A Jumbo devia ter protegido o norte-americano ou é justo dar liberdade a quem está mais forte? Jonas hoje também queria vencer por Nathan Van Hooydonck, que está em estado crítico no hospital na sequência de um acidente de viação, mas é estranho atacar assim quando o companheiro está de vermelho. Ainda por cima a determinado momento até Roglic atacou, sem se importar de levar Mas e Ayuso na roda.
Jonas Vingegaard venceu a 16.ª etapa da Vuelta e aproximou-se muito da liderança. O ciclista dinamarquês atacou na subida a Bejes e não teve resposta, chegando com menos 1,01” que Ayuso, Mas e Roglic e 1,05” sobre Kuss. Já João Almeida foi 11.º a 1.09”. Na geral Sepp Kuss continua de vermelho, mas agora com apenas 29 segundos de vantagem em relação a Vingegaard.


18 Comentários
Francisco Ramos
Não entendi nada desta etapa por parte da Jumbo e da UAE.
– Jumbo, com o ataque de Vingegaard, o que aconteceu foi aproximar os rivais da camisola vermelha, ainda que poucos segundo tem em conta que Kuss conseguiu colar. Contudo, com o ataque deste, nem Roglic nem Kuss podiam atacar mas apenas seguir na roda. Contudo, deixou os Jumbo mais próximos entre eles do 1º, o que mostra que Kuss não tem capacidade para lutar pela vitória. As próximas etapas irão mostrar se o dia de hoje foi intencional.
– UAE. Fisher não foi carne, nem peixe porque não ganha a etapa e não ajuda os colegas. Depois não mexem porque Soler estava preso por arames e não queriam perder um lugar no TOP10 (quando já têm outros dois), logo nem ajudou Ayuso nem Almeida. Tudo o que fez hoje pareceu-me errado mas também não sei as pernas de cada um. E Soler tanto pode ser 5º como 8º e têm uma margem de segurança gigante por Almeida é 10º e o 13º está a 10 min de Soler, pelo que fiquei mesmo sem entender.
– Sobre as outras. Bora a também não querer queimar um ciclista e preferir o 8º e 9º lugar quando o TOP5 é podia ser uma realidade para Vlasov, estando novamente protegidos pelo tempo a que está o 13º lugar. O mesmo se aplica à Bahrein e em pior dose, que até tinha Pouls na frente e com Buitrago podiam ter levado Landa para cima (não há mais CR), tanto que entra logo a seguir Tiberi e Caruso (eram 5 elementos no total mas deixaram a Jumbo fazer sozinha o ataque à última subida).
– Movistar e Totalenergies a fazerem o que lhes competia com Mas e Cras, sozinhos muito cedo.
porra33
De acordo com a generalidade da análise. A UAE esteve bizarra. A minha opinião acerca da Jumbo é que estão tão confortáveis que dá para tudo e acho que o ataque de Vingegaard foi mais numa lógica de poder ganhar tempo a quartos e quintos para o Angliru. É possível que seja uma etapa onde se percam minutos e assim Vingegaard partirá como opção dois caso Kuss tenha um dia horrível. Roglic pura e simplesmente sucumbiu à lei do mais forte, é tão forte ou mais que Ayuso, Kuss, Mas ou Landa mas não é mais forte que Vingegaard e o dinamrquês está com a pedalada do Tour.
Quanto à Bora acho sinceramente que não há pernas para mais e amanhã será um teste de fogo para o belga, Vlasov terá outra bagagem, mas apontar ao top 5 na etapa de amanhã não é fácil para a Bora porque Mas, Landa estarão em terreno mais favorável que o russo
Francisco Ramos
Fiz a resposta acima, ele não assumiu.
Paulo Roberto Falcao
O objetivo do Vingeggaard era mostrar quem manda na Jumbo, depois de Roglic não ter ido ao Tour para ser o seu domestique nas montanhas. No fundo o objetivo era impedir a vitória do esloveno, e afirmar de forma indiscutível a sua liderança na equipa. Vencer a Vuelta vai ser um plus claro, mas se Kuss vencer isso não o deve maçar muito, o importante é mostrar a Roglic que, se ele quiser, ele nunca mais ganha nada. E no fundo condicionar a próxima temporada, do tipo se tu não vens ao Tour, eu volto a lixar-te e vou ao Giro só para ficar à tua frente.
Francisco Ramos
Porque razão iria ser o Roglic gregário de Vingegaard na Jumbo, quando:
– Venceu todas as corridas onde entrou como líder esta época.
– A equipa que foi ao Tour é suficiente para ter levado Vingegaard à vitória em dois anos seguidos.
Paulo Roberto Falcao
O Vingegaard entende, não sem alguma razão, que venceu o Tour SEM EQUIPA. Acabou quase sempre isolado contra o Pogacar. Há uns anos no Tour a Jumbo tinha Dumoulins e Roglic, ou seja tinha corredores capazes de fazer a diferença quando importa. Neste ano ele teve Kuss, e pouco mais.
Portanto não foi a equipa suficiente, foi ele que foi muito forte e brilhante, capaz de resistir a vários ataques do Pogacar estando absolutamente isolado, e sem equipa. Ele lembrou-se tantas disso durante o Tour que decidiu ir à Vuelta para mostrar a Roglic o aprisco dos humildes, e quem manda.
O ciclismo é um desporto de combate, disse-o em tempos o grande Bernard Hinault. Isto é um peso pesado TOP a mostrar o seu poder.
Francisco Ramos
Ganhou sem equipa? A Jumbo até ganhou a classificação por equipas! Teve Kuss, teve Kelderman, teve Benoot. E até me estou a esquecer do ET que fez só meio Tour a pensar que quando ia ser pai!
Quando ganhou Pogacar quem tinha ele consigo? Ninguém! Renco na Vuelta? Ninguém! Esses sim podem queixar-se, não quem anda na Jumbo!
Entendo apenas que é você a especular porque tudo o resto não faz sentido! Até porque a Jumbo tem mostrado que o ciclismo é… um desporto de equipa! E é isso que têm feito na Vuelta! E cheio de humildade, incluíndo Roglic.
Paulo Roberto Falcao
Chama-se lógica.
Neste Tour invariavelmente sempre que a montanha empinou acabavam 3 ciclistas isolados, Yates, Pogacar e Vingegaard. Dois contra um. Ele decide ir à Vuelta a meio da última semana de Tour porquê- porque estava contente com os seus moços?!
Sim isto é ciclismo profissional. A programação da época de um ciclista não é feita assim, e isto significa algo. Esta Vuelta está apenas a mostrar o que é.
Mas é assim isto é uma lógica, a tua é simplesmente dizer que não entendes nada.
Francisco Ramos
Chama-se… a tua lógica!
Até porque, primeiro o Yates acabou a 10 minutos, logo não ficou muito tempo junto a Vingegaard. E segundo, se Kuss não cai na etapa 20 e perde 20 minutos, tinha ficado em 9º lugar. Até quando olhando para os outros gregários, Kelderman e Majka ficaram mais ou menos ao mesmo tempo, Felix e Benoot também e por aí a fora.
E segundo a programação da época é adaptada conforme as condicionantes. Renco está na Vuelta porque desistiu do Giro (não estava programado), Roglic vai à Vuelta em 2021 e ganha porque caiu do Tour. E Vingegaard, quando ganha o Tour, a Jumbo quer fazer o que nunca foi feito, uma equipa ganhar as 3 grandes voltas. Daí voltar a chamar não só Vingegaard como Kuss que já tinha sido gregário nas duas anteriores (outra coisa nunca vista, participar nas 3 e da forma que o faz). Para estarem todos os melhores, só lhes falta WVA.
Podes ter a tua opinião mas daí a isso ser a verdade é ainda um longo caminho. Mas de Kaftas está o blog cheio, não precisamos de mais um!
Paulo Roberto Falcao
Não explicar absolutamente nada e ofender os outros é que é bonito.
Do que não precisamos é de demagogos, que falam muito mas explicam pouco.
Francisco Ramos
No final concordamos, pelo que podias explicar um bocado mais as tuas opiniões sem ser com teorias da conspiração. Até já te mostraram que Roglic já foi gregário de Vingegaard no seu primeiro Tour e tu continuas com uma “verdade” diferente!
DNowitzki
É nojento o que estão a fazer com o norte-americano. Olhando para a corrida até ao momento, Kuss iria vencer a Vuelta. E é mais do que merecido, tendo em conta a forma como contribui para Roglic e Vinge.
Não aprecio este tipo de competidores.
Trumen
Isto é competição ao mais alto nível. Nada é dado. Além de que é um desporto de equipa. O Kuss é gregário não é o líder. Jumbo muito vem aqui.
DNowitzki
Kuss está numa posição de vencer, logo tem de passar a ser ele o líder. A Jumbo está refém do Vinge, que, aparentemente, é quem manda e desmanda naquilo.
Paulo Roberto Falcao
Não sei se é bem assim, hoje decide-se muita coisa no temível Angliru, e as suas pendentes de 20%. Não sei até que ponto Kuss tem gasolina no depósito para aguentar isso, provavelmente pode não ter, e a sua equipa sabe disso.
Um domestique pode às vezes vencer, mas é muito raro. E no ciclismo ninguém dá nada a ninguém, queres vencer tens que provar que estás mais forte que os outros.
DNowitzki
Portanto, ataca o Vinge, ataca o Rog… Qual é a estratégia? Cada um por si?
Ninguém dá nada a ninguém? O Rog foi decisivo para rebentar com o Pogacar no primeiro Tour vencido pelo Vinge. Pôs-se ao serviço do norueguês e foi instrumental para a sua vitória.
Francisco Ramos
De facto não entendi nada da estratégia da UAE e a ausência de Vine não pode justificar tudo. Soler está no TOP10 devido a uma fuga, faz sentido queimar as restantes posições de Ayuso e Almeida para garantir 3 elementos lá? Até porque os pontos para equipas como esta não fazem muita diferença tal o número de vitórias que têm ao longo da época.
Sobre a Jumbo, basicamente garantiram uma melhor posição do seu 2º elemento caso Kuss ceda hoje, isto acreditando que querem dar a vitória a Kuss (eu pelo menos faria-o por agradecimento às voltas que tem dado aos outros como gregário). Até porque ganharam 30 segundos do 3º para o 3º mas aproximaram meia dúzia de segundos para o 1º. Penso que o dia de hoje nos irá mostrar o porquê da tática de ontem.
Sobre a Bora, discordo um pouco. Vlasov já fez 2º no Angliru em 2020, tem experiência com os melhores no Hautacam, Alpe D’Huez, etc., e tinha uma equipa que o conseguiria proteger mais que Mas e tanto como Landa. Depende é das pernas de cada um para o dia de hoje.
Aparte. Roglic é um grande ciclismo mas abaixo dos ET’s (Vingegaard e Pogacar) pelo que seguir na roda e fazer TOP3 é um grande resultado. E sem Vingegaard e a fuga de Kuss, conseguiria ganhar na mesma a Vuelta.
porra33
De acordo outra vez. Roglic sem Kuss e Vingegaard também me parece numa forma acima dos demais, a sua preparação para a Vuelta foi exemplar e estaria confortável a gerir a vantagem sobre os que vão atrás, mesmo Ayuso seria bem controlado por Roglic se fosse esse o mano a mano para a vitória nesta fase.