Para melhorar a prestação nas provas europeias na próxima época? O conjunto de São Petersburgo está num patamar à parte a nível interno como comprovam os 13 pontos de avanço, mas, apesar do investimento regular todas as épocas, não tem conseguido o mesmo sucesso na Europa. Nota individual para Dzyuba, que foi determinante neste bicampeonato com 16 golos e 11 assistências, para o craque Sardar Azmoun (13 golos) e para o técnico Semak, que devolveu a estabilidade ao clube depois de três anos conturbados.
O Zenit sagrou-se bicampeão russo após derrotar o Krasnodar por 4-2 na 26.ª jornada do campeonato. O conjunto de Semak revalida assim o título quando ainda faltam disputar quatro jornadas, em face dos 13 pontos de vantagem sobre o Lokomotiv de João Mário e Éder, que empatou em casa com o Sochi (0-0). É o sexto título da formação de São Petersburgo, onde milita Yordán Osorio, central venezuelano emprestado pelo FC Porto.


4 Comentários
Tiago Silva
Neste Zenit gosto bastante da dupla de ataque, Azmoun e Dzyuba entendem-se às mil maravilhas e complementam-se muito bem. Depois a dupla do meio-campo composta por Barrios e Ozdoev também é muito boa, penso que passa por aqui a base do sucesso do Zenit.
André Dias
É complicado melhorar as prestações europeias com um limite de jogadores estrangeiros por equipa. A regra actual impede de ter mais de 6 jogadores estrangeiros em campo em simultâneo. A partir de 20/21 entrará em vigor uma nova regra que não limita o número de estrangeiros em campo mas impede as equipas de inscreverem mais de 8 jogadores estrangeiros por plantel (de 25).
A menos que o jogador russo dê um salto qualitativo considerável, acho que as equipas russas nunca mais passarão deste patamar. A tendência até é para irem piorando com o tempo, a falta de diversidade de culturas e estilos é prejudicial para a evolução de qualquer liga. Veja-se um exemplo oposto, a Premier League, que se fartou de crescer a partir da chegada de Wenger. Ou o efeito que Guardiola, Klopp e Pochettino tiveram no desenvolvimento do jogador inglês.
Judge_Dredd
Se há paises com excessivo proteccionismo, existe outros em que há uma excessiva desregulação.
A Russia como está fora de qualquer jurisdição comum, pode implantar as restrições que quiser.
Eu compreendo a medida, tentar desenvolver e proteger o espaço do atleta russo.
Como disseste e bem penaliza o nivel de clubes mas tem sempre ganhos a nivel de selecções.
Poderiam efectivamente alargar o espartilho das restrições e investir na formação, tendo ganhos nas duas vertentes(clubes e selecçoes).
Por outro lado na UE e as restrições são facilmente contornaveis.
Em Portugal particularmente utilizando acordos globais e especificos:
– nascidos na UE pelos acordos assinados
– nascidos no Brasil pelos acordos bilaterais
– nascidos PALOP pelos mesmos acordos bilaterais.
França e Italia ratificaram as normas da UEFA(8 jogadores formados localmente e/ou formados no clube) mas foram os unicos com Inglaterra a ser o campeonato mas desregulado(e com maior indice de estrangeiros).
Sobre este particular eu defendo um equilibrio:
nem medidas muito restritivas que limitem o desenvolvimento e a evolução da qualidade do futebol em determinado país , nem uma desregulação que destrua a identidade desportiva
André Dias
Eu compreendo a intenção da medida mas acho que na prática não funciona como seria desejável. Prejudica os clubes e a própria selecção.
Os jogadores russos têm contacto reduzido com o estilo de jogo de jogadores de outras nacionalidades e acabam por chegar a um ponto de estagnação porque não têm mais para aprender entre eles. E este contacto reduzido com o que é estrangeiro existe não só porque o campeonato russo é pobre em jogadores estrangeiros mas porque devido às regras de inscrição os clubes russos são obrigados a reter os melhores jogadores russos no seu país e eles deixam de experimentar as melhores ligas do mundo.
Se existe preocupação com o nível do jogador nacional, então a melhor solução será sempre incentivar a sua utilização ao investir na formação do jogador nacional. Obrigar à sua utilização com base em regras por si só, além de não solucionar a fraca qualidade do jogador nacional, só prejudica ainda mais a evolução dos jogadores.