Deram demasiado tempo ao australiano? Já fez 4.º no Giro e Tour.
Ben O’Connor assumiu a liderança da Vuelta ao vencer a etapa 6. O ciclista australiano da Decathlon AG2R La Mondiale Team integrou a fuga e aproveitou as montanhas para disparar e chegar isolado à meta, sendo que o pelotão só chegou 6’30” depois. O’Connor ficou assim com menos 4 minutos e 51 segundos que Roglic na geral, enquanto João Almeida está agora a 4’59” da liderança.


15 Comentários
Bayern de Monchique
Como não vi a etapa, pergunto: que se passou entre Puerto del Boyar e Puerto del Viento?! A diferença estava 5 min? Ou então está tudo com fé que a AG2R não aguenta e que O’Connor acabará por quebrar.
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Ben O’Connor teve muito tempo para descansar após o Giro (quase dois meses) e olhando para essa prova, tirando Pogaçar da equação, O’Connor ficou a uns míseros 2 min de Dani Martínez.
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Se o perfil desta Vuelta já entusiasmava então (O’Connor) com quase 5 min de avanço sobre os principais candidatos, só podemos esperar bastantes ataques até final.
Player
Eu acredito que não vai haver muitos ataques. Especialmente por parte da UAE, que sem Pogi perde-se. Se não tentaram apanhar a fuga porque têm muitos ciclistas bem colocados então é um grande erro.
A UAE sem o Pogi faz lembrar a INEOS.
Eu acredito que se o Australiano não tiver nenhuma grande quebra possa levar a vermelha. Ja não acredito tanto é que não tenha uma grande quebra :D .
Btw a Visma anda perdida. Gosto do Kuss mas ele não pode ser líder.
Paulo Roberto Falcao
Não vi o direto mas pelos comentários que fui seguindo em direto a fuga tinha muitos elementos, e por isso aproveitaram a descida entre as duas montanhas para aumentar vantagem e a Bora ficou numa situação lixada porque as outras equipas decidiram não trabalhar, tipo vocês têm a liderança, têm que trabalhar para a defender. Não percebi por que razão a Emirates não trabalhou, acho que correram riscos e acabou mal para todos.
Paulo Roberto Falcao
Bom o dia de hoje muda tudo, agora vamos ter uma Vuelta espetacular, toda a gente vai ter de atacar. Por esta é que ninguém esperava.
DNowitzki
Não creio que o Ben vá ganhar, porque não pernas para tal.
A Bora e Roglic queriam ver-se livres da vermelha, por causa de tudo o que implicava em termos de protocolo e que fazia com que o esloveno chegasse bem mais tarde ao hotel, mas isto foi ridiculo.
Paulo Roberto Falcao
A rever a etapa. O José Azevedo é dos comentadores lusos que mais respeito, e que mais acompanho.
Hoje na Eurosport explicou muito bem quer a fuga, quer a razão pela qual não foi fácil perseguir a fuga. Estrada estreita e sinuosa para o pelotão ganhar massa crítica, ou duas ou três equipas se entendiam, ou então ninguém se vai matar e correr riscos pelos outros. A típica situação de passar a bola. E segundo ele a fuga de um ciclista assim fazia sentido, assim eles tivessem visto o percurso.
O percurso desta etapa poderia ser uma grande clássica do ciclismo andaluz, tem tudo, muitas subidas e descidas, curvas e curvas. Enganava o perfil, parecia uma etapa de média montanha, era aliás assim que era descrita. O Liége Bastogne Liége no papel também não parece nada, e deve ser a clássica mais dura dos monumentos, e não é só pelo pavê, mas pelos contantes muros, subidas curtas e descidas lixadas. A etapa de hoje estava a recordar-me vagamente isso.
AndreChaves9
Ele fala bem mas enquanto diretor desportivo, pelo menos no WT, era do mais cobardola que existia sempre na defensiva. Não é coerente com o que defende enquanto comentador
Paulo Roberto Falcao
Pois isso às vezes acontece. Sabes um grande comentador de ciclismo nem sempre é um bom diretor, é preciso ter ousadia e imaginação para conceber estratégias para vencer. Comentar é analisar e ler o que se passa. Acho que o Zé é um grande analista, alguém que percebe ciclismo a fundo.
Dirigir uma equipa de ciclismo não deve ser fácil senão repara. Tens de gerir:
A) as expetativas dos particionadores, que metem dinheiro na equipa;
B) os projetos desporto de cada ciclista, que tem obviamente objectivos num ano, etc.
C) a programação da temporada e quais são os ciclistas certos para cada objectivo
D) o superego de cada ciclista, todos acham que merecem tudo!
E) e por último a comunicação da equipa, que num mundo como o de hoje não é simples.
Provavelmente o Zé não terá o perfil para isto tudo, é preciso ser duro e desagradável, não deve ser nada simples. Mas de ciclismo claro que ele sabe.
charles eclair
A LBL não tem pavé. Talvez te estivesses a referir à Volta a Flandres.
De qualquer forma afirmar que uma dessas é a clássica mais dura é bastante discutível. Uma Paris-Roubaix ou um giro da Lombardia não ficam nada atrás dessas duas em termos da dureza da prova.
Podem existir preferências no tipo de corrida, acho difícil dizer qual a mais dura quando têm características tão diferentes.
E mesmo a Milão-San Remo que é o monumento com o perfil mais “fácil” tem 300km de extensão.
Paulo Roberto Falcao
Devo ter explicado mal ou então não. Falei na Liège precisamente por não parecer nada de especial no papel, e por ser uma prova incrível e duríssima, mesmo sem o pavê. Aquilo a que me referia era à sucessão de subidas e descidas durante os últimos 100 quilómetros, tal como a da etapa de hoje. É arrasador e sim acho uma clássica brutal e inigualável. E no papel não parece aquilo que é.
Bamboo331
Concordo. Acrescenta muito à emissão do Eurosport. Nota-se que percebe muito, falando de uma forma que me parece sempre honesta e humilde. Pena que não possa estar lá sempre
Paulo Roberto Falcao
O paralelo do ano passado não me parece correto, apesar de o ver citado em muitos sitios. Em que consiste?
Quando Step Kuss ganha dois minutos e quarenta numa etapa deste tipo toda a gente pensou: bom isto é o primeiro milho para os pardais, mais à frente perde-os. Depois de muita guerra vence a Vuelta em Madrid. Ora O’Connor venceu o dobro do tempo de Kuss no ano passado, logo a Vuelta pode estar decidida.
Acho esta conclusão errada por duas razões. Por um lado Kuss só vence por ter estado uma Visma com Vingegaard e Roglic como companheiros. Aguentou como um touro, mas estivesse ele noutra equipa e acaba a sete minutos dos seus líderes. Por outro lado o que torna esta Vuelta aberta é o facto do australiano não ter, ao contrário de Kuss no ano passado, uma equipa capaz de o defender na alta montanha, onde o mais provável é que acabe sempre entregue a si próprio. Portanto há Vuelta sim, e se tivesse que apostar as minhas fichas era que o vencedor da prova não será Ben O’Connor, a menos que as outras equipas continuem com as birrinhas de ontem.
oMeuUserName
Entregue a si próprio não me parece, porque há Felix Gall. Mas sim, percebo o que dizes e concordo. Ainda assim, estão todos a brincar com o fogo.
Rio Ave Sempre
Mais o Vallentin
Paulo Roberto Falcao
Certo, e são bons ajudantes, mas peço desculpa mas não os vejo minimamente ao nível dos equivalentes da Bora e da Emirates. São uma equipa para ajudar um ciclista a estar no Top 10, não foi uma equipa formatada para defender um vencedor da Vuelta.