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Visão de Mercado: NBA – “os principais outsiders”: Indiana Pacers e LA Clippers

Clippers e Pacers partem para a nova temporada com a moral em alta. Não tendo o estatuto de outros franchises, ninguém dúvida que são 2 conjuntos com armas suficientes para bater qualquer equipa e chegar ao anel. Não só conseguiram manter as principais unidades como ainda melhoraram. Os finalistas do Este mostraram ser um formidável opositor ao domínio de Miami em 2013 e esta época juntaram ao 5 inicial alternativas superiores, enquanto que a “outra” equipa de LA acrescentou à boa base que já tinha um “verdadeiro” treinador.
Indiana Pacers – Fizeram uma excelente campanha em 2012/13, contra algumas expectativas (principalmente porque o suposto melhor jogador, Danny Granger, estava lesionado). Mas o seu forte colectivo, defesa agressiva, atleticismo (os Pacers têm uma equipa invulgarmente alta e possante), em conjunto com a ascensão de Paul George ao estatuto de estrela, permitiram uma ida à final de conferência, na qual só caíram ao fim de 7 jogos. Agora, Indiana entra na nova temporada com responsabilidade acrescida, e com claras e merecidas aspirações ao título. A comandar a equipa deverá estar Paul George, que junta uma notável capacidade de marcar pontos a uma defesa de excelência. David West e Roy Hibbert formam uma dupla de respeito, o PF é um dos melhores a jogar perto do cesto, enquanto que o poste é um enorme defensor, e mostrou na série frente a Miami que pode fazer também estragos no ataque (se conseguir ser mais consistente neste aspecto, pode ser uma das referências da NBA). George Hill será o base titular, também ele um bom marcador de pontos. Enquanto que Lance Stephenson parece ter condições para evoluir ainda mais (SG interessante que apenas peca pela falta de regularidade). Curiosidade para perceber o papel do regressado Danny Granger, um dos “reforços” de peso. Granger já foi a estrela maior da companhia, e parecia que sem ele os Pacers estariam condenados à mediania. Agora, é preciso saber encaixá-lo numa equipa com um go-to-guy assumido (George) e uma dupla de interiores que não se coaduna com o tipo de tiros “à toa” que por vezes saem das mãos do extremo. A maior lacuna dos Pacers no ano passado era a pouca capacidade ofensiva do seu banco. Em teoria, isso não será um problema este ano. Para já, entrou CJ Watson, que como suplente é bastante competente, enquanto que Chris Copeland apesar de ser um péssimo defensor é garantia de pontos. Mas o maior reforço veio de Phoenix, e chama-se Luis Scola. O argentino é um sensacional jogador na zona interior, marca e passa como poucos, e desta forma, ao contrário do ano passado, Indiana não se deverá ressentir quando West estiver de fora (embora defensivamente seja frágil, contrariando o espírito da equipa). Como foi dito, Indiana parte na linha da frente para abater os Heat. Tem físico e talento para isso, e este ano corrigiu algumas das lacunas do elenco, vamos ver é o efeito da pressão acrescida. Sendo certo que o jogo dos Pacers pode não ser especialmente excitante, a equipa encaixa perfeitamente na máxima de que ataques ganham jogos, mas defesas ganham campeonatos.
Objectivo: título; os Pacers são um terrível matchup para Miami, e para qualquer adversário menos forte na zona interior.
Melhor cenário: George continua a evoluir, e Granger regressa em grande estilo, aumentando o poder de fogo dos Pacers. Hibbert assume-se como um poste de top. Desta vez não há 7º jogo que valha a Lebron…
Pior cenário: A equipa reage mal ao estatuto de favorito e acusa a pressão nos playoffs.
X-factor: Granger; pode ser titular, candidato a 6º melhor homem, ou um factor de desestabilização.
LA Clippers
O fim de Lob City. Ou pelo menos, Lob City em doses reduzidas. O elo mais fraco (Vinny Del Negro) abandonou o barco (ou melhor, foi empurrado borda fora), e para o seu lugar entrou o titulado Doc Rivers. Chris Paul gostou, e renovou, terminando com uma série de rumores que também não ajudaram em nada o final de temporada passado. Resolvidos estes dois problemas, há que tratar de outros assuntos. O lançamento triplo é um problema, por isso vai buscar-se o exímio triplista (um dos melhores) JJ Reddick, e o SF Jared Dudley, que parece talhado para converter em pontos as bolas passadas para fora por CP3 quando este ataca o cesto. É verdade que os Clippers perderam para Phoenix Caron Butler e Eric Bledsoe (mostrou qualidade quando foi chamado a colmatar a ausência de Paul), mas o PG, embora talentoso, era um pouco “inútil” como mero suplente. Claramente LA ficou a ganhar com as movimentações de mercado, pois colmatou uma das suas grandes lacunas. Para jogar atrás de Paul entrou Darren Collison, que pode ter desiludido como titular (não mostrou capacidade para isso em indiana ou Dallas), mas não deve comprometer no papel já desempenhado em New Orleans. A PF irá jogar Blake Griffin, acompanhado por DeAndre Jordan. Esta é uma dupla de “high-flyers”, que vive de alley-oops e afundanços. Mas o novo treinador quer mais deles no ataque, que não jogadas para a fotografia, por isso esta dupla terá que se adaptar a um estilo de jogo mais adequado ao que “Doc” pretende. E, convém não esquecer, Griffin tem de melhorar bastante na defesa, para agradar ao novo mister. A segunda linha dos Clippers, que foi cotada muitas vezes como a mais forte da NBA no ano que passou, continua extremamente potente. Para lá do referido Collison, há ainda Jamal Crawford (um dos melhores suplentes em 2012/13), Matt Barnes (especialista defensivo), Antwan Jamison (tem que fazer mais que no vizinho de LA), Ryan Hollins, BJ Mullens ou Willie Green. Aliás, a extensão do plantel à disposição pode ser a maior dor de cabeça para Rivers, que tem de trabalhar bastante nas rotações. A qualidade do banco vai fazer muita diferença na fase regular, mas nos playoffs (onde as rotações costumam ser cortadas) a situação será diferente. Os LA Clippers não podem deixar de ser considerados candidatos ao título: têm um dos melhores (para alguns, o melhor) PG da Liga, um PF que tem tudo para ser dominante, um treinador vencedor, jogadores experientes, e um arsenal quase inesgotável de atiradores. Mas para vencer para lá da fase regular, têm de dominar um estilo de jogo mais eficiente (em detrimento do espectáculo) e subir a intensidade defensiva.
Objectivo: título; Doc Rivers não saiu de Boston para preparar uma equipa de futuro e no Oeste poucos apresentam as armas dos Clippers.
Melhor cenário: Sem distracções e com a cabeça no lugar, os homens de LA implementam o plano de Doc Rivers, e chegam ao anel.
Pior cenário: Uma época regular em montanha russa, culminando numa eliminação na 1ª ou 2ª rondas.
X-factor: defesa; os Clippers têm algumas lacunas defensivas (sim Griffin, é contigo), que têm de ser corrigidas.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito

Pacers e Clippers vão conseguir bater o pé nos rivais de Este e Oeste? Poderemos ter uma final da NBA entre a equipa de Indianapolis e a de Los Angeles (ainda sem títulos da NBA)? Paul George vai assumir-se como um MVP contender e dominar no Este? Danny Granger e Scola vão acrescentar a qualidade necessária para os Pacers derrotarem os seus rivais? Doc Rivers vai conseguir colocar os Clippers num patamar onde nunca chegaram? Chris Paul (ainda não chegou a um final de Conferência), Blake Griffin (precisa de melhorar na defesa) e DeAndre Jordan (maior consistência) dão um passo em frente nas suas carreiras e chegam ao topo da NBA?

10 Comentários

  • Pedro
    Posted Outubro 10, 2013 at 11:04 am

    Não vejo os Clippers como outsiders, um tripo composto por Chris Paul, Blake e DeAndre Jordan não fica atrás do trio James, Bosh e Wade. Em termos de banco, acho muito superior aos Miami e agora sim têm um treinador bom que não irá queimar Blake.

    Quanto aos Pacers, são simplesmente a equipa que melhor defende na NBA e bem se viu no ano passado que nenhuma equipa ganhou com facilidade, melhor, os Miami que o digam.

    Abraço

  • smuv
    Posted Outubro 9, 2013 at 8:47 pm

    Eu como ENORME fã dos Clippers espero que façam uma época mais regular que a anterior em que deram muito espetáculo em alguns jogos, mas noutros apagavam. Estou confiante e acho que o Reddick foi uma grande adição. Força Clippers!

  • SardaoDaNoite
    Posted Outubro 9, 2013 at 4:42 pm

    Em primeiro lugar, reforço que acho que já não se pode considerar os Pacers outsiders, eles levaram Miami a 7 jogos nas finais de conferência, isso não é ser outsider, é serem os principais concorrentes dos Heat pelo Este e candidatos assumidos ao título. Um conjunto que já de si era forte no ano passado, com um treinador em ascensão, que mostrou que sabe desenhar jogadas e preparar a equipa para qualquer situação e pôs a equipa a jogar uma defesa impecável e dura, com uma estrela emergente em Paul George que se melhorar o seu jogo de mid-range – ele afirmou que durante o Verão determinou-se a melhorar esse aspecto – e o seu controlo e manuseamento da bola para limitar os turnovers poderá chegar a um nível muito alto na hierarquia de small forward e, por fim, um poste que quando entra em modo playoff pode ser dos mais dominantes da Liga. Com o reforço do banco nas posições de backcourt, a renovação com David West, a libertação de alguns excedentários, a adição de Luis Scola e o regresso de Danny Granger, o potencial para esta equipa é tremendo e resta a Frank Vogel conseguir conjugar tudo isso e transformar os Pacers numa equipa campeã. Se tal acontecer, grande parte deve-se a Larry Bird, que tem tudo para voltar a ser Executivo do Ano com uma gestão destas.

    Do outro lado, os Clippers, que com esta mudança de treinador esperam em parte replicar a tenacidade defensiva da equipa dos Pacers. As peças estão lá, o banco é exímio, o 5 titular é de qualidade, Chris Paul é Top 5 da liga actualmente, cabe À outra estrela, Griffin, vestir as calças de homem grande, como diz o Kobe, aumentar a intensidade do seu jogo na defesa e ser mais duro e menos sensível quando está em campo (Zach Randolph tratou Griffin abaixo de cão nos últimos playoffs e isso resultou no desaparecimento do 32 dos Clippers). Se a equipa seguir os mandamentos do Doc e arranjar um sistema defensivo fiável a que se mantenha fiel durante a época não vejo o porquê de não chegarem longe nos play-offs. Quem tem Paul pode sonhar com o título e se Griffin cerrar os dentes e aumentar a produção (DeAndre Jordan também é culpado, 40% de perecentagem de FT é um perigo em situações de final de jogo, o sucesso dos Clippers também passa pelo poste melhorar várias vertentes do seu jogo, às vezes chega a ser uma nulidade ofensiva) então o título passa a ser um objectivo bem ao alcance desta equipa.

  • Durval Nunes
    Posted Outubro 9, 2013 at 9:39 am

    Excelentes os posts sobre NBA. Parabéns aos vários colaboradores.

  • Miguel Silva
    Posted Outubro 9, 2013 at 9:25 am

    Concordo com o Fábio, está perfeito este post!

    Indiana tem cada vez mais uma equipa temível e vão criar muitas dificuldades aos Heat. Estou curioso para ver os confrontos no Este este ano entre Miami, Indiana, New York, Brooklyn e Chicago!

    Quanto aos Clippers, também penso que têm o melhor banco da Liga e ainda fica mais forte com o Doc Rivers lá sentado! Acredito sinceramente que, este ano, os Clippers têm tudo para vencer a conferência e estar na final da NBA.

  • Peyroteo
    Posted Outubro 9, 2013 at 6:52 am

    Acredito mais nos Indiana para ganharem anel do que nos Clippers, acho que a equipa de L.A. parece um bocado desconcentrada em certas partes do jogo, principalmente na defesa. Acho que Granger irá ser muito importante para os Indiana e que o Paul George vai elevar o seu nível de jogo e assim sendo vão ser muito difíceis de roer para a equipa de Miami.

  • Fábio Teixeira
    Posted Outubro 8, 2013 at 11:24 pm

    Quanto ao post, excelente. Não podia estar mais de acordo com este de hoje. Tanto Indiana como LA Clippers são candidatos ao anel e têm de se assumir como tal. Penso que na equipa do Este o fator X vai chamar-se FG de Paul George. Isto porque o SG/SF tem de melhorar os 42% da época passada. Se o fizer, a equipa de Indianópolis tem tudo para, pelo menos chegar às finais da Conferência.

    Relativamente à equipa de LA, melhorou em relação ao ano passado. O banco continua a ser o melhor da Liga, e tem 2 All-Stars no 5 inicial que elevam a qualidade desta equipa para outro patamar. Eu se fosse a Doc Rivers fazia uma semi-surpresa, e metia Barnes no 5 inicial a SF. Penso que o extremo já o merece e vejo nele um jogador muito capacitado de poder dar garantias ao treinador.

    Aposto em Indiana e Clippers em 2º nas respetivas Conferências.

    Até agora,

    East:
    1º Miami
    2º Indiana
    4º Brooklyn

    West:
    1º San Antonio
    2º Clippers
    5º Houston

  • Fábio Teixeira
    Posted Outubro 8, 2013 at 11:13 pm

    NBA 2013-14 FANTASY RANKINGS

    Com um dos espetáculos mais mediáticos do Mundo quase a começar e com os Campos de Treino já em modo on, a NBA dignou-se a apresentar o que, para si, é o top 150 de melhores jogadores da atualidade. Muito em causa das classificações estão a forma como o jogador se encontra nos dias de hoje, a preponderância que teve no último ano e o que pode valer nesta época que se vai iniciar.

    Mas passando à análise da classificação, urge a qualquer adepto deste magnífico desporto apelidar esta listagem de um não senso infindável e de uma falta de respeito para quem no ano passado dominou tudo e todos nos 28,65×15,24 metros quadrados do terreno de jogo: LeBron James. Pois é, o King é neste momento, para a NBA, o 2º melhor jogador da atualidade (à sua frente está o seu rival dos tempos modernos, Kevin Durant). A verdade é que para quase toda a racional essência humana não passa pela cabeça de ninguém que alguém hoje em dia seja melhor do que o número “6” dos Miami Heat. E o que diz Bryan Martin (encarregado de avaliar e fazer a lista) sobre isto? Se LeBron conseguir chegar aos 80% de FT, tal como ele almeja, pode ter uma chance de suplantar KD. Sem palavras.

    Mas isto não fica por aqui. Quem é que no ano passado fez a vida negra aos campeões e esteve mais para o lado do Anel do que para o de cá? Pois é, os Spurs. E o que acha a NBA dos seus principais jogadores? Tim Duncan é 33º nesta lista, Tony Parker 37º e Kawhi Leonard 44º. E já nem falo de Manu Ginobili (114º), porque desceu muito de ritmo no ano passado. Mas a verdade é que o The Big Fundamental foi um dos melhores, se não mesmo o melhor, na sua posição. Já para não falar do base francês, decisivo em muitos jogos nos playoffs ou do extremo que qualquer treinador gosta de ter como é Leonard. De um modo mais geral, os dois primeiros mereciam estar pelo menos nos 15 primeiros.

    De resto, falando mais "centradamente" nos All-Stars, D-Wade desceu do 11º posto para o 20º, Kobe Bryant queda-se atualmente pelo seu número na camisola (24), Dwight Howard é 28º, Blake Griffin 30º e Russell Westbrook 32º. Um dos maiores destaques do ano passado e imperial no jogo interior em Indiana grande parte do ano (Roy Hibbert) é 50º e, por fim Kevin Garnett deu um hecatombe (de 50º para 89º).

    Top 15:

    1- Kevin Durant, Oklahoma City
    2- LeBron James, Miami
    3- James Harden, Houston
    4- Stephen Curry, Golden State
    5- Chris Paul, LA Clippers
    6- Kyrie Irving, Cleveland
    7- Kevin Love, Minnesota
    8- Carmelo Anthony, New York
    9- Derrick Rose, Chicago
    10- John Wall, Washington
    11- Marc Gasol, Memphis
    12- Paul George, Indiana
    13- Deron Williams, Brooklyn
    14- Anthony Davis, New Orleans
    15- Nicolas Batum, Portland

    Fábio Teixeira

    • Simoes
      Posted Outubro 9, 2013 at 2:19 pm

      Percebeste bastante mal o objectivo dessa lista, nada tem a ver com a opiniao da organizacao quanto aos melhores jogadores. Caso nao saibas tal como existe para o futebol(como o proprio VM organiza), tambem na NBA existem Fantasy Leagues, e esta lista tem somente a ver como estas ligas de fantasia, em que apenas interessa a estatistica, e tem as suas proprias formulas para calculo de valores e pontuações. Dai esta lista nem ser composta por opiniões, mas sim numeros concretos provavelmente baseados na epoca passada, em que por exemplo as percentagens(dai mencionarem os numeros de FT de lebron) blocos e steals contam bastante, para alem dos obvios ressaltos assistencias e pontos. E é essa mesma razão por ver por exemplo Batum em 15º, um jogador bastante completo em todas as estatisticas.

      Tenha calma que isto vale o que vale, e na realidade vale 0 para quem não está envolvido nas ditas ligas =)

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