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Vine bisa e UAE já soma 4 etapas na Vuelta

Jay Vine foi o mais forte na etapa 10 da Vuelta, somando assim a 2.ª vitória nesta edição, sendo que a UAE já leva 4. O ciclista australiano destacou-se da fuga do dia e chegou isolado a El Ferial Larra Belagua. Na luta pela geral, Ayuso (decidiu trabalhar) ainda tentou desfazer o grupo, mas a distância para a meta ainda era grande e Almeida ficou logo sozinho, o que fez com que os favoritos chegassem todos juntos, a exceção foi Gall, que perdeu quase 30 segundos, e Torstein Træen, que cedeu finalmente e viu a camisola vermelha voltar para o corpo de Vingegaard.

11 Comentários

  • oMeuUserName
    Posted Setembro 3, 2025 at 9:02 am

    É um bocado frustrante para o João, porque nunca ninguém colabora com ele, todos jogam friamente, e tem-lhe faltado mais um colega ali nos últimos 5km, como o Jonas tem tido o Jorgenson (e às vezes mais o Kuss), apesar do bom trabalho do Ayuso e do Bjerg nesta etapa. Mas ele rebenta com o grupo, e depois com 5-10km para o fim, fica tudo às cavalitas dele, ninguém colabora, e ele então tem de abrandar, para não os rebocar e depois ser atacado no fim. É frustrante, mas entende-se, atenção! Vingegaard sempre foi assim, é muito calculista, e está na frente, pelo que não tem obrigação de nada. Pidcock já está num patamar onde dificilmente acreditaria que pudesse estar. E o Ricitello também estava numa posição que já é muito boa para ele, e estava a tentar sobreviver no grupo. Isto falando dos ciclistas que ficaram no grupo do João quando ele partiu a corrida. É certo que o Vingegaard podia ter posto o Jorgenson a colaborar para deixar o resto dos adversários para trás, mas assim “chupou” o João enquanto pode, foi inteligente. Veremos se Ayuso, Vine e Soler conseguem estar mais perto do João mais perto do fim das subidas, e aí ele pode tentar deixar definitivamente vários dos adversários para trás.

    • Cambiasso
      Posted Setembro 3, 2025 at 10:47 am

      Não percebo muito bem o que andam a jogar com o Soler. Ontem o Ayuso pegou no grupo e levou a corrida em ritmo bastante forte até apanharem o Bjerg, que fez outro grande trabalho e dinamitou ainda mais o grupo. Com este trabalho acabaram por rebentar com o Soler (que nem trabalhou) e o João acabou por ficar novamente isolado ainda a muitos km da meta. O Vine tinha a vitória no bolso e foi compreensível que não o quisessem parar…
      Podiam ter colocado o Soler a trabalhar primeiro, até apanharem o Bjerg e só depois deste rebentar é que colocavam um ritmo ainda mais forte com o Ayuso. Quem ganha uma etapa depois de estar 30km sozinho na frente, na primeira subida do dia não pode estar assim tão mal.
      Ou, estando o Soler ontem a uns 2 minutos do Vingegaard podiam ter mexido com ele primeiro para colocar pressão na Visma. E mesmo que não lhe fizessem perseguição era mais uma unidade na frente para ajudar o João, ou poderia recuperar tempo e chegar ao top10, ficando como uma carta ainda mais válida para jogar nas próximas etapas.

    • Paulo Roberto Falcao
      Posted Setembro 3, 2025 at 9:16 am

      Acho que a etapa de hoje é muito importante, e o João Almeida tem a vantagem de conhecer bem o seu percurso, uma vez que integra a Volta ao País Basco, que ele venceu. Vingegaard tem estado normal, ao seu nível, mas ainda não foi verdadeiramente atacado. Vamos ver como reage quando o for.

      O Ayuso paradoxalmente pode ser uma peça chave para o João Almeida, o que seria quase bizarro e surrealista tendo em conta tudo o que se passou até agora. Ontem o espanhol ataca a direção da equipa, mas defende João Almeida.

  • DNowitzki
    Posted Setembro 2, 2025 at 10:07 pm

    A Emirates não acredita no João.

    • Paulo Roberto Falcao
      Posted Setembro 3, 2025 at 8:34 am

      O Horner acha o mesmo. Será que ele ainda guarda mazelas da queda no Tour? É possível, e será a única forma de compreender o comportamento da sua equipa.

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Setembro 2, 2025 at 7:38 pm

    A Vuelta não acabou. Meio minuto não é nada, é este o único pensamento que João Almeida tem que ter, resistir e esperar uma falha.

    Em 1974 Juan Manuel Fuente também tinha a Vuelta ganha, e Agostinho resistiu, resistiu, resistiu e resistiu, e acabou por perder no contra relógio final por… 11 segundos. Pode perder, mas perder assim vale a pena porque isso é muito diferente do que perder sem lutar.

    • DNowitzki
      Posted Setembro 2, 2025 at 10:07 pm

      Eu acredito que ele não perdeu, mas que, efetivamente, foi roubado.

      • Paulo Roberto Falcao
        Posted Setembro 3, 2025 at 8:18 am

        Isso é um mito urbano, muitas vezes repetido. A verdade é que Agostinho perde a Vuelta porque passou metade da prova a ser um gregário de Luís Ocaña, e quando este caiu Agostinho, que estava escapado e iria provavelmente ganhar a etapa, incompreensivelmente teve ordens da sua equipa para esperar por Ocaña, tendo nessa ocasião perdido minuto e meio para o vencedor Fuente. Agostinho perde a Vuelta por culpa das decisões da sua equipa, perde-a porque não foi o líder da equipa desde o primeiro dia, mas apenas quando Ocaña se atrasou, tal como tinha perdido a sua primeira Volta a Portugal quando a equipa do Sporting apostou em Leonel Miranda.

        Isto são fatos, o resto são romances de cavalaria.

        • DNowitzki
          Posted Setembro 4, 2025 at 3:49 pm

          Eu conheço tão bem a história como tu, mas também sabes como a cronometragem era na época e como, em sucessivas etapas, houve tiradas de tempo muito duvidosas.

  • MrRalboa
    Posted Setembro 2, 2025 at 5:44 pm

    Jonas parece demasiado fácil mesmo quando o João aumentou o ritmo hoje . Em condições normais dará para o segundo lugar e sobretudo continua a faltar ao João aqueles 5/10 segundos de explosão onde mete watts suficientes para deixar os adversários para trás e depois sim meter o seu ritmo . Não deixa de ser um orgulho ver um tuga andar lá em cima no pelotão internacional.

  • Novo Aguedense
    Posted Setembro 2, 2025 at 3:52 pm

    Mais uma masterclass da UAE.

    SL

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