Jogar com dois autocarros contra o Gil Vicente ia ser engraçado.
Ryovanni
Posted
Outubro 23, 2020 at
9:12 pm
É um sistema interessante, que poderá dar jeito em alguns jogos específicos. O plantel dispõe de jogadores com capacidade neste sistema. Contra o City, a estratégia quase que resultou, mas não estávamos a contar ter de jogar contra duas equipas.
coach407
Posted
Outubro 23, 2020 at
5:02 pm
O Sérgio Conceição tem feito dos melhores trabalhos do século no nosso campeonato portanto não é novidade nenhuma que quando mexe muito na estrutura tática os adeptos podem estar tranquilos porque a equipa surpreende sempre. Já deixa de ser surpresa.
Em relação ao jogo, é o 1º grande teste para o Gil Vicente que tem sido talvez a equipa mais competente do campeonato do ponto de vista defensivo com apenas 1 golo sofrido num cruzamento que saiu mal ao Tondela e a bola acabou na baliza depois de bater no poste, um chouriço de todo o tamanho talvez no único lance que o Tondela se aproximou da baliza do Gil Vicente.
Não me recordo de nenhuma oportunidade dos adversários do Gil Vicente em jogo corrido em nenhum dos 3 jogos, no entanto contra o Santa Clara mostraram dificuldades nas bolas paradas que poderá ser a chave para o FC Porto chegar à vantagem e a partir daí está feito o mais difícil. Além disso, os centrais do Gil Vicente têm alguma falta de qualidade individual, o que se nota em alguns momentos e contra o FC Porto ainda mais. Não seria surpreendente também desbloquearem o jogo num erro individual na saída de bola, um penálti parvo ou um vermelho escusado.
Claro que aqui o mais provável é sempre uma goleada do FC Porto já que joga no Dragão contra uma equipa tremendamente mais fraca do ponto de vista individual, mas é um jogo perigoso até porque o Gil Vicente teve mais tempo para o preparar e estará mais fresco fisicamente.
O Gil Vicente tem sido intratável no controlo da profundidade. Claro que nunca defrontou um Marega, mas acho que o FC Porto pode ter dificuldades, sobretudo se jogar no habitual 4x3x3 com o Marega sozinho na frente em vez de soltar o Marega e fixar um avançado como Taremi. Aí sim, não vejo o Gil Vicente a ter grandes hipóteses.
Ainda assim, o Gil Vicente joga habitualmente num 3x4x3 dominante, gosta de ter bola, normalmente as estatísticas da posse de bola caem sempre para o lado do Gil, algumas vezes de forma esmagadora, mas isso obviamente não vai acontecer neste jogo. Por outro lado, também não vejo problemas, em caso de sufoco, no Gil em recuar para um 5x4x1 de contenção e a jogar a 60 metros da baliza adversária. É que o Gil Vicente na frente deve jogar com Lourency, Antoine Léautey e Samuel Lino. 3 jogadores rápidos, potentes e muito móveis que fazem a diferença sem precisar de um futebol apoiado ou com setores próximos.
De qualquer forma, o Rui Almeida é um romântico do futebol portanto deve tentar dividir o jogo, ter bola, sair a jogar na defesa, passes curtos, mesmo sob pressão com 3/4 homens. Enfim, manter a mesma ideia de jogo ajustando à valia do adversário. Dada a diferença de qualidade individual, pode ser arriscado, mas a derrota é garantida, acima disso é lucro.
Com a estratégia certa, com o FC Porto a errar o 11 e a dar 45 minutos de avanço, com sorte, com inspiração do Dénis e da linha defensiva, desinspiração dos avançados do FC Porto mais uma dose de eficácia do Gil Vicente… pode ser possível fazer uma gracinha.
Ainda assim, são demasiadas variáveis para evitar o mais provável que é uma goleada do FC Porto.
Giuseppe F
Posted
Outubro 23, 2020 at
4:21 pm
Eu penso que em Portugal, se és claramente superior já sabes que o adversário vai jogar na retranca (é sempre assim, os treinadores em Portugal são muito calculistas). Para mim, um grande devia sempre abordar os jogos com dois avançados (só não digo 2 pontas de lança porque isso impede que o jogo seja fluído). Presença forte na área, com extremos ora verticais ora fortes em jogo interior e médios intensos.
Por isso é que acho que Jesus tinha bastante sucesso quando jogava com Enzo e Lima ou Adrien e Téo (mais tarde). Cumpriam isto bem.
Estigarribia
Posted
Outubro 23, 2020 at
3:48 pm
Não acredito que o FC Porto vá jogar com um sistema de três defesas-centrais no confronto com o Gil Vicente. Além de ser um sistema em que não estou habituado a ver o FC Porto utilizar, é também ele um sistema que dá muito trabalho aos treinadores (basta ter como exemplo o 3x4x3 do Rúben no Sporting que ainda não está totalmente afinado, mesmo sabendo que o Rúben transita da época passada em Alvalade).
Contudo, no período pós-Mourinho, digamos assim, penso que o único treinador que jogou num sistema de três defesas-centrais penso que foi, salvo erro, o holandês Co Adriaanse em 2005-2006. Daí para cá, técnicos como Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca ou Nuno E. Santo, salvo erro, utilizaram um sistema de 4x3x3.
Saudações Leoninas
Ryovanni
Posted
Outubro 23, 2020 at
9:26 pm
O sistema do Co Adriaanse era algo diferente deste sistema de 3 centrais que temos vindo a ver recentemente. Se a memória não me trai, jogava com 2 centrais fixos (Pepe e Bruno Alves) e um “falso” central que era o Bosingwa que desdobravasse para a lateral direita, ou quando este avançava para o ataque, o Paulo Assunção. Na esquerda jogavámos com um ala que fazia o corredor inteiro (César Peixoto antes da grave lesão que teve e depois passou a ser o Marek Cech). Jogávamos com 2 médios de alta rotação (Lucho e Meireles, que faziam vários quilómetros por jogo), Quaresma a extremo a variar entre a esquerda e a direita, Postiga a 10 e McCarthy a ponta de lança. Era um sistema de jogo algo estranho de explicar (e mesmo de entender, até porque não me recordo de ver alguma vez mais alguém utilizar este figurino tático), mas até deu os seus frutos. Conquistámos a dobradinha, a equipa praticava um futebol ofensivo atraente, mas muito permeável defensivamente. À medida que a época foi decorrendo, o futebol praticado passou a ser menos ofensivo e suicida e começou a tornar-se mais pragmático.
Valderrama
Posted
Outubro 23, 2020 at
11:57 pm
Ryovanni era quase isso com Pedro Emanuel por Bruno Alves e Jorginho por Postiga. O tal ala esquerdo foi mudando muito durante o ano, sendo que por vezes era mesmo Quaresma quando Lisandro aparecia como extremo direito (a pior das invenções de Co Adriaanse). Mais uma vez volto a dizer que esta equipa, pese embora a táctica arrojada, não era especialmente ofensiva.
Ryovanni
Posted
Outubro 24, 2020 at
7:20 am
Já nem me lembrava dessa de jogar com o Lisandro a extremo. O holandês tinha uma panca gigante naquela cabeça, de facto. A verdade é que a equipa também foi mudando ao longo da época. Recordo-me do Diego também ter feito muitos jogos com o Adriaanse, mas depois chateou-se com ele e saiu a meio época (com muita pena minha, porque era um jogador que apreciava bastante). A meio dessa época fomos buscar o Adriano, porque o McCarthy começou a baixar de rendimento. Recordo-me, inclusive, que o titular da baliza no início da época foi o Baía e depois a meio decidiu colocar o Helton.
Giuseppe F
Posted
Outubro 23, 2020 at
4:18 pm
O Co Adriaanse jogava em 334, um sistema com apenas 1 cental e 2 laterias.
Foi provavelmente das equipas mais demolidoras assim que vi em Portugal.
Valderrama
Posted
Outubro 23, 2020 at
4:38 pm
Não é bem assim, jogava muitas vezes com um central adaptado à esquerda (normalmente Pedro Emanuel, por vezes Ricardo Costa) com Pepe indiscutível no meio a ter o apoio de Paulo Assunção mais à frente e com Bosingwa, esse sim a assumir o corredor.
Valderrama
Posted
Outubro 23, 2020 at
4:02 pm
O Co Adriaanse jogava com três defesas, não com três centrais. Um desses três que partia de trás era com muita frequência o Bosingwa que jogava como lateral direito e até era muitíssimo interventivo no ataque. Simultaneamente também apostava num meio campo muito conservador (Paulo Assunção, Meireles, Lucho, o “desequilibrador” era muitas vezes o Jorginho!) e, ao contrário do que vejo muitas vezes dito, o seu futebol estava longe de ser uma vertigem ofensiva, sendo que o resultado mais frequente da era do holandês e que lhe permitiu fazer a dobradinha até era mesmo o 1-0.
Giuseppe F
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Outubro 23, 2020 at
4:19 pm
O outro lateral era o Marek Cech.
Estigarribia
Posted
Outubro 23, 2020 at
4:17 pm
Valderrama,
Obrigado pela correcção. Mas, lá está, isso que dizes vai de encontro ao que eu disse. Adriaanse foi o único treinador do FC Porto a jogar num sistema de três defesas (mais uma vez, obrigado pela correcção).
Quanto a essa época do FC Porto, os dragões ainda perderam o clássico com o Benfica com o mítico golo do Laurent Roberto no Estádio da Luz.
Esse esquema que SC abordou em Manchester só funciona em certos jogos, em que o adversário gosta de subir as linhas e quando há espaço para sair rápido. A maioria dos jogos do campeonato não é assim, mas poderá voltar a utilizar esse sistema se lhe convier, acho que os treinadores têm que ser inteligentes o suficiente para poder adaptar a equipa aos adversários e às condicionantes do jogo, disso também se fazem os grandes treinadores. Ainda ontem, o JJ fez o mesmo, não há que ter vergonha, se o jogo estava a pedir uma defesa a 5, joga-se com uma defesa a 5. Acho que as equipas não devem estar a jogar apenas num esquema tático, acho que sim devem ter um preferencial e depois podem fazer mudanças de acordo com o que aparece no jogo e o plantel do Porto até está bastante bem trabalhado para isso.
Dca
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Outubro 23, 2020 at
3:12 pm
Acho que na pergunta o jornalista, nunca se ouviu dizer que ele foi para lá defender, foi sim uma pergunta se foi adaptação ao adversário ou se é para manter, e o Sérgio conseguiu transformar aquilo numa pergunta de que foi para lá defender, negando obviamente. Depois o mesmo Sérgio Conceição diz que utilizou aquele sistema por estratégia (ou seja, a tal adaptação). Sobre o jogar com 3 ou 5 defesas, é o mesmo que o Sporting. A atacar são 3 defesas e a defender são 5. Não há grandes novidades.
Kacal
Posted
Outubro 23, 2020 at
2:49 pm
Cá em Portugal em 90% dos jogos prefiro utilizar um 2º avançado, ter dois na frente e ter dois extremos e até um médio mais ofensivo. Otávio, Corona, Luis Díaz/Felipe Anderson, Marega e Taremi/Toni Martínez.
16 Comentários
tiagoagm
Jogar com dois autocarros contra o Gil Vicente ia ser engraçado.
Ryovanni
É um sistema interessante, que poderá dar jeito em alguns jogos específicos. O plantel dispõe de jogadores com capacidade neste sistema. Contra o City, a estratégia quase que resultou, mas não estávamos a contar ter de jogar contra duas equipas.
coach407
O Sérgio Conceição tem feito dos melhores trabalhos do século no nosso campeonato portanto não é novidade nenhuma que quando mexe muito na estrutura tática os adeptos podem estar tranquilos porque a equipa surpreende sempre. Já deixa de ser surpresa.
Em relação ao jogo, é o 1º grande teste para o Gil Vicente que tem sido talvez a equipa mais competente do campeonato do ponto de vista defensivo com apenas 1 golo sofrido num cruzamento que saiu mal ao Tondela e a bola acabou na baliza depois de bater no poste, um chouriço de todo o tamanho talvez no único lance que o Tondela se aproximou da baliza do Gil Vicente.
Não me recordo de nenhuma oportunidade dos adversários do Gil Vicente em jogo corrido em nenhum dos 3 jogos, no entanto contra o Santa Clara mostraram dificuldades nas bolas paradas que poderá ser a chave para o FC Porto chegar à vantagem e a partir daí está feito o mais difícil. Além disso, os centrais do Gil Vicente têm alguma falta de qualidade individual, o que se nota em alguns momentos e contra o FC Porto ainda mais. Não seria surpreendente também desbloquearem o jogo num erro individual na saída de bola, um penálti parvo ou um vermelho escusado.
Claro que aqui o mais provável é sempre uma goleada do FC Porto já que joga no Dragão contra uma equipa tremendamente mais fraca do ponto de vista individual, mas é um jogo perigoso até porque o Gil Vicente teve mais tempo para o preparar e estará mais fresco fisicamente.
O Gil Vicente tem sido intratável no controlo da profundidade. Claro que nunca defrontou um Marega, mas acho que o FC Porto pode ter dificuldades, sobretudo se jogar no habitual 4x3x3 com o Marega sozinho na frente em vez de soltar o Marega e fixar um avançado como Taremi. Aí sim, não vejo o Gil Vicente a ter grandes hipóteses.
Ainda assim, o Gil Vicente joga habitualmente num 3x4x3 dominante, gosta de ter bola, normalmente as estatísticas da posse de bola caem sempre para o lado do Gil, algumas vezes de forma esmagadora, mas isso obviamente não vai acontecer neste jogo. Por outro lado, também não vejo problemas, em caso de sufoco, no Gil em recuar para um 5x4x1 de contenção e a jogar a 60 metros da baliza adversária. É que o Gil Vicente na frente deve jogar com Lourency, Antoine Léautey e Samuel Lino. 3 jogadores rápidos, potentes e muito móveis que fazem a diferença sem precisar de um futebol apoiado ou com setores próximos.
De qualquer forma, o Rui Almeida é um romântico do futebol portanto deve tentar dividir o jogo, ter bola, sair a jogar na defesa, passes curtos, mesmo sob pressão com 3/4 homens. Enfim, manter a mesma ideia de jogo ajustando à valia do adversário. Dada a diferença de qualidade individual, pode ser arriscado, mas a derrota é garantida, acima disso é lucro.
Com a estratégia certa, com o FC Porto a errar o 11 e a dar 45 minutos de avanço, com sorte, com inspiração do Dénis e da linha defensiva, desinspiração dos avançados do FC Porto mais uma dose de eficácia do Gil Vicente… pode ser possível fazer uma gracinha.
Ainda assim, são demasiadas variáveis para evitar o mais provável que é uma goleada do FC Porto.
Giuseppe F
Eu penso que em Portugal, se és claramente superior já sabes que o adversário vai jogar na retranca (é sempre assim, os treinadores em Portugal são muito calculistas). Para mim, um grande devia sempre abordar os jogos com dois avançados (só não digo 2 pontas de lança porque isso impede que o jogo seja fluído). Presença forte na área, com extremos ora verticais ora fortes em jogo interior e médios intensos.
Por isso é que acho que Jesus tinha bastante sucesso quando jogava com Enzo e Lima ou Adrien e Téo (mais tarde). Cumpriam isto bem.
Estigarribia
Não acredito que o FC Porto vá jogar com um sistema de três defesas-centrais no confronto com o Gil Vicente. Além de ser um sistema em que não estou habituado a ver o FC Porto utilizar, é também ele um sistema que dá muito trabalho aos treinadores (basta ter como exemplo o 3x4x3 do Rúben no Sporting que ainda não está totalmente afinado, mesmo sabendo que o Rúben transita da época passada em Alvalade).
Contudo, no período pós-Mourinho, digamos assim, penso que o único treinador que jogou num sistema de três defesas-centrais penso que foi, salvo erro, o holandês Co Adriaanse em 2005-2006. Daí para cá, técnicos como Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca ou Nuno E. Santo, salvo erro, utilizaram um sistema de 4x3x3.
Saudações Leoninas
Ryovanni
O sistema do Co Adriaanse era algo diferente deste sistema de 3 centrais que temos vindo a ver recentemente. Se a memória não me trai, jogava com 2 centrais fixos (Pepe e Bruno Alves) e um “falso” central que era o Bosingwa que desdobravasse para a lateral direita, ou quando este avançava para o ataque, o Paulo Assunção. Na esquerda jogavámos com um ala que fazia o corredor inteiro (César Peixoto antes da grave lesão que teve e depois passou a ser o Marek Cech). Jogávamos com 2 médios de alta rotação (Lucho e Meireles, que faziam vários quilómetros por jogo), Quaresma a extremo a variar entre a esquerda e a direita, Postiga a 10 e McCarthy a ponta de lança. Era um sistema de jogo algo estranho de explicar (e mesmo de entender, até porque não me recordo de ver alguma vez mais alguém utilizar este figurino tático), mas até deu os seus frutos. Conquistámos a dobradinha, a equipa praticava um futebol ofensivo atraente, mas muito permeável defensivamente. À medida que a época foi decorrendo, o futebol praticado passou a ser menos ofensivo e suicida e começou a tornar-se mais pragmático.
Valderrama
Ryovanni era quase isso com Pedro Emanuel por Bruno Alves e Jorginho por Postiga. O tal ala esquerdo foi mudando muito durante o ano, sendo que por vezes era mesmo Quaresma quando Lisandro aparecia como extremo direito (a pior das invenções de Co Adriaanse). Mais uma vez volto a dizer que esta equipa, pese embora a táctica arrojada, não era especialmente ofensiva.
Ryovanni
Já nem me lembrava dessa de jogar com o Lisandro a extremo. O holandês tinha uma panca gigante naquela cabeça, de facto. A verdade é que a equipa também foi mudando ao longo da época. Recordo-me do Diego também ter feito muitos jogos com o Adriaanse, mas depois chateou-se com ele e saiu a meio época (com muita pena minha, porque era um jogador que apreciava bastante). A meio dessa época fomos buscar o Adriano, porque o McCarthy começou a baixar de rendimento. Recordo-me, inclusive, que o titular da baliza no início da época foi o Baía e depois a meio decidiu colocar o Helton.
Giuseppe F
O Co Adriaanse jogava em 334, um sistema com apenas 1 cental e 2 laterias.
Foi provavelmente das equipas mais demolidoras assim que vi em Portugal.
Valderrama
Não é bem assim, jogava muitas vezes com um central adaptado à esquerda (normalmente Pedro Emanuel, por vezes Ricardo Costa) com Pepe indiscutível no meio a ter o apoio de Paulo Assunção mais à frente e com Bosingwa, esse sim a assumir o corredor.
Valderrama
O Co Adriaanse jogava com três defesas, não com três centrais. Um desses três que partia de trás era com muita frequência o Bosingwa que jogava como lateral direito e até era muitíssimo interventivo no ataque. Simultaneamente também apostava num meio campo muito conservador (Paulo Assunção, Meireles, Lucho, o “desequilibrador” era muitas vezes o Jorginho!) e, ao contrário do que vejo muitas vezes dito, o seu futebol estava longe de ser uma vertigem ofensiva, sendo que o resultado mais frequente da era do holandês e que lhe permitiu fazer a dobradinha até era mesmo o 1-0.
Giuseppe F
O outro lateral era o Marek Cech.
Estigarribia
Valderrama,
Obrigado pela correcção. Mas, lá está, isso que dizes vai de encontro ao que eu disse. Adriaanse foi o único treinador do FC Porto a jogar num sistema de três defesas (mais uma vez, obrigado pela correcção).
Quanto a essa época do FC Porto, os dragões ainda perderam o clássico com o Benfica com o mítico golo do Laurent Roberto no Estádio da Luz.
Saudações Leoninas
https://www.youtube.com/watch?v=0Vn4eKfTuhA
Tiago Silva
Esse esquema que SC abordou em Manchester só funciona em certos jogos, em que o adversário gosta de subir as linhas e quando há espaço para sair rápido. A maioria dos jogos do campeonato não é assim, mas poderá voltar a utilizar esse sistema se lhe convier, acho que os treinadores têm que ser inteligentes o suficiente para poder adaptar a equipa aos adversários e às condicionantes do jogo, disso também se fazem os grandes treinadores. Ainda ontem, o JJ fez o mesmo, não há que ter vergonha, se o jogo estava a pedir uma defesa a 5, joga-se com uma defesa a 5. Acho que as equipas não devem estar a jogar apenas num esquema tático, acho que sim devem ter um preferencial e depois podem fazer mudanças de acordo com o que aparece no jogo e o plantel do Porto até está bastante bem trabalhado para isso.
Dca
Acho que na pergunta o jornalista, nunca se ouviu dizer que ele foi para lá defender, foi sim uma pergunta se foi adaptação ao adversário ou se é para manter, e o Sérgio conseguiu transformar aquilo numa pergunta de que foi para lá defender, negando obviamente. Depois o mesmo Sérgio Conceição diz que utilizou aquele sistema por estratégia (ou seja, a tal adaptação). Sobre o jogar com 3 ou 5 defesas, é o mesmo que o Sporting. A atacar são 3 defesas e a defender são 5. Não há grandes novidades.
Kacal
Cá em Portugal em 90% dos jogos prefiro utilizar um 2º avançado, ter dois na frente e ter dois extremos e até um médio mais ofensivo. Otávio, Corona, Luis Díaz/Felipe Anderson, Marega e Taremi/Toni Martínez.