Jorge Jesus aproveitou o lançamento do jogo com o Moreirense para mostrar a sua indignação por não serem permitidos adeptos nos estádios.
Jorge Jesus aproveitou o lançamento do jogo com o Moreirense para mostrar a sua indignação por não serem permitidos adeptos nos estádios.
7 Comentários
Sombras
Acho que as cenas que vimos ontem na supertaça Europeia esclarecem o porquê. Quer se goste ou não da ideia, ninguém salta para o meio da molhada no cinema, ao contrário do que acontece no futebol.
Chico
Exato. Não assisti ao jogo completo, mas na bancada do Sevilha houve vários momentos lamentáveis.
Aurinegro
Ao ver o jogo ontem, pensei exatamente o mesmo. Tanto pedem adeptos nos jogos mas foi o exemplo daquilo que irá acontecer em qualquer estádio: aquando de um golo lá estar todos à molhada. Mais: era bem visivel muita gente sem máscara na bancada.
Diogo Moura
Jorge Jesus, volta e meia prega umas boas bacuradas. Mas desta vez esteve bem, pôs o dedo da ferida. A fase do pânico e da falta de informação já passou – quando chegou a pandemia o confinamento fez sentido dada a escassez de dados e de não saber como é que o sistema de saúde daria resposta caso houvessem um número ridículo de casos de uma vez só.
Contudo, neste momento, passado meio ano, ainda não há vacina, mas já há muito mais informação.
Temos de ser frios, a realidade é que a doença existe e temos de conviver com ela, quer se queira não. Pois se ficarmos todos dentro de casa durante um ano, senão morremos do vírus, morremos à fome – passo a redundância.
É incomportável para um país ter a economia a meio gás. O desemprego dispara, o estado fica sem liquidez para garantir os serviços sociais, etc.
E o futebol dá de comer a muita gente. Desde os roupeiros até ao homem que vende bifanas à porta do estádio. Os clubes impostos brutais, o IVA é taxado a 23% (bilhetes, merchandising, etc.) ou seja, não é justo o futebol andar a ser controlado quando ainda neste Verão andava tudo a passear, nos copos, a recebermos turistas a pontapé, a organizar festas no Avante, touradas, etc.
O Covid está presente nas nossas vidas e não há como contrariar isso. O que fazemos? Testar, ter os cuidados normais e evitar ajuntamentos.
Porque sinceramente não vejo muita diferença entre ir ao futebol ou ir a uma manifestação política, no caso do dia 1 de Maio organizado pelo PCP ou pela marcha do partido Chega.
Limitem as lotações, marquem-se os lugares, gel desinfectante à entrada, mascarilhas na cara e ter em atenção aos ajuntamentos exagerados de pessoas.
Mantorras
Entendo que, nao apenas no futebol, as medidas devem ser feitas para serem eficazes, tudo o resto e fantochada, ainda mais sendo o assunto saude publica… mais importancia tem serem ajustadas pela eficacia que representam.
Se alguem acredita que a maioria das pessoas que tem comportamentos de risco nos estadios, mesmo que um jogo de futebol seja mais propicio, nao os tem fora deles… nos ajuntamentos a porta dos mesmos, na chegada/partida das equipas, em bares e cafes, nos ginasios, etc… enfim. E muito crente.
No que concerne a decidir efectivamente, isto nao e uma decisao facil, ainda nao estamos na altura certa para decidir. Para ja, tal como tem feito a DGS, eu tambem manteria as coisas como estao. No entanto, esta na hora de colocar expectativas e um plano em accao, para um retorno, mediante numeros que serao esperados e considerados seguros, ou nao. Ou seja, esta suposta segunda vaga ainda nao representa “um facto”, mas “uma ameaca”, e parece-me que um retorno gradual, minimo no inicio, e reajustado a medida que se vai comprovando seguro (ou nao), e as pessoas vao metendo na cabeca como se comportar dentro dum estadio, com estas condicionantes, nao seria nenhum risco e urge preparar.
Hoje a situacao e X, mas nada impede de colocar cenarios e accos dependentes dos mesmo se concretizarem, e num sitio a ceu aberto, como os estadios, ter 10mil num sitio onde cabem 60mil, nao me parece minimamente arriscado. O reto e lidar, seja para quem la vai ver, seja para quem faz as regras, seja para quem as impoe.
Estigarribia
Até compreendo a ideia do Jorge Jesus, mas estar num jogo de futebol não é a mesma coisa que estar num cinema, teatro ou numa palestra num auditório – por normas nesses sítios, as pessoas não saltam todas para cima umas das outras, como acontece várias vezes no futebol quando se marcam golos, por exemplo. Sei que temos de saber conviver com o COVID-19 e que já há muito mais informação do que antes do confinamento em Março/Abril/Maio, mas o caso do futebol é um assunto muito específico e que tem de ser tratado “com pinças”. Vamos ver como se irão desenrolar as próximas notícias sobre este tema.
Saudações Leoninas
andresilvac
É assim como é óbvio e já tinha referido ao dia de hoje no estado em que está o país actualmente não é de todo responsável pensar em reabrir os estádios, mas e é um grande mas poderia ter sido dado o ok em Agosto e ter sido retirado agora (o resultado foi o mesmo) e aqui a DGS nunca deu o OK mesmo quando andávamos nos 150 ou 200 casos, hoje com 900 é impensável mas a altura teria sido possível.
Um cinema tem uma porta um estádio moderno tem um sem número de entradas saídas e setores independentes entre si volto a referir é mais seguro ver futebol num estádio ao ar livre que ir ao cinema mas isso é tão óbvio que só a DGS não quis ver.