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Yates vence Vuelta e reforça domínio britânico em 2018

Vai quebrar a hegemonia da Sky no Tour? Já tinha mostrado a sua qualidade no Giro (só vacilou na antepenúltima etapa) e nesta Vuelta demonstrou que era o mais forte. Ainda por cima junta às valias de trepador, um bom sprint nas etapas complicadas (o que lhe permite chegar às bonificações) e defende-se bem nos CR. Por outro lado a Mitchelton-Scott tem armas para o proteger, como Adam, Haig, Nieve e Chaves. Quem também promete é Enric Mas, a grande sensação desta Volta, e ainda por cima aparece numa fase em que o ciclismo espanhol está a perder referências. Miguel Ángel López também vincou que é candidato a pódios nas grandes Voltas, mas se não melhorar no CR vai ter dificuldades. Já a Movistar foi uma desilusão, controlou durante as três semanas, mas Quintana voltou a ser um flop e Valverde acusou o peso dos 38 anos nas últimas etapas. Pinot, por sua vez, apesar de não ter conseguido lutar pela geral individual (apenas 6.º), leva duas vitórias em etapa. Melhor só Viviani, que conseguiu três.

Simon Yates (Mitchelton-Scott) venceu a 73.ª edição da Vuelta, fazendo assim o pleno dos britânicos em 2018 depois da vitória de Froome no Giro e de Geraint Thomas no Tour. O ciclista, de 26 anos, dá o primeiro triunfo numa grande Volta à Mitchelton-Scott, isto depois de já ter estado perto da vitória no Giro (liderou até à antepenúltima jornada). Enric Mas (Quick-Step) e Miguel Ángel López (Astana) completaram o pódio, tendo Kruijswijk (Lotto-Jumbo) ficado em 4.º e Valverde (Movistar) em 5.º. Já Quintana foi a grande desilusão da prova, tendo terminado apenas em 8.º. Quanto à última jornada, que serviu para consagrar Simon Yates, Viviani voltou a empurrar Sagan para o 2.º lugar e completou o hattrick em etapas com mais um grande sprint.

Top 10 final:

13 Comentários

  • António Hess
    Posted Setembro 16, 2018 at 7:11 pm

    Valverde fez uma época tremenda e uma Vuelta, igualmente, excelente. O problema? Querer fazer algo para o qual não tem competências. Valverde nunca foi um voltista de eleição (Grandes Voltas até Cunego, Hesjedal e Cobo ganharam… É verdade que fez vários pódios, mas também sempre dispôs de equipas de topo) e aos 38 anos muito menos. Foi enganando nas duas primeiras semanas, quando o perfil o favorecia e os melhores procuravam a melhor forma mas esta terceira semana foi terrível. Incapaz de acompanhar os grandes trepadores, conseguiu perder tempo para Yates no CR e não fosse o apoio incondicional de uma super equipa (no papel a melhor da Vuelta) fechava fora do top 10.

    De resto, notas positivas para Yates (não acho que será ameaça ao domínio da Sky, mas é um excelente valor), Pinot, Mas (a Quick Step, incrivelmente, consegue ganhar etapas em linha e ainda ter estes talentos no plantel) e Kruisjwijk (top 5 no Tour e Vuelta).

    • porra33
      Posted Setembro 16, 2018 at 8:50 pm

      Valverde ganhou a Vuelta em 2009…

      • António Hess
        Posted Setembro 16, 2018 at 9:12 pm

        E isso torna-o num voltistas de eleição? Como referi no comentário, Grandes Voltas até Cunego, Hesjdal, Horner e Cobo ganharam, não é por aí que pode ser considerado top nesta questão.

        • porra33
          Posted Setembro 16, 2018 at 9:57 pm

          Não é um voltista de eleição. É competente também em três semanas e incomparável com qualquer um dos nomes que apontas. Apesar de não ter mais nenhuma grande volta não lhe ficaria mal no palmarés. E claro que no papel Valverde deveria ser um apoio para Quintana que deveria estar no auge das suas capacidades, mas não foi isso que se sucedeu.

  • josevilela
    Posted Setembro 16, 2018 at 7:26 pm

    E hoje nao existem suspeitas pelo Yates ter ganho ou só servem para a SKY ?

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Setembro 16, 2018 at 9:02 pm

    Repito o que disse ontem, isto é, pelo que já tinha mostrado no Giro, creio que o Yates merecia ser feliz e fez por conquistar esta Vuelta. Foi uma das Vueltas mais fracas de que me lembro, já que quando chegou à vermelha foi pouco testado, com a concorrência a parecer sempre fraca e sem grandes armas para atacar; com muitas fugas a vencerem e um percurso fraco, mas o britânico não tem culpa e conquistou bem a prova. É a primeira do bloco da Mitchelton, que com o irmão Adam, tem aqui duas armas fortes para os próximos anos. Com Chaves, Haig e Kreuziger possuem um bom elenco para apostarem em mais GV’s.

    Por outro lado, humilhante o percurso da Movistar, que sai de 2018 sem qualquer pódio em GV’s. Quintana muito mal, Valverde fez o que pode, sabendo-se que não é um voltista. Unzué está ultrapassado, parece não conseguir delinear estratégias adequadas para os seus ciclistas, ficando sempre muito expectante. E recordo que a Movistar tinha um super elenco nesta prova e tem outros de fora como Landa e Soler. Em comum têm o facto de serem limitados no contra-relógio e isso hoje é muito problemático. Não foi o caso desta Vuelta, mas dificilmente ganham uma prova de 3 semanas com Dumoulin, Froome, Thomas ou o próprio Yates, que começa a defender-se. Contudo, não foi o caso desta Vuelta, pois não foram os contra-relógios a fazer a diferença.
    Também a Lotto-Jumbo promete sempre e nunca ganha, Pinot leva 2 etapas, mas tendo em conta que não esteve no Tour, esperava mais, e Zakarin e Aru passaram completamente ao lado da prova.

    De resto, palavra para Mas, a grande sensação, e MAL, que mais ano menos ano irá ganhar uma GV parece-me, embora tenha de melhorar bastante no contra-relógio. Já Mas foi uma revelação e promete ser mais um espanhol a dar que falar. Muito bem também De Gendt, que leva a camisola de melhor trepador, e Viviani, que deu mais 3 etapas à Quick-Step e somou 7 este ano em GV’s. Já Sagan passou ao lado dos sprints, à excepção de uma etapa.

  • porra33
    Posted Setembro 16, 2018 at 9:22 pm

    Esta Vuelta foi uma desilusão especialmente quando comparada com as anteriores, apesar do bom percurso com várias chegadas à la Vuelta, este ano o espectáculo foi pouco.
    Começando pelos destaques positivos, dois nomes sobressaem, Yates e Mas. Quero acreditar que a quebra no Giro foi um caso isolado e que daqui em diante é este o desempenho que podemos esperar do inglês, forte a subir, ofensivo e com boa capacidade de controlo da corrida e dos adversário. Ainda pela positiva destacar a Quickstep talvez a equipa que mais tenha lucrado com a Vuelta (ainda mais que a Michelton) e que continua a ter uma época de sonho (creio que são 63 vitórias em toda a época até agora). Não só teve o ciclista com mais vitórias em etapas, Viviani, que era o principal objectivo da equipa, como ainda teve um sensacional Mas que mostrou que pode ser o futuro voltista espanhol (creio que tem mais capacidade que Soler), muito forte no contrarrelógio e a dar espectáculo também na montanha, tendo uma equipa vocacionada para o ajudar pode fazer coisas bonitas este espanhol. Nota positiva para Kruisjwijk que pareceu no nível daquele Giro que quase ganhou e para de Gent que é um ciclista ofensivo e leva a camisola da montanha que lhe assenta bem. Angel Lopez ter feito terceiro lugar da maneira que o conseguiu é só um satisfaz, não propriamente um destaque positivo…
    Pela negativa, quase todos. Começando pelo mais evidente, o fiasco da Movistar que tem uma quebra abrupta, tenho muitas dúvidas que actuamente consigam correr para uma grande volta, nem Quintana (uma autêntica sombra de si mesmo), nem Landa dão essas garantias e o velhinho Valverde tem outras valências que deve potenciar na sua idade, já não está talhado para provas de três semanas, e muito dificilmente voltará a repetir o triunfo de 2009. Continuando, esperava-se mais de ciclistas como Porte, Aru, Zakarin e Nibali potenciais candidatos à vitória que cedo demonstraram que foram fazer cicloturismo para terras espanholas. Depois havia ali ciclistas que tinha mais expectativas e poderiam ter aproveitado para causar supresa: Kelderman, Uran, Bennett, Haig, Woods, Carapaz, Pello Bilbao, Buchmann, Formolo, Jon Isaguirre, Henao. Embora alguns deles tivessem sido relegados para o papel de gregários (Bilbao, Haig, Bennett e Carapaz) poderiam ter tido outro destaque e raramente sobressairam (Haig e Bennett não podiam porque havia Yates mas os outros sim…)
    Para terminar fazer o balanço à participação portuguesa que foi muito fraquita, apenas o Tiago Machado teve algum destaque ao entrar em fugas, o José Gonçalves, por quem eu tinha as expectativas bem altas, desistiu e o José Mendes andou na parte de trás do grupo dos favoritos mas acabou por não ter destaque nenhum. O Nelson Oliveira fez bons contrarrelógios como é seu apanágio e de resto também teve pouco destaque, também era gregário, não havia grandes expectativas…

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Setembro 16, 2018 at 10:34 pm

      Nem me lembrei do Porte. Realmente não veio fazer nada.

    • DBastos23
      Posted Setembro 17, 2018 at 11:48 am

      O Nibali foi “rodar” à Vuelta ! O objetivo para o final de temporada é os Mundiais. Se juntar mais um monumento(Il Lombardia) ainda melhor.

      • porra33
        Posted Setembro 17, 2018 at 1:01 pm

        Um bocado arriscado ir dar tudo numa prova dos Mundiais depois de ter passado ao lado das provas de três semanas, Nibali ainda é um voltista e não um homem de provas de um dia, também anda bem em certos percursos, mas não é para isso que o contratam. Não deixa de ser uma das desilusões!

        • DBastos23
          Posted Setembro 18, 2018 at 1:38 am

          Discordo, para mim não foi nenhuma desilusão. Só antevia pelo menos uma vitória em etapa em que integrasse uma fuga, mas as vezes que o fez ou a fuga não vingou ou ele não teve pernas para os outros. Tem 33 anos, já venceu as 3 grandes voltas, este ano venceu a Milano-San Remo, (que lindo este monumento fica no seu palmarés), e quanto em apostar nos Mundiais não é nada descabido, esta possivelmente deverá ser a ultima oportunidade que terá de se sagrar campeão mundial, poucas vezes vemos um percurso a assentar-lhe tão bem. Mas ainda meto nomes como Valverde e Alaphillippe como principais favoritos. Teremos bom ciclismo nos Mundiais, que vença o melhor !!
          Abraço

  • Richrad
    Posted Setembro 17, 2018 at 3:14 pm

    Mais uma vez…
    Desilusão tremenda e afirmação em que os Colombianos apesar de bons trepadores pecam e de que maneira no CR.
    Apesar do pódio de López, será a meu ver a imagem prolongada de Quintana. Este último vem se arrastando á 1 ano e meio. Desde o Giro 2017 que ainda não percebeu que o seu físico não dará para ter reais resultados nas grandes voltas, isto é conquistar ou pódio.
    Uma vênia a um senhor no Ciclismo. 2 Semanas e meia, atenção, 2 semanas e meia, foi preciso para que Valverde encostasse nas suas legítimas inspirações e mesmo assim… com 38 anos, faz uma época estrondosa. Se há homem que merece uma estátua e total reconhecimento na Movistar é Valverde.
    A Movistar voltou a desiludir. Nem a hegemonia que tinha na classificação por equipas conseguiu na presente temporada manter. Soler, Quintana, Anaconda, Izaguirre, Landa, Oliveira, muitos nomes mas poucas conquistas.
    Felicitar claro o Simon, pessoalmente festejei e muito a sua Vitória. Já no Giro tinha sido uma tremenda tristeza a sua derrota naquele dia de pesadelo em que perdeu mais de 20 minutos, à margem do que tinha acontecido a Chávez. Não teve concorrência para a Vuelta, demonstrou sempre que era o mais forte.
    Agradável surpresa por parte de Mas e desejar para que Nibali e Aru voltem mais fortes… se voltassem à mesma equipa… eheh

  • brunovilaverde
    Posted Setembro 18, 2018 at 12:30 am

    Quintana só ganhará uma GV no ano em que essa mesma GV tiver poucos km’s de CR e ele adotar uma postura mais ofensiva.

    Saudações DesPortistas!

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