Rúben Amorim foi questionado se este campeonato estava menos interessante, devido às goleadas que se verificaram no fim de semana, e recordou que o jogo do Sporting em Barcelos não foi fácil, tendo ainda vincado que na época passada os leões tiveram uma série complicada. O técnico leonino, no entanto, também reconhece que a centralização dos direitos televisivos vai permitir melhorar a Liga.


49 Comentários
Tiago Silva
Como é óbvio, os clubes mais pequenos têm dificuldades em formar planteis competitivos e em manter os seus melhores jogadores, se tiverem dinheiro isso será mais fácil e haverá um aumento do nível do campeonato, melhores jogos que melhor preparam todos para serem competitivos na Europa. Claro que depois esse dinheiro terá que ser bem gasto, mas isso já é outra questão.
darwin04
As únicas coisas que a maior distribuição dos direitos televisivos pelos clubes todos vai fazer é tornar os clubes pequenos apetecíveis aos “empreiteiros” de norte a sul e os clubes que hoje em dia ainda fazem alguma gracinha na europa vão ficar mais fracos. Vai haver muitos milhões a entrar no bolso desses mafiosos. Daqui a 10 anos vamos ver quantos clubes irão declarar falência. Na Holanda propuseram o mesmo. Ajax já se mostrou contra.
Hugorr
Achar que essas são as unicas coisas que podem acontecer é desonestidade (ou preocupação com um bolo menor para o seu clube).
E mais, na Holanda inclusivé dividem o bolo de receitas europeias pelos restantes clubes (um valor entre 5% a 3,75% consoante o patamar a que se chegue na dita competição). Isso além dos direitos televisivos conforme a classificação final (à semelhança da Premier).
Por cá o que interessa é o próprio umbigo, ou ser o dito eucalipto, secando tudo à volta. Lastimável.
Joga_Bonito
Não, não é o próprio umbigo. É a constatação que as receitas televisivas reflectem a realidade de quem produz mais, recebe mais. culpa nenhuma têm os três grandes que os pequenos pouco impacto tenham. Podiam optar por crescer por si, lentamente, querem é cobrar dinheiro que não é seu e ainda actuam como se fossem vítimas que estão a ser espoliadas e tadinhos, vão agora receber o seu justo rendimento. Nada mais falso. As receitas de tv, tais como as outras receitas pertencem aos clubes que as gerem. Passa pela cabeça de alguém sugerir que se vá dividir as cotas de sócio ou o merchandising dos clubes entre si? Cada clube luta para crescer, para ter receitas, não tem obrigação nenhuma de sustentar outros que não querem produzir nada mas querem mamar do dinheiro dos estarolas, porque insultam os grandes de estarolas mas querem mamar do seu dinehiro.
Se em muitos países todos os clubes têm adeptos então faz sentido repartição igual de receitas, agora quando tal não existe não faz sentido nenhum.
Que veremos a seguir? Vamos repartir as receitas de bilheteira, de merchandising entre todos, porque tadinhos uns têm milhões de adeptos e rendem muito e outros têm poucos e “não conseguem competir assim”?
Os clubes competem entre si e ganham receitas pelo seu mérito, não a extorquir dos outros com a estratégia da falsa vitimização.
Os grandes não secam tudo à sua volta, vocês é que não fazem nada para crescer e pensam que um clube pode tornar-se rico, competitivo e grande do nada, de pára-quedas, tendo os outros a obrigação de os ajudar.
Quem ajudou Cosme Damião a tornar o Benfica um grande clube? Foram andar a extorquir dinheiro aos outros ou a crescer por si.
Vocês querem é ganhar muito dinheiro sem fazerem nada por isso, querem que receba o mesmo quem têm milhões em audiência ou quem tem milhares.
É como a treta do “equal-pay”, que se quer aplicar no desporto feminino e não tardará muito nas modalidades. Quer-se pagar o mesmo a quem faz jogos para 5 mil adeptos nas bancadas e alguns milhares nas tv, para quem faz jogos com 80 mil nas bancadas e centenas de milhões em todo o mundo. Não tarda veremos os campeões de tiro ao prato a exigirem ganhar o mesmo que no futebol, porque “todos os desportistas são iguais”. Igualdade de treta e tão fácil de desmontar…
O futsal começou a ser visto nos inícios dos anos 2000 na tv e teve logo enormes audiências porque davam um especta´culo brutal com grandes intérpretes. O hoquei que era um desporto tradicional, para minha tristeza porque sou fã, começou a perder interesse e audiências. Hoje os salários no futsal dispararam porque as receitas dispararam, na verdade os planteis do Benfica e Sporting devem ter salários próximos das equipas pequenas da I liga, o que era impensável nos anos 2000 iniciais. E não foi a chorar contra inimigos imaginários que conseguiram isto, foi sim a ser uma modalidade que ganhou adeptos e paixão.
Mas claro, continuemos com o politicamente correcto e a cassete da vítima, é como diz o user acima, daqui a uns veremos como isto vai acabar….
Joga_Bonito
*ou a crescer por si?
SENSEI
Bem, esse texto é uma verdadeira sopa da pedra… Infelizmente só sabe a pedra.
Joga_Bonito
Pois, as verdades são como pedras, doem e como quando levamos com elas…
lipe
Em Inglaterra jogam clubes bem maiores que os 3 grandes portugueses todos juntos e por lá distribuem da seguinte forma: 50% distribuído de forma igual por todos os clubes; 25% consoante a classificação (ou seja, mérito desportivo); 25% consoante o número de jogos transmitidos. Um Liverpool ou Manchester United é muito maior que um grande português e mesmo assim “sujeita-se” a estas coisas. Porquê ? Porque é em benefício de todos ter um campeonato competitivo e interessante.
O nosso campeonato não tem interesse absolutamente nenhum para o espectador estrangeiro porque a maioria das jornadas resume-se a 3 clubes passarem a ferro equipas estupidamente inferiores.
Essa do “optar por crescerem sozinhos” também é para rir de certeza. Estamos em 2021, não em 1904 ou 1908, quando o Benfica foi fundado.
E outra coisa, a maioria dos clubes portugueses extra grandes se calhar tem poucos adeptos precisamente por serem fracos e existirem essencialmente para ser sacos de pancada dos grandes. Tornando-se mais competitivos o mais natural será o crescimento da massa adepta de cada clube (algo que até tem vindo a acontecer muito lentamente um pouco por todo o lado, mais por uma mudança de mentalidades do que por competitividade).
Joga_Bonito
E lá vem o paleio do “caso inglês”. Num país onde o clube com mais adeptos, o Liverpool, nem perfaz 10% da população e onde todos os clubes têm muitos adeptos, faz todo o sentido distribuir justamente aquilo que é por todos criado. Em Portugal não, mas vocês vêm sempre com esse paleio de falácias para defender o absurdo. Os grandes não têm de vos ajudar como ninguém os ajudou quando foram criados como clubes de bairro. Cresçam e desenvolvam-se, não viver à pala dos outros. Ainda por cima quando vemos o caso alemão, só dá Bayern há quase duas décadas, com direitos centralizados e o Bayern dá 5 e 6 a brincar jogo sim jogo não e vêm com o paleio de que a culpa de levarem 5 é da não centralização….
Alex03
Quem produz mais, recebe mais…isso é certo em muita coisa.
Agora o Tondela produz o mesmo que o Benfica? Não, a bilheteira, merchandising, patrocinios, etc distinguem os clubes.
Agora o Benfica sem o Tondela e os outros “Tondelas” joga contra quem? Ninguém, e depois se jogar contra ninguém, vive de que?
Os direitos televisivos devem ser centralizados, pois todos os clubes dependem dos outros para jogar. Ninguém paga 500 milhões ao Benfica a 10 anos para o Benfica jogar contra os seus suplentes. Pagam porque vão existir uma outra equipa.
Esta foi a razão da centralização dos direitos televisivos em Inglaterra. Os clubes podem ser gigantes, mas sem os pequenos, desaparecem. O Sporting, Porto e Benfica, estão dependentes dos outros clubes, sem eles, para jogar, estes morrem.
Desse modo a centralização, sendo a Liga a vender os direitos centralizados, é o pilar que a instituição que rege uma competição é igual para todos. O espetáculo gerido por essa instituição paga a todos de uma forma justa, não igual, mas justa com critérios.
Falou do Futsal, deveria saber que o Futsal tem adoptado medidas rumo a profissionalização de todas as equipas da primeira divisão, e que estas medidas irão fazer crescer ainda mais este desporto. Por isso é que este ano (tambem devido a outros fatores como o desgaste físico devido ao Mundial) , não vemos goleadas de 10-0 todas as semanas, porque de um lado estão profissionais e do outro estão amadores.
Mais, as receitas que o futsal dá a Benfica e Sporting cobre algum gasto que estes façam? Estes vivem das quotas dos sócios, nada mais e estas quotas vivem muito do futebol, esta é a nossa realidade. Dizer que cresceram unicamente pelo e devido ao futsal é uma ilusão. Sem quotas vindas dos sócios que se façam 99% pelo futebol, não havia crescimento para ninguém.
Joga_Bonito
Que lógica da batata. Por essa lógica de caminho um Benfica-Real Madrid na LC, com centenas de milhões a ver em todo o mundo, deve receber o mesmo que um Benfica-Tondela, porque se o Benfica não ganhasse ao Tondela não ia à LC. Lógica da batata…
As receitas têm que ver com o que tu produzes, portanto se trabalhares numa loja como vendedor e deres milhares de euros por mês à tua empresa e renderes mais que os outros vendedores, mesmo assim no final todos recebem o mesmo, porque às tantas se os outros não estivessem a fazer o mesmo que tu, que é atender as pessoas, mesmo que mal, a empresa não existia não? Maus trabalhadores são afastados, os bons ficam, as empresas podem coexistir com bons e maus trabalahdores, mas têm de premiar os bons e ir mandando os maus embora, não pagar o mesmo a todos por politicamente correcto….Por essa lógica, aqueles que defendem as ligas transcionais, tipo a liga ibérica, uma liga do Benelux, ou a Super liga usam os mesmos argumentos que tu. Segundo eles, quem quer perder tempo a competir contra pequenos, quando entre si ganham muito mais? Aliás, essa foi a lógica da superliga, os grandes queriam apenas jogar entre si para maximizar as audiências, já que um Real-Ovideo nunca teria o mesmo interesse comercial, portanto em vez de darem o dinheiro que geravam aos Oviedos desta vida, quiserem apenas ficar entre si. E eu fui contra isto, porque entendo que os pequenos devem ter uma chance de crescer e os grandes que decaiam devem cair ou acordar antes de caírem. Agora, o que é errado é querer igualizar o que não e igual, até porque isso é contraproducente.
Ou tenta imaginar uma liga sem os três grandes, nem 200 mil pessoas viam os jogos em Portugal. Ou a receita de tv do Benfica-Tondela ia ser a mesma se fosse um Tondela-Paços de Ferreira? Estamos a brincar ou quê?
Esse é o mesmo argumento que está por detrás da super liga, querer nivelar tudo, ou por cima ou por baixo, sem atender ao mérito ou à ideia de crescimento ou queda das equipas. É querer que todos sejam iguais, com a farsa de repartir o bolo “igualmente”.
Trata-se quem ganha mais como se fossem criminosos. As pessoas estão tão presas ao politicamente correcto que nem se dão conta do que dizem. Após uma goleada vem-se sempre com um discurso “vergonha” “é isto que qeueremos?”. Parece que deve haver alguma lei no futebol que impeça de marcar mais de três golos. Ou de uma equipa ser muito melhor.
Vamos retroativamente tirar os títulos mundiais ao Brasil, mas que é isto, alinhar em 58, 70 com Pelés, Garrinchas, Didis, Rivelinos, Carlos Alberto…nao há direito, nem dáo chance a ninguém…Temos de distribuir os jogadores do Brasil, porque os países pequenos têm de ter a sua chance de ganhar e o Brasil deve ser algum criminoso por ter mais habitantes que os outros e por isso ter uma pool de recrutamento muito maior.
Não tarda muito vamos prender as pernas a Messi e impedi-lo de jogar, isto de um tipo ser muito melhor que os outros não está com nada, que é isso de ter 7 BO, que até podiam ser 9? E os outros que fazem grandes épocas mas têm azar de calhar com o ET? É impedir o homem de jogar, porque o que importa é no fim do jogo todos darmos a mão e rezarmos o kumbaya, não?
Ser melhor, maior que os outros é um facto da vida, Há países que têm mais população que outros e por isso dominarão o desporto (China, Rússia, EUA, Brasil). Há jogadores que sao ETs e por isso têm 7 BO e até podiam ser mais. Há clubes que são maiores que os outros porque têm mais adeptos que os outros, por várias razões históricas. Faz parte da vida. Isso nunca impediu uma Grécia de se sagrar campeã da Europa infelizmente contra nós, de Portugal ter uma das melhores equipas do mundo mesmo com apenas 10 milhões de habitantes. De uma Rosa Mota, Carlos Lopes ganharem medalhas contra países superpotências. Não impediu um Boavista de ser campeão.
Não há nada que impeça os pequenos de crescerem, a realidade social e demográfica é fluída. Cresçam em adeptos, que crescerao em receitas. Agora o que é errado é este caminho de quererem, de forma artificial competir de forma imposta aos outros e á custa dos outros. Os grandes demoraram décadas a serem o que sao, os pequenos querem ter 500 pessoas num estádio e contudo ter uma equipa paga pelos grandes, sem terem mérito ennhum nistio.
Agora temos de impedir que uns ganhem mais que os outros porque queremos “competitividade”. Mas a competitividade é mesmo isso. Se uma equipa é muito melhor gerida, tem mais receitas e melhroes jogadores, se construir um domínio é um criminoso por conta disso? Quando o grande Brasil dos anos 60 a 80 dava show e goeladas alguém vinha com esta treta da competitividade? É crime uma equipa fazer exibições fantásticas e golear? Alguém veio com o paleio da competitividade quando o Bayern deu 8 ao Barça? Cometeu algum crime?
Vamos fazer uma lei que limite o número de BO que um jogador pode ganhar para os outros não ficarem tristes? Vamos retroativamente tirar títulos aos Barça porque teve uma geraçao da sua formação única no mundo, que lhe deu um domínio raro no futebol mundial? Acaso o Barça cometeu um crime porque em dada altura reuniu na sua formação alguns dos melhores de sempre? Se gerisses uma empresa, o teu foco seria superiorizar-te à concorrência para cosneguires receitas e lucro, ou acaso não ias querer ter mais dinheiro, mais receitas, melhores trabalhadores? Como irias ser competitivo? Não fazendo nenhum e esperando que o dinheiro caia do céu não? Competição é isso, não rezar o kumbaya e tentar que todos fiquem felizes.
Não tem de haver centralização nenhuma se não há igual proporção na geração de receitas. Só que o politicamente correcto está a atingir proporoções surreais. Ia-me rir, apesar de ser contra a ideia, se os grandes saíssem para fazer uma liga ibérica e deixassem os estádios e as tvs às moscas e assim que repartissem entre si as receitas que geravam, pagava para ver quanto seria…
Alex03
Lógica da batata? Tu estás a comparar coisas sem nexo. Eu se vender coca colas que diferença faz haver Pepsi? Se a Pepsi morrer , para mim vendedor da coca cola e indiferente. Se não consegues perceber isto não e a lógica que e da batata, és tu que não percebes.
Depois juntas UCL com Ligas Nacional? Mas a verdade e que a base do futebol são as divisões inferiores e os clubes das terras.
Suponho então que sejas contra os milhões que os clubes portugueses recebam da Champions, não devíamos sequer receber 1% do que um Real Madrid recebe, mas aí lá está, sem uns outros não jogam e a UEFA faz uma distribuição do bolo justa, mas não igual.
Existe uma coisa que parece não sair da tua cabeça….e que centralização não são todos receberam o mesmo. Existe muita informação na net, não e preciso dizer disparates.
Depois esses devaneios de cortar as pernas ao Messi? Mas o que e que isso tem haver? O Messi e o organizador da competição? Metade do teu comentário, demonstra que não percebes as bases e origens da centralização dos direitos televisivos e confundem temas de cima abaixo.
Voltando ao exemplo inicial para perceberes que isto não e comparável com o que dizes:
Eu enquanto vendedor, não estou dependente do colega B para vender. Eu como vendedor da coca cola, não estou dependente da existência da Pepsi e fácil perceber que uns clubes, sem outros não jogam , logo estão dependentes.
A centralização começa e acaba nisso mesmo. Não mistura jogadores, populações , etc. A centralização e uma parte das receitas dos clubes. E usada pelas entidades para promover a competição e a longo prazo ir aumentando o bolo ate ser superior ao que era individualmente.
A lógica não e da batata, a lógica e usada pelo criador da centralização do melhor campeonato do mundo. Pesquisas e vês que a lógica que eu usei, e a lógica que ele deu e que os clubes por lá concordaram. Todas as principais ligas tem direitos centralizados. Cada uma com os seus critérios e o Real Madrid continua a receber mais que o Mallorca, o United que o Newcastle e o Bayern que o Koln.
Eu estou bem longe das ideias comunistas e falar deste tens como o politicamente correto e um disparate.
Com isto concluo que achas uns vergonha o Benfica receber de entrada fixa o mesmo que o Real Madrid.
Joga_Bonito
A centralização que está a ser defendida é dizer que todos recebem o mesmo e em alguns casos dá-se um montante variável, conforme os resultados, ou seja separar a distribuição das receitas do princípio de quem gera algo tem de receber na justa proporção do que recebe, inventando-se agora que quem gera mais pode receber menos porque tem de dar aos outros,
Um exemplo, o Benfica gera a maioria das receitas nos jogos, faz uma má liga e fica por exemplo num 8º lugar. Vai receber menos que um Braga que fique em 5º, mesmo que este não produza um décimo do Benfica no que toca a audiências? Isto cabe na cabeça de alguém? Imagina este princípio aplicado às cotas de sócio, merchandising, aliás não me surpreendia que chegassem aí. Só a lavagem cerebral do politicamente correcto é que corrói a capacidade pensamento racional.
Todos os anos os clubes fazem orçamentos esperando as receitas que vão produzir. Podem ter anos maus ou melhores desportivamente, mas cada clube calcula o que vai gerar e deve ganhar isso. Começar a inventar critérios que corroam esse princípio, trazendo falsos exemplos como ” a melhor liga do mundo”, onde até com a centralização um city dá 7, mas esse é que é o exemplo, é só mesmo para rir, ou o caso ainda pior da Alemanha, onde só dá Bayner e com goleadas, é essa a “magia da competitividade” da centralização, como não amar.
E sim, se o Benfica fizesse um jogo com o Real Madrid e este gerasse muito mais que o Benfica, não me importava nada que o Benfica recebesse menos, é que eu tenho coerência, ao contrário dos que andam com o paleio dos estarolas e da moralidade, mas sao os primeiros a apoiar toda a casta de coisas absurdas, mas desde que o favoreça. Falam mal dos estarolas mas querem mamar do dinheiro destes. Falam mal dos clubes grandes com milhoes mas apoiam não raro a tomada de clubes por petrodólares, ionjectando dinheiro de forma artificial e desvirtuando a competição. Não surpreende. Quando não se vê o futebol como competição, onde tem de se ter mérito, mas com o querer ganhar a todo o custo, quando se acha que se tem de ganhar e cumprir a sua fantasia de vencer e ser grande dê para onde der, não me surpreende essa postura. Esta sociedade é que está enferma de um insuportável politicamente correcto, de um vitimismo insuportável onde todos só falham ou não crescem por conta dos outros. O Benfica começou como um clube de bairro e hoje é que é. Quem quiser ser igual que trabalhe como nós trabalhos, não vir exigir o dinheiro que os outros ganham fruto de décadas de grandeza construída, mas o actual politicamente correcto paralisa o cérebro. Vou-me rir quando daqui a alguns anos esta lógica se voltar contra eles e verei os contorcionismos de quem defende isto agora, tentar defender o mesmo quando forem eles.
Alex03
Por pontos:
1)Os exemplos que tu dás, do City, do Bayern, etc, só destroem a tua narrativa que isto destroi quem mais produz. Eu proprio digo que com centralização os melhores irão ser receber mais. Os melhores e isso é a base que a Liga Portuguesa se deve reger.
2)Mas depois demonstras que o mérito desportivo e a oportunidade de crescer são palavras politicamente corretas (agora sim) que saem da tua boca sem qualquer significado e sequer vontade. Se o Benfica ficar em 8º recebe consoante os critérios usados o que o 8º classificado da liga ESSE ano deve receber. Não é assim que o mérito desportivo deve ser dado? Afinal se o Vizela for 10 anos campeões, merece ser receber consoante os critérios usados o milhões que receber e usar para crescer. Não é isso que é dar oportunidades? O que tu descreves ai é o manter a todo o custo o status quo pelo passado.
É esta a “hipotesse” de os clubes crescerem que falas? Tu falas como em 2021, todos os clubes começassem do zero, não houvesse bases já criadas de décadas. O mérito desportivo actual merece ser completamente ignorado pelo que foi feito a 50 anos? Então o Boavista está a ser roubado porque deveria ser o 4º a receber mais certo? Foi campeão e outros não foram.
Depois voltas a paranoia do merchadising, das quotas, isso são coisas completamente sem lógica porque é quase ser um mero troll numa conversa.
A centralização dos direitos televisivos começa e acaba nela propria. Tens campeonatos grandes e pequenos a adoptar estas medidas. Mas nós somos um dos paises mais atrasados da Europa, faz sentido sermos os diferentes, e como se ve pelo teu apoio, demonstra bem o porque das duas coisas estarem ligadas. Gostamos de achar que somos diferentes e melhores.
Tu com esse comentário demonstras duas coisas:
Não defendes nada a hipotesse dos clubes poderem crescer, mas sim defendes a manutenção do status quo actual dos clubes, independentemente da sua produção. Não existe mais comunismo que isso. É eu pelo passado fazer 10 ou 100 dar igual ao que hoje da todos os dias 150.
“Apoio o mérito desportivo”, “Politicamente correcto”.
Sim está certo.
Usar expressões como roubar, só mesmo quem tem medo da concorrencia e medo de perder o status quo. No mundo das empresas que tanto falas, não existe “passado”, existe presente e o mérito. A diferença das empresas é que não tem massas adeptas para “amparar quedas”.
Joga_Bonito
Que ridículo. Sempre a desconversar. O “mérito” nas receitas de tv não tem que ver com clasificações, vocês é que inventaram isso, essas receitas têm que ver com as audiências que os clubes geram. É como as cotas de sócio, o Benfica tem sempre mais receitas de cotas de sócio, porque tem mais adeptos, mesmo que faça um mau ano desportivo, do que clubes que fiquem acima do Benfica na classificação, mas tenham menos adeptos. Receitas de tv não têm de ser distribuídas consoante resultados desportivos coisa nenhuma, isso é uma receita gerada devido ao impacto da popularidade de cada clube, tem zero que ver com resultados. Vocês é que inventam critérios para roubar o que os outros produzem com argumentos mascarados de boa vontade. É como o paleio do equal pay, no desporto feminino e em breve nas modalidades, “todos devem receber o mesmo porque todos são desportistas e fazem o mesmo”. Tudo isto é falso. as receitas de cada desporto variam conforme audiências, biolheteira, publicidade. Se um jogo de futebol dá mais audiência, dá mais bilheteira do que uma final de tiro aos pratos, é claro que o futebol recebe mais. É como no desporto feminino, onde não havendo tantos adeptos há muito menos receitas e por isso as mulheres ganham menos que os homens, mas não porque há discriminaçao.
Por exemplo na moda, onde ninguém liga patavina para a moda masculina, qualquer modelo feminina ganha muito mais em média que um homem, e aí não vejo ninguém a reclamar. Imagina agora sugerir que se deveria tirar Às mulheres para dar igual aos homens? Estamos a brincar ou quê? Se as mulheres na moda rendem mais, dão mais valor à sua empresa, têm de receber mais. As receitas da moda, tal como no desporto dependem do impacto que cada um causa, não de critérios inventados de “igualdade de distribuição”” ou “mérito desportivo.” Curioso que o critério de “mérito financeiro” não tenha sido lembrado por ninguém, quem rende mais recebe mais, é assim em toda a sociedade, menos no futebol actual, vamos dar o mesmo a quem põe 200 gatos num estádio e a quem põe 60 mil no estádio e milhões em audiência.
Que ridículo….
A centralização em Portugal é sim um roubo, só que o politicamente correcto é que impede de dizer isto…
Joga_Bonito
Aliás, sobre isso, e sem queerer fugir do tema em questão, até em sociedades de cariz utópico e socialista, como na URSS nao existiam salários iguais. Os maus trabalhadores eram punidos e quem não rendia não recebia o mesmo que quem rendia mais. Em nenhuma sociedade, mesmo nas comunistas, se achou boa ideia dar dinheiro a quem nada fez por o merecer, porque isso era contraproducente. Só que o Ocidente já há muito tempo perdeu a noção da realidade e anda atrás das modas do politicamente correcto.
Mr. Mojo Risin'
Na sequência do que disse aqui este fim de semana.
6 derrotas na liga contra equipas abaixo do top 4 em 147 jogos de Porto, Benfica e Sporting. Se contabilizarmos apenas desde dezembro de 2020 até agora, são apenas 2 (Gil e Portimonense vs Benfica). É um desfasamento demasiado grande e o fosso vai-se alargando cada vez mais. Tem sido uma década de várias equipas que praticamente não perdem durante 1/2 anos e andam constantemente a bater recordes de pontos.
Diogo Moura
Nunca fui lá grande adepto desta ideia implementada em Portugal por uma razão muito simples, grande parte dos clubes são mal geridos e aproveitados pelos seus Presidentes e associados para limparem dinheiro das contas É raro o presidente que não faz cambalachos financeiros. Além disso, os clubes portugueses quando se vêm com bastante dinheiro, torram tudo em entulho e contratam camiões de jogadores que pouco ou nada acrescentam. Se já os 3 grandes que são esmiuçados é o fartote que é, imagem os clubes pequenos.
SENSEI
Sei que são situações distintas, mas com as devidas diferenças, permite-me… o Zé Povinho também não sabe gerir as suas finanças, mas isso não é razão para que não se adoptem medidas sociais (ex: aumentar o salário mínimo nacional) para o desenvolvimento da sociedade.
Diogo Moura
Isso é uma questão de iliteracia financeira, um problema muito comum em Portugal (e não só).
Nunca fomos educados para isso, ou te informas e tens dois dedo de testa, ou só fazes disparates.
Tivessem os Portugueses mais literacia financeira e o país não estava como está, nem os adeptos papavam Vieiras, Pintos da Costa ou Bruno de Carvalho.
Estigarribia
Diogo,
Um pouco off topic: já que falaste em Bruno de Carvalho, o homem vai tentar a sua sorte no pior programa que já apareceu em Portugal: o Big Brother.
Saudações Leoninas
DNowitzki
Sabes quem vai pagar o aumento do salário mínimo? Quem paga impostos. Não vão ser as empresas, vamos ser eu e o resto da malta que trabalha e paga impostos.
lipe
Ou seja, a coisa está má, então mais vale não fazer nada para a melhorar. Faz sentido.
Diogo Moura
Centralizar é um atalho para… Lado nenhum.
Discordei da medida, pois ninguém me pediu para dar soluções.
Há muita coisa a fazer sim.
A começar pelos sócios dos clubes que de exigência têm zero. Só fazem barulho e pouco mais, mas na hora de votar, tá quieto que hoje tenho de ir à praia. Tal como o Governo.
Podíamos melhorar muita coisa, a começar pelo espectáculo do jogo em si. Até podes dividir os direitos todos, mas se ninguém os comprar, de pouco vale.
O nosso produto é mau, a maior parte dos jogos idem. Muitas paragens, muitas faltinhas, muita fita…
Flavio Trindade
Percebo a ideia do Rúben mas não concordo de todo.
Já o disse várias vezes e volto a repetir.
O problema não está em dividir equitativamente o que há, numa ideia muito comunista de equidade.
O problema está em valorizar o produto existente.
A centralização dos direitos de tv é uma ferramenta essencial, mas quando o produto for valorizado, coisa que não é.
E não é com um Pedro Proença na liga que vai ser, não vai ser com a mentalidade retrógrada dos dirigentes desportivos que o vai ser, não é com jogos de 11 contra 9 que o vai ser, não é com jogos às 21.30h que o vai ser, não é com estádios com 1000 pessoas que o vai ser, não é com arbitragens de terceiro mundo e casos judiciais que o vai ser, nem é com equipas com 11 jogadores do Corinthians Alagoano no 11 base que o vai ser.
Quando os clubes decidirem pôr mão na consciência e criarem condições para o produto ser vendável, aí sim serei a favor.
Até lá é só estúpido pegar em pouco e dividir o pouco por muitos, tornando os grandes mais pobres e os mais pobres não ficarão mais ricos…
Kafka
Exactamente, tudo dito Flávio
Só não concordo nessa questão do 11 contra 9, até podia ser 7 contra 7, está na lei, logo tudo certo … O problema aqui é os clubes que se queixam no Verão aprovaram o regulamento de que se queixam, isso é que é estúpido… No Verão deviam ter previsto estas situações
No resto concordo em absoluto com o teu comentário
Flavio Trindade
Kafka, esse é um dos problemas.
Quando tens 18 clubes cujos dirigentes têm pouca capacidade intelectual para preverem o que quer que seja mais o Pedro Proença como mediador, a coisa tem tudo para correr mal.
Falta visão estratégica e a longo prazo nestes dirigentes, o que é um mal social.
Já na política é a mesma coisa.
Uma total incapacidade seja de que quadrante político for, de tomar decisões para além do horizonte legislativo.
Somos há décadas um país governado a curto prazo e sem perspectivas de futuro a longo.
O futebol é só o espelho do resto.
Jose Santos Silva
Visão estratégica a longo prazo seria dividir mais equitativamente as receitas, tornando a liga mais competitiva
Há provavelmente pior gestão de dinheiro nos grandes, basta ver os casos Vieira e Pinto da Costa, mas o ponto nem é esse
Mantorras
Claro que ha pior gestao nos grandes, porque ha mais dinheiro. Se os pequenos tivessem a gestao
Mantorras
que tem actualmente, com o dinheiro dos grandes, estavam todos no Brasil e nao podiam voltar a Portugal.
Af2711
Não gosto muito desta suposta igualdade. Os três grandes + Braga e Vitória talvez não podem se equiparar com as outras equipas no que toca à distribuição dos valores. Isso deve ser proporcional à forma que o clube mobiliza, audiência, etc.
Se os valores fossem maiores para os clubes neste modelo, penso que haveria mais justiça e se calhar mais equipas sensações nas épocas tipo o Paços foi na passada.
MM
Qual a regra que foi definida para a reparticao do cash dos direitos televisivos?
Se for igual para todos, nao faz sentido.
Inglaterra tem um bom modelo: parte fixa e parte variavel.
Sigam os bons exemplos!
Meu nome é Toni Sylva
Meus amigos, a centralização era cada um dos intervenientes nas partidas ter direito a 50% da receita (bilhetes e TV) dessa mesma partida. Tudo o resto é enviesamento da verdade económica para um lado ou para o outro.
Os ingleses podem bem com a ‘centralização’ porque o dinheiro que importa vem do petróleo, offshores, e afins.
A nossa Liga tem clubes como o Vizela. Vizela tem quanto, 5000 habitantes? Onde é que há disso em Inglaterra? Todo o mérito para o Vizela conseguir estar na Liga, mas não é uma situação que permita comparações internacionais.
Clemente
5000 habitantes Vizela??? Já saiste de Lisboa alguma vez? Quantos tem Vila-Real que foi campeão da europa?
Na região: Moreira de Cónegos, Guimarães, Vizela, Gil Vicente… qualquer um desses estádios tem mais povo que em Tondela, que Belém (já viste quantos habitantes há aí?? ) …isso vale o que vale
Pyros
O problema do FC Vizela não é Vizela ter 5 mil habitantes. Será mais que dos adeptos de futebol nos seus cerca de 24 mil habitantes, boa parte – se não mesmo a maioria – ser adepto dos 3 grandes, e não – ou só secundariamente – do FC Vizela.
Troque-se Vizela por Braga, e a a proporção dos números não será muito distinta.
DNowitzki
Tenho um bolo de 200 milhões, que distribuo da seguinte forma: 40 vezes 3, mais 20 vezes 2 e quarenta a dividir por 15. Bom, quero que esses 15 passem a receber mais, mas não há capacidade para aumentar o bolo, logo vou tirar de algum lado. De onde? Dos que recebem mais, que terão de receber menos, bem menos.
Torno a liga competitiva? É provável. Torno-a mais atraente internacionalmente? Não, não e não. Porquê? Porque, se os «grandes» têm menos dinheiro, terão menos poder aquisitivo e terão de contratar menos qualidade, logo menos atrativos se tornarão na estranja.
Deste modo, seremos mais competitivos internamente e muito menos lá fora. Mais: por que razão se pensou em criar a Super Caca? Porque os grandes clubes não estão satisfeitos com o dinheiro que recebem, querem mais.
A única solução para a centralização é obter mais receitas, tornar o bolo maior, de modo a que não se tire grande coisa a quem mais recebe e se possa dar bem mais aos que que dispõem de menos. Agora, como é que um país periférico como Portugal, com 10 milhões de habitantes, consegue fazer isso? É praticamente impossível! Há algum tempo, tentei obter patrocínios internacionais, digamos assim, para um projeto «on-line» e contactei empresas que se dedicam apenas a esse tipo de angariação e alguns deles responderam-me, preto no branco, que me situava num país com uma população demasiado pequena e que, por isso, não estavam interessados: não era rentável para eles. E nem estou a falar de patrocinadores, apenas de quem faz a ponte entre o promotor e o patrocinador. Algo de semelhante se passa com a nossa liga de futebol.
Querem a centralização? Primeiro, preocupem-se em aumentar o bolo e depois conversa-se. O resto é tornar mais irrelevante o que já de si para lá caminha,
Alex03
A centralização e o aumento do bolo são duas coisas que dependem uma da outra também. A longo prazo a história mostra que a centralização tem bons resultados em aumento do bolo. Por outro lado a centralização não irá ser uma varinha mágica que vai resolver tudo também, mas e o que ajuda mais.
Sobre a competividade internacional, são mais discursos de medo que outra coisa qualquer.
Os clubes por cá fecharam contrato a 10 anos por 500 milhões. Repito, 10 anos. Achar que isto são bons negócios e metem os nossos clubes mais próximo dos outros quando estes renovam a cada 3 anos aumentos e um bocado non sense.
Faça se o teste de quanto do famoso entulho e negociatas os grandes clubes fazem todos os anos em comissões e qual seria uma potencial perda anual para os clubes. Cortava na competividade internacional, ou metia a nu as debilidades de gestão dos presidentes dos clubes? Dá para meter por este prisma também.
Mas como disse , a centralização não e tudo, acho o mais importante, mas não e tudo. Era preciso uma liga competente , com provas profissionais bem regulamentadas , transparentes e bem estruturadas.
DNowitzki
1. Negócios dos 3 grandes: apenas chamei burro a Vieira e expliquei porquê então.
2. Volto a perguntar: de onde vai sair o dinheiro para aumentar o bolo?
3. Quando me responderem às dúvidas que tenho, converter-me-ei. Ng até agora apresentou nada. Foi lançada uma ideia para o ar e depois logo se vê.
Alex03
1- Nao percebi esse ponto. A verdade é que Sporting, Porto e Benfica tem um histórico bastante grande de elevados gastos em comissões, jogadores que nem calçam entre outras coisas. Já foram demonstrado dados que somos das ligas que mais comissões pagas.
2- O bolo de uma liga reflete a sua qualidade e atração para o espetador…se a liga for melhor, paga-se melhor. Vende-se a nossa competição por x valor. A pergunta leva a uma resposta obvia penso…
3- As tuas duvidas são fundamentadas em que? No achismo, porque quase todas as ligas converteram-se a centralização e por cá paira esse medo do, vamos tornar uma estónia na Europa no que toca ao futebol. A unica maneira de ver isso era com estudos sobre qual o valor do bolo da nossa liga anual ou por 3 anos(que é o normal lá fora). A verdade é que tanto de um lado como do outro não existem dados nenhuns , mas de um lado, o da centralização temos dados históricos de quase todas as ligas europeias e não me parece que estas façam isso para penalizar os seus clubes a niveis europeus.
Como já disse abaixo, quando Sporting, Benfica e Porto entram na Champions League, recebem 15 milhões fixos..é justo para clubes como Real Madrid e Liverpool por exemplo? É que segundo a tua logica, nos deveriamos receber uns 3 milhões e eles uns 30. Alias em termos gerais o interesse em equipas nacionais na liga dos campeões é praticamente nulo quando se coloca ao lado de Bayern, City, Liverpool, Real Madrid, PSG…se calhar seria justo era dar tudo a estes. Afinal são os principais, o resto esta la a fazer figura.
DiogoC
Em todos os outrosd casos o bolo aumentou. Em Portugal não, porque tu dizes que não. Havendo centralização há masi poder negocial e há subprodutos que se podem crirar que tendo os diretios espalhados não é possível. Basta olhar para os outros países e ver como fizeram.
Para além disso uma liga competitiva, a médio prazo tem mais interesse, mais audiências e mais valor.
Jose Santos Silva
Ruben Amorim está à frente do seu tempo.
É óbvio que melhor distribuição de dinheiro e um campeonato mais equilibrado é uma mais valia.
Existem potenciais adeptos que não viajam por exemplo do Algarve p/Lisboa mas que podiam ver jogos do Portimonense.
Faz falta criar massa adepta além dos 3 estarolas e para isso, mais dinheiro ajuda.
Campeonato mais competitivo tb obriga os 3 grandes a estarem smp na máxima forma em vez de alguns jogos serem favas contadas.
Comparem a Austrália a jogar na Ásia em vez de na Oceania.
Já para não falar na maior independência dos clubes pequenos face aos empréstimos e favores dos grandes. Quantas vezes dizemos que aquele clube é o Benfica ou Porto B?
Mantorras
A centralizacao parece-me parte do caminho, sem duvida. Julgo que ira e que é apenas uma questao de tempo. No entanto, pensar que a centralizacao, por si so, resolvera automaticamente a questao da competitividade, mesmo a medio prazo, parece-me rebuscado. Muito wishful thinking, sinceramente.
A cultura desportiva é inexistente, de dirigentes a adeptos, o amadorismo na gestao precisa de ser abolido, caso contrario temo que os receios de muitos, de que se houver uma torneira a deitar mais agua (mais dinheiro a entrar) muita gente que se vai “esquecer” dela aberta, sao perfeitamente fundados, tendo em conta o historico do futebol em Portugal. Alias, basta ver as negociatas que se andam a investigar ultimamente, muitas que se irao ainda descobrir e outras que nao deixam de ter acontecido por nao terem visto a ribalta.
As instituicoes que regem o futebol por ca nao primam pela valorizacao do producto, dos conselhos de disciplina aos proprios arbitros, dos dirigentes/clubes que representam, preferem a falta de transparencia e promiscuidade reinante, porque sao mesmo muitos a viver disto…
A lavagem tem de ser bem profunda e a centralizacao deve ser apenas mais um passo, numa liga onde o aumento da competitividade seja realmente um desejo, e nao uma cena que se vai dizendo a miude que ira ser a salvacao, mas sem ter plano nenhum e mantendo o resto como esta. Primeiro precisamos de uma liga saudavel, onde cheire a desporto e se queira competir.
lipe
No lote dos campeonatos de futebol que não têm os direitos televisivos centralizados, Portugal encontra-se na ilustre companhia do campeonato grego. De certa forma, adequa-se.
Bélgica, Holanda, Turquia, até a Roménia tem os direitos centralizados (há mais de 15 anos). Por aqui apela-se à calma e argumenta-se que é preciso esperar, quando praticamente tudo o que é campeonato que se leve minimamente a sério já tomou esta opção há anos.
Centralizar os direitos televisivos não resolverá todos os problemas de competitividade do futebol português, mas é claramente um grande passo na direcção certa. Posso estar a escrever uma barbaridade, mas penso que, estando todos os clubes englobados no mesmo “pacote”, haverá margem para negociar e exigir valores mais altos dos que actualmente se praticam (isto sem referir o cúmulo do absurdo que é um clube transmitir jogos no seu próprio canal – nem o Real Madrid se dá a este luxo).
Já vi gente aqui a referir a qualidade e a competência dos dirigentes dos clubes portugueses; é justo e é compreensível. Mas como é que se controla isso ? Não se pode simplesmente vedar o acesso a esses cargos às pessoas que os desejem. Se lá chegam é porque se votou neles.
Esquecendo a centralização dos direitos televisivos, não li ou ouvi outra sugestão séria sobre como melhorar e modernizar o futebol português. A sensação com que fico é que a grande maioria está relativamente satisfeita com o status quo (compreendo, no vosso lugar provavelmente também estaria).
Dentro daquilo que se pode controlar e fazer, centralizar os direitos televisivos deve ser uma prioridade. Numa primeira fase, é claro que quem teria mais a perder seriam os clubes grandes, visto que actualmente são de longe os que mais ganham. No entanto, penso que se escreveram por aqui comentários carregados de dramatismo e até alguma histeria. Centralizar os direitos televisivos não seria um rombo catastrófico na capacidade dos grandes competirem lá fora (até porque raramente competem, à excepção de um); poderia ter o efeito de canalizar ainda mais esforços para as respectivas formações (algo que já tem vindo a acontecer há vários anos) e resultar num maior critério na contratação de jogadores. O futuro dos clubes portugueses tem de passar invariavelmente pela formação.
Numa fase mais adiantada, os grandes acabariam por também ser beneficiados porque, em teoria, a qualidade do campeonato melhoraria, a competitividade e a intensidade dos jogos subiriam, o que resultaria nos grandes terem que manter níveis de exigência interna mais elevados que os que actualmente exibem, estando dessa forma melhor preparados para os desafios externos. O fosso, que já era grande, tem vindo a aumentar cada vez mais. Penso que não é necessário referir os vários estudos que apontam o campeonato português como um dos mais desequilibrados da Europa, em todos os aspectos.
Num ponto de vista optimista e talvez algo inocente, existindo mais dinheiro e mais condições para estabelecer bons projectos nos clubes portugueses, poderá resultar na atracão de pessoas mais competentes que se sintam aliciadas a tentar algo de positivo no nosso campeonato (também poderá ter o efeito contrário, o de trazer pessoas motivadas pelo dinheiro).
Enfim, muitos dos comentários aqui escritos hoje foram uma leitura deprimente e entristecedora. Só se falou de direitos televisivos, ninguém quer “roubar” nada a ninguém. Os grandes têm e terão sempre outras fontes de rendimento incomparavelmente maiores e mais diversas que praticamente todos os outros clubes. São e continuarão a ser os clubes que mais lucro fazem com merchandising e bilheteira; nada disso irá mudar e nenhum desse dinheiro tem que ser redistribuído por quem quer que seja, como já vi alguém referir. Não se trata de “comunismo” aplicado ao futebol ou de medidas “politicamente correctas”, trata-se sim de tentar catapultar o futebol português para o século XXI, onde todos os campeonatos com os quais queremos competir já se encontram.
Alex03
100% de acordo.
Mas como sabes Portugal é o pais super desenvolvido nas várias áreas. No futebol não podiamos deixar de ser. Se os melhores campeonatos do mundo seja de paises com 10x mais pop que os ou com pops identicas fazem , é porque são parvos.
Nós é que estamos certos e este ponto da centralização é para ignorar. Vão “roubar outros” como diz o Joga_Bonito, enquando os clubes na UCL recebem milhões a pala dos maiores clubes do mundo. Vamos consultar essas noticias e vamos la ver a indignação….que giro, não existe nenhuma. Sabe receber dos de cima, mas sabe mal dar aos de baixo, sabendo que irei beneficiar a longo prazo disso.
Existe um livro muito conhecido de literacia financeira que fala sobre isso: Para receber é preciso dar. Mas são todos parvos, aqui este pais no cantinho da Europa é que a sabe toda.
Flavio Trindade
Lipe, no fundo concordamos no essencial, mas não na forma de lá chegar.
Apontaste campeonatos cuja dimensão do mercado é idêntica à de Portugal e com direitos centralizados e mesmo assim, todos esses exemplos são de ligas abaixo do ranking português.
Logo não há causa – efeito.
Segundo, um ponto em que discordamos claramente.
Os grandes numa primeira fase não têm que perder.
Todos têm é que ganhar.
Relembro que a bandeira da centralização de Proença já vinha de trás e que na altura foi o Benfica que rompeu a negociação e atingiu sozinho valores recorde. O mercado mexeu com isso, e todos os clubes renegociaram os seus direitos em alta…
O problema na altura é o mesmo agora. Ninguém tinha pensado numa solução que realmente valorizasse o produto.
E continuam sem pensar.
Porque mesmo os defensores da ideia não têm resposta para o óbvio que é, quanto vale efectivamente liga portuguesa?
Qual o método de distribuição das receitas? Entry fee, classificação, audiências, um sistema misto?
Quanto vale cada uma dessas parcelas?
Qual o mercado potencial?
Estão os responsáveis dispostos a abrir o mercado a vários players e a distribuir os jogos por vários canais para aumentar o valor e não continuar com o monopólio?
Há muitas perguntas a responder com números antes, caso contrário transformamos uma boa ideia numa má.
Artur Trindade
A caixa de comentários reflete bem o medo do desconhecido, muitas vezes potenciado pela ignorância.
É inevitável que jogando todos na mesma liga, exista um equilíbrio maior nas receitas televisivas, só permitido pela centralização.
O argumento que os grandes dependem dos mais pequenos para sobreviverem, é imbatível. A diferenciação maior deve fazer-se ao nível de cotizações e merchandising.
Para descansar os mais inquietos, dizer que os grandes ganharão mais do que actualmente, e os pequenos ganharão também mais, apenas as distâncias internas se encurtarão.
Externamente os grandes ganharão competitividade, quer pelos maiores proventos, quer pelo nível competitivo interno que aumentará.
Existirá é menos facilidade em chegar aos 80 pontos por época, e a europa não será tão garantida, ou seja, apenas pontos positivos.
Nunop
Isto era acabar com a pouca relevância que o campeonato Português tem lá fora.
Acham que ao dar mais receita a mentalidade de 13 equipas Portuguesas ia mudar? Portugal é um país extremamente tradicional. Podias dar 20M de orçamento a uma equipa da Primeira Liga Portuguesa, que o melhor reforço que iam buscar era um brasileiro da Série C e o treinador era o Lito Vidigal/Manuel Machado/Vasco Seabra/Daniel Ramos etc (são sempre os mesmos). Para além disso, os adeptos não querem saber do jogo em si. É muito mais atrativo falar se o Otavio devia ser expulso todos os jogos, do assalto à casa do Otamendi, do TAD e do Palhinha, do que discutir-se se fazia assim tanta diferença o Benfica jogar com um central esquerdino à direita (Morato em vez do Andre Almerdas), como por exemplo o Sporting faz com o Inácio.
Isto está totalmente enraizado no futebol português e como tal, podias distribuir receita igual a todos, que isto não ia mudar.
Zerobola
A centralização é um conto fadas só os meninos acreditam porque o nosso mercado é minúsculo e os países que vêm o nosso campeonato são países pobres falo das ex colónias que por razões de coração muitos seguem os grandes de Portugal . Isto vai enfraquecer 3 clubes de Portugal e vamos cair mais ainda na Europa . já alerto pra o campeonato que vai ser criado entre Bélgica e Holanda esse campeonato vai ser a nossa maior luta será difícil competir com o mercado interno que vai ser criado entre estes dois países . Aqui pensam que o dinheiro vai aumentar por se centralizar eu discordo acho que no final muitos clubes vão receber menos .
Brummpereira
Ahahahaha mas ainda acreditam que alguma coisa vai melhorar?
Com a quantidade de ladrões que há neste país e com o conceito de roubo tão intrínseco na nossa sociedade, o “Zé Povinho” do futebol quando vir umas coroas é para meter ao bolso!
É só olhar para a quantidade de entulho que anda espalhado pelo nosso futebol