Deram demasiado tempo ao australiano? Já fez 4.º no Giro e Tour.
Ben O’Connor assumiu a liderança da Vuelta ao vencer a etapa 6. O ciclista australiano da Decathlon AG2R La Mondiale Team integrou a fuga e aproveitou as montanhas para disparar e chegar isolado à meta, sendo que o pelotão só chegou 6’30” depois. O’Connor ficou assim com menos 4 minutos e 51 segundos que Roglic na geral, enquanto João Almeida está agora a 4’59” da liderança.


15 Comentários
Paulo Roberto Falcao
O paralelo do ano passado não me parece correto, apesar de o ver citado em muitos sitios. Em que consiste?
Quando Step Kuss ganha dois minutos e quarenta numa etapa deste tipo toda a gente pensou: bom isto é o primeiro milho para os pardais, mais à frente perde-os. Depois de muita guerra vence a Vuelta em Madrid. Ora O’Connor venceu o dobro do tempo de Kuss no ano passado, logo a Vuelta pode estar decidida.
Acho esta conclusão errada por duas razões. Por um lado Kuss só vence por ter estado uma Visma com Vingegaard e Roglic como companheiros. Aguentou como um touro, mas estivesse ele noutra equipa e acaba a sete minutos dos seus líderes. Por outro lado o que torna esta Vuelta aberta é o facto do australiano não ter, ao contrário de Kuss no ano passado, uma equipa capaz de o defender na alta montanha, onde o mais provável é que acabe sempre entregue a si próprio. Portanto há Vuelta sim, e se tivesse que apostar as minhas fichas era que o vencedor da prova não será Ben O’Connor, a menos que as outras equipas continuem com as birrinhas de ontem.
oMeuUserName
Entregue a si próprio não me parece, porque há Felix Gall. Mas sim, percebo o que dizes e concordo. Ainda assim, estão todos a brincar com o fogo.
Paulo Roberto Falcao
Certo, e são bons ajudantes, mas peço desculpa mas não os vejo minimamente ao nível dos equivalentes da Bora e da Emirates. São uma equipa para ajudar um ciclista a estar no Top 10, não foi uma equipa formatada para defender um vencedor da Vuelta.
Rio Ave Sempre
Mais o Vallentin
Paulo Roberto Falcao
A rever a etapa. O José Azevedo é dos comentadores lusos que mais respeito, e que mais acompanho.
Hoje na Eurosport explicou muito bem quer a fuga, quer a razão pela qual não foi fácil perseguir a fuga. Estrada estreita e sinuosa para o pelotão ganhar massa crítica, ou duas ou três equipas se entendiam, ou então ninguém se vai matar e correr riscos pelos outros. A típica situação de passar a bola. E segundo ele a fuga de um ciclista assim fazia sentido, assim eles tivessem visto o percurso.
O percurso desta etapa poderia ser uma grande clássica do ciclismo andaluz, tem tudo, muitas subidas e descidas, curvas e curvas. Enganava o perfil, parecia uma etapa de média montanha, era aliás assim que era descrita. O Liége Bastogne Liége no papel também não parece nada, e deve ser a clássica mais dura dos monumentos, e não é só pelo pavê, mas pelos contantes muros, subidas curtas e descidas lixadas. A etapa de hoje estava a recordar-me vagamente isso.
Bamboo331
Concordo. Acrescenta muito à emissão do Eurosport. Nota-se que percebe muito, falando de uma forma que me parece sempre honesta e humilde. Pena que não possa estar lá sempre
charles eclair
A LBL não tem pavé. Talvez te estivesses a referir à Volta a Flandres.
De qualquer forma afirmar que uma dessas é a clássica mais dura é bastante discutível. Uma Paris-Roubaix ou um giro da Lombardia não ficam nada atrás dessas duas em termos da dureza da prova.
Podem existir preferências no tipo de corrida, acho difícil dizer qual a mais dura quando têm características tão diferentes.
E mesmo a Milão-San Remo que é o monumento com o perfil mais “fácil” tem 300km de extensão.
Paulo Roberto Falcao
Devo ter explicado mal ou então não. Falei na Liège precisamente por não parecer nada de especial no papel, e por ser uma prova incrível e duríssima, mesmo sem o pavê. Aquilo a que me referia era à sucessão de subidas e descidas durante os últimos 100 quilómetros, tal como a da etapa de hoje. É arrasador e sim acho uma clássica brutal e inigualável. E no papel não parece aquilo que é.
AndreChaves9
Ele fala bem mas enquanto diretor desportivo, pelo menos no WT, era do mais cobardola que existia sempre na defensiva. Não é coerente com o que defende enquanto comentador
Paulo Roberto Falcao
Pois isso às vezes acontece. Sabes um grande comentador de ciclismo nem sempre é um bom diretor, é preciso ter ousadia e imaginação para conceber estratégias para vencer. Comentar é analisar e ler o que se passa. Acho que o Zé é um grande analista, alguém que percebe ciclismo a fundo.
Dirigir uma equipa de ciclismo não deve ser fácil senão repara. Tens de gerir:
A) as expetativas dos particionadores, que metem dinheiro na equipa;
B) os projetos desporto de cada ciclista, que tem obviamente objectivos num ano, etc.
C) a programação da temporada e quais são os ciclistas certos para cada objectivo
D) o superego de cada ciclista, todos acham que merecem tudo!
E) e por último a comunicação da equipa, que num mundo como o de hoje não é simples.
Provavelmente o Zé não terá o perfil para isto tudo, é preciso ser duro e desagradável, não deve ser nada simples. Mas de ciclismo claro que ele sabe.
DNowitzki
Não creio que o Ben vá ganhar, porque não pernas para tal.
A Bora e Roglic queriam ver-se livres da vermelha, por causa de tudo o que implicava em termos de protocolo e que fazia com que o esloveno chegasse bem mais tarde ao hotel, mas isto foi ridiculo.
Paulo Roberto Falcao
Bom o dia de hoje muda tudo, agora vamos ter uma Vuelta espetacular, toda a gente vai ter de atacar. Por esta é que ninguém esperava.
Bayern de Monchique
Como não vi a etapa, pergunto: que se passou entre Puerto del Boyar e Puerto del Viento?! A diferença estava 5 min? Ou então está tudo com fé que a AG2R não aguenta e que O’Connor acabará por quebrar.
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Ben O’Connor teve muito tempo para descansar após o Giro (quase dois meses) e olhando para essa prova, tirando Pogaçar da equação, O’Connor ficou a uns míseros 2 min de Dani Martínez.
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Se o perfil desta Vuelta já entusiasmava então (O’Connor) com quase 5 min de avanço sobre os principais candidatos, só podemos esperar bastantes ataques até final.
Paulo Roberto Falcao
Não vi o direto mas pelos comentários que fui seguindo em direto a fuga tinha muitos elementos, e por isso aproveitaram a descida entre as duas montanhas para aumentar vantagem e a Bora ficou numa situação lixada porque as outras equipas decidiram não trabalhar, tipo vocês têm a liderança, têm que trabalhar para a defender. Não percebi por que razão a Emirates não trabalhou, acho que correram riscos e acabou mal para todos.
Player
Eu acredito que não vai haver muitos ataques. Especialmente por parte da UAE, que sem Pogi perde-se. Se não tentaram apanhar a fuga porque têm muitos ciclistas bem colocados então é um grande erro.
A UAE sem o Pogi faz lembrar a INEOS.
Eu acredito que se o Australiano não tiver nenhuma grande quebra possa levar a vermelha. Ja não acredito tanto é que não tenha uma grande quebra :D .
Btw a Visma anda perdida. Gosto do Kuss mas ele não pode ser líder.