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Zverev conquista US Open

Correu tudo bem ao germânico? Vinha de dois Masters terríveis, mas, à semelhança do que tinha acontecido em Roland Garros, apanhou um quadro superfavorável — nenhum adversário do Top 10 — e, na decisão, acabou por fazer a diferença com a sua experiência e ténis enervante para os rivais.

Alexander Zverev arrebatou pela 1.ª vez o US Open ao bater na final Bem Shelton com os parciais de 6-3, 7-6, 5-7 e 6-2. O germânico conquista assim o 2.º Grand Slam na carreira, depois de ter vencido este ano em Roland Garros, sendo que também foi à final de Wimbledon.

6 Comentários

  • Kacal
    Posted Setembro 13, 2026 at 11:00 pm

    Sorte das circunstâncias ou não, estamos a falar de um torneio de 2 semanas a 5 sets com jogadores de elite, mesmo que faltem 2 ou 3 dos principais continuam a ser muitos craques e Zverev faz o seu caminho e o que não falta são desportistas que mesmo nos contextos favoráveis ficam aquém ou não correspondem, Zverev tem o mérito de trabalhar duro, ser consistente e dizer presente. Nunca desistiu de ganhar um Grand Slam e esperou a sua oportunidade. Outros como Tsitsipas e mesmo Medvedev caíram muito e não aguentaram os quase vitória que tiveram e deixaram de insistir, Zverev continuou a trabalhar e disputar até conseguir e disse presente quando chegaram as oportunidades. Sem duvida o 3º melhor jogador do Mundo acima dos outros e este ano foi mesmo o melhor. Quem diria que em 2026 veríamos Zverev como o vencedor de mais Grand Slams do ano, é muito mérito dele e há que dar os Parabéns a ele e sua equipa, são mais que merecidos e justos! E provou que Shelton ainda tem alguma sopa a comer, claramente não se mostrou à altura do acontecimento hoje e Zverev provou a sua maior experiência e estaleca. Teve sorte no sorteio e nas condicionantes? Sim, mas tudo o resto é seu mérito e mesmo em jogos que podiam ser atribulados ele disse presente e cumpriu. De pensar que foi a 5 sets no inicio duas vezes e podia ter caido, mas aguentou-se e foi estabilizando o seu jogo e subindo o nivel. Claramente mais jogador que Shelton no momento e o Americano terá que aguardar pelo seu momento que eventualmente chegará acredito. Havia o debate e a duvida se alguma vez Zvefev chegaria ao Grand Slam, pois bem tem 2. Bravo!

  • Teles
    Posted Setembro 13, 2026 at 10:31 pm

    Mais uma vez é um facto que zverev não só teve sorte nos sorteios como teve a sorte de ver adversários mais fortes serem eliminados. Mas ele cumpriu tudo o que tinha a fazer e foi o único a aproveitar a ausência dos dois melhores do mundo, comprovando que ele era destacado o número 3. Ele não tem culpa de tudo o resto e está de parabéns, foi altamente dominador neste jogo e a vitória foi quase sem espinhas. Fiquei contente por ele não se ficar por um grand slam na carreira sendo certo que tem outros títulos importantes.

    Agora este torneio e as últimas épocas no geral mostram que o ténis está muito diferente , para mim para pior , e isso deixa me algo triste confesso. Nesta final tivemos dois bons servidores, zverev provavelmente o melhor da atualidade, e mesmo assim longe de outros do passado. Amortis, subidas à rede e etc contam se pelos dedos das mãos. Longe vão os tempos em que tínhamos especialistas em várias coisas e aqueles jogadores sobre dotados q faziam quase tudo. Até na questão das superfícies já nem sinto tanta diferença entre jogadores.

    Mas pronto, zverev espero que ganhes algo mais na próxima época.

    • Art Vandelay
      Posted Setembro 13, 2026 at 11:22 pm

      A culpa disso é fundamentalmente dos organizadores dos Grand Slams que tentaram uniformizar o ténis deixando de ser necessário ser especialista numa determinada superfície, porque a relva de Wimbledon deixou de ser tão rápida, e os Hard courts também passaram a ser mais lentos
      ***
      O resultado desta fantochada é que os jogadores deixaram de precisar de ser especialistas numa superfície, porque apesar do piso ser diferente em termos de velocidade estão mais uniformes, isto é péssimo para o ténis porque faz com que os jogadores sejam todos iguais e sendo os pisos genericamente mais lentos a tendência até é para serem todos mais defensivos do que atacantes
      ***
      Depois o Djokovic e o Nadal de certa forma também não ajudaram nadinha, porquê? Eles são os melhores mas eram 2 jogadores extremamente defensivos e ganharam vários jogos e torneios a jogar à defesa, ora sendo tão dominantes a jogar à defesa isso leva a que os novos jogadores em formação lhes tenham seguido os passos

  • Adepto Imparcial
    Posted Setembro 13, 2026 at 10:10 pm

    Cumpriu-se o favoritismo (continuo sem saber de onde veio o comentário do Diogo Filipe sobre Shelton ser “mais jogador” e ir “vencer com relativa facilidade)”. O único ponto a favor do americano era o fator casa e até acho que isso funcionou mais como desvantagem que vantagem, tal a pressão que claramente sentiu nos primeiros dois sets. Sendo assim, estava tudo do lado de Zverev: menos tempo em court, H2H não só favorável (5-0) como dominador (Shelton só lhe tinha ganho 1 set até então), um matchup muito positivo (as maiores armas de Shelton não possuem grande efeito contra Zverev, mas as maiores armas de Zverev são super eficazes contra Shelton) e, claro, a experiência que hoje foi vital.

    Shelton entrou super nervoso – vi serviços dele a irem parar a bancada! – e os primeiros dois sets não tiveram grande história, apesar do tiebreak ter sido necessário no segundo. Zverev teve a vasta maioria dos seus jogos de serviço ganhos com uma facilidade tremenda (ganhou +90% dos seus primeiros serviços contra 65%-70% de Shelton) ao passo que o americano viu-se várias vezes aflitos para segurar o seu jogo.

    Terceiro set virou o momentum: Shelton a conseguir ganhar mais pontos no seu serviço e Zverev baixou o nível, o que levou o americano a ganhar alguma esperança… que rapidamente foi enterrada com um break inicial no quarto set e mais uma prestação de Zverev impecável ao longo do mesmo.

    E assim continua a saga americana de não terem um jogador ganhar um GS desde 2003. Irá acontecer mais tarde ou mais cedo, mas este torneio foi, sem dúvidas, uma oportunidade de ouro (não haverão muitos mais GS sem Sinner e/ou Alcaraz lesionados ou fora de forma, para além de Zverev ainda ter uns quantos bons anos pela frente se tudo correr bem).

    Finalmente, disse após RG que não acreditava que isso fosse ter um efeito ketchup no alemão, mas cá estamos com o segundo GS conquistado poucos meses depois. Vale mencionar as circunstâncias (tanto um como o outro foram ganhos com sorteios extremamente favoráveis e sem necessitar de defrontar os dois aliens), mas um GS é um GS: vale exatamente o mesmo ganhar com um sorteio fácil ou difícil. Está de parabéns, mas fico à espera de um terceiro GS vencendo Alcaraz ou Sinner pelo meio.

    Fica a curiosidade sobre o que “ténis enervante” significa para o autor do post…

  • Art Vandelay
    Posted Setembro 13, 2026 at 10:05 pm

    Tal como eu disse depois de Roland Garros, aquela vitória iria desbloquear mentalmente o Alemão e os resultados estão à vista, tendo passado a ser dominador contra qualquer adversário ao invés de antigamente onde tinha eliminações precoces em Grand Slams ou então até chegava longe mas bastante desgastado por perder bastantes Sets contra adversários bastante fracos nas rondas iniciais, ora com Roland Garros isso acabou
    ***
    Pode-se dizer que beneficiou das ausências/lesões do Sinner e Alcaraz, mas antes nem essas ausências ele aproveitava
    ***
    Zverev é o jogador do ano 2026 sem dúvida, agora que em 2027 possamos ter Sinner e Alcaraz nos 4 Grand Slams a top

    • Yes Man
      Posted Setembro 13, 2026 at 11:39 pm

      Calma! Muita calma! Zverev deu um salto, sim.

      Agora, dizer que passou a “ser dominador contra qualquer adversário” é um salto gigantesco. Desde que ganhou Roland Garros fez um belo percurso em Wimbeldon, sem dúvida, e este percurso onde se vê bastante aflito nas duas primeiras rondas após as quais se acaba por soltar.
      Verdade seja dita que há uma derrocada de cabeças-de-série nessas rondas que o ajuda a soltar-se (vê o seu potencial percurso francamente facilitado até à final), sendo que noutros tempos provavelmente resultaria numa pressão acrescida para o alemão.
      Esta final senti o tal salto de que falas: a pressão estava do lado do Shelton e não dele, também por mérito próprio. Isso há que reconhecer. Ainda assim, estava a jogar a final contra um miúdo em estreia nestas andanças. Não deixa de ser o 9º atp, mas também não é nenhum bicho papão.

      Por outro lado, se olharmos para os outros torneios em que participou desde a final de Paris temos umas meias finais em Halle, 1ª ronda em Montreal (Griekspoor) e 3ª ronda em Cincinnati (T. Paul). Isto não é um jogador “dominador contra qualquer adversário”.

      Concluindo: diria que em vez de ser “dominador contra qualquer adversário” é antes vencedor contra o “adversário-qualquer”. O jogador de top 20-80 com que antes podia ser surpreendido. Ainda assim, só se pode dizer isto se olharmos apenas para grand slams e que têm uma amostra pequeníssima e com asteriscos bastante grandes e presentes (nenhum destes 2/3 torneios teve os dois que bem sabemos em simultâneo, e quando se cruzou com um deles não teve hipótese.). Só será verdadeiramente um salto/desbloqueio mental quando conseguir repetir isto várias vezes e em todo o tipo de torneios.

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