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5 razões pelas quais o Algarve deve ser a capital do jogo em Portugal

Em 1927, os estabelecimentos de jogo passaram a ser regulamentados em Portugal. Desde então, o país assistiu à inauguração de diversos casinos, à consolidação de uma comunidade fértil de jogadores, e ao advento dos serviços digitais de casino e apostas. Mesmo que nem todos concordem com a legalização dos jogos de azar, é impossível negar o seu papel central no desenvolvimento da economia. Os grandes casinos ajudam a atrair turistas estrangeiros, empregam milhares de funcionários, e geram milhões de euros todos os anos em receitas, sendo que uma grande percentagem acaba nos cofres do Estado. O Algarve nunca escapou à tendência nacional e tem tudo para se afirmar como o grande pólo geográfico da indústria do jogo em Portugal. Hoje, decidimos enumerar os 5 motivos pelos quais acreditamos que o Algarve reúne condições para liderar a expansão do jogo português nos próximos anos.

1 – Infraestruturas

O Algarve não é apenas a casa de um dos mais lucrativos casinos do país. Para além do Casino Vilamoura, a região alberga um interessante número de outras infra-estruturas que estão preparadas para receber um grande volume de visitantes. A indústria hoteleira está extremamente bem equipada e pode potenciar a criação de novos casinos e pequenas casas de jogo. O aeroporto de Faro garante as vias de acesso aéreo necessárias para albergar uma potencial vaga de jogadores estrangeiros. Adicionalmente, a região está habituada a organizar grandes eventos internacionais, registando frequentemente bons índices de adesão. Finalmente, as diferentes autarquias algarvias têm apresentado nos últimos anos um número relevante de novos projectos de requalificação urbana e de obras públicas.

2 – Turismo de Inverno

Um dos destinos turísticos de preferência durante os meses mais quentes do ano, o Algarve é conhecido em todo o mundo pelas suas praias e clima quente. No entanto, a região sofre com um turismo marcadamente sazonal, que contribui para a instabilidade económica e para uma depressão populacional grave durante os meses mais frios. Tornar o Algarve num grande pólo do jogo português contribuiria para combater este efeito. Ao contrário das praias, os casinos e estabelecimentos de jogo são populares ao longo de todo o ano, pelo que a requalificação destes espaços poderia incitar a diminuição do efeito do turismo sazonal. Atrair visitantes durante o Inverno continua a ser um dos grandes desafios económicos do Algarve.

3 – Popularidade do poker

Ainda que o poker seja jogado um pouco por todo o continente, o Algarve tem vindo a liderar a expansão portuguesa da modalidade. Enquanto que o poker cresce nos circuitos online, o Casino Vilamoura tem procurado solidificar um circuito activo de jogadores e tem vindo a organizar os eventos de poker mais importantes do país. O WPT DeepStacks Portugal 2019 foi um exemplo marcante. Com um prémio de 250 mil euros, este foi considerado o maior torneio de poker alguma vez realizado em Portugal e atraiu visitantes não só de todo o país como do estrangeiro. Os  jogos de poker são um dos principais motores da indústria do jogo em todo o mundo, e o Algarve tem dado mostras de querer estar na linha da frente no que ao investimento na modalidade diz respeito. De todos os típicos jogos de casino, o poker é de longe o mais popular.

4 – Potencial paisagístico e urbanístico

As características naturais do Algarve, assim como as suas cidades, são ideais para fomentar o crescimento de novas indústrias, como a do jogo. As praias e paisagens naturais que todos apreciamos constituem a plataforma perfeita para incentivar o investimento em novos serviços recreativos, que podem ir muito além da sobre-carregada indústria hoteleira. Restaurantes, lojas, e imóveis podem lucrar com o investimento em novas casas de jogo. Além disso, as características urbanas da região reúnem condições ideias para eventuais expansões. Sem o desgaste populacional que se sente nas grandes cidades do litoral e no Norte do país, mas com uma densidade de habitantes superior àquela que se regista nos chamados “desertos” do Interior, o Algarve oferece um balanço muito promissor entre oferta paisagístico-urbanística e potencial de desenvolvimento.

5 – Gentrificação de Lisboa e do Porto

Finalmente, o investimento no Algarve pode ser visto como um método eficaz para combater a gentrificação que se tem vindo a sentir em Lisboa e no Porto. O aumento desproporcional de turistas, incentivados pelo acesso a novos voos de baixo custo, tem levado à sobrevalorização dos imóveis e das rendas nos grandes centros urbanos. Isto pode ter consequências drásticas a longo prazo para as duas maiores cidades de Portugal. Mobilizar parte desta actividade turística para o Algarve, especialmente durante o período de off-season (Outono e Inverno) poderia ajudar a diminuir aquele que muitos já consideram ser o principal flagelo metropolitano de Portugal. Isto significaria que o estabelecimento do Algarve enquanto pólo do jogo em Portugal poderia trazer consequências benéficas para todo o país, e não só para a economia local.

3 Comentários

  • CarlosSL
    Posted Junho 3, 2020 at 3:35 pm

    A forma como o jogo é tratado em Portugal é mais um dos sintomas do quão pequeno tendemos a pensar. Conheço profundamente o meio do Poker online e ao vivo e tenho uma dificuldade brutal em perceber porque deitamos fora a enorme vantagem competitiva que seria abrir o mercado e aceitar os “refugiados” da regulamentação de outros países.
    Não fazem ideia da quantidade de pessoas que vive, consome e promove Malta apenas por esse motivo. Sou capaz de apostar que 100% deles preferiria viver em Portugal.
    Estamos a falar de uma comunidade com um nível de educação alto, que basicamente não aborrece ninguém e que quando atinge esse nível para emigrar claramente também consome bem.
    Mesmo numa vertente ideologica, tributar o poker é algo rebuscado, é um jogo voluntário jogado por individuos que investem dinheiro já previamente tributado. Não descontam mas não pedem nada também, não têm como aceder a crédito bancário nem a qualquer tipo de subsidio.
    Era ter atenção ao branqueamento de capitais e seguir em frente, zero jogadores de poker teriam qualquer problema em partilhar de forma clara todos os seus rendimentos de jogo para prevenir esse branqueamento estando os mesmos isentos de tributação.
    Esse dinheiro é constantemente re investido em imoveis, pequenos negocios ou participações em sociedades.

  • Bio
    Posted Junho 3, 2020 at 2:40 pm

    Eu concordo com o artigo no geral. Acho que todos os pontos são totalmente válidos e muito bem argumentados.
    Deixo apenas uma questão: O Algarve nesta altura já é alvo de muito turismo que não tem particular interesse para o país. Este tipo de “turismo” é de interesse para a economia local e nacional?

  • Aquecedor de Banco
    Posted Junho 3, 2020 at 2:20 pm

    Totalmente de acordo com todos os pontos. O Algarve tem um grande potencial e este é sem dúvida uma grande oportunidade de combater a grande sazonalidade que existe na região.

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