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Vou Para o Treino

“Vou para o treino.”, como jogador repeti esta frase inúmeras vezes, hoje, continuo-a a pronunciar, mas como treinador.

Durante o meu processo de formação enquanto atleta, a maior parte do feedback por parte dos meus treinadores, ou referiam o óbvio: “Falhaste o passe”, ou era para realizar uma ação formatada: “Joga com aquele pé e joga para ali”. Felizmente, houve um treinador (mais tarde colega quando comecei a dar os primeiros passos) que me instruía e me fazia perceber que se calhar, o futebol era um bocado mais do que aquilo e mudou a minha maneira de sentir o jogo e o treino. 

Por isso, hoje, como treinador, tenho como principal objetivo, pôr os jogadores confortáveis ao ir para o treino, fazer sentir o que o futebol nos pode dar em várias áreas, não saindo daquilo que é a relação treinador-jogador, nem ultrapassando a barreira do próprio conforto e alegria dos atletas. Por experiência própria, posso dizer que na maior parte dos casos, através do conhecimento, consegui conquistar o respeito dos jogadores por admiração e não por imposição, o que me facilita muito a vida no que toca a gestão humana. 

Vamos mesmo, em pleno Sec. XXI, continuar a observar gritarias frustradas nos campos de futebol formação por parte dos treinadores? Saber que está errado, ou que alguém falhou é fácil, a complexidade está no como concertar isso sabendo que é um humano que ali está, em processo formativo e de descoberta. 

Quanto melhor pessoa fores, melhor treinador serás e isto não tem relação com questões técnicas, mas sim humanas. Uma coisa é certa, um jogador feliz, rende o dobro.

Visão do Leitor: Hélder P. Gonçalves

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