Bom negócio para que parte?
O Vitória de Guimarães, no relatório e contas da SAD para a época 2017/18, confirmou ter abdicado dos 30% da mais-valia de uma eventual venda de Marega, para garantir metade dos passes de Rafa Soares, André André e João Carlos Teixeira, que pertenciam ao FC Porto. “O Vitória SAD chegou a acordo com o FC Porto SAD para a cedência dos direitos sobre as possíveis mais-valias do atleta Marega, em troca da aquisição de 50% dos direitos económicos e de 100% dos direitos desportivos dos atletas André André, Rafa Soares e João Carlos Teixeira. Também o empréstimo do atleta Osorio é consequência direta deste acordo”, lê-se no documento dos vitorianos. O relatório e contas esclarece ainda que os vimaranenses arrecadaram 12,4 milhões de euros com vendas de jogadores e receitas de percentagens de passes de futebolistas de outros clubes, até 30 de junho de 2017. Bruno Gaspar foi a maior venda, ao sair por 3 ME para a Fiorentina, no entanto só rendeu 1,9 ME. Já os 12% de Ricardo Pereira, que foi vendido pelo FC Porto ao Leicester, permitiram encaixar 2,27 ME. No que respeita às entradas, o Vitória investiu 11,9 milhões na época passada, com destaque para as contratações do central Pedro Henrique, ao Cianorte (Brasil), e do avançado Oscar Estupiñán, ao Once Caldas (Colômbia), ambos por dois milhões de euros, e ainda as do médio Celis, ao Benfica (1,75 milhões), e do extremo Rincón, ao Tigre, da Argentina (1,65 milhões).


28 Comentários
T. Pinto13
Bom para as duas partes.
Vitoria SC
obviamente que é um péssimo negócio para o meu Vitória.
eu jamais trocaria a possibilidade de faturar 30% de por exemplo 20 milhões, até 15, do marega, que daria uns 3M de euros.
e isso pelo simples motivo do porto estar vendedor, mais do que nunca, e mais tarde ou mais cedo vender o maliano.
3M é pouco pelo passe do andre andre, do teixeira e do rafa soares? talvez. mas eu coloco a questao por outro prisma: alguma direccao responsavel de um clube como o Vitória iria dar 3M por esses jogadores? rafa é mediocre, teixeira uma incógnita cheia de potencial constantemente adiado e andre andre é sem duvida um bom jogador mas… pá, o Vitória é um clube formador, nao comprador e como tal só se deve meter em negócios razoaveis.
Tiago Silva
Ficaram ambos a ganhar a meu ver. O Porto teria beneficiado mais neste negócio se vendesse o Marega quando ele está valorizado.
RodolfoTrindade
Sinceramente não me parece mau negócio para ambas as partes.
José S.
Já foi quase tudo dito..
À primeira vista parece (e provavelmente é ) um negócio mais favorável ao Porto, mas uma vez que marega não foi vendido… Estamos a falar de metade do passe de 3 jogadores um deles André André e um emprestado que não está a jogar..
Ora num exercício rápido, 30% de 30M(por ex.) dão 9M, 50% de passe segundo o transfer market de 3,5 M, 1,5M e 1M dá cerca de 3M mais o valor de um empréstimo ou seja 3M (actual, valores variam) e direitos desportivos de 4 jogadores, um deles por um ano.
Financeiramente é diferente no imediato mas e no futuro?
Voltamos ao início, como marega não foi vendido, se calhar ter os jogadores para darem o seu contributo desportivo e depois talvez darem um contributo financeiro de 3M ou (bem) mais, talvez o negócio assim tenha sido mais favorável. É difícil analisar agora por completo porque é necessário passar tempo para vermos.
Cumprimentos
Estigarribia
José S., o FC Porto deveria ter aproveitado a valorização que o Marega teve na época passada e deveria-o ter vendido por um valor, mais ou menos, de 30 milhões de euros. Penso que o maliano vale bem os 30 milhões e mais do que isso já será mesmo impossível vendê-lo.
Agora fica mais complicado sacar os 30 milhões de euros pelo Marega e se o FC Porto não vencer o campeonato ainda mais complicado poderá ficar. Caso o FC Porto venda o internacional maliano, penso que o substituto ideal para poderia ser o Joel Tadjo que defender as cores do Marítimo. Acho que é um jogador semelhante ao Marega, mas parece-me ter alguma técnica.
Saudações Leoninas
José S.
Sim de acordo Estigarribia.
O Porto devia ter vendido o maliano (e mais alguns já agora) e ter aproveitado a mó de cima como a grande maior parte de nós disse.
Desportivamente entendo o porquê de não o fazer, apesar de presentemente as coisas não estarem a correr tão bem com o marega e outros mais ou Porto em geral por assim dizer, mas ninguém adivinharia (ou não) tal decréscimo. Financeiramente não foi um acto de boa gestão, pois vendendo o marega permitiria negociar estes 3 jogadores de outra forma por exemplo e aplicar no plantel alguma(s) novidades mesmo com as valias que Guimarães tinha a receber. Mas neste momento é tudo muito hipotético e bastou não chegar uma forma de pagamento que agradasse ao Porto para o negócio não se realizar por exemplo.
Já sobre o Joel, eu estava convencido que o Porto ia sacar esse coelho mas enganei me, provavelmente porque marega não saiu, sendo na minha óptica também, um elemento que substituiria bem em termos de posição e jogador.
Cumprimentos
Prontauro
Não me parece um mau negócio para nenhuma das partes, sinceramente.
Não foi um mau negócio para os jogadores porque passam de não jogar no Porto, ou de “passear” de empréstimo em empréstimo, para uma realidade mais estável de estar em definitivo no Vitória (e até jogar com regularidade).
Não foi um mau negócio para o Porto porque consegue colocar 3 jogadores excedentários e sem lugar no plantel e manter metade do seu passe, para além de não ter de pagar 30% das mais valias da venda de um outro jogador que pode sair (ou já devia ter saído) por uma soma simpática.
Não foi um mau negócio para o Vitória porque recebe 3 jogadores interessantes a título definitivo sem pagar “nada” por eles, tendo “apenas” de abdicar de 30% de uma mais valia que ainda não sabe se vai existir (apesar de ser provável que vá existir) ou de que valor vai ser.
André Dias
Vou aproveitar este post para um desabafo ligeiramente offtopic. O passe de um jogador deveria pertencer totalmente ao clube onde joga. Sou completamente contra a distribuição de percentagem de passes por várias partes, principalmente se essas partes forem fundos ou agentes desportivos (o que não é este o caso). Claro que a FIFA podia regular isto e muitos outros aspectos que aumentariam a competitividade e transparência no futebol mas o que interessa é que haja cada vez mais dinheiro a circular, seja qual for a fonte.
Neste caso em concreto o Vitória sai prejudicado mas tem que aceitar o negócio, se recusasse corria o risco de não receber jogadores do FCP no futuro e até podia ver esses jogadores reforçarem clubes rivais. É assim com qualquer equipa do nosso campeonato, a diferença financeira dos três grandes para o resto é tão grande que é impossível algum clube pequeno/médio bater o pé sem sofrer consequências desportivas.
Kacal
É um bom negócio e não é, depende. Isto porque há duas faces da moeda, a desportiva e a financeira. Em termos desportivos recebem 3 jogadores de qualidade que para a realidade do Vitória são acima da média, pelo menos 2 deles têm tudo para ser titularíssimos (os dois médios), sendo o André quase como um jogador consolidado em Guimarães, ficaram sem Marega e sem a percentagem mas recebem 3 jogadores que são claras mais-valias para o plantel, ainda com o bónus de receberem 50% de cada um em caso de venda.
Depois vem a vertente financeira, será que 50% de cada um equivale a 30% de Marega? Acreditando que recebemos uma proposta de 30 milhões por ele. Seriam 9 milhões e portanto não vejo onde possa estar o mau negócio. Será que não arranjam de vender os 3 jogadores por 18 milhões? 6 cada um? Talvez não, mas não diria que é impossível, sinceramente. E sendo que receberam 3 jogadores em definitivo + 1 empréstimo e portanto acaba por compensar, a meu ver. É ela por ela, não perdem tanto como dizem. Critiquei os negócios com o Portimonense mas aqui não acho que deva criticar.
Agora eu confundo sempre a mais-valia com % de futura transferência, posso ter metido barrete e confundi novamente, mas aí estamos cá para aprender e debater, podem chegar-se à frente e corrigir-me, obviamente.
Estigarribia
Kacal, o FC Porto deveria ter aproveitado a valorização do Marega e vendê-lo, no mínimo, por 30 milhões de euros. Acho que seria um valor bem mais acessível para conseguir vender o internacional maliano.
Caso o FC Porto não vença o campeonato, penso que poderá ficar mais complicado vender o Marega. Mas caso consigam, o Joel Tadjo, do Marítimo, poderia ser o sucessor ideal para o maliano.
Saudações Leoninas
Kacal
Eu também acho que devíamos ter vendido o Marega, era o momento certo. Duvido que renda mais do que o que rendeu na época passada. Mas o Porto assim não entendeu, nada feito. O mais provável é perder campeonato e perder dinheiro com ele também, mas enfim.
Em relação ao resto, sem duvida que o Joel do Marítimo seria um reforço interessante, mas apenas caso o SC continue no Porto e o futebol permaneça o mesmo, caso contrário não tem lugar no plantel. Caso o Marega saía no fim da época e o futebol continue o mesmo, aí sim é um bom substituto.
Saudações DesPortistas
Prontauro
Kacal, % de transferência significa que se recebe de facto essa percentagem do valor da transferência: tal como disseste no teu comentário. Ou seja, se o Vitória tivesse direito a 30% de uma transferência de 30M do Marega, então receberia 9M. No entanto, o Vitória tinha 30% de uma mais valia, ou seja, se o Marega foi comprado pelo Porto por 5M (valor hipotético, não sei por quanto foi comprado) e o depois é vendido por 30M, o Vitória teria direito a 30% de 25M (=7,5M). Creio que é isto!
Kacal
É capaz de ser Prontauro, sim. Estava na duvida. Isso só dá mais razão a que o negócio foi ela por ela. De 9 milhões desce para 7,5 e até acho que possam consegui-lo com os 3 jogadores em questão. Seja como for, muito Obrigado pelo esclarecimento!
da Silva
Boas
Custa-me sempre um bocado perceber como o Vitória não atinge patamares superiores nos negócios que faz, principalmente no que diz respeito a vendas. No entanto, neste caso em particular não me parece descabido, até reconheço um bom negócio. O clube abdica de 30% da mais-valia de Marega (e não do passe) e recruta 3 jogadores, cuja a qualidade é compatível com uma primeira equipa de um Vitória que luta pela Europa, Rafa será o menos cotado, mas nada a apontar à qualidade dos outros 2. É certo que fica com 50% do passe, mas a avaliar pelo negócio da venda de B.Gaspar, poderão ter aqui receitas superiores, caso a oportunidade surja.
Já quanto às aquisições, 2M€ por um central de uma equipa brasileira da Série D ou não é bem assim, ou inveje-se a capacidade negocial do clube vendedor. De resto, os restantes investimentos parecem-me caros para o rendimento que já demostraram (pode ser q
da Silva
* (pode ser que o venham a demonstrar).
Bem-haja
Littbarski
Penso que foi um bom negócio sobretudo para o Vitória.
Conseguiu dois bons jogadores que são titulares de caras pelo passe de um jogador que não sabem quando e por quanto será vendido.
Para além de que com as compras que têm feito ultimamente, quanto menos dinheiro tiverem melhor para o clube
Turiacus
Se o Marega tivesse sido vendido esta época, o Vitória ganharia uma verba bastante significativa para poder investir na equipa mas como isso não aconteceu acabou por receber 3 bons jogadores a título definitivo mais um por empréstimo por isso não sei se realmente sai a perder desta situação. Embora só tenha 50% do passe desses 3 jogadores, dificilmente os conseguiria comprar a título definitivo (quanto muito conseguia o seu empréstimo) e teriam de investir noutros jogadores que, provavelmente, seriam de menor qualidade.
Francisco Ramos
Se olhasse para a época passada, diria que tinha sido um negócio mais vantajoso para o Porto. Como não vendeu o Marega e com o seu rendimento actual (e o da equipa diga-se) se encontra a desvalorizar, o Vitória ficou a ganhar. Ganhou 3 activos para obter rendimento desportivo e 50% das mais valias de ambos, além de um empréstimo de outro jogador, que nem estando a jogar, é o Porto que sai prejudicado pela não valorização do seu activo.
Olhando para a globalidade dos negócios do Vitória apresenta uma má gestão financeira. Gasta o mesmo que recebe, e ainda compra jogadores de qualidade duvidosa (Rincon e Estupinan). Faz-me lembrar o “meu” Porto! Desde que alguém lucre, o clube que se lixe.
Sombras
Não me parece chocante. É um péssimo negócio na medida em que trocam uma mais valia de um jogador cotado por 3×50% do passe de 3 titulares, mas ao mesmo tempo troca-se algo que dificilmente se ia ver dinheiro a sério por causa das maroscas do costume por 3 titulares, fazendo-o um bom negócio. Portanto, diria que faz relativo sentido, está longe de ser uma Portimonensada.
josevilela
Trocaram 0 por 3 jogadores e ainda ficaram a perder, fantastico.
Uma coisa era o Porto ter vendido o Marega e para nao dar esse dinheiro ter feito este negocio, agora o Marega nao saiu e ninguem garante que vá sair por uma boa verba.
Mas agora lembrei-me que fazer isso era um negocio á Ederson,logo devia de achar normalissimo.
Sombras
Não é por 3 jogadores, é por jogador e meio. Além do mais abdicaram de uma suposta mais valia de um jogador que podia valer 40M€ (alegadamente).
Quanto ao Ederson, acho que não é preciso ser muito inteligente para perceber que o Ederson não tinha nada a ver com o Rio Ave, mas sim com o Jorge Mendes. O Rio Ave não era tido nem achado. Torna as coisas mais legítimas? Nem por isso, mas portistas deviam ser os últimos a falar sobre estes assuntos.
José S.
Não sei bem porquê…
Negócios destes há aos montes em todos os clubes…
Só os de 15M então…
Hirok "The Truth"
Péssimo negócio para o Vitória, já se sabe que o Porto vende caro e o Vitória podia ganhar muito dinheiro com a percentagem do Marega mas preferiu rebaixar-se ao Porto e ficar com 50% dos passes de coxos enfim..
LevonAronian
Um clube grande está sempre numa posição de domínio em relação aos pequenos. Se o Vitória não aceitasse o negócio, provavelmente o Porto nem aceitava ouvir propostas, já que não ganhava uma boa fatia do dinheiro.
Já com o Ederson no Benfica foi a mesma coisa, o Rio Ave teria direito a 20M de metade do passe, mas se assim fosse o Benfica não teria aceite os 40M do City provavelmente
Pedro Salgado
Já o António Salvador dizia “O Vitória compra como rico e vende como pobre”. Este negócio com o Porto fazia sentido se fosse a totalidade dos passes, assim foi mais um excelente negócio para o Porto. Aliás, ficaria surpreendido se assim não fosse. Quanto aos outros “investimentos”, não sei se representam a totalidade dos passes – julgo que o Célis é 50% (péssimo negócio) – estão dentro dos padrões normais. O Vitória é que vende pessimamente os seus activos.
João Ribeiro
Pedro, sinceramente continuo a não achar um mau negócio para o Vitória já que, apesar de ser 50%, são 50% de atletas que, em condições normais, o Vitória apenas os teria emprestados 1 ano e sem qualquer direito sobre os jogadores. Podem dizer “mas se um dia algum sair nunca iremos conseguir o que poderiamos obter pelo Marega”. Correto. Mas olhando para valores que pagamos pelo Óscar, Rincón ou Célis (sou admirador do Óscar e do Célis, mas pelo que custaram tinham de ser vedetas e não são) acho que o Vitória tendo apenas o dinheiro na mão iria esbanjá-lo por completo em inútilidades. Precisa-se, acima de tudo, um verdadeiro diretor desportivo, já que o Flávio, pelos vistos, apenas serve para dar bacalhaus aos jogadores nas apresentações e marcar presença no banco.
Pedro Salgado
João, concordo totalmente quando dizes que o dinheiro do Marega nas mãos desta direcção levaria a um crónico esbanjamento em inutilidades. É já um clássico! O que me assusta é a incapacidade desta direcção – que a bem da verdade não difere das do passado recente – mesmo quando temos um bom/excelente negócio em perspectiva temos o condão de arruiná-lo. A valorização dos jogadores do Porto é profundamente excessiva e este negócio apenas fazia sentido se o Porto comparticipasse em 50% nos altos salários do André e do João Carlos Teixeira, o que não me parece ser o caso.
Em relação ao Flávio Meireles, é um “Yes Man”, daqueles que os bajuladores gostam de ter ao seu lado. Não chateia, não cria problemas, não atrapalha nem sequer quer saber das negociatas, tem um bom salário e uma vida tranquila. Ele é o espelho da direcção do Vitória.