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Vídeo: River conquista Libertadores com golaço de Quintero

A final mais longa de sempre teve um desfecho com as esperadas doses de dramatismo, mas a superioridade técnica do River acabou por se impor. Num triunfo com enorme importância simbólica (os Milionários saram a ferida da descida), Gallardo reafirma-se como super-especialista em torneios a eliminar (são já duas Libertadores, duas Taças da Argentina, duas Supertaças Sul-Americanas, uma Supertaça Argentina e uma Taça Sul-Americana) e muito graças à entrada de Quintero em jogo. O colombiano saiu do banco após o Boca ter sido superior no 1.º tempo, conseguindo condicionar bem a circulação do River (que nunca encontrou Nacho Fernández nem Pity Martínez) e criando mais perigo no ataque, mas com o ex-FC Porto no terreno os Milionários começarem a associar-se melhor e a encontrar as brechas na defensiva dos Xeneizes, sendo que a expulsão de Barrios fez pender definitivamente a barreira para o lado dos de Gallardo.

O River Plate conquistou pela 4.ª vez a Taça dos Libertadores ao bater, no Santiago Bernabéu, o Boca Juniors, por 3-1. Um duelo mais emotivo que técnico, com Benedetto, num belo lance a adiantar o Boca antes do intervalo. No 2.º tempo o River reagiu e empatou por Pratto, o que levou o jogo para o prolongamento. Nessa fase Quintero, que saiu do banco para mexer com a partida, consumou a reviravolta no marcador com um tiraço, tendo Pity Martínez já no minuto 122, feito o 3-1 final, num lance em que caminhou quase 70 metros para uma baliza deserta devido à subida de Andrada à área contrária.

Individualmente, e além de Quintero – que espalhou excelência ao nível do passe (muitas bolas a romper linhas) e entrou para a história com um golaço memorável-, Nacho Fernández (muito bem no lance o 1-1) e Pratto (pouco em jogo mas, tal como na Bombonera, marcou) destacaram-se no lado do River (por outro lado, Ponzio fartou-se de falhar passes). Por parte do Boca, Nández fez uma exibição cheia de coração, Benedetto marcou um belo golo (nesta reta final de Libertadores esteve em grande) e Villa agitou no 1.º tempo mas faltou qualidade aos Bosteros, sendo que Schelotto será criticado por ter tirado Benedetto tão cedo e só ter apostado em Tévez depois do 2-1.

O golo magistral de Quintero que deixou o River com uma mão na Taça:

António Hess
Author: António Hess

17 Comentários

  • Kafka
    Posted Dezembro 10, 2018 at 9:13 pm

    O Boca bem chorou e tentou ganhar fora das 4 linhas, mas como sempre disse o River contra tudo e contra todos iria vencer pq é melhor, e provou-o nesta final onde vergonhosamente lhes tiraram o factor casa, só para o Boca não ser humilhado no Monumental…

    Mas apesar de todas estas contrariedades, no fim o River venceu o jogo mais importante da história e assim marca uma cicatriz eterna no Boca, que já não podera “gozar” com a descida do River… Agora sim a descida do River está finalmente sarada, e os adeptos do River poderão voltar a andar de cabeça levantada perante os do Boca…

    “El mas grande sigue siendo River”

  • MiguelF
    Posted Dezembro 10, 2018 at 9:41 pm

    Grande jogo e golaço do Quintero!

    Não consigo perceber como o FC Porto colocou uma opção de compra tão baixa num jogador desta qualidade.

    Sempre achei o colombiano um excelente jogador e até percebo que talvez não tivesse tido responsabilidade suficiente quando estava no Porto (saídas, bebida etc etc) mas acho que todos merecem uma segunda oportunidade.

    Que jeito dava agora mas o River de certeza que vai ativar a opção de compra.

  • Fernando neves _36
    Posted Dezembro 10, 2018 at 9:58 pm

    Grande grande final, que emoção, que vontade, um jogo fascinante, é por isto que esta é a maior rivalidade do mundo, a cara dos adeptos de ambas as equipas, quando a câmara os filmava, mostra que esta final era muito mais do que um jogo.
    No River a entrada do Quintero mudou por completo o jogo, foi sem dúvida o melhor jogador em campo e se alguém merecia aquele golo era ele, (não consigo perceber como não teve sucesso no Porto), aquele pé esquerdo tem olhos, fez o que quis enquanto teve em campo, também Enzo Perez continua a jogar muito bem e mostra que ainda é um belo jogador.
    No Boca (gosto muito do Nandez, aquela assistência é de um verdadeiro craque), a saida do Benedetto matou a equipa por completo, não consigo entender a substituição, assim que ele saiu a equipa do Boca acabou, quanto ao golo que marcou, uma finalização soberba e também acho que é um grande jogador e gostava muito de o ver no Benfica.
    Só faltaram 2 coisas, o jogo ser no Monumental e ir a pênaltis.
    P.s. 1- Devido ao que o Luis Catarino disse, também adorei o Veron e colocava sempre ele no top 5, mas acho que Pirlo, Xavi e Iniesta eram melhores passadores do que Veron, o que acham ?
    P.s. 2- Também tendo em conta o que o Catarino disse, acho que o golo do Rui Costa é bastante diferente deste do Quintero, qual a vossa opinião ?
    P.s. 3- Admito que queria a vitória do River Plate, portanto estou muito satisfeito!

    • Kafka
      Posted Dezembro 10, 2018 at 10:11 pm

      PS1: Eu acho que Messi no passe é melhor que os 3 que frisaste e melhor que o Veron…mas é dificil (impossivel) dizer qual o melhor de sempre no passe

      PS2: Concordo, a única coisa que é similar é que bate na barra antes de entrar, mas toda a jogada é diferente, o golo de Portugal nasce de um contra-ataque e o golo do River é de uma jogada de insistência

    • Filipe Ribeiro
      Posted Dezembro 10, 2018 at 11:02 pm

      Passe longo era melhor que esses.
      Top 5 melhores passadores??
      Nem nos 20 provavelmente,Rui Costa,Laudrup,Valderrama,De La Peña,Guti,Maradona,Hagi,Platini,Bochini,Netzer,Rivera,Zico,Riquelme eram superiores no passe do que o Veron.

      • Fernando neves _36
        Posted Dezembro 11, 2018 at 11:08 am

        Desses todos, pelo menos 8 nunca vi jogar, referia me apenas aos jogadores que vi jogar

  • Tsubasa
    Posted Dezembro 10, 2018 at 10:22 pm

    Se este já era o maior jogo da história do futebol, agora fica também como o jogo/final mais “longa” da história….finalmente aconteceu e terminou um dos momentos mais transcendentais para qualquer adepto de futebol seja de que clube for, porque este jogo ultrapassa toda e qualquer dimensão futebolística

    Como foi o River a vencer, deixo aqui aquela que considero ser a música mais bonita que já ouvi numa claque de futebol, e que é da autoria dos Borrachos del Tablon

    https://www.youtube.com/watch?v=L18tIPAAt64

  • Pablo
    Posted Dezembro 10, 2018 at 10:37 pm

    Grande final! A primeira parte não foi muito conseguida mas depois foi a subir. Percebeu se que o River tem mais qualidade técnica. Para mim não só a entrada de Quintero que foi crucial mas fundamentalmente a saida de Ponzio com o Enzo a baixar no terreno dando melhor circulação de bola, notou se uma diferença enorme.

    Por fim não entendi a saída de Benedetto, e a entrada de Gago, um jogador bem frágil. E Tevez entrou tarde.

  • LES
    Posted Dezembro 10, 2018 at 10:49 pm

    Serei polémico com o que escreverei, mas este resultado final teve o seu “que” de justiça poética. Tentou-se sujar tanto, mas tanto a imagem do River, a lavagem cerebral foi tanta para condicionar a equipa que melhor futebol apresentara na primeira mão na La Bombonera, que o Boca tentou e conseguiu evitar um confronto na sempre complicada visita ao Monumental (onde para a Liga até se têm dado bem nos últimos anos, mas na Libertadores perderam 1×0 em 2015). Mas não só por isso! Esta vitória é o triunfo dos triunfos, a Copa das Copas, será a marca mais hedionda na história do Boca, pois viu o seu eterno rival, outrora gozado por “RiBer” pela descida à Primera B Nacional, a superiorizar-se, no segundo tempo e no prolongamento, numa reviravolta fantástica e que teve a imortalização de Quintero, com aquele golaço na gaveta, a fazer explodir os festejos do Millo e certamente a deixar o Benedetto com a língua para dentro. E é o triunfo que coloca Gallardo num patamar extraordinário no que respeita a treinadores argentinos a trabalhar na América do Sul – quando dará o salto para a seleção ou para um clube europeu? Do lado dos Xeneizes, incompreensível a forma como mexeram os gémeos nesta partida – Tevez tão tarde a entrar na final? – e um jogo tanto na expectativa, que por pouco não resultou – aquela bola ao poste de Armani, com a contenda a 2-1 gelou muitos adeptos atrás dessa baliza e meia Argentina! Por fim, salientar o espírito de sacríficio de Nandez, que esteve a um triz de não jogar o prolongamento e a minha desilusão por este encontro não se realizar na América do Sul – com muitos interesses desde FIFA, CONMEBOL e afins por trás desta decisão que é uma falta de respeito pela denominação da competição, atendendo ao país escolhido.

    • Rui Miguel Ribeiro
      Posted Dezembro 10, 2018 at 11:38 pm

      Excelente comentário. Sempre preferi o River Plate, mas nesta conjuntura, mais ainda. A Taça ficou bem entregue.

  • Joga_Bonito
    Posted Dezembro 10, 2018 at 10:49 pm

    Abri uma excepção na minha visão do futebol. O único clube que tenho é o Benfica. Nunca apoiei nenhum outro, por isso conseguia apreciar o futebol que cada equipa me dava e no final, que ganhasse o melhor.
    Mas só pelas atitudes do Boca em querer ganhar na secretaria, depois de incidentes que já se passaram ao contrário sem que ninguém pedisse taças na secretaria, ontem estive pelo River.
    E que bela vitória foi, e por números categóricos.
    Adoro Maradona, o meu ídolo de sempre, talvez o jogador que mais admirei, e por isso nada tenho contra o Boca, mas detesto tentativas de ganhar na secretaria. Seria péssimo para o futebol que tal sucedesse e muitos não percebem o precedente que se abriria caso isso surgisse.
    Ganhou o River, ganhou o futebol!

    • Filipe__Santos
      Posted Dezembro 11, 2018 at 9:51 am

      Só um reparo: o Boca foi desclassificado numa eliminatória da Libertadores em 2015 por causa de uma situação que se pode considerar idêntica – ataque dos adeptos Xenaizes aos jogadores do River, no recolher para o intervalo.

  • Flavio Trindade
    Posted Dezembro 10, 2018 at 11:31 pm

    Tudo o que não fosse a vitória do River seria tremendamente injusto.

    E falo apenas do plano futebolístico que é o que realmente interessa.
    O River foi mais equipa nos dois jogos contra um plantel mais caro e bem mais apetrechado em qualidade e quantidade do Boca. (num 11 combinado seria fácil meter 7/8 jogadores do Boca fácil…)

    Mas a grande diferença fez-se essencialmente nos bancos, onde o River tem só o melhor treinador da América do Sul e que já pede outros voos há algum tempo (está fadado para ter uma excelente carreira na Europa e gostava muito de o ver regressar ao Monaco onde brilhou como jogador)

    Fisicamente o River aniquilou o Boca.
    Foram mais intensos, mais pressionantes, com um bloco mais sólido e de processos mais simples.
    Ignácio Fernandez e Pity Martinez partiram pedra durante todo o jogo e massacraram os laterais xeneizes, e quando o Boca deu o estouro a partir da hora de jogo, Gallardo mete Quintero e para além do melhor jogo e transições, passou também a controlar em posse tendo Enzo recuado para pivot para iniciar a construção mais atrás.

    Do lado do Boca o único destaque vai para Nandez (que jogador!!!) um autêntico dínamo naquele meio campo que com muita estranheza ainda está na América do Sul e para Benedetto (estranhamente substituido), sendo que a coqueluche Pavón esteve totalmente desaparecido.

    Gallardo soma assim a sua segunda Libertadores, a juntar à Sul Americana já conquistada, às taças na Argentina, e à liga Uruguaia pelo Nacional na sua primeira experiência. Será a breve prazo o terceiro manager argentino de alto nível nas ligas de top 5 a juntar a Simeone e Pocchetino.

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