra em princio Braga e Guimarães (caso estes ficassem nos 6 primeiros na 1a fase) e deixando de ter de jogar contra as actuais 4/6 piores equipas da 1a divisão (com redução essas equipas deixaram a 1a divisão)…

    Acham msm que Benfica/Porto faziam na mesma os 88 pontos nestas condições? Eu cá acho que fariam bem menos que os 88 e isso é sinal que a competitividade iria aumentar

    • TBL
      Posted Maio 23, 2020 at 7:43 am

      Em qualquer competição (desportiva ou não) há duas formas naturais de equilibrar o nível dos concorrentes: reduzir a qualidade dos melhores (nivelando por baixo) e aumentar a qualidade dos piores (nivelando por cima). Isto é uma terceira via, uma espécie de darwinização forçada, em que se reduz os concorrentes esperando que os mais fortes sobrevivam. Não digo que tenha menos valor que as anteriores, apenas não concordo neste caso porque há vícios difíceis de corrigir no futebol português.

      Começa por uma tripolarização da qual não conheço outro caso na Europa (mais de 97% dos títulos ganhos por apenas 3 equipas, que entre si partilham a esmagadora maioria dos adeptos), passando pelo crónico amadorismo de muitos dirigentes ao miserabilismo exibicional, em equipas que privilegiam o sistema defensivo em busca do “pontinho”. E isso não vai acabar mesmo com 12 clubes ou 14 clubes e playoffs, porque saberíamos à partida quem seria os 4 clubes a passar à fase seguinte (ou a chegar às meias-finais). Porque num sistema menos rotativo (em que uma descida implique uma maior dificuldade para subir), os treinadores farão ainda mais por conseguir os “pontinhos” à custa do que quer que seja.

      Por outro lado, neste momento temos em Portugal vários patamares: um primeiro com SLB e FCP; um segundo com SCP e SCB; um terceiro com o VSC, Rio Ave e mais um ou outro que vão aparecendo; e um quarto com todos os outros. Basta ver que neste momento há 22pts a separar o 1º do 5º e 25pts entre o 5º do 18º (16 entre o 5º e o 16º). E isto acontece ano após ano e vai continuar a acontecer independentemente do número de clubes.
      Quanto ao record de pontos, é um indicador mas não passa de estatistica, que tem vários ângulos para ser vista: um campeonato em que um clube ganha 34/34 jogos por 1-0 é teoricamente mais equilibrado que outro em que um clube ganha 33/34 por 5-0 e empata o outro jogo. Para não dizer que o SLB de Hagan (72/73) ou o FCP de Vilas Boas e de Vítor Pereira conseguiram uma maior percentagem de pontos do que RV e SC conseguiram nas épocas dos 88pts, a diferença é que tínhamos só 16 equipas.

      Portanto, na minha opinião, o problema do futebol português não reside no número de clubes mas em questões que vêm desde os seus primórdios e que teimam em se manter (e mesmo ganhar força ao longo dos tempos). E, sinceramente, em termos de competitividade, não vejo as coisas a mudar substancialmente. Infelizmente o Belenenses dos 30/40, a Académica e o VFC dos 60/70 e o Boavista dos 90/00 não se conseguiram manter lá em cima. Veremos como corre com o SCB.

    • Santander
      Posted Maio 22, 2020 at 6:28 pm

      Na minha opinião, que de resto deixo explicita no posto, penso que reduzir o número de equipas não é solução… A ver por aí a premier também poderia reduzir e o Liverpool não teria feito a barbaridade de pontos que conseguiu…

      Reduzir o número de equipas seria estar a matar a verdadeira essencia do futebol e criar uma elite cada vez mais distante da restante realidade do futebol português… Seria quase como criar uma liga fechada em que praticamente mais ninguém tem acesso… Não me parece de todo a solução ideal, muito menos quando existe um sem número de aspectos a serem olhados, trabalhados e melhorados…

      Fechar mais a 1ª liga é um pequeno passo para termos um campeonato nacional mais aproximado da superliga europeia…

      • Judge_Dredd
        Posted Maio 22, 2020 at 11:29 pm

        Inglaterra tem mais que jogadores suficientes para ter 20 equipas na Premier liga e 22 na Championship e outras tantas na League One, Two e Three

        • CSM1910
          Posted Maio 23, 2020 at 11:27 am

          Na minha opinião e para se criar uma verdadeira elite, o Campeonato devia ser reduzido a 4 equipas. Assim ia gerar receitas como nunca e todas as semanas os melhores jogavam contra os melhores. Posto isto criava-se uma 2ºdivisão com os restantes, mas sem subidas, para que não haja ninguém a tocar na elite. Assim a Elite fica sempre lá.

      • Kafka
        Posted Maio 22, 2020 at 7:58 pm

        Mas o Liverpool é uma das 5 melhores equipas do Mundo, o que o Liverpool fez não foi por os adversários serem fracos, foi porque o Liverpool foi realmente MUITO BOM

        O Benfica e Porto andam a bater recordes apesar de serem fracos, e isso prova que os adversários são mesmo medíocres

        Não são situações comparávéis

        • AnswerPT
          Posted Maio 22, 2020 at 8:16 pm

          Kafka muito destes comentários são feitos por pessoas que querem a liga com 16-18-20 equipas mas depois está a dar o Tondela – Aves e eles estão a ver um jogo da liga inglesa! São os mesmos que gostam de ver o Braga – Guimarães ou um clássico e aí já não mudam de canal!
          O problema aqui ultrapassa futebol na minha opinião! Tem a ver com muito da nossa cultura! Nós temos pena dos pequenos e queremos dar tudo aos pequenos para serem grandes sem que eles nada façam por isso! Eu sou contra isso completamente! Sejamos pobres ricos bons ou maus tudo o que tivermos tem de sair do nosso esforço e não porque um rico é obrigado a dar a um pobre ou um grande a um pequeno!
          São apenas opiniões! Eu quero que os pequenos sejam grandes mas que sejam grandes por mérito deles! E nunca será com ligas a 18 equipas aqui no nosso pequeno Portugal que isso irá acontecer! Muitas pessoas não entendem isso! Mas fico contente por ver users como tu com a mesma visão!!

          • panther1903
            Posted Maio 22, 2020 at 8:29 pm

            Os pequenos não se esforçam. Tá boa. Existem erros de gestão em parte dos clubes? Certamente. É aplicável a todos os clubes? Claramente que não.

            Felizmente a maior parte das pessoas parece entender que uma redução para 10, 12 equipas, sem se restructurar aspectos muito mais vitais, não faz milagres.

          • Manel Ferreira
            Posted Maio 22, 2020 at 8:28 pm

            Answer, mas como é que tu queres crescimento num campeonato a 10 clubes? Não percebes o que é que iria acontecer? Basicamente, ias ter uma super-elite de 6/7 clubes, sim, mas depois o resto ia estar num sobe-desce constante entre as duas ligas, que não lhes traria estabilidade nenhuma. Quem é e quer investir num clube assim? Quem é que vai investir para chegar à 1ª liga e descer logo a seguir?
            Volto a dizer, vejam como o Rio Ave cresceu, foi numa sequencia de vários anos de meio da tabela/luta de Europa. Ia ser impossível haver novos clubes assim com uma redução tão brutal como vocês sugerem. Como é que os pequenos podem crescer num quadro desses? É impossível.

            De resto, volto a perguntar: as coisas estão assim tão, tão mal, em termos de surgimento de novos clubes e projetos? É que parece-me que isto está a melhorar e é bem possível que surjam mais Famalicões nos próximos tempo, coisas bem geridas com pés e cabeça. Agora, reduzir a coisa para 10/12, é desincentivar completamente o surgimento destes projetos. Assim, nunca na vida iria haver esse crescimento que tu pedes, só mesmo em Braga e Guimarães e talvez mais um Rio Ave. O resto que se manque, claro.

            • Judge_Dredd
              Posted Maio 22, 2020 at 11:34 pm

              E qual é o problema de existir a super elite?
              O profissionalismo é para quem tem condições não para viver de esmolas.

              O crescimento de que se fala é de pessoas a praticar para dar uma base mais forte e da qualidade global não é de um profissionalismo mais extenso

            • AnswerPT
              Posted Maio 22, 2020 at 9:21 pm

              Manel Ferreira eu não defendo 10 equipas. Defendo 12 a 14
              E mesmo assim prefiro ter uma elite de 7 clubes em 10 do que uma elite de 2/3 clubes em 18…
              E não concordo com essa elite! Todas as equipas têm maus anos! Quem te garante que em uma liga a 10 não tinhas um Vitória ou Braga a descer! Ou um Sporting que em 18 ficou já em 7º?
              Aquilo que muitos users não conseguem perceber é que alterando para 12-14 equipas não é apenas fazer isso! É implementar mais uma série de medidas que tornem a 1ª e 2ª liga mais competitiva e com mais interesse!! Depois é efeito bola de neve!! Mais competitividade na 1ª liga = mais receitas = mais competitividade externa = mais receitas externas = melhor divisão de receitas televisivas = mais promoção da nossa liga = mais vendas = mais lucro e nunca mais saía daqui!
              O que alguns users ja explicaram é que nós não temos dimensão como país para ter 18 equipas.. Também não estamos na europa central o que eu acho positivo pois é normal que uma liga belga ao lado de uma Alemanha e França e “por baixo” de uma Inglaterra acaba por passar despercebida.. Ou uma liga escocesa onde existem 5M de pessoas e têm o azar do melhor campeonato do mundo ficar ali ao lado! Aliás deves saber que Rangers e Celtic já disseram que preferem competir no championship que na 1ª Liga Escocesa..

              Gostei da parte em que falas de clubes que cresceram! Excelente! Tem estrutura para se manterem na Elite! Rio Ave Famalicão Braga Guimarães Farense os 3 grandes… só aqui estão 8… junta lá mais 4 e tens uma liga que vai gerar um interesse anormal.. Te garanto que numa liga destas nem Benfica nem Porto fazem campeonatos sem derrotas e a bater recorde de pontos!

              E não é o resto que se manque.. o resto que DEMONSTRE que pode estar numa elite e que pertence a elite! Não fiquem a espera com a perna cruzada de receber mais dinheiro sem fazer nada! Que sejam competentes!

          • panther1903
            Posted Maio 22, 2020 at 8:24 pm

            Não será com uma liga a 10 ou 12, sem se restruturar outros aspetos mais importantes, que isso irá acontecer tambem. Felizmente, a maior parte das pessoas parece perceber isso.

            • Kafka
              Posted Maio 22, 2020 at 8:29 pm

              Então e qual é o aspecto mais importante que numa economia ajustar a oferta à procura?

              Ou o objectivo é importar 50 milhões pessoas para as pôr cá a viver em Portugal?

          • Kafka
            Posted Maio 22, 2020 at 8:19 pm

            Concordo com tudo Answer

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 6:27 pm

      Até porque as equipas que ficariam na 1a divisão também iriam estar mais fortes do que estão actualmente, porque o dinheiro que há para distribuir seria a destribuir por menos clubes logo daria mais dinheiro para todos…. Teríamos um Braga, Guimarães (e todas as restantes que estariam na 1a divisão) ainda mais fortes porque receberiam mais dinheiro

      Não tenho dúvidas que o campeonato seria muito mais competitivo e que Benfica/Porto não andavam a bater os recordes de pontos que agora quase todos os anos batem

  • Manel Ferreira
    Posted Maio 22, 2020 at 5:14 pm

    Continuo a achar que o problema com estes textos – com os quais até concordo em alguns aspetos – é serem sempre tão exagerados. Está sempre tudo horrível, tudo abaixo de cão, são sempre os mesmos “clichés” sem quaisquer dados por trás.

    Ora vejamos:
    1 – Ao contrário do que o texto dá a entender, as assistências até subiram bastante nos últimos anos. Se forem ver as assistências do período 2010-14 (a tal “idade de ouro do futebol português” que aqui se criou), as assistências eram bem piores, sobretudo naquela “classe média” da 6ª/7ª/8º melhor média, que naquela altura andava nas 4 mil pessoas, hoje anda nas 6 mil/7 mil. Isto não tem a ver com melhorias do futebol propriamente dito, mas sim com o regresso de vários clubes com boas bases de adeptos (aos quais se juntará o Farense, esperemos), ao mesmo tempo que começaram a descer os Aroucas e Estoris. Ou seja, interessa muito QUAIS os clubes que estão na Liga e não necessariamente o número.

    2 – os bilhetes não são tão caros como as pessoas pensam que são. As pessoas acham que sim, porque vêem aquelas notícias do “Clube X põe bilhetes a 50 euros para a visita do Benfica” e ficam a pensar que isso acontece em todos os jogos, o que é falso. Já vi vários jogos a 10 euros e menos e parece-me que tem havido mais iniciativas nos últimos anos por parte dos clubes (com o Boavista à cabeça) para trazerem mais gente. De resto, há sempre a possibilidade de se fazerem sócios…

    3 – Reduzir para 10/12 é um exagero tremendo, já falámos disto várias vezes, nem vale a pena continuar. Sobretudo reduzir para 10 é algo que não consigo conceber e que iria resultar no desaparecimento de muitos clubes que iam perceber logo que seria quase impossível conseguir uma estabilização na 1ª Liga com esse quadro competitivo. Vejam como um clube como o Rio Ave se estabilizou, não foi em ligas de 10/12, mas sim em 16/18. Felizmente, acredito que uma redução tão brutal não vá acontecer. 16 é um bom número para Portugal e temos todas as condições para ter 16 bons clubes na 1ª liga, e parece-me que a coisa já caminha para aí, ao contrário das previsões apocalípticas.

    4 – Creio que o problema de muita gente é que colocam a fasquia exageradamente alta. Li aí que Portugal tem que “morder os calcanhares a Itália” e que clubes como a Académica tem que bater o pé constantemente ao Atlético, como se isso fossem coisas que se pudessem tornar “normais”. Portugal estar em 4º do ranking aconteceu durante apenas uns meses e foi devido sobretudo a uma queda tremenda dos italianos (que entretanto já foi “corrigida”). A ideia de que isso poderia ser uma coisa normal não faz sentido, mas dá perceber porque algumas pessoas estão sempre tão desiludidas, basicamente pensam que Portugal poderia estar ao nível dos principais campeonatos. Eu acho isto impossível.

    5 – Posto isto, claro que há muitíssimo a fazer e algumas das medidas já foram sugeridas. Curiosamente, algumas até já foram aprovadas, como o limite dos empréstimos, que me parece ser das melhores medidas que surgiram nos últimos anos, e que protege grandes e pequenos ao mesmo tempo.

    • Santander
      Posted Maio 22, 2020 at 5:49 pm

      Antes de mais obrigado pelo comentário! De facto o Boavista é dos poucos clubes com boas medidas no que diz respeito a adeptos! Ainda este ano para um jogo em casa do Aves precisei de comprar bilhetes para uns amigos estrangeiros a 15 euros.. Isto era o preço de público geral… Para um estádio que está às moscas… Felizmente há clubes e clubes e de facto no Bessa tem sido feito um enorme trabalho neste sentido (que de resto já elogiei noutro post)….

      Logicamente que não acredito que o campeonato português possa disputar diretamente com os Big-5, quanto mais não seja pela população nacional de cada país… Logo aí existe uma barreira enorme, mas considero que o nosso futebol está a léguas daquilo que pode dar..

      Concordo também quando refere que os clubes que estão na 1ª liga interessam muito, mas já tivemos Beira-Mar, UD Leiria com assistências miseráveis… Os clubes neste aspeto podem e devem fazer mais… Ninguem se faz socio de um clube do nada, é preciso haver afinidade… Claro que o aumento dos adeptos nas bancadas pode não traduzir-se num aumento de receita logo no curto prazo, mas pode incentivar a um aumento de sócios e clubes com mais base de adeptos trazem outro tipo de patrocínios… Isto é simples e é uma bola de neve…Tal como defendi noutro post, tem de haver trabalho de fundo dos clubes mais pequenos que muitas das vezes não existe, mas é preciso que haja uma proteção e um incentivo ao crescimento por parte das entidades competentes que também não parece existir e foi nesse sentido que escrevi este post… Não estando à espera que o nosso campeonato concorra com a premier league, acredito que estamos bem longe de tudo aquilo que podemos oferecer..

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 5:26 pm

      Onde é que nós temos condições para 16 clubes? Já analisaste o número de consumidores e número de federados? Com a nossa dimensão não capacidade de para 16, o ideal será sempre entre 12 a 14 para ajustar a oferta à procura

      Como em qualquer economia de mercado, a mesma ajusta-se e é o próprio mercado que “decide” quem fica e quem sai, portanto como é óbvio com 12/14 clubes quem fôr bom também estabiliza e ainda melhor, vai fomentar o aumento da qualidade e competência porque para se tar na 1a divisão terás que ser bom e isso leva a evolução

      Já o que tu propões é a aposta na mediocridade, vamos ter muitos clubes na 1a divisão para os fracos também poderem ser cá continuar eternamente, isso é fomentar a mediocridade quando o objectivo de uma liga profissional devia ser precisamente o contrário, ou seja, fomentar a qualidade e portanto quem está presente tem mesmo de ser bom para conseguir estar entre a elite

      A tua proposta é só um reflexo do País, vamos fomentar a mediocridade em vez de fomentar a qualidade

      • Joao Duarte
        Posted Maio 22, 2020 at 6:41 pm

        Óbvio só se for para ti.

      • AnswerPT
        Posted Maio 22, 2020 at 5:45 pm

        Excelente análise Kafka!!!

      • Manel Ferreira
        Posted Maio 22, 2020 at 5:41 pm

        Sim, o ideal é 12/14, é isso. É tão ideal que… não acontece desde os anos 70. Basicamente nos últimos 40/45 anos temos tido sempre um campeonato horrível e a precisar de reduzir para 12/14.
        Uff, isto é que é adiar as coisas, hã? 50 anos a protelar!

        Eu não promovo a mediocridade, o que eu acho é que é perfeitamente possível termos 16 bons clubes em Portugal. Acho que sim, que há mercado para isso e qualidade para isso. Vocês agora meteram os “federados” na cabeça, pá, Portugal é um país de futebol, não é um país de desportos de Inverno!

        Mas pronto, ao menos dizes 14. Não concordo, mas vá, não é um número totalmente irrealista. Agora, terás de concordar que 10 é um exagero tremendo e era mais nesse número que eu estava a pensar quando falei da impossibilidade de estabilização. Seria quase impossível um clube manter-se na Liga durante um período que lhe permitisse essa estabilização. Seria a morte do futebol para muita gente.

        • Judge_Dredd
          Posted Maio 22, 2020 at 11:25 pm

          Argumentação de que Portugal é um país de futebol sem pensar nos problemas estruturais que são endemicos(salarios em atraso, pouco mercado, falta de uma estrategia de desenvolvimento local) é deixar tudo como está.
          A pergunta é qual é o problema de ser o profissionalismo deixar de ser acessivel a muita gente?
          Profissionalismo é elite, para se ser um clube profissional é preciso uma estrutura bem montada com pessoas competentes em varias areas, formação, espaços fisicos, etc!
          Cerca de 25 a 30% dos clubes nas competições profissionais em Portugal (I e II Liga) não tem quaisquer condições para albergar profissionalismo.
          Por isso redução de 18 para 16 é como dar um benuron a alguem que precisa de um antibiotico.
          Portugal precisa de elitizar e tornar o profissionalismo a quem tem condições para estar.

        • Kafka
          Posted Maio 22, 2020 at 5:51 pm

          A mim nunca me ouviste falar em 10 clubes e 10 também não concordo

  • Miguel Lopes
    Posted Maio 22, 2020 at 4:36 pm

    Gosto de algumas ideias apresentadas, mas gostava de acrescentar algumas alterações se me permitem:
    1º Concordo com parte das horas, mas propunha as seguintes alterações: – Jogos ao sábado e domingo de manhã, para exportar para o outro lado do mundo (China, etc) e no sábado, poderia existir o jogo da jornada às 20 horas, que permitiria transmitir para os EUA, Canadá, Brasil, etc.

    2º Concordo com a alteração dos preços dos Bilhetes, com excepção dos jogos com os clubes grandes que poderiam ir no máximo até aos 40€ para lugares de bancada.

    3º O limitar do n.º de atletas inscritos, devia ter em conta os formados no clube, para proteger a formação. Seria no máximo 18, 15 e 10 os jogadores extra-formação do clube na equipa A, B e sub 23 respectivamente que poderiam ter contrato com o clube (inclui emprestados). Não haveria limite para os jogadores da formação e obrigava as equipas a terem mais cuidado nas aquisições de jogadores. Nos escalões do sub19 para baixo, não se pode colocar este entrave (muitos miúdos dos PALOP). Os jogadores não formados nos clubes apenas poderiam jogar no escalão para o qual tinham sido contratados, e só poderiam subir para o escalão seguinte desde que fosse possível cumprir as regras de limites de jogadores. Com esta medida, os clubes grandes deixariam de poder secar tudo o que está à volta.

    4º Regulação das comissões pagas aos agentes até a um máximo de 5% do valor de transferência de um jogador a serem pagos pelos clubes.

    5ª Quanto ao número de equipas, vou optar por algo diferente, aumentávamos o campeonato para 20 equipas e após a 1ª volta, os 10 primeiros lutavam pelo título a 2 voltas e os restantes 10 pela manutenção. Terminava a Taça da Liga, uma vez que a criação desta tinha como objetivo incluir nas equipas alguns jogadores de formação e depois para dar valor à Taça, desvirtuou-se o princípio.

    6º Estou muito de acordo com os Direitos Televisivos e os projetos com orçamentos bem delineados e ainda acrescentava que 25% dos direitos televisivos ficavam retidos mensalmente, até os clubes provarem que tinham as contas daquele mês pagas (essas contas seriam ordenados, SS e Impostos) e só assim, os 25% dos direitos retidos do mês em questão seriam libertos.
    Peço desculpa, se as ideias estiverem mal organizadas, mas custa escrever diretamente no site sem se ver a totalidade das frases.

  • TBL
    Posted Maio 22, 2020 at 4:01 pm

    O futebol português tem coisas difíceis de entender. Podem não ser as mais graves, mas as subidas e descidas da/para a II Liga são aberrantes (sobem e descem 2 quando a divisão superior tem 18 clubes e a inferior 72). E o modelo da Taça da Liga idem.

    Não concordo com uma descida acentuada do número de clubes e divisão em 2 fases ou play-offs. Creio não ser coincidência que os países que têm esse modelo são países com competições futebolísticas de menor dimensão e projeção que o Português. Mas não veria com maus olhos a redução para 16 clubes, desde que a II Liga tivesse 18 a 20. E que, mesmo com 16 clubes, regressassem as 3 descidas à II Liga de modo a aumentar a competitividade.

    Por mim a Taça da Liga ou acabava ou mudava substancialmente. Gostaria de ver um modelo de sorteio puro, só com eliminatórias em que os clubes pior classificados jogassem em casa. E manteria a Final Four em campo previamente definido, que acho ser uma boa ideia.

    Por outro lado gosto da ideia do que a FPF está a fazer com a futura III Liga de modo a reduzir a brutal diferença entre os clubes do CPP, embora não defenda o modelo. Gostava que se regressasse aos 90s e se retomasse o modelo da então IIB, com séries norte, centro e sul.

    Quanto às centralização dos direitos televisivos, falaremos lá mais para o final da década. Mas creio que desde a criação do G15, os 3 grandes ficarão irremediavelmente fragilizados nesta questão, pelo que acho que será mesmo uma realidade.

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 4:16 pm

      Os países que têm esse modelo têm populações inferiores a Portugal e não têm o futebol como modalide única (pelo que têm de dividir recursos financeiros e humanos com outras modalidades) era mesmo assim suposto serem melhores que Portugal?

      Se é para não utilizar o contexto então bora, nós temos o mesmo modelo da Alemanha e o nosso campeonato não tem a projecção da Alemanha

      • TBL
        Posted Maio 22, 2020 at 5:16 pm

        Não, e nunca iremos ter, mesmo que o nosso campeonato fosse só composto por Benfica, Porto, Sporting e Braga, jogando entre si durante 9 meses seguidos.

        De qualquer modo, creio que acaba por ir ao encontro do meu comentário com o que refere: não me parece que o modelo de playoff seja o mais adequado para países como Portugal, que previlegia brutalmente o futebol em detrimento de todas as outras modalidades e que, mesmo não tendo a população de nenhum dos países do Big5, também não é propriamente uma Estónia ou uma Bósnia. Por outro lado sou o primeiro a dizer que, por tudo isto, não temos capacidade para ter uma I Liga com 20 clubes (e mesmo com 18…) como países com maior população, número de clubes e jogadores.

      • Judge_Dredd
        Posted Maio 22, 2020 at 4:49 pm

        O problema de Portugal em relação a Alemanha não é só a projecção.
        A projecção é consequencia de um trabalho de base estrutural e nessa base há diferenças abismais.
        A Alemanha tem 9% da população total a praticar futebol federado, Portugal tem 2%.
        Só por este desiquilibrio nunca Portugal pode ter o mesmo numero de equipas que a Alemanha nas 2 primeiras ligas.

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Maio 22, 2020 at 3:55 pm

    Estou genericamente de acordo com as propostas apresentadas, nomeadamente os horários, os bilhetes, o limite dos plantéis e um nº mínimo de jogadores nacionais e/ou da formação do clube. A única que me suscita reticências e que nem sequer é viável a curti-médio prazo é a dos direitos televisivos.
    Já no que concerne o texto inicial, penso que há certos exageros: sempre houve jogos/equipas fracas, mas tem sido quase unânime (mesmo aqui no VM) que nos últimos anos várias equipa actualizaram o seu modelo de jogo, abandonando o tradicional catennacio por uma postura mais ousada e por um futebol mais jogado e menos pontapeado. Em relação aos campeões e aos records, eles também estaão presentes em países como a Alemanha, a Itália, a França e a Inglaterra, assim como há campeões crónicos nos três primeiros citados. Os contornos podem ser diferentes, mas a essência não é tão desfasada quanto isso.
    Uma última palavra para as propostas (não me refiro ao Santander) de redução brutal de equipas na I Divisão. Acho um absurdo e não vai acontecer.

    • CSM1910
      Posted Maio 22, 2020 at 10:47 pm

      Eu acho que focou aí um aspecto importante. Temos visto o Vitória, Rio Ave e agora o Famalicão com um Futebol super positivo. Apesar que acho que no geral os Clubes estão em decréscimo, mas pelo menos esses 3 estão em sentido contrário. O projeto do Farense também parece me ser interessante e é um Clube com uma boa base de adeptos, acho que pode vir a ser uma mais mais valia para o Campeonato. Infelizmente o meu Clube decresceu imenso no que diz respeito a qualidade e competitividade, mas acima de tudo por culpa de quem gere o Clube.

  • Judge_Dredd
    Posted Maio 22, 2020 at 3:52 pm

    Sobre as alterações dos preços e dos horarios seria interessante para atrair mais massa adepta(embora não se traduza em mto mais receita).

    Sobre a centralização dos direitos televisivos, já está mais que debatido o porque de não ser viavel.
    Enquanto a centralização dos direitos televisivos fizerem os 3 grandes perder dinheiro, não será possivel existir.Até porque os 3 grandes não vão dar do seu bolso dinheiro para os outros.
    Quando os direitos de transmissão do nosso campeonato for comprado por varios paises e a receita aumentar, então ai sim pode se centralizar.
    Para já não vai ser possivel.

    A limitação de atletas já é uma realidade nas competições da UEFA.Era só colocar cá as mesmas regras.

    De resto queria acrescentar o que considero para já o mais importante:

    – Diminuir o numero de equipas profissionais em Portugal e consequentemente elitizar o primeiro escalão (para mim 10 equipas a 4 voltas)
    – Projecto musculado de formação em larga escala com as Associações a serem a força motriz

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 22, 2020 at 5:16 pm

      A viabilidade da centralização dos direitos televisivos é bastante subjectiva.

      Se insistirmos no actual modelo terá um efeito semelhante ao de uma bola de neve, cada vez mais o fosso entre os clubes será maior, logo o campeonato ficará cada vez menos atractivo e, consequentemente, o valor pago pelos direitos televisivos será menor.

      Por sua vez, se optar-se por avançar para uma centralização dos direitos, num modelo semelhante ao inglês (prémios de participação, prémios de classificação e prémios de audiências), serão mais facilmente geradas economias de escala e, consequentemente, os clubes grandes ultrapassarão os valores actualmente recebidos.

      No curto prazo a centralização pode parecer pouco vantajosa, mas no médio/longo prazo será um projecto win-win para todos os envolvidos.

      Para finalizar, a centralização dos direitos televisivos é como a aposta na formação, o Benfica Campus foi inaugurado em 2006 e os primeiros jogadores made in Seixal a chegar aos séniores foram o Roderick em 2010 e o Nelson Oliveira em 2011, sendo que a primeira geração com relativo sucesso foi a de 94 (Bernardo Silva, João Cancelo, etc…) que chegou a sénior em 2013.

  • RomeuPaulo
    Posted Maio 22, 2020 at 3:44 pm

    Parabéns pelo texto, são medidas bastante interessantes.

    Começando pelo formato do campeonato, é óbvio que este necessita de ser alterado, não só o da Liga NOS, mas também o de todas as ligas abaixo (Liga Pro e Campeonato de Portugal).

    Para a Liga NOS, eu gosto do formato já descrito pelo André Dias, 12 equipas com 2 fases num total de 22 jogos e com 2 descidas, mas também penso que seja positivo um formato de 16 equipas com 3 descidas.

    Para a Liga Pro, uma vez que já é um campeonato competitivo, adoptaria um formato com 16 equipas, 30 jornadas e 4 descidas.

    O actual Campeonato de Portugal sofreria mais alterações, dividiria-se em 3ª Liga e 4ª Liga.
    Na 3ª Liga adoptaria um formato com 2 séries de 16 equipas, 30 jornadas e um total de 8 descidas (4 descidas por série).
    Na 4ª Liga, adoptaria um formato de 4 séries de 14 equipas, 26 jornadas e um total de 20 descidas (5 descidas por série).

    Concordo na íntegra com as medidas referentes aos horários dos jogos, ao preço dos bilhetes e à centralização dos direitos televisivos, mas seria um pouco mais exigente nas outras duas.

    Cada equipa só teria permissão para inscrever 25 jogadores, sendo possível inscrever numa lista B atletas sub21 desde que considerados formados no clube.
    Para os clubes que têm equipas B, poderiam inscrever mais 20 jogadores para utilização exclusiva na equipa B, podendo também recorrer a atletas inscritos pela equipa A e na lista B.

    No lote de 25 inscritos, cada clube teria de apresentar 8 jogadores formados localmente e 4 jogadores formados no clube à semelhança do que se faz nas competições europeias.

    Seria ainda obrigatório apresentar em cada ficha de jogo um mínimo de 6 jogadores formados localmente para as equipas A e de 12 jogadores formados localmente para as equipas B, sendo que estas últimas apenas poderiam apresentar na ficha de jogo um máximo de 3 jogadores com 24 ou mais anos.

  • lpmpp
    Posted Maio 22, 2020 at 2:55 pm

    Por razões mais ou menos óbvias, impor um mínimo de jogadores nacionais seria ilegal. Já a versão em que se insiste que sejam jogadores de formação local parece-me mais tranquila. Tenho ideia que a Alemanha obrigou a que uma percentagem mínima do orçamento de cada clube fosse investida em formação, o que também não me parece má ideia.

    A limitação do número de jogadores inscritos não é bem a mesma coisa que a limitação de profissionais com contracto a não ser que venha acompanhada de limitações nos números de emprestados.

  • panther1903
    Posted Maio 22, 2020 at 2:39 pm

    Sobre os dois primeiros pontos:
    1 – concordo em absoluto. A prioridade estratégica da Liga tem que ser fazer com que as pessoas vão aos estádios. Mas como já se viu, a Liga está completamente refém dos interesses das operadoras de televisão que impõem horários imbecis.
    2 – Não me parece que seja assim tão simples. Primeiro, porque os valores que referes me parecem desajustados. Pessoalmente já fui a muitos jogos fora do Boavista, enquanto lutávamos pela manutenção, e nunca paguei mais do que 10 euros por um bilhete. Segundo, porque uma redução do preço não se traduziria em ganhos significantes de massa adepta em muitos estádios, ficando o clube privado de fundos que lhes podem ser importantes. Mas concordo com o sentido da proposta, na medida em que levar gente aos estádios é a única maneira de os clubes mais pequenos se criarem fundamentos que possam permitir um crescimento sustentável. Ou isso, ou ser agenciado pelo Tio Mendes.

  • Mantorras
    Posted Maio 22, 2020 at 2:38 pm

    Subscrevo tudo, e ja no post sobre as declaracoes do Varandas tinha referido que a centralizacao dos direitos de TB so faz sentido se a classe que dirige tiver algum tipo de melhoramento no comportamente, ja que se assim nao for a medida nunca sera eficaz. Seja por meio de regras de acesso aos direitos ou de outra forma qualquer.

  • dependente
    Posted Maio 22, 2020 at 2:35 pm

    Para alterar os horários dos jogos,era preciso que as operadoras estivesses para ai viradas, porque são elas basicamente quem paga o futebol o futebol português, e quem paga quer mandar, certo?A história da centralização teoricamente á muito linda mas na prática. nem por isso. Quando se dá o exemplo de Inglaterra, esquecem-se que por cada 100 adeptos que tenha o Liverpool ou o United, um qualquer C Palace ou Everton tem 60, enquanto em Portugal essa referência entre um grande e um Rio Ave ou Setúbal é de 100 para 10 ou menos. Além disso, quantos de vós se sentam em frente da TV para verem um Paços de Ferreira – Belenenses ou outro similar? A limitação do número de atletas sob contrato em cada clube tem um reverso que é o desemprego para muitos desses atletas. A limitação de estrangeiros, só pode funcionar com extra-comunitários, porque dentro de espaço Shengnen, não se pode limitar a circulação de pessoas e bens.

  • Cljool
    Posted Maio 22, 2020 at 2:30 pm

    Há aqui muito de bom a retirar sem dúvida. Uma coisa definitivamente a mudar é a mentalidade, e isso não é nada fácil. Vejo muitos jogos em Portugal e muitos no estrangeiro e não há nenhuma liga em que se tente ganhar tantas vezes na manha como a nossa.
    Refiro-me com isto ás quebras de ritmo constantes. Jogadores a serem assistidos sem estarem aleijados etc. Isso não chama gente ao estádio e muito menos canais estrangeiros para transmitir a nossa liga.
    O calendário também já foi mencionado aqui. Jogos de taça ou taça da liga, a seguir ás paragens da seleção e imediatamente antes de uma jornada europeia também não ajudam.
    Há muita coisa que se pode mudar mas parece que esta liga não tem vontade ou capacidade para o fazer.

  • PNBenfica
    Posted Maio 22, 2020 at 1:53 pm

    Penso que se faz em Espanha, lá têm uma regra que a bancada central que está visível para a câmara tem que estar 75% cheia.
    Quem não cumprir a lei paga multa.
    Diria que o intuito desta regra é valorizar o valor da venda dos direitos televisivos no estrangeiro, porque logicamente, quem é que quer comprar os direitos de um evento que nem consegue atrair pessoas.

    Penso que seria uma lei essencial, começando nos 25-35% e aumentando de forma progressiva todos os anos até chegar aos 75%.

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 22, 2020 at 3:48 pm

      Nunca tinha ouvido tal regra, mas é bastante interessante.

      Embora, e esqueci-me de falar nisso no meu comentário ao artigo, seja fundamental criar condições nos estádios para receber os adeptos, são muito poucos aqueles que as têm.

    • panther1903
      Posted Maio 22, 2020 at 2:21 pm

      Concordo. Não sei se a multa é a melhor maneira, porque há clubes que não conseguem atrair 75% de uma bancada. Mas do ponto de vista do espectador, é mais entusiasmante ver jogos em que se percepciona público.
      O Rio Ave recentemente mudou o ângulo de transmissão para se conseguir ver a bancada local. Clubes como o Estoril deviam fazer o mesmo.

  • AnswerPT
    Posted Maio 22, 2020 at 1:52 pm

    Texto bem composto e com ideias válidas apesar de um ponto não concordar:
    Quando se fala de um campeonato a 10,12,14 equipas é um erro enorme comparar com outros campeonatos que optam pelo mesmo modelo competitivo! Da mesma maneira que seria um erro comparar com os campeonatos que têm 20 ou mais equipas. O que temos de fazer é entender o que este modelo, aplicado na nossa realidade, iria trazer de benéfico!
    Certo é nos pensarmos quem, sendo um país com cerca de 10M habitantes, conseguimos estar logo atrás das 5 grandes potências! Próximo passo.. Como nos aproximar deles sabendo que é impossível igualar o nível que todos têm? Ora uma liga a 18 vai criar, em um país com a nossa dimensão, um fosso enorme entre grandes e pequenos e daí um dos motivos para 98% dos vencedores serem 3 equipas apenas! Distribuir dinheiro por 18 equipas vai fazer os melhores terem menos e os piores terem algo mais, que depois não o sabem usar! E aqui entramos em outro factor a ter em conta! Os pequenos, pelas pessoas que gerem esses clubes, pela fraca adesão de sócios e simpatizantes, não conseguem crescer mesmo que lhes seja dado o mesmo valor em direitos televisivos que um Braga por exemplo! Dar dinheiro a quem não tem capacidade para o gerir é transformar ricos em pobres e pobres em miseráveis e não será por ai a solução!
    Voltando ao ponto da competitivade e com um exemplo simples de como existem diversos erros que afectam a nossa competitivade: Em Outubro se não me falha a memória (se tiver errado na data peço desculpa) os jogadores a voltar das seleções, têm um jogo da Taça de Portugal contra uma equipa do CNS e 3 dias depois estão em Old Trafford ou em Camp Nou a jogar para a ECL.. Onde isto nos beneficia com todo o respeito pelos clubes do CNS? Não seria mais benéfico para os nossos 5-6 clubes nas competições europeias ter um campeonato interno mais competitivo estando depois mais bem preparados para os desafios europeus? Um Braga receber o Vitória SC e depois ir ao campo do CSKA por exemplo não é melhor para os indíces competitivos da equipa do que ir a Moscovo depois de receber o Aljustrelense?
    Nós somos muito melhores que Escócia, Suiça, Bélgica por exemplo! Errado pensar que se optarmos por o modelo que eles usam vamos ser como eles!! Temos é de pensar como fazer para andarmos a morder os calcanhares a França, Itália por exemplo!! Com 18 equipas nunca resultou! Aplicar um modelo a 10-12-14 equipas é obvio que temos de estudar e saber como os clubes da 2ª Liga conseguem sobreviver mas para isso existem várias soluções que poderiam ser facilmente aplicáveis!
    Para terminar, continuando com uma liga a 18 então o ponto de limitar o número de jogadores não faz sentido! Se eu fosse presidente de um clube pequeno em Portugal eu queria era vender 1 jogador por ano ao Benfica por 3M nem querendo saber se o benfica já la tinha 30 para o mesmo lugar! Porque esses 3M vão ajudar no orçamento, podem e devem ajudar no apoio a formação etc!!
    Em relação ao resto de acordo!

    • António Tonga
      Posted Maio 22, 2020 at 7:21 pm

      Subscreco, quase na íntegra houvesse este pensamento no dirigismo, mas sobretudo nas bases afectas aos clubes que essa mudança aconteceria.

    • CSM1910
      Posted Maio 22, 2020 at 2:50 pm

      O Problema é que até na grande parte das vezes os jogadores são contratados a custo 0 e só para emprestar. Os jogadores são aliciados uns meses antes e já nem sequer pensam em renovar com o Clube em questão. O Clube nem ganha financeiramente e perde um ativo desportivamente que nem vai ser usado no outro Clube, é apenas pra secar.

      • AnswerPT
        Posted Maio 22, 2020 at 6:29 pm

        Se são contratados a custo 0 qual o problema? O benfica não pode contratar vai lá outro e contrata!!! Seja em Portugal ou lá fora!! Bons jogadores a custo zero são sempre apetecíveis em qualquer parte do mundo desde que tenham qualidade

        • CSM1910
          Posted Maio 22, 2020 at 10:36 pm

          Mas qual tenham qualidade? São contratados numa base pra emprestar. São contratados a custo 0 e alguns nem um colete de treino chegam a vestir. Por isso é que limitar os contratos era super positivo. Por exemplo o Patrick que o Benfica veio cá buscar a custo 0, ainda hoje está à espera de um colete pra vestir. Um gajo que nem era dos melhores no Marítimo, mas pronto era um jogador que nos servia pra o onze… Mas o Benfica reconheceu uma qualidade enorme pelos vistos, só que depois já não reconheceu e decidiu emprestar, sem ele fazer um único treino.

          • AnswerPT
            Posted Maio 23, 2020 at 12:33 am

            E se não viesse pro Benfica ficava sem clube? O Patrick não queria renovar pelo Marítimo e se não aparecesse o Benfica ele hoje trabalhava no Intermarche?
            Onde isso atrapalha?? Isso chama-se liberdade de escolha para o jogador! Quer ir pro Benfica e nem veste um colete? Problema dele e do Benfica! O Marítimo poderia ter gerido isso de outra forma.. poderia ter rentabilizado antes o jogador etc etc etc

            • CSM1910
              Posted Maio 23, 2020 at 12:59 pm

              O Patrick ficava sem Clube? Lol, o Patrick não quis renovar porque foi aliciado pelo Benfica. Porque ele tinha intenção de ficar no Marítimo. Mas surgiu essa proposta e saiu, ele próprio diz que cometeu um erro e que foi “enganado” em promessas e mais promessas. É claro que não ia trabalhar no intermache, porque é jogador de 1ºliga, por isso é que foi titular em todos os Clubes por onde passou(Marítimo, Vitória e Santa Clara) e ele tinha intenção de ficar cá. Isto acontece com inúmeros jogadores, vão em promessas e mais promessas e depois não é nada daquilo que foi prometido.

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 2:48 pm

      Bom comentário Answer

    • Joao Duarte
      Posted Maio 22, 2020 at 2:23 pm

      Engane-se quem acha que menos clubes vai trazer maior competitividade. O problema não está no número mas sim na forma. O futebol em Portugal neste momento não é atrativo porque a cultura de ódio e suspeição está instalada, porque as gestões são más e porque ninguém quer saber dos adeptos.

      • Kafka
        Posted Maio 22, 2020 at 4:41 pm

        João Duarte

        Menos clubes ajusta a oferta à procura (a nível de adeptos e espectadores) e ajusta o número de jogadores federados para alimentar as equipas (já num post anterior esses dados foram demonstrados aqui onde se demonstrou que o número de federados actual é escasso para tantas equipas profissionais)…. Ora como em qualquer economia a oferta e procura tem de ser ajustada para a mesma se tornar o mais competitiva possível

        Ora actualmente há um completo desfasamento entre procura e oferta (temos 18 clubes profissionais para apenas 10 milhões consumidores que nem são 10 milhões, tirando as mulheres, bebés e Homens que não gostam de futebol no máximo tens uns 2 milhões de consumidores não mais que isso)… Portanto tens de reduzir a oferta (nr de clubes) para ajustar à procura e o mercado assim gerar receitas para todos os contenders

        E tens outro problema que é quanto à produção, o nr de federados é bastante escasso logo a produção de jogadores também é escassa e insuficiente para alimentar quase 40 equipas profissionais (somando 1a e 2a liga), ora havendo produção escassa, leva a diminuição da qualidade do produto (quantidade de bons jogadores para alimentar quase 40 equipas) e consequentemente diminuição da qualidade do serviço oferecido e menos qualidade no produto oferecido vai retirar ainda mais interesse a quem procura consumir o mesmo

        Portanto tem de haver o respectivo ajuste…. Isto é como em qualquer sector da economia, o mercado ajusta-se por si só…

        O que se passa actualmente em Portugal no futebol é que continuamos a forçar e ir contra a lei do mercado tentando manter uma oferta amplamente superior à procura só porque sim

    • André Dias
      Posted Maio 22, 2020 at 2:06 pm

      Concordo plenamente e sublinho a importância do que referes logo no primeiro parágrafo. Deixemo-nos de comparações com outras ligas, até porque Portugal tem uma realidade muito própria em que o futebol está muito acima de qualquer outra modalidade. O que resulta noutros países pode não resultar por cá e vice-versa. O importante é encontrar soluções que nos possam beneficiar.

      • AnswerPT
        Posted Maio 22, 2020 at 6:28 pm

        Exacto André Dias!! Modelos entre 10-12-14 equipas na 1º Liga para Portugal tem tudo para resultar!! Com 18 já vimos que não resulta e cada vez estamos mais longe de ser competitivos contra equipas do Top5.. Temos de arranjar soluções para isso!

  • heldersoares
    Posted Maio 22, 2020 at 1:42 pm

    Neste momento Portugal está como os outros ou até bem melhor vamos ver Portugal tem 2 candidatos ao título, França tem 1, Alemanha tem 1, Itália tem 1 vamos ver se agora Conte consegue por 2, Espanha tem 2 o atlecio já há várias épocas que não revela capacidade e em Inglaterra apesar de vários candidatos também só 2 tem capacidade de lá chegar por isso no momento atual nao estamos mal

    • CSM1910
      Posted Maio 22, 2020 at 4:00 pm

      A grande diferença está na qualidade de jogo. Em Portugal está em decréscimo e também não nos podemos esquecer que na França, Inglaterra etc etc são os investidores privados que fazem que haja um desequilíbrio enorme. Visto que isso não existe em Portugal, Portugal está bem pior que os outros.

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 22, 2020 at 3:07 pm

      Avaliar pelo número de candidatos não reflecte em nada a valia do campeonato porque, se formos por aí, um não-candidato alemão e um não-candidato francês ficaram à frente do candidato português na Champions League.

      Além disso, se olharmos para a diferença pontual entre os 5 primeiros de cada campeonato, em Portugal são 22 pontos, em França são 27 pontos, na Alemanha são 8 pontos, em Itália são 18 pontos e em Espanha são 12 pontos; apenas França tem uma diferença maior que nós (embora o fosso entre o 5º e o 10º seja de apenas 2 pontos quando em Portugal é de 8 pontos).

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 3:04 pm

      Helder

      Se tu resumires a qualidade de um campeonato ao nr de candidato ao título, então o campeonato Polaco é o melhor do Mundo, qualquer um pode vencer aquilo

      Faltou-te falar foi no resto,que é a qualidade geral das restantes equipas que em Portugal são medíocres… Basta ver que o Benfica e Porto mais fracos dos últimos 10 anos andam a bater recordes de pontos, isso demonstra a mediocridade do campeonato português, o Benfica e Porto apesar de mais fracos batem recordes de pontos na mesma, isto só é possível porque os adversários estão ainda mais medíocres

      • heldersoares
        Posted Maio 22, 2020 at 7:06 pm

        Sim claro eu não li o artigo comentei logo só por ter lido a descrição que antecedia a publicacao no Facebook que só falava de quantos campeões tinha havido

      • Joao Duarte
        Posted Maio 22, 2020 at 5:06 pm

        E são medíocres porquê? Nós temos das melhores seleções e a qualidade média dos nossos jogadores não é inferior à maior parte dos países. Olhas para o jogador inglês ou para a seleção e não vês grande superioridade relativamente à nossa.
        O problema é a cultura do campeonato que não é atrativo comercialmente e em termos de marketing. Qual é a vontade de uma empresa patrocinar algum clube quando o clima está como está? Só se forem loucos!
        Qual é a atratividade do jogar das nossas equipas? A grande maioria opta pelo anti-jogo em vez de tentar jogar alguma coisa. E isto também é uma crítica a jogadores e treinadores, não só a clubes. A grande maioria nem tenta jogar.
        Qual a transparência na gestão dos clubes? Nenhuma.
        Qual a transparência na gestão da liga? Nenhuma.
        Qual a coragem para intervir e para punir quem prevarica? Nenhuma, todos nós achamos que há clubes que são alvos de certa impunidade.
        Qual a preocupação com os adeptos? Pouca ou nenhuma. Nem por parte dos clubes nem por parte dos intervenientes.

        Enquanto estes pressupostos não forem garantidos até podes ter um campeonato com 8 clubes que absolutamente ninguém vai querer investir ou perder tempo com o futebol. Nem em termos comerciais nem emocionais.

        • Kafka
          Posted Maio 22, 2020 at 5:39 pm

          João

          Quanto mais clubes tiveres mais medíocres vão ser, porque não tens capacidade de produção de jogadores de topo para alimentar quase 40 clubes

          Tu falas da selecção, mas a Selecção é uma elite, são apenas 15/20 jogadores e topo necessários para se ter esse nível, e isso até países como a Croácia com 2 milhões habitantes conseguem

          Agora alimentar com qualidade quase 40 clubes profissionais era preciso uma capacidade de produção muito maior, ou seja, um número muito maior de federados (esses dados já foram demonstrado aqui num post anterior), logo como não tens essa capacidade de produção a mediocridade aumenta e a única forma de a diminuires é ajustares o número de clubes profissionais à capacidade produtiva de jogadores de nível

          Pensa o seguinte exemplo, tu tens 50 fábricas de sapatos e apenas 10 consumidores, ora os 10 consumidores no máximo irão comprar sapatos a 15/20 fábricas… As restantes 30 fábricas não vendem e como não vendem vão ter de começar a baixar receitas e portanto comprar materiais inferiores e consequentemente a qualidade da oferta dessas 30 vai ser inferior e gera-se o efeito bola de neve…. Ora o que acontece em qualquer economia nessa situação é essas 30 fabricas acabam por fechar porque o mercado ajusta-se e bastam 20 fábricas sapatos para 10 consumidores e essas depois irão competir entre si mas ajustadas ao mercado existente

          Já no futebol não, continuamos a forçar e a manter as outras 30 fábricas abertas só porque sim, apesar delas não venderem

          Isto vai contra qualquer lei do mercado

          • Joao Duarte
            Posted Maio 22, 2020 at 6:49 pm

            Mas o número de federados depende do quê? Não estará ligado a clubes com falta de projetos ou formações mal estruturadas? Ou até por problemas estatais Ou culturais de pouco incentivo à atividade física (como a questão da média do secundário)? Eu sei do que falo.

            Pegando nos 2% que falas, são 200mil federados. Achas que desses 200 mil não é possível ter 1200 jogadores ( se considerarmos 40 planteis de 30 jogadores) de qualidade? Eu acho que não só é possível como é altamente provável.

            Volto a dizer, o problema não está no número mas sim na forma.

            • Kafka
              Posted Maio 22, 2020 at 8:12 pm

              Depois isso dos problemas do número de federados não interessam para o que está em análise, ou seja, capacidade de produção de jogadores de topo para alimentar 40 equipas profissionais, isso é um problema posteriori…

              Como em qualquer mercado é preciso sempre ajustar a oferta à procura, portanto o que tem de se fazer é ajustar a actual oferta à actual procura, se depois no futuro queres ter mais clubes, então que se crie essa capacidade de produção de jogadores de topo aumentado os federados, até lá continuar a ter demasiados clubes para tão poucos federados é apenas fomentar a mediocridade

              Qualquer sector da economia tem de ser dinâmico e estar em constante ajuste à procura…..se há muita capacidade de produção então aumenta-se a oferta de clubes, se a capacidade de produção é baixa tem de se diminuir o número de clubes, é como em qualquer empresa e em sector económico

            • Kafka
              Posted Maio 22, 2020 at 8:01 pm

              Tanto não é possivel nem provável ter que não temos

              Por cada jogador de topo são precisos cerca de 2/3 mil federados…..ora com 200 mil no máximo consegues ter 70/80 jogadores de qualidade para 40 equipas….40 equipas são quase 800 jogadores

    • lpmpp
      Posted Maio 22, 2020 at 2:58 pm

      A saúde de um campeonato não se mede só pelo número de candidatos ao título. A desigualdade entre grandes e pequenos em Portugal parece-me consideravelmente maior do que na Alemanha – ainda que isto não negue que a Bundesliga tenha um problema a resolver com a supremacia do Bayern.

    • Giuseppe F
      Posted Maio 22, 2020 at 1:51 pm

      Nenhum desses países tem 10/12 equipas cujo objetivo é a manutenção. Aqui em Portugal o medíocre é aceitável.

      • heldersoares
        Posted Maio 22, 2020 at 7:07 pm

        Sim o meu comentário era só para a questão de candidatos ao título se compararmos o nosso campeonato ao de Inglaterra por exemplo é brincadeira qualquer equipa de lá aqui era candidata aos primeiros lugares

  • AngeloGJ
    Posted Maio 22, 2020 at 1:35 pm

    Algumas sugestões são boas mas penso que o problema maior reside em haver uma Liga de Clubes responsável pelo campeonato e depois uma Federação, este modelo de Liga de Clubes penso que foi copiado de Espanha(como é’ habitual em Portugal, copiar o que os outros fazem) resulta la, em Portugal claramente não resulta, os dirigentes de TODOS os clubes usam a Liga para proveito do seu próprio clube e num país de amiguismos não pode haver uma instituição que permita aos clubes ter esse poder de decisão, essas e qualquer boa ideia para ser implementada seria necessário que a Federação tomasse conta da Primeira e Segunda Liga até lá vai ser mais do mesmo, não sei como isso pode vir a acontecer, acabar com a Liga de clubes, mas se os clubes e’ que juntamente formam a liga de clubes e juntos elegem um líder, acho que também teria de ser os clubes juntos ou então democraticamente(A DECISÃO DA MAIORIA) a acabar com a Liga e esse cenário só vejo a acontecer daqui a alguns anos quando as velhas raposas que estão à frente dos clubes estiverem reformadas do futebol até lá as coisas vão permanecer como são porque não interessa aos clubes mudar, os grandes tão preocupados com as suas dívidas e manter o domínio do futebol, os médios altos jogam vários jogos depois há os pequenos que reclamam mas no fundo estão satisfeitos com os milhares ou milhões que conseguem, da para o gasto pessoal e dos familiares e amigos, fazia bem ao desporto em Portugal os sócios dos clubes tentarem concorrer à presidência dos seus clubes também

  • Estigarribia
    Posted Maio 22, 2020 at 1:28 pm

    Ficou cortado.

    de língua oficial portuguesa e em países com grandes comunidades portuguesas (Suíça, Luxemburgo, Canadá, França, etc). Era uma ideia interessante para pôr em prática.

    Saudações Leoninas

  • Estigarribia
    Posted Maio 22, 2020 at 1:27 pm

    Excelente texto, Santander. Concordo com todas essas medidas hipotéticas.

    Mas todos nós sabemos que o futebol português precisa de ser salvo e de ser reformulado. Mas enquanto os clubes que não se mantiverem todos os unidos, como diz Frederico Varandas, isto não vai lá nem com 1500 reuniões. Em Portugal, os clubes, sejam os grandes ou os pequenos, só olham para o seu próprio umbigo e não fazem nada para reformular o futebol.

    Já agora era bom que se afastasse Pedro Proença de vez da presidência da Liga de Clubes e acabar com a Liga Portugal e passar tudo para a égide da Federação Portuguesa de Futebol.

    Em relação a essas medidas, acrescento uma acerca da Supertaça de Portugal. Em cada época nova, seria interessante que a Supertaça de Portugal fosse disputada nosso países de língua ofic

  • André Dias
    Posted Maio 22, 2020 at 1:27 pm

    Eu defendo o formato de 12 equipas com fase regular (22 jogos) e um “playoff” que consiste em duas liguilhas, uma com as 6 equipas da metade inferior da tabela e outra com as 6 equipas da metade superior. Seria um total de 32 jogos.

    Os pontos obtidos na fase regular continuariam a contar no playoff, simplesmente seria uma recta final com cada equipa a lutar pelos seus objectivos apenas com equipas de valor semelhante.

    Os benefícios deste formato para mim são óbvios.
    – Maior competitividade, que produziria melhores equipas e jogos de maior qualidade.
    – Mais jogos de interesse (o dobro dos clássicos, por exemplo), que levaria mais pessoas ao estádio e aumenta as audiências televisivas.
    – A centralização dos direitos televisivos passaria a fazer todo o sentido, já que neste formato o bolo total das receitas televisivas poderia ser maior (fruto do tal aumento de jogos de melhor qualidade) e cada clube poderia receber uma fatia maior do que num campeonato com 18 equipas.

    Claro que alterar o formato da liga por si só não é suficiente e há que ter em conta algumas sugestões do Santander.
    Concordo plenamente com as sugestões de alterar os horários dos jogos e baixar o preço dos bilhetes.
    Em relação ao número de atletas inscritos, impunha um limite de 25 jogadores por equipa mas permitia a utilização livre de jovens com 18 anos ou menos.

    • Kacal
      Posted Maio 22, 2020 at 5:34 pm

      Concordo totalmente com a tua ideia André, nem preciso comentar. Penso o mesmo e faria o mesmo. Subscrevo!

      Sobre as equipas, seria giro ter um leque de 12 com Porto, Benfica, Sporting, SC Braga, Vitória de Guimarães, Rio Ave, Marítimo, Estoril (sou fã, mas vejo boas condições no clube, mas é parcial eheh), Famalicão, Farense, Académica e Boavista. Obviamente Estoril e Académica teriam que subir entretanto. Mas podia ser com Gil Vicente e Moreirense em vez das duas por enquanto. Seria interessante de ver!

      • André Dias
        Posted Maio 22, 2020 at 6:55 pm

        A subir alguém gostava que fosse o Académico de Viseu e o Sporting da Covilhã, se tivessem qualidade para ocupar um lugar na 1ª Liga. É um pouco como tu e o Estoril, tenho essa preferência pessoal.

        • Kacal
          Posted Maio 22, 2020 at 7:41 pm

          Também são boas opções, mas sejam quais forem os últimos 2 ficava um leque de 12 equipas muito interessante. Teríamos bons jogos.

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 3:00 pm

      Subscrevo em absoluto André, também era para minha surpresa proposta… Só tenho dúvidas se se faria com 12 ou 14 equipas (com 14 daria 26 jornadas mais 10 na fase final, que daria 36 no total)…. Mas tirando esse pormenor concordo com em absoluto com a tua ideia

      As receitas televisivas aumentariam de certeza absoluta, porque a Sportv passaria a pagar por 4 Benfica-Porto 4 Benfica-Sporting 4 Porto-Sporting 4 Benfica-Braga ao invés dos actuais 2 Benfica-Porto…. Só por aí as receitas televisivas já aumentavam porque 4 Benfica-Porto valem mais que 2 Benfica-Porto e 2 Benfica-Tondela

      E claro o dinheiro a dividir por 12/14 é mais a cada um do que a dividir por 18

      Isto são contas simples, o problema é que que os clubes pequenos preferem a continuação da mediocridade e não aceitam a redução do nr de clubes

      • RomeuPaulo
        Posted Maio 22, 2020 at 4:58 pm

        O único problema das 14 equipas é que quando fosse feita a divisão entre apuramento de campeão e manutenção, um ficava com 6 equipas o que dava mais 10 jogos e o outro ficava com 8 equipas o que dava mais 14 jogos.

        Considero que jogar 40 jogos numa época é demasiado e não protege os jogadores nem a qualidade do jogo.

        Com 12 equipas, independentemente da fase em que cada equipa ficasse, jogavam sempre um total de 32 jogos (menos 2 que no formato actual).

        • Kafka
          Posted Maio 22, 2020 at 5:49 pm

          Por acaso a ideia que tinha pensado era a do Romeu daa 6 equipas, mas como ele diz e bem, depois teria de haver 8 equipas no outro grupo que já daria 40 jornadas que já era muito

          Talvez dividindo em 7 por 7 daria 38 jornadas no total a todas as equipas (26 na primeira fase mais 12 na 2a fase)… E acabando com a Taça Liga (que são actualmente 3 jogos na fase de grupos) teríamos o mesmo número de jogos que temos actualmente…. Pois actualmente qualquer equipa faz pelo menos 37 jogos oficiais (34 campeonato mais 3 Taça Liga)… Assim faria 38 sem Taça Liga

          • André Dias
            Posted Maio 22, 2020 at 6:48 pm

            A Taça da Liga é uma competição que para mim nem devia existir. No formato actual é redundante e só sobrecarrega o calendário.

            A esses jogos tens que acrescentar pelo menos um da Taça de Portugal.

            No formato de 14 equipas não tinha pensado na folga obrigatória de uma equipa por jornada no caso de serem liguilhas de 7 e no caso de ser uma liguilha de 6 e outra de 8 acabam por ser mais jogos do que seria preferível (com Taça da Liga).

        • André Dias
          Posted Maio 22, 2020 at 5:32 pm

          Para resultar num total de 36 jogos penso que o Kafka estaria a pensar em 7 equipas em cada liguilha.

          Eu prefiro uma liga a 12 mas avançar com este formato inicialmente com 14 equipas até pode ser uma boa ideia. Seria uma forma menos drástica de alterar a estrutura da liga, podia ser mais fácil para os clubes se adaptarem.

          • AnswerPT
            Posted Maio 22, 2020 at 6:33 pm

            A ideia de uma fase final com 6 para campeão e 8 para despromoção não será problema pelo facto de os clubes que vão ocupar o playoff de campeão já vêm com mais jogos nas pernas por causa das competições europeias que já disputaram ou ainda estão a disputar na altura da época que começam as fases finais! Acaba por ser positivo

          • RomeuPaulo
            Posted Maio 22, 2020 at 5:49 pm

            Mesmo assim implicaria um total de 40 jornadas porque tinhas uma equipa sempre a folgar e um total de 38 jogos por clube.

            Considero que é demasiado, acho que a evolução do futebol deve passar por uma redução do número de jogos para proteger os jogadores e aumentar a qualidade dos jogos.

            É um problema a nível geral e não exclusivo de Portugal.

            • André Dias
              Posted Maio 22, 2020 at 6:33 pm

              Tens razão. Esqueci-me de acrescentar os jogos extra da fase regular e nem me lembrei do facto de uma equipa folgar em cada jornada.

    • AnswerPT
      Posted Maio 22, 2020 at 2:03 pm

      Tudo certo!!
      E poderia acrescentar que maior competividade interna leva a maior competitivade externa, logo a maiores receitas para esses clubes. Assim centralizar mais os direitos televisivos faz todo o sentido!

  • Sednem Semog
    Posted Maio 22, 2020 at 1:09 pm

    Concordo em absoluto com as sugestões, sendo a centralização dos direitos televisivos o ponto mais urgente.
    É essencial reformular e reinventar o futebol português para bem de todos. Só assim se aumentará a competitividade interna e, consequentemente, a externa (competições europeias). Para tal é necessário que os 3 grandes parem de olhar para o seu umbigo e que os restantes clubes se unam em prol dos seus interesses.
    Um campeonato a 16 deverá ser o mais indicado para o nosso país. Menos que isso acho que não faz sentido.

  • Hirok "The Truth"
    Posted Maio 22, 2020 at 12:55 pm

    Quando falam em Play-offs de campeão até me dá uma coisinha má.. é a ideia mais estúpida de sempre..
    Secalhar o futsal tinha mais interesse se fosse uma competição normal, eu nunca vi um jogo da fase regular, pq o interesse é 0, sabe-se que em 1º ou 2º ficam Benfica e Sporting e depois vão decidir na final a 5 jogos, ou seja, só esses 5 jogos têm interesse numa época inteira.
    No futebol seria igual e ainda pior, qual era o meu interesse em ver o Benfica a jogar se sei que vai ficar em 1º ou 2º e depois teremos play-offs?? Basicamente seriam jornadas “amigáveis” até chegar a fase que interessa.. e claro competições noutros países que têm este formato têm interesse 0 (caso da bélgica penso eu)

    • Kafka
      Posted Maio 22, 2020 at 2:53 pm

      Hirok

      Não há nenhum País que tenha aquilo que estas a dizer, todos eles o playoff é por pontos corridos e a maioria como é óbvio mantêm os pontos ganhos na fase regular

      • Hirok "The Truth"
        Posted Maio 22, 2020 at 5:57 pm

        Mesmo assim Kafka, tirava aqueles jogos iniciais o brilho, eu falo por mim que não teria tanto interesse em ver o campeonato dessa forma.. Percebo que haveriam mais jogos entre Benfica e Porto que é o jogo maior do nosso campeonato, mas isso de ter 4 jogos ao todo parece esquisito, um campeonato são 2 voltas e pronto

    • AnswerPT
      Posted Maio 22, 2020 at 1:55 pm

      Nunca seria playoff tipo NBA ou futsal! Seria uma ronda de apuramento de campeão! E na minha opinião com os mesmos pontos que terminaram a 1ª ronda! Assim já não se perdia o interesse

      • Hirok "The Truth"
        Posted Maio 22, 2020 at 3:51 pm

        Mas se é para fazer isso mais vale deixar estar como está..
        A melhor coisa a fazer é reduzirem para 16 equipas (30 jogos chegam bem), centralização dos direitos televisivos.
        Em relação à taça da Liga pode ser como está, serve para rodar jogadores o que é importante.
        Taça de Portugal acabarem com meias finais a 2as mãos.
        Até aos 4os as equipas de escalões inferiores jogarem sempre em casa..
        Punirem quem fala de arbitragem com multas de milhoes e não de 100€.

        Se fizessem isto secalhar as coisas eram muito melhores

        • Rui Miguel Ribeiro
          Posted Maio 22, 2020 at 4:55 pm

          Isso dos jogos em casa na Taça é uma farsa, porque muitas vezes os clubes são impedidos de jogar…em casa. A Taça devia voltar ao sorteio livre.

        • Kafka
          Posted Maio 22, 2020 at 4:44 pm

          Hirok

          Deixar como está não potencia tanto as receitas, porque no formato actual as televisões só têm de pagar por 2 Benfica-Porto, enquanto que no modelo de playoff teriam de pagar por 4 Benfica-Porto 4 Benfica-Sporting 4 Porto-Sporting…

      • Kafka
        Posted Maio 22, 2020 at 2:48 pm

        Subscrevo Answer

  • briosa
    Posted Maio 22, 2020 at 12:31 pm

    Essa balela dos preços altos nao cola… quando a Academica estava na primeira o preço mais caro que me levaram foi 10€ e se formos sócios acho que o custo é de 40€ ano. Agora, quando os grandes veem a Coimbra, obvio que o preço ira aumentar porque a procura é enorme, é economia pura e dura. Agora, se é justo os preços de 25/30€, obvio que nao mas pensam do prisma de um clube pequeno, vendes bilhetes a 20€ a 20.000 pessoas, ganhas 400 000€ e como ha três jogos grandes, encaixas 1 200 000 o que para muitas equipas é um termo do orçamento.
    Como adepto de clube pequeno detesto aqueles que acham que um campeonato a 10 equipas com 5 voltas ou la como querem, é so ridículo. Por mim faziam campeonato a 3, com 10 voltas. Acho que o justo é um campeonato a 16 como antigamente ou 14 mas sendo assim tínhamos que reduzir equipas da segunda liga porque campeonatos a 24 como aconteceu durante um ano, é um carrossel de jogos.
    Quanto aos jogadores nacionais, eu genuinamente acredito que a generalidade das equipas aposta em jogadores nacionais ou jogadores com experiencia de primeira liga (algo muito importante), aquela ideia de que as equipas tem catrafiladas de jogadores brasileiros creio que é falaciosa

    • AnswerPT
      Posted Maio 22, 2020 at 2:00 pm

      Caro leitor que é adepto de um clube por qual eu tenho simpatia!
      Uma verdadeira Briosa em uma liga a 12-14 equipas com as pessoas certas na gestão e o apoio da magnífica cidade de Coimbra iria morder os calcanhares a um Braga num piscar de olhos!
      Antes de falar que é ridiculo uma liga a 10 equipas ou 12-14 é ver o potencial que isso podia trazer aos clubes com a dimensão de uma Briosa! de um Farense, de um Famalicão só para citar algums exemplos! Principal erro é comparar com a Bélgica ou Escócia porque nós não somos eles! Somos Portugal! Aplicar esse modelo à nossa realidade e não à realidade deles! Tens vários fatores desde aqueles que parecem mais insignificantes e que não são!
      Com 10-12-14 equipas e com umas alterações na Briosa eu iria voltar a ver esse clube a meter o Atlético Madrid a suar mas desta vez de forma consistente e não apenas 1 vez em 20 anos!

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