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Volta a Portugal

Terminou hoje a 73ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, com a consagração de Ricardo Mestre em Lisboa. O ciclista formado em Tavira foi o mais completo desta edição, conquistando uma vitória que já não sorria aos portugueses desde 2003. A Tavira-Prio fez o tetra, com a 4ª conquista da amarela consecutiva por parte de um ciclista da sua equipa. Numa Volta bastante fraca em termos de nomes e com um pelotão nacional muito reduzido, valeu pela força demonstrada pela equipa algarvia e pela resistência da Barbot-Efapel, que tudo fez para quebrar o domínio do Tavira.

Top 10:

1 – Ricardo Mestre (Tavira-Prio)

2 – André Cardoso (Tavira-Prio) a 1´31

3 – Rui Sousa (Barbot-Efapel) a 2´24

4 – Nelson Vitorino (Tavira-Prio) a 2´48

5 – Hernâni Brôco (LA-Antarte) a 2´51

6 – Sérgio Ribeiro (Barbot-Efapel) a 5´24

7 – Vergílio Santos (LA-Antarte) a 6´44

8 – Sérgio Sousa (Barbot-Efapel) a 7´06

9 – João Cabreira (ONDA-Boavista) a 7´54

10 – Daniel Silva (ONDA-Boavista) a 8´11

Destaques:

Tavira-Prio – A equipa algarvia mostrou ser a mais forte do pelotão nacional, especialmente nas etapas mais selectivas da prova. Colocar 3 ciclistas nos 4 primeiros lugares não é para todos, isto apesar de uma Volta pobre em termos de nomes.

Barbot-Efapel – A Barbot bem tentou animar a corrida, teve o destaque merecido pelas vitórias de Sérgio Ribeiro e ainda conseguiu colocar Rui Sousa no pódio. Excelente volta.

LA-Antarte – Hernâni Brôco era o principal nome para a geral individual, mas pese embora a excelente vitória na Senhora da Graça, a prestação da equipa deixou um pouco a desejar.

ONDA-Boavista – A equipa do Boavista tinha como chefe de fila João Cabreira, mas o ciclista português cedo demonstrou fraquezas no seu terreno predilecto, a montanha. Mesmo assim, a equipa chefiada por José Santos tentou sempre estar na frente da corrida e conquistar uma etapa.

Ricardo Mestre – Depois de trabalhar durante anos para outros ciclistas e colocando sempre em causa um lugar na geral por isso mesmo, o ciclista algarvio conquistou com grande justiça a Volta a Portugal em Bicicleta. A facilidade em subir e a superioridade demonstrada no contra-relógio fizeram a diferença.

André Cardoso – É um dos melhores trepadores nacionais e até fez um excelente contra-relógio, mas ao pertencer à mesma equipa de Mestre fez com que não conseguisse chegar mais longe.

Nelson Vitorino – Levou completamente Mestre e Cardoso “às costas” pela Serra da Estrela acima e contribuiu decisivamente para os dois primeiros lugares do Tavira na geral. Para além disso, terminou na 4ª posição da geral, isto tudo com 35 anos!

Rui Sousa – Um dos ciclistas mais veteranos da volta e que regressou ao pódio 9 anos depois, novamente na 3ª posição. Bem tentou contrariar o Tavira, mas foi impossível.

Sérgio Ribeiro – O ciclista da Barbot venceu duas etapas e andou vários dias de amarelo, mostrando grande qualidade nas chegadas (conquistou a camisola dos pontos). Para além disso, ainda “sobreviveu” à montanha, terminando no 6º lugar da geral.

Bravo Garikoitz/Fabricio Ferrari – Os dois ciclistas da Caja Rural conquistaram a camisola da Juventude e da Montanha, respectivamente. O jovem Garikoitz esteve numa luta intensa com Bruno Silva da LA-Antarte, mas conseguiu o seu objectivo (15º na geral). Ferrari andou sempre em fugas, nomeadamente nas etapas com mais montanha, conquistando com grande mérito a camisola azul.

Hernâni Brôco/João Cabreira – Foram os principais derrotados da Volta a Portugal em Bicicleta, pois as expectativas eram elevadas. Brôco andou bem até à Serra da Estrela, onde quebrou e desceu para 5º, enquanto que Cabreira nunca deu mostras de conseguir discutir a Volta.

Que balanço fazem da Volta 2011?

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