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Vingegaard é o primeiro dinamarquês ‘limpo’ a conquistar o Tour

O primeiro de vários? Já tinha feito 2.º o ano passado, inclusive vergou Pog na subida ao Mont Ventoux, algo que foi desvalorizado, e feito melhor que o esloveno no CR final, mas, apesar de ser o 2.º favorito, não deixa de ser uma semi-surpresa, principalmente pelo brutal nível que demonstrou, vergando por completo o rival esloveno (frustrou-o pela maneira como respondeu aos seus ataques) e sendo demolidor quando atacou, dando-se até ao luxo de esperar pelo rival e de dar a vitória a WvA no contrarrelógio. Curiosamente consegue este triunfo sem nunca ter vencido uma prova WT. Também por isso, e pela ausência de concorrência de topo (eram 2 e o resto), antes do Tour parecia que ia ser uma prova sem história, com o tri de Pogacar mais que assegurado e a dúvida até era se não ia conseguir uma sequência de 5-6 vitórias seguidas, no entanto o ciclista da UAE, também por ter sido excessivamente guloso… desgastou-se demasiado em sprints e não devia ter respondido a Roglic, que nunca contou para o totobola, na etapa do Col du Granon, acabou por, apesar do espetáculo que deu (3 vitórias), ter aqui o 1.º choque com a realidade na carreira, ainda por cima, além de agora ter um forte rival para os próximos anos (esta luta promete muito), na Vuelta, pela boa concorrência (Primoz, que descansou nesta semana, Landa, Hindley, Carapaz e talvez Bernal), e cansaço físico e mental, poderá ter mais dificuldades. Esta também acabou por ser a Volta a França do metade homem metade motor Wout van Aert, que venceu 3 etapas, ficou 4 vezes em 2.º, atacou quase todos os dias, bateu o recorde de pontos e ainda ajudou o líder na montanha. Também Thomas (no final da temporada passada nem se sabia se ia competir e faz mais um pódio), a Israel – Premier Tech (duas etapas), Magnus Cort (animou os primeiros dias e ainda venceu), Philipsen, Michael Matthews (vitória incrível), Pidcock, Quintana, Bardet e Gaudu (apesar de ter beneficiado da falta de concorrência) tiveram nota positiva, no entanto todos muito abaixo da Jumbo-Visma, que arrebatou 6 etapas, 3 camisolas, sendo que conseguiu finalmente a amarela, algo que já tentava desde os tempos da Rabobank, e nunca tinha conseguido. Já Caleb Ewan, Úran, Daniel Felipe Martínez, Sagan, Bahrain e a Movistar destacaram-se pela negativa.

Jonas Vingegaard sagrou-se campeão do Tour. O ciclista da Jumbo-Visma, que nunca tinha vencido uma prova WT, é assim o 1.º ciclista a ficar em 2.º e 1.º nas duas primeiras participações desde Jan Ullrich. Vingegaard, que ficou à frente de Pogacar, Geraint Thomas, Gaudu, Vlasov, Quintana, Bardet, Meintjes, Lutsenko e Yates, é também o 2.º dinamarquês a conquistar a Grand Boucle depois de Bjarne Riis, no entanto o Ørnen fra Herning assumiu que conseguiu essa vitória em 1996 recorrendo a substâncias dopantes. Já na etapa de consagração da Jumbo-Visma, que nunca tinha conquistado a prova francesa, levou a melhor Philipsen, que bateu ao sprint Dylan Groenewegen.

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8 Comentários

  • galucho10
    Posted Julho 24, 2022 at 7:07 pm

    Roglic tem duas vértebras fraturadas, a participação na Vuelta é improvável.

  • Kafka
    Posted Julho 24, 2022 at 7:09 pm

    Curioso ver que na 1a semana do Tour até já falavam em Pogacar dopado e tal… Como perdeu essas insinuações desapareceram, mas se tivesse ganho vinham com essa conversa… Ele a estar dopado, está como estão os outros, mas pronto enfim

    Bem mas adiante, o mais interessante aqui é olhar para a idade destes 2 meninos e ver que desde que mantenham o foco no ciclismo e não tenham lesões graves, podemos vir a ter uma das maiores rivalidades de sempre no ciclismo, com o monopólio destes 2 dos próximos 8/9 Tours, o que seria espectacular

    Quanto a Pogacar, esta derrota vai fazê-lo crescer, mas para se ter a dimensão do patamar onde está, com apenas 23 anos de idade, participou em 4 Grandes Voltas e tem 2 vitórias no Tour, 1 Segundo lugar no Tour, e 1 Terceiro lugar na Vuelta… É absolutamente estrondoso, aproveitamento a 100% de pódios nas 4 voltas que participou

  • DNowitzki
    Posted Julho 24, 2022 at 8:47 pm

    Sei que me estou a repetir, mas quem viu a segunda metade do Tour passado antecipou que isto pudesse acontecer. Talvez um dos que não o fez tenha sido o próprio Poga.

    Sem o acidente do colombiano, teríamos aqui um trio para uma década. Vamos ver o que dá a malta mais nova que está a brotar, como Remco, Ayuso, etc.

    Com a possível ausência de Roglic, poderemos ter uma Vuelta muito imprevisível. Aguardemos.

  • Jeco Baleiro
    Posted Julho 24, 2022 at 9:07 pm

    Chegaram a retirar o Tour ao Bjarne Riis? Já nem me lembrava dele. Ao ler o negrito até estava a pensar no Jan Ulrich, que até é alemão, e esteve envolvido em escândalos de doping, mas como tem o mesmo sobre nome do Lars dos Metallica, penso sempre que o gajo é dinamarquês.

  • Sporting1906
    Posted Julho 24, 2022 at 11:38 pm

    É sempre arriscado escrever um título deste tipo, quem sabe daqui a uns anos não descobrimos que o Vingegaard não está “limpo”. Ter vergado o Pogacar no Mont Ventoux no ano passado foi desvalorizado porque o Pogacar tinha mais de 5 minutos de vantagem na geral e ainda ficou à frente do Vingegaard nessa etapa. Também não acredito mutio que o Vingegaard tenha dado a vitória ao Van Aert no contrarelógio, acho que simplesmente ficou mais cuidadoso depois de quase ter tido um acidente porque não tinha necessidade de correr riscos. Dizer que Roglic nunca contou para o totobola é fácil de dizer depois mas à partida para o Tour o Roglic era o principal rival do Pogacar.
    Vingegaard foi fantástico mas continuo a achar que o Pogacar é superior e só não ganhou o Tour porque a Jumbo foi e é muito superior à UAE e por causa de não ter dedicado o ano todo exclusivamente a preparar o Tour.
    A maior figura do Tour foi claramente o Van Aert, esteve a um nível completamente absurdo e fez tudo.

  • porra33
    Posted Julho 25, 2022 at 3:05 pm

    Fazendo um balanço geral acho que mais importante que a vitória de Vingegaard é a vitória do ciclismo enquanto modalidade.

    Este Tour foi o melhor dos últimos anos em termos de espetáculo e táctica e isso é extremamente benéfico para a modalidade. O facto de poder vir a surgir aqui uma rivalidade duradoura entre Vingegaard e Pogaçar também é um grande bónus porque também destas grandes rivalidades de dois homens que o desporto cresce e gera paixão.

    Analisando mais em particular, há claramente três ciclistas e uma equipa que se sobressairam: Vingegaard, Van Aert e Pogaçar e a Jumbo. 8 vitórias em etapas para estes ciclistas mas mais que isso a maneira como estas vitórias foram conseguidas.

    Na minha opinião Pogacar continua a ser mais completo que Vingegaard mas a derrota deste ano faz com que o esloveno tenha que descer à terra e fazer escolhas. Afinal é humano e não dá para ganhar clássicas, provas de uma semana e o Tour porque há uma super equipa da Jumbo e corredores aos quais só consegue bater se estiver no topo de forma: Vingegaard e Roglic.
    Acho que lhe faz bem esta concorrência e de certo que para o ano quererá a “vingança” e preparará a época de outra forma.
    É também evidente que em termos de equipa a UAE está abaixo da Jumbo. McNulty, Majka e Soler são curtos quando comparados com WVA, Roglic e Kuss. Para o próximo ano não sei se o J. Almeida não virá ao Tour como gregário do esloveno uma vez que para ganhar o Tour ter uma equipa com capacidade de elite faz a diferença.

    Quanto à Jumbo considero a corrida de Vingegaard próxima da perfeição e para isso também contribui a equipa e o director que fez uma preparação exemplar e apresentou os homens certos no papel certo na forma certa. Foram autênticas masterclasses que a Jumbo deu em termos de gestão de corrida e gestão de recursos humanos. Todos caminhavam para o mesmo e essa harmonia notória fez com que a vitória mais do que Vingegaard fosse da equipa. Roglic fraquejou mas não se importou de trabalhar para o dinamarquês, WVA deu tudo pelo dinamarquês como se corresse pelo sonho do seu melhor amigo. Kuss quando foi chamado também correspondeu. E finalmente uma palavra para Vingegaard que foi um exemplo de desportivismo e amizade com diversas atitudes de fair play e generosidade para com os colegas.

    Acho que a tal rivalidade que poderá surgir entre Vingegaard e Pogaçar é um hino ao desporto porque são ambos desportistas com fair play que não têm problemas em dar mérito ao adversário e em saber perder.

    Dos outros muitas equipas a picarem o ponto. Não houve um rei notório dos sprints este ano. Philipsen leva a taça neste capítulo mas muitas vitórias foram distribuídas pelas várias equipas. WVA leva a verde sem contestação, quando além de se sprintar se anda bem no contrarrelógio e montanha há pouco a fazer da parte da concorrência. A montanha tem a condicionante do seu sistema de pontuação, acho que seria bem entregue a Geschke mas este ano premeia o melhor homem da montanha que foi Vingegaard. A INEOS leva a classificação das equipas e um lugar no pódio de Thomas bem como uma vitória de Piddcock e a juventude e combatividade também são justas em Pogaçar e WVA.

    Outros destaques positivos para Gaudu, Vlasov, Meintje, Quintana e Froome (que está vivo!!) e pela negativa toda a prova da Movistar, Uran (que costumava ser fiável mas pelos vistos já está em declínio claro na carreira) e Yates.

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