A Lei Bosman mudou muito o futebol e a troca constante de clube por parte dos atletas foi uma das alterações mais significativas em relação ao que se vinha passando na modalidade. Os clubes recheados de nacionais do seu país ficaram condenados, o célebre “amor à camisola” ficou condicionado e o mercado de transferências ganhou uma vida diferente, ao ponto de fazer nascer novas figuras no panorama futebolístico, como os empresários e intermediários, que fazem parte do role de negociações que decorrem durante todo o ano. De resto, essa é de facto outra das marcas indeléveis do tema mercado. É certo que as janelas de transferências apenas estão abertas nos meses de janeiro e de verão, mas os rumores, possibilidades de aquisição e venda estão em cima da mesa durante todo o ano. Ora, nesse contexto, importa analisar um fenómeno nascido em 1995 e cada vez mais comum nas últimas épocas, que, neste mundo do futebol marcadamente económico-financeiro (é impossível separar o fator desportivo das finanças nesta altura), vinha perdendo força: transferências a custo zero.
Na verdade, perder um jogador a custo zero nunca é positivo para os clubes. Ao treinador pouco importará a vertente monetária (Sérgio Conceição é um exemplo paradigmático disso), mas numa área cada vez mais endinheirada, recheada de negócios mediáticos, muitas comissões e prémios chorudos, eis que o jogador está a ganhar um poder negocial diferente e a preservar desde muito cedo a hipótese de estabilizar a sua vida a nível financeiro. Nos últimos dois anos, encontramos transferências a custo zero de todos os tipos, seja em campeonatos de topo ou mais periféricos, bem como relacionadas com jogadores mais ou menos cotados, com mais ou menos idade. Nesse sentido, quem sofre são os clubes, que têm vida cada vez mais complicada no que a renovações de contrato diz respeito. Na verdade, nunca se falou tanto em renovações como agora (antes era quase um dado adquirido, a menos que se chegasse a uma situação limite), de tal forma que as negociações começam, muitas vezes, quando o atleta ainda tem dois ou três anos de contrato com o clube em questão. Mesmo assim, o sucesso nem sempre é garantido, visto que é preciso alimentar toda uma indústria de empresários e intermediários, que exigem quantias astronómicas para levar o negócio a bom porto, e o próprio jogador começa também a fazer mais exigências. Nos casos de Kevin de Bruyne ou Kimmich, por exemplo, foram os próprios a negociar a sua renovação contratual com Manchester City e Bayern, respetivamente.
Olhando para 2021, o PSG foi o “campeão” das transferências a custo zero, apostando forte em Donnarumma, Sergio Ramos e Wijnaldum. Já o Inter foi ao rival Milan buscar Çalhanoglu nas mesmas circunstâncias, enquanto o Real roubou Alaba ao Bayern e o Barcelona contratou Kun Aguero, Eric García e Memphis Depay. Este ano a situação promete não ser muito diferente. Sempre existiram transferências importantes a custo zero, sendo que a referência aos nomes de Lewandowski (do Dortmund para o Bayern), Ballack (do Bayern para o Chelsea), Cafu (da Roma para o Milan), Ruud Gullit (do Milan para o Chelsea), da dupla Ibrahimovic-Cavani (Manchester United) ou dos vários que chegaram à Juventus neste contexto (Pirlo, Pogba, Khedira, Rabiot, Ramsey ou Llorente) é inevitável, mas nunca houve a possibilidade de tantos jogadores de topo mudarem de camisola a custo zero como nos últimos dois anos.
Assim, a lista de elementos em fim de contrato este ano é extensa e o mercado promete ser agitado neste capítulo. À cabeça, temos desde logo Kylian Mbappé, possivelmente o jogador mais talentoso e, simultaneamente, promissor do mundo nesta altura, se tivermos em conta os anos de carreira que tem pela frente. Também o compatriota Paul Pogba (como Ibrahimovic e Cavani) volta a estar neste contexto e a ele juntam-se nomes como Franck Kessié, Paulo Dybala, Antonio Rüdiger, Andreas Christensen, Azpilicueta, Ousmane Dembelé, Tolisso, Bernardeschi, Belotti, Lacazette, Romagnoli, Boubacar Kamará, Ginter, Lingard, Mazraoui, Eriksen, Di María, Origi, Aurier, Larin, Modric, Perisic, Luis Suárez, Cuadrado, Mkhitaryan, Dzyuba ou Isco. Além destes, há ainda os casos de Onana e Süle, que já encontraram clube para 2022/23. É, por isso, uma lista quase infindável de atletas de alto nível e que espelha a dificuldade que os clubes têm em renovar ou transferirem os atletas em causa antes de entrarem no último ano de contrato. Mesmo com a pandemia da covid-19, o nível dos salários e prémios astronómicos não baixou, mas muitos clubes entraram em crise e não conseguem acompanhar o ritmo. Na verdade, clubes que faziam bandeira por negociar tudo a tempo e horas, como a Juventus, possuem vários elementos nesta situação e ficam fragilizados a nível negocial. Em Portugal, o FC Porto tem a situação mais difícil, com a situação de Chancel Mbemba, mas existem outros, como André Franco e Castro, e lá fora há também vários atletas em fim de contrato, como João Moutinho, José Fonte, Xeka, Fábio Carvalho, Aurélio Buta, Miguel Veloso, Tobias Figueiredo ou Dany Mota.
Por outro lado, perspetivando um 2023 semelhante, existem também imensos jogadores cotados com o qual será difícil os clubes renovarem, nomeadamente Salah, Sadio Mané, Sterling, Messi, Lewandowski, Gnabry, Rashford, Tielemans, Gavi, Oblak, Skriniar, Fabián Ruiz, Kanté, Mahrez, Jorginho, Soler, Koulibaly, Gabriel Jesus, Akanji, Gravenberch, Bissouma, Ronald Araújo, Gundogan, De Vrij, Nico Schlotterbeck, Söyüncü, Aouar, Mukiele, Milenkovic ou os portugueses Cristiano Ronaldo, Renato Sanches, Raphaël Guerreiro, Gonçalo Guedes, Nélson Semedo, Diogo Dalot, William Carvalho, Domingos Duarte, Francisco Conceição, Anthony Lopes, Bruma, Gonçalo Paciência ou André Almeida.
No fundo, prevê-se um defeso muito agitado, mesmo sendo um ano de Mundial (muitos jogadores poderão não querer mudar de ares a 3-4 meses da competição e isso dificultará a necessidade de venda), sabendo-se que o jogador com o “passe na mão” tem uma facilidade muito maior para negociar um grande contrato, escolher o campeonato e clube onde quer jogar, bem como fazer todas as exigências a nível salarial, familiar e de prémios. Resta saber se este tipo de transferências passarão a ser muito mais comuns do que era hábito, com todas as consequências negativas que isso tem para os clubes.
Rodrigo Ferreira


23 Comentários
Skatz
Castro já renovou com o Braga
Mantorras
Dificil.
Sem tectos salariais definidos pelas ligas, eventualmente pela UEFA, seja por atleta seja um total por equipa, ou ambos… e dificil que nao haja aproveitamento.
Antonio Clismo
Um jogador de futebol que tenha terminado o seu contrato e que não arranje logo clube nos primeiros 6 meses (tendo tido um salário de 100 mil euros por mês) tem direito a subsídio de desemprego á luz da lei portuguesa?
NTORION
Tem, mas há 1 teto salarial definido, limitado 1108€
Neville Longbottom
Nao tenho 100% certeza mas diria que não deve haver qualquer espécie de entrave, e um trabalhador como os outros
Tiago Silva
É triste para nós adeptos dos clubes amarmos e apoiarmos um jogador, um clube dar-lhe tudo e depois sai sem rendimento financeiro, porque sim o clube investiu nele, mesmo que seja da formação e fica bonito o jogador corresponder.
Aceito, é uma decisão deles. Mas não é bonito na minha opinião. No entanto os clubes também abusam, pedem demasiado pelos seus jogadores e se não há clubes que queiram pagar o jogador acaba por ficar preso com a carreira a estagnar.
Neville Longbottom
Percebo. Mas deviam pensar na carreira estagnada antes de assinar contratos de longa duração.
Tiago Silva
Também percebo o teu ponto, mas normalmente os clubes querem sempre assinar por muitos anos para o segurarem por muito tempo, faz parte do interesse dos clubes, mas normalmente há por vezes essas promessas de que vendem depois a meio do contrato se houver uma boa proposta que sirva os 2 lados. O que quero dizer é que ninguém é santo aqui.
bpstp
Grande texto.
Para mim, a FIFA devia impor limite para comissões. No máximo 10% da transferência senão 5%.
Quanto aos Jogadores, os ordenados não podem ser superior a 500% da média do campeonato ou da equipa. Por exemplo se Real Madrid paga em média 500k por mês um jogo jogador ou uma renovação nunca poderá ser superior a 2,5M. Jogadores a custo zero comissão seria sempre máximo 10% do passe do jogador. Como saber o valor do passe? Era solicitado a avaliação a uma entidade externa.
coach407
O mais engraçado disto tudo é que o Porto ainda não renovou com o Chico Conceição. Que giro. Mais um para lhe pagarem balúrdios para renovar ou sair a custo zero.
GoldenFCP
Esse renova ainda mais estando o pai no clube. Alias os putos da formação renovam quase todos, o problema são os outros. O clube anda na penúria pelas mil e uma saídas a custo zero nos últimos anos, mas para alguns adeptos e para PdC não se passa nada.
No dia que ele deixar de ser presidente o que lhe suceder vai encontrar o clube em estado de coma. O PdC vendeu o Diaz ao desbarato para pagar uma divida de 5M. O clube nao tem liquidez para pagar 5M imagine-se. É surreal a gestao danosa de PdC.
Como se nao bastasse recentemente lançou outro empréstimo obrigacionista. E claro que os flops caríssimos(Janko,Joao Pedro,Saravia,Nakajima e afins)nao ajudam nada na situaçao
Todos os anos vendemos jogadores. Todos os anos temos feito acima de 50M na champions, ano passado ate fizemos mais de 60. Os cofres no Dragão têm buracos? O dinheiro entra e desaparece logo. A sorte que este clube teve de ter esta fornada de jovens jogadores. Não fossem eles e o Dalot,Andre Silva,Ruben Neves,Fabio Silva e provavelmente hoje o Porto não existia
Joga_Bonito
Eu não gosto à partida da ideia de sair a custo zero, porque isso implica que um clube que potenciou o jogador nada recebe por ele. Há casos excepcionais, como aqueles jogadores que saem em fim de carreira ou quase e cujo valor de mercado é já baixo e por isso faz sentido saírem a custo zero.
Contudo, durante anos viu-se cenas patéticas de jogadores a fazerem toda a casta de jogadas de chantagem psicológica para forçarem saídas, o caso ridículo do “rapto” de Bruma é o que me vem mais à cabeça.
Muitos jogadores, industriados pelos seus empresários actuavam a pensar assim: assinava, grandes contratos, com grande duração, grandes salários e sobretudo cláusulas muito altas, mas depois pensavam que para sair bastava quererem. Depois descobriam que os clubes não tinham obrigação nenhuma de os deixar sair abaixo da cláusula, que muitas vezes era demasiado alta e inibia a venda do jogador. Quando estão em alta os jogadores negoceiam contratos elevados, com cláusulas demasiado altas, sem pensarem o que isso implica. Depois pensam que para sair não há regras contratuais.
Sendo assim, a postura de cumprir integralmente o contrato e sair sem fazer mais ruído acaba a ter mais dignidade do que cenas patéticas como as que já vimos no passado (Hugo Leal, Bruma, Oblak, Moutinho são os casos que me vêem mais à cabeça).
Gosto disto? Não, mas o problema disto está em que hoje o mercado pede verbas tão altas por cada jogador que os clubes se vêem obrigados a extorquir dinheiro em cada transferência que consigam fazer. Não fosse isso e em muitos casos haveria mais abertura para perceber casos de jogadores que pura e simplesmente não são chulos. Cumprem o seu contrato de forma honesta e profissional mas depois querem coisas novas. Devem ficar presos eternamente a um clube? Ou só sair se alguém pagar muito por eles? Isto não me parece chulice. Veja-se o caso de Messi, que saiu do clube a custo zero deixando atrás de si um legado incrível: melhor jogador da história do clube, quiçá o melhor de sempre, várias LC e la ligas, ajudando a encurtar o fosso de títulos que separava o Barça do Real. Para mim depois de tudo isto sair do clube assim não é chulice. O errado são aqueles que são comprados a peso de ouro e nao rendem e mesmo que sejam revendidos, acabam a dar prejuízo financeiro e desportivo ao clube.
Talvez a questão chave aqui seja limitar o que se está a pagar nas transferências dos jogadores. Se isso acontecesse, os clubes não teriam de pagar tanto pelos jogadores que compram e por isso permitiriam mais casos de jogadores que sairiam a custo zero, se forem daqueles que em certas circunstâncias querem experimentar coisas novas e que já deram muito ao clube. Se houvessem mais jogadores a custo zero no mercado, havia menos pressão para pedir dinheiro por cada jogador que se vende. Menos custos na aquisição de jogadores acarretariam talvez menos exigência nas transferências. Muitos clubes acham que só podem ser sustentáveis a pedir cada vez mais pelos seus jogadores, mas em essência as transferências estão a atingir valores insustentáveis e por muito que se vendam jogadores ou se formem jogadores, está-se a gastar cada vez, quer seja a comprar jogadores, quer seja a formar jogadores.
É certo que as comissões são também um grande factor por detrás da inflacção desmesurada do valor das transferências, mas outro factor é o valor pedido por qualquer craque. Nos anos 90 a 2000 por 1 a 5 milhões descobria-se um jogador futuro classe mundial na América Latina, hoje qualquer cepo custa 40 milhões e qualquer puto que faça umas reviengas é logo tabelado em 50 milhões.
Um dos factores por detrás da sustentabilidade do futebol é regressar em parte a valores mais normais no futebol e inclusive aproveitar jogadores em fim de contrato ou que estão momentaneamente desvalorizados. Recordo Jonas e Aimar como dois grandes exemplos de craques que aumentaram em muito o nível da equipa a baixo custo.
Sou contra casos de chulice como aqueles que traem o clube e fazem ceninhas patéticas para forçarem a saída. Contudo também não sou extremista e não acho que todos os jogadores tenham de sair dando dinheiro ao clube. Esta mentalidade de ver jogadores como produtos e querer sacar de todos o máximo dinheiro não entende que há casos excepcionais de jogadores que entendem ter encerrado a sua participação num clube e querem outras coisas. Chegam a haver imbecis que avaliam jogadores como flops unicamente por se saem a custo zero, vêm com tabelas a dizer que custaram x por ano e se saírem sem dar dinheiro são flops ou “custaram muito caro”. Porque para muitos um jogador resume-se a isto, o que custa quando entra e o que rende quando sai. Quando para mim, é o rendimento do jogador e o seu impacto na história do clube que tem de primeiramente ser julgado, só que esse rendimento é ignorado para aqueles que acham que um clube é como uma empresa.
Kacal
Por mim desde que o jogador dê o litro e sinta a camisola dando rendimento até acabar contrato não vejo problema em não renovarem, acho que é um direito deles assim como o clube tem direito ou não de continuar a utilizá-lo quando se recusa a renovar. Mas defendo que cada um deve obter o máximo do outro e dar o máximo, depois seguem o seu caminho. Já que financeiramente irão perder ou não receber de volta, pelo menos espremam ao máximo o lado desportivo.
Mbappé só quer Real e o Real quer Mbappé, é certinho. Os outros vamos ver, mas há aí nomes que seriam reforços bem interessantes para colossos, fosse para o XI fosse para uma alternativa forte de plantel. Com um Mundial a chegar e sendo em Dezembro só vai fazer com que recusem mesmo a renovar e em Janeiro assinem logo com outro clube.
Kazamatsuri
Kacal,
Nem mais e concordo com o que dizes. Mas também há os jogadores que vêm a custo zero, e nos três grandes é muito frequente esse tipo de contratações, que acabam por dar em flop. E, além disso, o jogador vem a custo zero, mas a nível de salário e prémio de assinatura ainda leva uma boa maquia para casa.
Já agora, foi assim que contratei o Petr Cech para o Sporting no FM19. Assim que chegou Janeiro contratei-o a custo zero para vir no início da época 19-20.
Saudações Leoninas
Kacal
Sim Estigarribia, há muitos que dão “flop” mas outros até têm sucesso. O Jonas é o caso mais óbvio. São sempre boas oportunidades de negócio mesmo que na prática nem sempre provem ser, mas muitas vezes vale o risco a meu ver.
Ahah no FIFA (modo carreira) e FM os “custo zero” são sempre apetecíveis sem duvida.
Saudações DesPortistas
Fireball
Os jogadores começam a perceber que não ganham nada em renovar contratos e que têm a faca e o queijo na mão, basta esperar que acabe o contrato e depois assinar a “custo zero”, recebendo um prémio de assinatura muito superior ao que receberiam numa transferência normal. A desvantagem é poderem ser encostados pelo clube, mas na maioria dos casos nem isso acontece.
deus_Ex_machina
É assustador pensar que com a lista de jogadores que fica livre em 2022 facilmente montas uma equipa candidata à Champions. O mesmo acontece para 2023.
Cljool
Os clubes são os mais prejudicados e no entanto são eles que compram os passes e pagam os salários. Justo? Não. Os jogadores, devido à facilidade em mudar de clube, nem respeitam os clubes que representam muitas das vezes. São provavelmente também iludidos por empresários que também são bastante beneficiados com estas transferencias.
Potter
Os únicos clubes que são os mais prejudicados são aqueles que formam jogadores? Os grandes clubes só são prejudicados nesta fase inicial em que as saídas a custo zero estão a virar a tendência. Porque, depois, a meu ver são também vão ser beneficiados e contribuem para a tendência. Os jogadores sabem que hoje em dia, se forem de topo, não precisam de um agente que os promova no mercado e os clubes poupam o dinheiro gasto em transferências para oferecer melhores condições salariais. Já os clubes formadores e de mercados mais pequenos, que se encontram mais dependentes das receitas da venda de jogadores é que vão sofrer e, possiblvelmente, vão deixar de ter capacidade de oferecer salários mais elevados.
Borsalino
Excelente texto!
Penso que tal fato deve-se e muito à influência dos atletas Norte-Americanos (nomeadamente na NBA) e dos futebolistas alemães que já vêm há algum tempo a ditar eles mesmos o futuro que querem para as carreiras. E cada vez mais vai passar a ser uma realidade por causa do fair play financeiro, a influência dos agentes ou os prêmios de assinatura cada vez mais “chorudos”, e por consequência, o “encostar” de jogadores que não queiram renovar (“tática” muito popular em Portugal) pode vir a aumentar exponencialmente dependendo da forma como os clubes encarem esta situação.
Aos adeptos, que se preparem para estes tempos novos estão para ficar.
Acredito que o verão de 2023 será ainda mais propenso a transferências a “custo zero”.
Neville Longbottom
Eu por acaso acho uma “boa” arma. Na verdade, se os jogadores têm os clubes na mão, logo o que o clube tem de escolher é: ou aproveita o joagdor até ao fim, ou encosta-o e obriga-o a treinar isolado, sendo que 5/6 meses numa carreira de 10/12 anos faz toda a diferença. O Sporting fez isso ao Carrillo, sendo que o mesmo continua a enriquecer fortemente por isso acabou por não ter muito impacto, a não ser desportivo se entendermos que o jogador tem nível para mais que o Benfica e Arábias.
SL
Filipe Ferreira
Temos muitos jogadores interessantes em 2023 de facto:
Salah
Sterling
Mané
Gnabry
Rashford
Messi
Oblak
Gavi
Lewandowski
Kanté
Gabriel Jesus
Koulibaly
Soyuncu
Mahrez
Ronaldo
Renato Sanches
Aouar
Benzema
Kroos
Muller
Enfim, uma lista enorme de bons nomes
Borsalino
Lista verdadeiramente impressionante! Adicionaria ainda os nomes de Ronald Araújo, Skriniar, Tielemans, Fabian Ruíz, Carlos Soler, Jorginho, Gayá, Thomas Lemar, Gonçalo Guedes, Luke Shaw, Marco Asensio, Gundogan, De Vrij… é incrível a quantidade de bons jogadores a terminar contrato em 2023. Vai ser interessante de ver o desenrolar!