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Varandas defende campeonato com 16 equipas e centralização dos direitos televisivos

Concorda?

Para o presidente do Sporting é necessário que o futebol português sofra algumas alterações caso pretenda ser mais apelativo. “Acho que a I Liga tem urgentemente de ser reduzida para 16 equipas. E mais à frente até. Playoff? Não acho que seja necessário. As equipas têm de ser muito mais protegidas, têm de aumentar a competitividade. Temos de ter menos equipas mas com melhores condições. Não podemos ter 34 jornadas e ainda a Taça da Liga. Temos de ter pessoas que queiram pagar um bilhete mas têm de estar num estádio onde haja uma cadeira e não chova em cima deles, que não haja agressões e violência. Não tenho dúvida que o futuro passa pela centralização dos direitos televisivos. Neste momento há contratos assinados, mas há que valorizar o futebol português. Se os três grandes não estiverem alinhados nisto não se faz nenhuma reforma. Com muito boa intenção que tenha Liga e FPF. O futebol tem de ser de famílias e neste momento não é. Temos de valer mais”, disse Frederico Varandas ao Canal 11. “Não podemos esquecer as rivalidades, mas do ponto de vista de indústria é uma loucura os três não estarem alinhados em pelo menos em 80 por cento da visão sobre o futebol português”, disse ainda.

71 Comentários

  • Joaopcalves
    Posted Maio 19, 2020 at 12:56 pm

    Finalmente varandas a ser inteligente. Além da óbvia atitude nobre de centralizar os direitos televisivos, não achemos que não tem uma carta na manga. Neste momento o fosso do Sporting para o porto e Benfica está a aumentar, estando este numa ilha, longe dos 2 das frentes mas muito à frente dos restantes ( Braga aproxima-se, mas está mais mais longe do Sporting do que este dos 3 grandes). Com a centralização e o nivelar, o varandas consegue aproximar se dos 2 maiores, o que é sempre bom, mas nunca acontecerá enquanto PDC e LFV estiverem no poleiro.

  • JonySilva
    Posted Maio 19, 2020 at 12:59 pm

    Varandas não tem um discurso fluido e confiante, isso constitui logo ai um impeditivo para que os sócios e simpatizantes do Sporting olhem para ele com confiança e esperança. Mas um aspeto terá que ser dito a seu favor, parece sincero e genuíno. Não tem aquela malicia e manha que existe nos rivais. Parece pelo menos… Esta discussão que promoveu sobre o numero de equipas e distribuição dos valores das tv’s é super pertinente e importante. Só quando todos estiverem de acordo, os principais clubes da liga pelo menos, é que vamos conseguir um equilíbrio maior e uma maior competitividade entre todos. Alias acho até que 16 equipas no atual panorama são demasiadas, o nosso campeonato deveria ser composto por menos equipas, 12/10 por ai. Depois os grandes terão que perceber que outros interesses, alem dos próprios, se deveriam levantar. FCP e SLB estão demasiado concentrados nos seus interesses e guerras para abdicarem e pararem para pensar. Infelizmente o meu FCP caminha a passos largos para um abismo e sera difícil evitar anos penosos e um rumo diferente. Veremos! Mas o presidente do Sporting apresentou ontem ideias muito boas, mostrou bom senso e algo que faz falta ao nosso futebol.

  • André Dias
    Posted Maio 19, 2020 at 1:05 pm

    Eu gostava de um campeonato com 12 equipas. Uma fase regular de 22 jogos + dois playoff (um do 1º ao 6º e outro do 7º ao 12º) de 10 jogos cada.

    Seriam 32 jogos com maior competitividade, haveria mais jogos de interesse, neste formato as equipas lutariam pelos seus objectivos contra equipas do mesmo nível e o bolo total das receitas televisivas daria uma fatia maior a cada clube.

    Apoio a centralização dos direitos televisivos se for neste formato.

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 19, 2020 at 1:18 pm

      Esse formato também é um dos meus preferidos.

      Nos últimos 5 anos, Benfica, Braga, Porto e Sporting estiveram sempre entre os 6 primeiros, com mais jogos entre estes, os clubes iriam ser obrigados a ser mais competitivos para chegar ao título.

      Na metade inferior também haveria pontos positivos, pois uma vez que todas as equipas seriam do mesmo “campeonato”, provavelmente iria ser jogado um futebol mais positivo e conseguiriam atrair mais adeptos.

      • Richrad
        Posted Maio 19, 2020 at 3:28 pm

        A centralização dos direitos nesse formato seria irrealista. Se por um lado, teria na ótica, “melhores” jogos, posteriormente com maior interesse, por outro teria intervenientes que fariam o mínimo por esse objectivo financeiro.
        Em relação a esse formato competitivo, considero também irrealista. A ideologia de um campeonato é premiar a equipa que mais consistente foi ao longo de uma época.
        Há que valorizar o mérito desportivo das equipas que conseguem chegar ao principal escalão profissional de futebol e fazer essas divisões competitivas apenas tiraria a qualidade adicional que é necessário imputar na competição.
        Equipas do “mesmo” campeonato a jogar não é um ponto positivo, antes pelo contrário: joga-se mal, joga-se pelo pontinho e pelo lançamento lateral para ganhar mais uns segundos.
        David contra Golias, dá a possibilidade de ter surpresas nas épocas, de Famalicão ou Moreirense fazerem excelentes campanhas, de jovens craques despertarem interesse dos ditos grandes.
        Esses formatos competitivos devem ser realizados como estratégias de sobrevivência das modalidades, do resgate do reconhecimento social, e que é peremptório cativar interesse das mesmas, com mais jogos entre os ditos tubarões.

        • RomeuPaulo
          Posted Maio 19, 2020 at 4:20 pm

          Não percebo como a centralização dos direitos nesse formato seria irrealista, tudo depende como a distribuição da mesma fosse feita.

          Como disse no meu comentário ao artigo, sou apologista que se siga o modelo inglês, ou seja com um prémio de participação igual para todos os clubes, um prémio de mérito de acordo com a classificação de cada clube (obviamente o 6º classificado da fase de campeão tinha de receber mais que o 1º da fase de manutenção) e um prémio de acordo com as audiências televisivas geradas.

          O atual modelo é que é insustentável para o crescimento do campeonato português, onde existe um rácio enorme face à equipa que mais recebe e a que menos recebe.

          Quanto ao formato, a possibilidade de haver surpresas continua a existir uma vez que a 1ª fase seriam todos contra todos e quem sabe não veríamos um Famalicão ou um Moreirense na fase de campeão, agora uma coisa é certa, nas últimas 5 épocas, os 6 primeiros lugares foram ocupados pelas seguintes equipas:
          5x – Benfica, Braga, Porto, Sporting
          3x – Guimarães
          2x – Rio Ave
          1x – Arouca, Belenenses, Chaves, Marítimo, Moreirense

          Não percebo a parte de não ser positivo ter equipas do mesmo “campeonato” a jogar entre si, é isso que se faz em todas as competições, principalmente na formação, onde se colocam os melhores a jogar com os melhores e por aí adiante, mesmo nos treinos, trabalha-se por patamares competitivos, com este sistema nem os melhores desleixam-se nem os piores desmotivam e desistem.

          • Richrad
            Posted Maio 20, 2020 at 12:54 am

            Nota, para primeiramente frisar que considerei irrealista a centralização de direitos no formato sugerido pelo AndréDias. Concordo que a centralização é uma luta e um objetivo que beneficiaria o desenvolvimento da modalidade.
            De seguida, em relação ao formato também ele identificado pelo AndréDias, não acho que seja pertinente fazer uma comparação com as competições que se realizam nas etapas de formação.
            A titulo de exemplo, seria impensável que uma equipa de miúdos de 15 anos do Algarve, deslocar-se ao Alto Minho para realizar um jogo numa fase “inicial” da temporada, bem como as seguintes fases da competição pretender identificar os melhores das regiões para disputar as fases de campeão. Os piores da zona Norte, não jogam com os piores da Zona Sul.
            Todas esses formatos são aplicados em competições profissionais de Ligas Periféricas, em que a sua visibilidade e notoriedade, é muito menor que em Portugal, nomeadamente em termos de UEFA, tem impacto direto na quantidade de equipas que jogam as competições europeias.
            Se o objetivo passa por aumentar a competitividade, que se limite o número de equipas no principal escalão.

    • PNBenfica
      Posted Maio 19, 2020 at 1:35 pm

      Não concordo muito com os playoffs pelo facto de que iria retirar interesse da fase regular.
      Isto do meu ponto de vista como adepto do Benfica, perder ou empatar um jogo na fase regular nao teria tanto impacto diria.

      Acompanho muito outras modalidades, e é visivel ate pelas assistencias nos pavilhoes a falta de interesse nos jogos em que as modalidades têm fase regular seguida de playoffs.

      Preferia o modelo utilizado no andebol, em vez de playoffs, cada equipa passaria a ter metade dos pontos.
      Dividia-se a mesma a liga em duas ligas em que todos jogavam contra todos, uma liga para descer outra para campeao.

      • RomeuPaulo
        Posted Maio 19, 2020 at 4:22 pm

        Pelo que percebi do comentário do André, o playoff não seria um playoff no verdadeiro sentido da palavra, mas sim uma segunda fase regular, onde todos jogavam contra todos e, pelo menos na minha opinião, todas as equipas mantêm os pontos conquistados na 1ª fase regular.

        • André Dias
          Posted Maio 19, 2020 at 6:57 pm

          Exacto, estava a pensar em duas liguilhas de 6 equipas cada depois da fase regular. Se calhar playoff não foi o termo mais adequado.

          Já agora, não respondi directamente mas concordo plenamente com os teus comentários anteriores.

  • RomeuPaulo
    Posted Maio 19, 2020 at 1:10 pm

    Concordo com tudo o que o Varandas disse, é preciso haver uma reforma no futebol português e, para isso acontecer, é importante que os três grandes representem uma frente unida, talvez acrescentasse também o Braga.

    A redução do número de equipas no campeonato e consequentemente do número de jornadas/jogos é um ponto fundamental, eu gosto da ideia de um campeonato com 12 equipas, onde numa 2ª fase os 6 melhores lutavam pelo título e os restantes 6 pela manutenção, num total de 32 jornadas, mas um campeonato com 16 equipas, 30 jornadas e com 3 descidas também é um bom formato.

    Quanto à centralização dos direitos televisivos é outro ponto que anda a ser debatido há anos e não se desenvolve, eu sou a favor que se adopte um modelo semelhante ao modelo da Premier League, com prémios de participação igual para todos, prémios consoante a classificação e prémios consoante as audiências televisivas, sendo que a maior fatia do bolo tinha de ir sempre para o mérito desportivo.

    Outro ponto que o Varandas não tocou, mas também precisa de uma reformulação, são os horários dos jogos, faz pouco sentido ter jogos à 2ª feira (a única situação que considero aceitável é após uma deslocação a países periféricos para a Liga Europa) e mesmo à 6ª feira deveria ser a excepção, sendo que a maioria dos jogos deveria ser ao sábado ou ao domingo durante a tarde, por exemplo na Bundesliga existem predominantemente 2 horários 14h30 (15h30 na Alemanha) e 17h30 (18h30 na Alemanha), sendo que é raríssimo haver um jogo a começar depois dessa hora.

  • Mantorras
    Posted Maio 19, 2020 at 1:25 pm

    Caro Varandas, nao entro na conversa dos direiros televisivos sem um nivel de dirigismo diferente para melhor, de forma geral, para haver melhorias na gestao desse dinheiro.

    Tirando isso, concordo plenamente e aplaudo o discurso. Era tempo do nosso futebol deixar de ser um arraial de palermices, pressoes, insinuacoes, influencias, violencia, desrespeito, etc.

    Sim, os grandes tem que estar alinhados e reformar este desporto na sua globalidade. Sim, o espectaculo valera mais se as equipas subirem o nivel e para isso eventualmente devem ser menos e com mais dinheiro (mas nao e so ter/receber, e saber gerir). Sim, o conforto e seguranca nos estadios e fundamental para as pessoas pagarem para la ir, por isso juntaria aqui regular os precos dos bilhetes que sao absurdos para a qualidade do espectaculo. Sim, convem os arbitros terem indicacoes para serem mais efectivos e valorizarem o espectaculo nas suas accoes, penalizando muito mais o anti jogo ridiculo e atroz que se faz por ca.

  • MM
    Posted Maio 19, 2020 at 1:39 pm

    Concordo a 100%. Varandas tem boas ideias…resta saber se tem força…

  • Nazgul
    Posted Maio 19, 2020 at 1:40 pm

    A minha opinião:

    – campeonato com 16 equipas descem 2 e o ante penúltimo faz playoff

    – Direitos TV:
    50% do valor dividido igualmente
    30% de acordo com a classificação
    10% para o Benfica
    5% Porto
    5% sporting

    Não se pode ser hipocrita os 3 grandes são os que ainda dão alguma visibilidade a liga, tem muitos mais adeptos, jogadores mais caros com salários altos, estádios etc tem direito a um bónus na minha opinião

    A federação se quisesse investia algum € nos estádios dos clubes da 1 divisão para que todos tenham bancadas cobertas, mas nem o Jamor è coberto ridículo!

    A violência è difícil em Portugal existe muito ódio, da para ver por exemplo os adeptos dos rivais odeiam todos o Benfica e qualquer coisa que acontece a culpa è do Benfica até os presidentes dos rivais se juntam contra o Benfica!
    O Porto tem uma claque que são dos homens mais perigosos e intocáveis de Portugal …

  • Nazgul
    Posted Maio 19, 2020 at 1:43 pm

    A minha opinião:

    – um jogo a sexta as 20h, um jogo a segunda as 20h e o resto dos jogos tem de ser ao sábado e domingo das 14/20h

    – campeonato com 16 equipas descem 2 e o ante penúltimo faz playoff

    – Direitos TV:
    50% do valor dividido igualmente
    30% de acordo com a classificação
    10% para o Benfica
    5% Porto
    5% sporting

    Não se pode ser hipocrita os 3 grandes são os que ainda dão alguma visibilidade a liga, tem muitos mais adeptos, jogadores mais caros com salários altos, estádios etc tem direito a um bónus na minha opinião

    A federação se quisesse investia algum € nos estádios dos clubes da 1 divisão para que todos tenham bancadas cobertas, mas nem o Jamor è coberto ridículo!

    A violência è difícil em Portugal existe muito ódio, da para ver por exemplo os adeptos dos rivais odeiam todos o Benfica e qualquer coisa que acontece a culpa è do Benfica até os presidentes dos rivais se juntam contra o Benfica!
    O Porto tem uma claque que são dos homens mais perigosos e intocáveis de Portugal …

    • lpmpp
      Posted Maio 19, 2020 at 3:50 pm

      Não vejo porque é que os grandes merecem um bónus nos direitos televisivos por terem jogadores com salários mais altos – estes geram mais receitas publicitárias, vendem mais merch e em teoria rendem mais em campo – ou estádios mais caros – estes também geram mais dinheiro nas bilheteiras e mais facilmente são rentabilizados com actividades extra futebol.

    • oMeuUserName
      Posted Maio 19, 2020 at 4:15 pm

      Claro, dar mais dinheiro e atenção aos ricos, e perpetuar o fosso… É incrível como não percebem que foi isso que nos trouxe a este ponto, que atualmente 3 clubes representam 90% dos adeptos precisamente porque apenas estes 3 têm atenção, apenas estes 3 concentram o dinheiro, apenas estes 3 andam nos bastidores do poder. Continuar a dar mais dinheiro a esses, é perpetuar os maus vícios!

      “os 3 grandes são os que ainda dão alguma visibilidade à liga”, exacto, e enquanto receberem muito mais dinheiro que os outros, enquanto forem os únicos a ser falados na imprensa, a tendência é agravar ainda mais isso, até que eles próprios percam o seu relevo. Se distribuíres o dinheiro por igual, se calhar outras equipas começam a aparecer, e com isso começam a atrair mais adeptos, mais visibilidade, etc. O caminho passa por fazer crescer os pequenos, sendo que os grandes beneficiariam também com isso, de certeza. Podemos manter os nossos Real Madrid – Barcelona (Benfica – Porto), e os nossos derbis da capital, mas vamos também tornar os nossos Sevilha – Valência interessantes, os nossos Everton – Wolves atrativos, os nossos Hoffenheim – Leverkusen vistos… Já se sabe que pouca gente vê um Eibar-Huesca fora de Espanha, um Bournemouth-Norwich fora de Inglaterra ou um Dusseldorf-Augsburg fora da Alemanha. Mas isso acaba por ser normal em todo o lado, o que não obriga a que essas equipas fiquem “a ver navios”, porque elas próprias têm um papel importantíssimo na competição, e só contribuíram para que a competição seja mais disputada se tiverem mais próximas dos recursos dos adversários. Parece-me simples de entender… O caminho a seguir tem de levar a que cidades como a minha (Braga), com cerca de 190mil habitantes no concelho, possam ter constantemente o seu estádio cheio e mais umas dezenas de milhares a assistir na TV, que uma cidade como Coimbra com mais de 140mil habitantes possa ter o seu estádio cheio, etc. Para mim, é esse o único caminho!

      • Nazgul
        Posted Maio 19, 2020 at 5:35 pm

        È ridículo porque? Digam la uma liga onde não existe sempre 3/5 clubes maiores e mais ricos que os outros?
        Era justo os grandes estarem no mesmo patamar por exemplo de um Setúbal?

        Uma coisa è dar a mão outra è dar o braço …

        Além de que muitos clubes já se sabe que nunca vão aproveitar o € desportivamente, tirando o Braga e o Guimarães pouco mais clubes iriam aproveitar para melhorar o seu futebol

        A académica está tão bem que desceu e nunca mais voltou, o Arouca foi a liga Europa e no ano a seguir desceu nunca mais voltou la está por muito que lhes ajudem os dirigentes metem o € ao bolso e esquecem a parte desportiva como o Boavista quase desapareceu!

        • oMeuUserName
          Posted Maio 19, 2020 at 8:04 pm

          Mas alguém falou em não haver 3 clubes maiores e mais ricos? Eu até disse que podíamos continuar a ter o nosso Real Madrid – Barcelona (que seria o Benfica – Porto), mas que podíamos tornar os Sevilha – Valência de cá do burgo mais atrativos.

          “Era justo os grandes estarem no mesmo patamar por exemplo de um Setúbal?”
          Mas alguma vez isso ia acontecer? Ainda que recebessem todos o mesmo dos direitos televisivos, só o que o Benfica ganhou este ano com a entrada na Champions, dava para pagar 14 épocas do Setúbal… 14!!! Mais merchandising, mais bilheteira, mais quotas de associados, mais venda de jogadores, etc. Isto seria só uma migalha para os pobres poderem lutar com um bocadinho mais de dignidade…

          Essa atitude do “eles com mais dinheiro nem iam aproveitar” também é ridícula. Porque quem é que tem perdões de dívida? Quem é que tem empréstimos ilimitados? Quem é que é intervencionado pelo fair-play financeiro? São os pequenos? A mentalidade do “não vou dar dinheiro ao mendigo, porque ele se calhar ainda o gasta na droga”…

          Mas pronto, se é para comparar com os outros campeonatos, veja-se bem o quão justos nós somos:
          https://maisfutebol.iol.pt/estudo/analise/portugal-e-o-pior-a-distribuir-as-receitas-televisivas-palavra-da-uefa
          “Portugal é agora a única maior liga europeia em que os clubes vendem os seus direitos televisivos individualmente, o que se reflete na enorme diferença entre os três principais clubes e os restantes. O racio de um clube grande para clube médio é superior a 1.500 por cento em Portugal, comparado com uma média de 240 por cento nas 24 ligas com venda centralizada”.
          Ou seja, a diferença entre os grandes e os clubes MÉDIOS (nem sequer é a comparar com os pequenos) é de 15 vezes! Quer dizer que os grandes ganham 15 vezes mais dinheiro do que o clube médio português. O segundo pior nesta lista de 24 ligas europeiras é o Chipre, onde os clubes grandes ganham 4 vezes mais que um clube médio… Percebes a diferença? No segundo pior, a diferença é de 4 vezes, a nossa é de 15 vezes!!! Nas big-5, a diferença é de 1,3 (Inglaterra), 2,5 (Alemanha e França), 3 (Itália) e 3,1 (Espanha).
          Mas claro, “uma coisa é dar a mão, outra é dar o braço…”

          Clubes de 1ª liga com orçamentos inferiores a 3M€ e outros com orçamentos de 90M€ (30 vezes superior) e 70M€, mas os pequenos é que não sabem gerir o dinheiro. Veja-se o Arouca, que ganhou uns loucos 480mil€ por chegar ao play-off da Liga Europa (sim, foi este o prémio), e depois esbanjou esta fortuna e nem se conseguiu manter na primeira liga. Já os grandes não, não esbanjam fortunas de menos de meio milhão de euros, e é por isso que dominam o futebol em Portugal…

        • dachau
          Posted Maio 20, 2020 at 9:08 am

          Porque é que não organiza-se uma liga a três? Segundo a tua lógica, são os únicos que têm adeptos, visibilidade e dinheiro (nem que seja com um passivo de 300 milhões de euros e dividas à banca perdoadas) , portanto seria uma liga que crescia para ser a melhor do mundo.

      • Rui Miguel Ribeiro
        Posted Maio 20, 2020 at 12:47 pm

        Os 3 clubes grandes já representavam a maioria esmagadora dos adeptos muito antes de haver transmissões televisivas regularmente, portanto essa conexão transmissão de jogos e receitas televisivas – adesão de adeptos não é válida.

        • oMeuUserName
          Posted Maio 20, 2020 at 6:20 pm

          A conexão não é essa… A conexão é: centralização dos direitos televisivos > mais dinheiro para os “pequenos” > mais condições para aumentar a competitividade > maior atratividade.
          Isto tudo, porque em Portugal, a maioria gosta de ser dos que ganham ou pelo menos dos que são falados… Acho que isso é unânime, acho eu… Ou que outra razão tem uma pessoa de Bragança para ser do Benfica? Ou uma pessoa de Portimão para ser do Porto? Os 3 clubes já representavam a maioria esmagadora dos adeptos porque já eram mais representativos nos bastidores, já eram os mais falados pela imprensa (a imprensa já existia antes das transmissões…), já eram os que tinham mais dinheiro…

          Acho que é evidente a relação que existe em Portugal de resultados desportivos – adeptos no estádio. Basta ver as assistências da Luz no último tetra do Porto, as assistências em Alvalade agora quando comparadas com as da primeira época do JJ, etc.

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 19, 2020 at 4:40 pm

      Faz mais sentido seguir um modelo semelhante ao da Premier League, onde existe um prémio de participação dividido de forma igual por todos os clubes, um prémio com base na classificação alcançada por cada equipa e um prémio com base nas audiências geradas por cada clube.

      Desta forma os clubes que geram mais audiências (Benfica, Porto e Sporting) seriam valorizados.

      No entanto, não concordo com as percentagens propostas, penso que seria mais justa a seguinte divisão:
      Prémio de Participação – 20%
      Prémio de Classificação – 55%
      Prémio de Audiências – 25%

    • Flavio Trindade
      Posted Maio 19, 2020 at 10:14 pm

      Gosto imenso da discussão que se gera sobre os direitos televisivos e o paralelismo com o aumento de competitividade da liga portuguesa no caso de uma redução.

      O que nenhum dos experts em futurologia conseguiu quantificar é qual seria o valor real da liga portuguesa em cada um dos cenários.

      E pelos vistos ninguém quer saber, porque nem os clubes e principalmente a liga não querem saber.

      Vamos a factos.

      Com a estrutura de liga que temos, os direitos de tv da liga portuguesa já são dos melhores da Europa, fora das ligas big 5 (onde diga-se, Portugal nunca chegará).

      Os direitos de tv estão orçados entre 125 e 140M por época.

      Ora, é fácil perceber, que se os 3 grandes recebem actualmente 40M cada um, isso equivale a 85% do valor global dos direitos.

      85% para 3 clubes!!!

      Já que se gosta muito de comparar com as ligas de topo, qual das ligas de topo com direitos centralizados é que atribuem 85% das suas receitas a 3 clubes?

      Resposta: Zero!

      O que nos leva à questão principal.

      Com os direitos centralizados, e se a distribuição for feita como costuma ser nas ligas top 5 (50% dividido por todos e os restantes 50% atribuidos conforme a classificação final), mantendo os valores actuais, iriamos ter 70M a dividir por 18 clubes e os outros 70M conforme a classificação final.

      Está fácil de perceber que com este modelo cada clube grande iria receber menos de 4M por 50%, e que o campeão se o prémio final para o campeão fosse de metade do restante, que mesmo assim, o campeão iria receber menos do que recebe agora, o que seria dos outros 2?

      Por muito que fosse vantajoso para os outros 15 clubes, se is grandes não estiverem de acordo, não há negócio, porque Pedro Proença e a sua Liga são só uma figura decorativa.

      Vamos então imaginar o cenário em que se reduz a liga para 12, e se aumentam o número de jogos grandes e se divide os valores por menos clubes.

      Vamos também supor, que a Liga (se Pedro Proença não fosse um boneco), conseguiria duplicar o interesse da prova e vender a nossa liga para mercados como o Brasil, mercados africanos de expressão portuguesa, direitos para a Asia e Europa, e o valor a distribuir dobrava quase para os 300M ( que faria da nossa liga a sexta em direitos televisivos à frente da Turquia).

      Mantendo a formula teriamos 150M % 12 clubes + 150M segundo a classificação final.

      Teríamos 12,5M a dividir por 12 clubes o que seria fantástico para os restantes clubes.

      Mantendo a lógica e se o campeão obtivesse metade do restante, o campeão nacional obteria mais do dobro do que obtem agora, mas a diferença para os outros dois grandes (ficando em segundo ou terceiro) não seria significativa e um deles ainda sairia a perder…

      Logo, não há interesse dos grandes.

      Isto num cenário quase irrealista, que seria possível duplicar receitas e visibilidade externa da liga.

      Como já devem ter percebido esta é a principal força de bloqueio à centralização dos direitos.
      O facto de pelo menos 1, ou todos os grandes, perderem dinheiro.

      Acham mesmo que os economistas ligados aos grandes já não fizeram essas contas?

      Portanto deixem de ser ingénuos porque nunca irá existir centralização de direitos de tv, pelo menos nos moldes das ligas big 5, e uma redução para 12 também não teria uma influência assim tão grande (embora influenciasse positivamente), quer nas receitas quer na competitividade.

      Há que ser realista e mexer onde dá, dadas as forças de bloqueio dos 3 grandes.

      E isso pode ser feito numa negociação colectiva de direitos no máximo a 3 anos para possibilitar maior interesse dos players televisivos em cada renegociação e evitando a pouca vergonha dos factoring, antecipação de receitas a 10 anos, e outras no limite da boa gestão.

      Obrigar a liga a promover o seu produto a nível externo.

      – Garantir o espaço para crescimento do jovem jogador português usando os limites definidos pela Uefa (8 jogadores locais+ 4 formados no clube)

      – Limitar as inscrições a 25 jogadores

      – Limitar o preço dos bilhetes para trazer mais gente ao futebol

      – Aumentar o tempo útil de jogo

      – Existir justiça desportiva igual para todos… (o que não há)

      – Construir ou melhorar o nosso parque de estádios. É verdade que tivemos o Euro 2004, mas também não é menos verdade que exceptuando os estádios de nível 1( Luz, Dragão, Alvalade, Afonso Henriques, Pedreira, Bessa, Madeira, Barcelos) os outros estádios estão ao nível de uma segunda divisão turca, ou pior.
      Temos a par da Itália o pior, nenos apelativo, e com menos condições para o adepto, parque de estádios das principais ligas europeias.

      O resto é matemática básica e lobbies.

      • Rui Miguel Ribeiro
        Posted Maio 20, 2020 at 12:20 am

        Em que é que a negociação colectiva a 3 anos altera a posição dos 3 grandes?

        • Flavio Trindade
          Posted Maio 20, 2020 at 10:31 am

          Rui, porque fortalece a posição numa renegociação.

          Fazer contratos a 10 anos faz desaparecer o interesse de quem compra, e não leva em linha de conta o potencial de crescimento quer do clube quer da liga.

          Com contratos mais curtos, gera-se o interesse dos potenciais compradores e no fim dos 3 anos em vez de 40 passas a receber 45 ou 50

      • dachau
        Posted Maio 20, 2020 at 9:23 am

        Concordo com a tua análise realista. Mas gostava de referir certos pontos que podes concordar ou não. Uma delas é que vendendo a liga como um todo, podes subir o preço porque se não não há futebol para ninguém. Outro aspecto, é a valorização futura que a centralização pode trazer. Hoje vale 200M mas para os próximos 3 anos poderá valer 240M.

        • Flavio Trindade
          Posted Maio 20, 2020 at 10:34 am

          Sim. Na generalidade concordo com isso.

          Mas para isso acontecer tens que ter uma liga (enquanto instituição), forte e interventiva, e consiga convencer os grandes a perderem dinheiro…

          Não é tarefa fácil.

      • JoseSIlva89
        Posted Maio 20, 2020 at 10:13 am

        Este é realmente o grande obstáculo à centralização. A liga portuguesa é a 9 liga com maiores direitos de TV (apenas atras das big5, championship, liga turca, brasileirão) e portanto dificilmente seria possível subir muito esse valor mesmo negociando em conjunto. Os 3 grandes sairiam assim sempre prejudicados em relação ao modelo actual mesmo com redução para 16 equipas.
        Infelizmente em portugal as pessoas gostam mais dos seus clubes do que de futebol e por isso sendo a maioria dos adeptos dos 3 grandes nao vejo que isto possa ser alterado.
        Não sendo a liga a equilibrar um pouco a balança terão de ser os clubes médios a apostar em projectos de longo prazo de forma a conseguirem aproximar dos grandes e a termos uma liga mais competitiva. O Braga é um bom exemplo, apesar de ainda não ter assistências condicentes com a sua performance desportiva vê-se cada vez mais e mais miudos em Braga que são apenas do Braga, algo impensável quando eu era criança. Para além de toda a aposta na academia que começa a dar cada vez mais frutos. Equipas como o Vitoria (que ate ja tem boas assistencias), Boavista, RIo Ave, Marítimo, Setúbal podem perfeitamente subir para um nível semelhante ao do Braga se tiverem projectos seguros.

      • RomeuPaulo
        Posted Maio 20, 2020 at 10:57 am

        Concordo com tudo o que dizes e, no que toca à centralização dos direitos televisivos, é um grande entrave à mudança os clubes grandes numa primeira fase irem receber menos do que recebem actualmente.

        Como tu dizes, os economistas dos 3 grandes já fizeram essas contas, o problema é que estão apenas a pensar no imediato e não estão a ter em conta as economias de escala que uma negociação centralizada dos direitos televisivos pode gerar.

        A Premier League não chegou aos valores praticados hoje do dia para a noite, demorou anos, não digo que a Liga NOS vai gerar montantes iguais aos campeonatos dos Big 5, mas pode aumentar e em muito o seu valor.

        Quanto às outras medidas, acrescentaria ainda alguns pontos:

        1) Para além da inscrição de 8 jogadores formados localmente e 4 jogadores formados no clube na lista de 25 inscritos, acrescentaria uma exigência de pelo menos 4 ou 6 jogadores formados localmente nos 18 atletas que entram na ficha de jogo;

        2) Além de limitar as inscrições a 25 jogadores, criar uma lista B onde poderiam ser colocados atletas sub21 desde que formados no clube;

        3) Não só limitar os preços dos bilhetes, mas também reformular os horários dos jogos para atrair mais adeptos aos estádios (o objectivo mínimo deveria ter uma assistência média a rondar os 70% da capacidade dos estádios).

        As medidas 4, 5 e 6 concordo na íntegra.

      • DCosta
        Posted Maio 20, 2020 at 10:57 am

        Concordo com tudo!

        Deixo aqui uma pergunta… Qual dos 3 grandes não quer uma centralização dos direitos televisivos?

        Conhecendo a situação económica dos 3 clubes, pode-se já ter uma ideia.

        O Varandas, na minha opinião, está a fazer um bom trabalho interno no Sporting (Academia, claques, estádio etc.). No entanto, relativamente ao trabalho externo (FPF, Liga, projecção europeia etc.) deixa muito a desejar. Até acho que a sua intervenção a propósito da centralização, falsa. Pois, sabendo a situação financeira do seu clube não o vejo aceitar esta medida. Isto é, passa a ideia que o Sporting é sempre o bom da fita, enquanto que os outros 2 não.

      • Judge_Dredd
        Posted Maio 20, 2020 at 11:39 am

        Tu chegaste ao ponto fulcral.
        Antes de centralização dos direitos televisivos, Portugal tem de implementar medidas estruturais para aumento de qualidade do produto que produz.
        As medidas são as 2 que já frisei no meu artigo de opinião:
        – Medidas fortes de incentivo à formação
        – Redução do numero de equipas profissionais

        Depois quando destas 2 medidas produzirem efeitos ao nivel qualitativo e conseguirmos exportar o produto, então falamos em centralização dos direitos

        • oMeuUserName
          Posted Maio 20, 2020 at 6:32 pm

          Porque é que o incentivo à formação aumenta a qualidade do produto? Sinceramente, não vejo uma relação direta… Aumentará a reputação dos jogadores formados cá, do jogador português, e trará benefícios económicos aos clubes formadores. Mas não vejo onde isso aumenta a qualidade, pelo contrário, diria eu. O Benfica de 2010, sem jogadores da formação, era muito melhor que o Benfica atual. O Porto de Villas-Boas, sem jogadores da formação, era muito melhor que o atual.
          A centralização dos direitos televisivos produz um aumento de qualidade quase imediato, visto que dá mais dinheiro do que atualmente a 15 das 18 equipas do campeonato… Ou seja, há 15 equipas que vão receber mais dinheiro imediatamente, e por isso vão ter dinheiro para fazer equipas muito melhores. Mas sim, continuem a achar que os grandes ganharem 15 vezes mais dinheiro da TV que os clubes médios é apenas um pormenor…

          • Judge_Dredd
            Posted Maio 20, 2020 at 10:13 pm

            Porque se aumentares a formação(numero de jogadores federados) a probabilidade de formares mais jogadores de qualidade sobe.
            Esse Benfica como o FCP dessa altura eram equipas que conseguiam ir buscar talento de excepção a preços acessiveis com facilidade.
            Hoje em dia pela inflação é impossivel portanto a formação tem de ser o caminho.
            Respondendo a tua pergunta é ver o processo de formação implantado em Espanha nos meados dos anos 90 e naquilo que conseguiram transformar a La Liga(dominou o panorama internacional de clubes e selecções).
            A centralização dos direitos televisivos só avançará quando quem recebe muito dinheiro pelos direitos por causa da polarização não perder dinheiro.
            O Flavio Trindade explicou bem porque a centralização dos direitos televisivos não vai avançar.
            E só avançará quando paises começarem a comprar os direitos do campeonato portugues

      • Nazgul
        Posted Maio 20, 2020 at 12:21 pm

        Flávio boa análise!

        Mas temos de ter em consideração que o campeonato ideal era a 16 equipas e não menos que isso porque iria baixar o € dos direitos televisivos, com 12 equipas não teríamos 140M e sinceramente acho que seriam poucos jogos!

        O ponto forte para mim è os dirigentes em Portugal por exemplo o varandas diz que quer a centralização, mas se assim fosse e com as contas que tens feitas o 1 classificado fica a ganhar o 2 fica na mesma como está hoje e o 3 lugar que è sempre o sporting fica a perder logo eu duvido das palavras dele …

        Outro ponto para mim è sempre a parte desportiva os dirigentes roubam tudo e não apostam, nem num estádio, nem condições de treino nem na formação nada!
        Por exemplo o Famalicão está em altas porque 50% è dos gajos do atlético Madrid è um entreposto de jogadores juntamente com o Mendes!
        Só o Braga e Guimarães subiram um pouco o próprio rio ave até tinha 50% do ederson vendeu alguns jogadores e onde foi parar o €?

        Até o estádio nacional do Jamor estava na central a ver a final da taça a chover a potes tinha água nos boxers!

        Eu diria que 70% do futebol português está mal, a liga não serve para nada e a federação portuguesa de futebol está carregada de €€ mas não empata nada è só tachos mais uma vez para dirigentes e ex jogadores!

        A liga podia desaparecer e a federação tomava conta de tudo, de preferência com pessoas mais competentes!

        • RomeuPaulo
          Posted Maio 20, 2020 at 12:48 pm

          Só um pequeno acrescento.

          Um campeonato com 16 equipas gera 30 jornadas com 8 jogos cada, o que totaliza 240 jogos, dos quais 12 são jogos entre Benfica, Braga, Porto e Sporting.

          Um campeonato com 12 equipas, num formato semelhante ao campeonato austríaco, gera 32 jornadas com 6 jogos cada, o que totaliza 192 jogos, dos quais, numa época “normal”, 24 jogos entre Benfica, Braga, Porto e Sporting.

          Além disso, as equipas acima realizaram mais jogos que num campeonato a 16, e são esses jogos que geram mais dinheiro, por isso não acredito que houvesse uma redução do valor total dos direitos televisivos.

          No entanto, qualquer um dos formatos é melhor que o actual e, juntamente com as outras medidas faladas, trariam benefícios ao futebol português.

      • oMeuUserName
        Posted Maio 20, 2020 at 6:42 pm

        Fazes uma análise realista. Mas o problema é mesmo esse: a realidade que precisa de mudar! Não podem ser 3 clubes a mandar no futebol (eu quase arriscaria dizer “desporto no geral”) em Portugal. Por muito que tenham a maioria dos adeptos (coisa que poderia mudar se as coisas fossem mais equilibradas e não ganhassem sempre os mesmos), não podem mandar, porque “uma andorinha não faz a primavera”, e eles precisam dos outros 15 clubes para competir, e esses 15 precisam de independência. Não cabe na cabeça de ninguém haver clubes com orçamentos de pouco mais de 2M€ na mesma divisão de equipas com orçamentos a rondar os 90M€. Como disse acima, o fosso já é grande o suficiente com as receitas das vendas de jogadores e das competições europeias, entre muitas outras coisas, não há necessidade de ter outro factor extra a cavar ainda mais o fosso.

    • dachau
      Posted Maio 20, 2020 at 9:06 am

      Que piada… bónus para três clubes só porque sim.

      • DM
        Posted Maio 21, 2020 at 11:49 am

        Mesmo, os direitos a serem distribuidos deveriam ser pela percentagem de share que os jogos da referida equipa tiveram.

  • Gustavinho
    Posted Maio 19, 2020 at 2:01 pm

    Ora aí está 2 aspectos que devem ser conjugados.
    Eu sou totalmente a favor da centralização dos direitos, mas apenas se houver uma redução para 14 equipas. Assim a fatia para cada 1 é muito maior, e a competividade sobe imenso.
    Ao contrário do que já se diz aqui, o Sporting não pretende diminuir o fosso para Porto e Benfica com a centralização dos direitos. Pois neste momento os contratos estão assinados para 10 anos e ps valores conseguidos pelo Sporting estão em linha com Porto e Benfica.
    Quem mais poderia ganhar com esta medida seria o Braga!

  • Valderrama
    Posted Maio 19, 2020 at 2:32 pm

    Para todos os defensores do campeonato português ser reduzido para dez/doze equipas, podem dar-me algum exemplo semelhante de relativo sucesso?

    • RomeuPaulo
      Posted Maio 19, 2020 at 5:38 pm

      O Campeonato Austríaco, um país com uma dimensão mais ou menos semelhante à nossa, que no início da década estava no limbo do top20 e que muito provavelmente na próxima época estará no top10.

      Muito provavelmente está relacionado também com a aquisição do Salzburgo pela Red Bull, mas nos últimos anos temos assistido a boas prestações europeias de clubes austríacos.

      Mesmo o Campeonato Belga, que também é um país com uma dimensão semelhante à nossa, no início da década estava em 14º no ranking e neste momento estão em 8º.

      É verdade que Portugal continua na frente desses 2 campeonatos no ranking, mas é de admirar o crescimento desses países, principalmente da Áustria, e que é um país sem muita história no futebol ao contrário de Portugal.

      • Manel Ferreira
        Posted Maio 19, 2020 at 6:02 pm

        Então mas se Portugal está à frente desses dois, o que é que esses interessam? Portugal não teve já o crescimento que esses países tiveram? Não eram esses que estavam atrasados? Não serão esses países que olham para Portugal como um exemplo em vários aspetos (país pequeno que está sempre nos 6/7 primeiros lugares do ranking)?

        De resto, vamos aguardar ainda para ver o tal “crescimento” da Áustria, ou se é apenas crescimento de um clube. Até ver, isto para mim é Suiça do Basel 2.0, que chegaram a estar aí em 8º/9º lugar do ranking e nos últimos anos desceram bastante (precisamente por causa da queda do Basel).

        Já agora, o campeonato da Bélgica tem 16 equipas. O Valderrama perguntou casos de sucesso (de ranking, competição europeias, etc.) de campeonatos com 10/12 equipas. E aí a resposta é obviamente: zero!

        • RomeuPaulo
          Posted Maio 19, 2020 at 6:41 pm

          Para além do RB Salzburg que tem feito boas prestações europeias, esta época tens o Lask Linz que passou em 1º no grupo do Sporting e do PSV e eliminou o AZ Alkmaar nos 16 avos de final.

          Mesmo o Wolfsberger fez uma excelente prestação num grupo com Basaksehir, Roma e Borussia M’gladbach.

          É verdade que Portugal está há anos entre o 5º e o 7º lugar do ranking, mas o fosso para os da frente é cada vez maior e o fosso para os de trás é cada vez menor.

          E eu sei que o campeonato belga tem 16 equipas, talvez não me tenha explicado bem, mas escolhi esse campeonato porque tem um playoff para apuramento de campeão.

          Se leres o meu comentário ao artigo, eu digo que gosto da ideia de um campeonato a 12 equipas, mas que um campeonato a 16 equipas com 3 descidas também é um bom formato.

          Agora o actual modelo com 18 equipas e apenas 2 descidas é muito mau, é um modelo semelhante ao da Alemanha (um país com 83 milhões de habitantes e 7 milhões de atletas federados), mas na Alemanha há um playoff que pode implicar uma 3ª descida, há 7 lugares europeus e não existe Taça da Liga.

          Só para teres uma base de comparação, Portugal tem 10,3 milhões de habitantes e 200 mil atletas federados.

          • E o que temos
            Posted Maio 19, 2020 at 8:16 pm

            Obrigado por responderes, concordo com tudo principalmente a parte dos atletas federados que é flagrante.

        • AndreChaves9
          Posted Maio 19, 2020 at 9:46 pm

          Obviamente. E então tudo que tem playoffs é do mais ridiculo que há no que se quer uma prova de regularidade. A exceção seria sempre no antepenúltimo como se faz na Alemanha.

    • E o que temos
      Posted Maio 19, 2020 at 5:52 pm

      O que esse argumento falha em perceber é que nos paises em que temos modelo competitivo a 12 clubes, nenhum deles é completamente maluco por futebol como portugal portanto são logo um mau exemplo. não podes generalizar tudo

      • Manel Ferreira
        Posted Maio 19, 2020 at 6:17 pm

        Então, mas precisamente por Portugal ser um país “maluco por futebol” é que reduzir para 10/12 é ridículo. Ou seja, 10/12 são tamanho de ligas de países onde não se presta muita atenção a futebol, ou onde este tem de competir com outros desportos.
        De resto, o pessoal do “reduzam para 10/12” é que está sempre a trazer os casos de países com 10/12 como grandes exemplos. Afinal, são exemplos ou não? Isto não pode ser quando nos convém.
        Continuo a achar que temos condições mais que suficientes para ter uma liga com 16 bons clubes, bem geridos, com boas assistências (que até têm vindo a crescer) e acho que a tendência é precisamente essa. Vocês acham que não, portanto, pronto, toca a varrer tudo para debaixo do tapete. Pronto, são visões diferentes.

        • E o que temos
          Posted Maio 19, 2020 at 7:43 pm

          Não se trata de ter visões diferentes, trata-se sim de suportar ideias em numeros concretos. Vai ver o numero de praticantes federados numa alemanha e depois compara com Portugal para perceberes a necessidade de reduzir clubes. A não ser que continuem a achar piada a termos 70% de brasileiros nas equipas da 1 liga

        • Judge_Dredd
          Posted Maio 20, 2020 at 10:08 am

          É simples: Portugal não tem mercado para albergar 36 equipas profissionais.
          Não produz o numero de atletas com qualidade suficientes para alimentar 36 equipas profissionais.
          Portugal produz jogadores de otima qualidade (para o numero de praticantes que tem) devido essencialmente á apetencia natural para o jogo mas não os suficientes para a necessidade do modelo competitivo profissional.
          O modelo competitivo que existe é demasiado extenso precisa de uma redução importante.
          Eu defendo 10 equipas a 4 voltas e a elitização da competição profissional.
          Acho é estranho como é que toda gente se preocupa com a elitização do profissionalismo e não se preocupa com a actual elitização da formação(familias pagam 30 e 40 eur por mes para os filhos jogarem futebol).
          Hipocrisia claro está…

  • Mike-UK
    Posted Maio 19, 2020 at 3:03 pm

    A taça da liga não serve para absolutamente nada, é um aborto competitivo.
    Campeonato com 12 equipas a 4 voltas ou com 16 equipas com 2 playoffs, 6 para cima, 4 para baixo e 6 equipas estáveis a meio. Os melhores têm de jogar mais vezes entre eles pois geram mais receita, e essa receita tem de ser parcialmente dividida por todos. tanto jogam mais vezes num cenário como no outro – garantidos 12 clássicos/derbys. Um futebol polarizado a 3 ter só 6 jogos que geram verdadeiro interesse por época é motivo de gargalhada para qualquer economista.
    Sem isto o futebol português está morto e enterrado.

    • MM
      Posted Maio 19, 2020 at 9:53 pm

      Serve para algums clubes mais pequenos fazerem a festa, tao rara em portugsl fora dos 3 grandes, e isso ja nao ê pouco. Vi o braga ganhar 3 trofeus…dos quais 2 sao tacas da liga.
      Tambem moreirense e setubal tiveram aqui o seu motivo de festa dos ultimos anos, e isso é de valor

      • GuGu
        Posted Maio 19, 2020 at 11:26 pm

        Exatamente! Mas irónico é ver adeptos e representantes dos 3 grandes a desvalorizar esta taça, mas na hora de jogar, jogam com os melhores…

        • Joao X
          Posted Maio 20, 2020 at 8:32 am

          Sâo os adeptos e representantes do clube que escolhem o 11 ou é o treinador?

        • Giuseppe F
          Posted Maio 20, 2020 at 9:25 am

          Não são os adeptos que colocam a equipa em campo. Eu desvalorizo a taça, por mim o Sporting metia sempre os juniores, mas olha, os treinadores não me fazem a vontade…

    • Cossery
      Posted Maio 19, 2020 at 9:57 pm

      12 equipas, uma volta. Divide-se os 6 melhores dos 6 piores e fazia-se mais uma volta. 12 jogos grandes. O único senão é os clássicos perderem algum interesse ao serem tantos, mas acho que não. O potencial televisivo e bilheteiro aumentava. Também é verdade que outras experiências do género em campeonatos periféricos não resultaram, mas creio que aqui podia resultar.

      • Rev7
        Posted Maio 20, 2020 at 2:09 pm

        Não resultou em lado nenhum, mas aqui iria só porque sim.

        • RomeuPaulo
          Posted Maio 20, 2020 at 4:07 pm

          Isso não é verdade!

          Na Áustria têm esse formato e temos assistido a uma melhoria competitiva das equipas austríacas, o RB Salzburg é o caso mais evidente, mas esta época tanto o Lask Linz como o Wolfsberger fizeram boas prestações europeias na Liga Europa.

          No entanto, o que interessa aqui referir é que tanto um campeonato com 12 equipas como com 16 seria sempre melhor ao actual formato.

  • Malloy
    Posted Maio 19, 2020 at 11:52 pm

    Campeonato com 12-14 equipas a duas voltas e playoffs de campeão e de descida

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Maio 20, 2020 at 12:28 am

    Em que é que a redução para 16 equipas contribui para que as pessoas comprem bilhete e deixem de apanhar chuva? Ou como tal trava a violência? E será que o Sporting, com as dificuldades que passou, continua a passar e ainda passará, pode comportar a dimunição de receitas que adviriam da centralização dos direitos televisivos? Parece–me que é, como dizem os brasileiros, conversa para boi dormir.

    • E o que temos
      Posted Maio 20, 2020 at 10:32 am

      É só dar uso à cabecinha. Mais dinheiro para os clubes, mais dinheiro para melhorarem as condições dos mesmos.

      • Rui Miguel Ribeiro
        Posted Maio 20, 2020 at 12:35 pm

        Mais dinheiro para uns, menos dinheiro para outros.

        • E o que temos
          Posted Maio 20, 2020 at 2:50 pm

          É interesse comum que a liga seja atractiva senão fecha-se o tasco e fazem campeonato a três.

          • Rui Miguel Ribeiro
            Posted Maio 20, 2020 at 11:01 pm

            O campeonato vive assim há décadas e continua.

            • E o que temos
              Posted Maio 21, 2020 at 11:58 am

              Não sabia que estava a falar com um adepto do “antigamente é que era bom e as coisas não evoluem”, está explicado.

              • Rui Miguel Ribeiro
                Posted Maio 21, 2020 at 12:48 pm

                Não, O que não está é a falar com um adepto que quer mudar simplesmente porque sim. Há mudanças boas e também boa estabilidade.

      • dachau
        Posted Maio 20, 2020 at 3:27 pm

        Mas mais dinheiro porquê? Se os direitos televisivos são negociados individualmente, é indiferente serem 16, 20 ou 3.

        • E o que temos
          Posted Maio 20, 2020 at 4:25 pm

          A redução é uma de muitas medidas a serem aplicadas estando obviamente incluido a centralização de direitos.

  • Axel Matic
    Posted Maio 20, 2020 at 10:45 am

    Concordo com 16 equipas, com o acréscimo de um play off de descida entre o 15º a 12º classificados. Depois na atribuição dos DT´s deve haver uma divisão equitativa de uma verba entre os 35-50% do bolo, depois uma verba de 20% pela classificação final, depois de 20-35% atribuído em proporção da massa adepta de cada clube, 5-20% seriam atribuídos por uma comissão que podia integrar além da liga, a federação, Uefa, Fifa e outros orgãos e que através de um juízo valorativo (com base em critérios específicos) premiassem os clubes com melhor comportamento dentro e fora de campo, que dignificassem a competição cumprindo com os seus deveres institucionais e compromissos com os diversos sujeitos intervenientes no que diz respeito ao futebol, isto abria a hipótese de todos os clubes serem premiados com o valor a totalizar os 20% como podia levar até ao caso de nenhum ser premiado com o valor a cifrar-se nos 5% e este ser atribuído ao “primeiro classificado” deste mesmo prémio relativo a segunda liga, isto permitiria “ultrapassar” a deficiência da nossa liga em punir os infractores. Por fim haveria um valor de 5% para os para quedas dos despromovidos e o prémio de subida aos promovidos.
    Este bolo excluiria já as verbas de manutenção da prórpria liga de clubes.
    Na segunda liga já sou a favor de play-offs tanto para descer como para subir entre os 4 lugares acima e a baixo(relativamente aos extremos) respectivamente.
    Paralelamente as competições deve haver uma espécie de orgão de apoio e fiscalização a gestão dos clubes federados, esta seria tutelada pela FPF e para além de auditar os clubes podia instruir os dirigentes para a literacia financeira de forma a uma gestão mais realista destes emblemas, também podia introduzir um gabinete de scouting que em coordenação com os clubes permitisse que jogadores menos utilzados ou que não interessem as ideias de treinadores especifícos possam mais facilmente circular para outro clube com uma ideia de jogo que necessite desse jogador em específico, este gabinete da federação vinha ajudar os clubes pequenos a serem mais criteriosos nas suas contratações e a promover uma maior competitividade nas diversas provas de futebol federado portuguesas.
    Por fim e talvez até mais importante, é a criação de um organismo independente de arbitragem, até podia ser um global para todas as modalidades coletivas do país(com o respectivo responsável por cada) para ter uma dimensão capaz de conferir uma estrutura estável que proteja todos os árbitros do escrutínio mediático e que seja independente da influencia de orgãos dependentes dos maiores clubes portugueses, dessa forma criar um grande clube de arbitragem que crie uma terceira equipa forte em todos os jogos e que acabe com a influencia nefasta das associações de futebol sobre os árbitros.

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