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Arsenal Europeu versão Wenger chega ao fim; Diego Costa confirmou passagem do Atlético; Gunners criaram vários lances ofensivos mas raramente finalizaram

Imagem: Daily Mail

Atlético 1-0 Arsenal (Diego Costa 45’+2)

O Atlético não permitiu reviravoltas e alcançou a 4.ª final europeia na Era Simeone, a 2.ª na Liga Europa. Num duelo em que o Arsenal estava obrigado a marcar, depois de ter desperdiçado a vantagem de ter actuado 80 minutos contra 10 na 1.ª mão, a falta de pragmatismo dos Gunners na hora de finalizar acabou por hipotecar as hipóteses de Wenger em ter outra despedida na Europa, já que apesar dos vários desequilíbrios ofensivos que conseguiram, raramente finalizaram, o que facilitou a tarefa de Oblak. Diego Costa, por sua vez, apesar de ter desperdiçado algumas situações, foi mais efectivo, e com o golo que marcou em cima do intervalo tranquilizou ainda mais uma turma colchonera que acabou por ter uma partida menos exigente do que se perspectivava.

Quanto à partida, o Atlético foi a primeira equipa a criar perigo, com Diego Costa a deixar para trás meia defesa do Arsenal e, perante Ospina, a rematar desviado. Pouco depois surgiu uma contrariedade para os Gunners, já que Koscielny teve de sair lesionado (poderá falhar o Mundial), entrando Chambers para o seu lugar. Com o passar dos minutos, os Gunners foram garantindo o domínio da partida, instalando-se no meio-campo dos locais, mas esse ascendente não significou oportunidades claras de golo para os londrinos. Perante a inércia do Arsenal foram os colchoneros a marcar: em cima do descanso, Griezmann encontra Diego Costa que, desta feita, não falhou. No 2.º tempo, o cenário manteve-se semelhante, com os visitantes a só criarem real perigo de fora da área (Xhaka foi o único a testar Oblak) e o Atlético a privilegiar a organização defensiva. Ainda assim, acabou por ser a equipa da casa a dispor das melhores chances de golo, com Griezmann ou Torres a falharem a hipótese de resolver mais cedo a eliminatória. Ainda assim, o triunfo foi mesmo do Atlético de Madrid, que assim segue para a final da Liga Europa.

Atlético de Madrid – A equipa de Simeone consegue chegar à final da Liga Europa, alcançado um objectivo que, a partir do momento em que a campanha na Champions terminou, foi definido pelo clube. Os colchoneros, após uma temporada atípica (não só pela proibição de inscrever jogadores até Janeiro mas também pelas mudanças na identidade da instituição, com as alterações no símbolo e no estádio), regressam a uma final europeia duas temporadas depois (são já duas finais da Liga Europa e duas da Liga dos Campeões com Simeone) e têm uma grande oportunidade de voltar aos títulos, os quais têm escapado desde a Supertaça de Espanha em 2014. Na partida de hoje, o Atlético privilegiou o controlo e tentou que o jogo se desenrolasse da forma menos agitada possível, e isso foi conseguida. A defesa nunca foi batida, o Arsenal quase nunca rematou em condições de criar perigo e a passagem à final acabou por ser natural. Individualmente, Oblak deu muita segurança quando foi chamado a intervir e Godín fez mais uma exibição imperial, limpado sempre o seu raio de acção. Koke esteve incansável na pressão, recuperação e circulação, Griezmann foi decisivo no golo com um grande passe (muita visão de jogo) e Diego Costa fez um desafio ao seu jeito, com muita luta e incomodando permanentemente os defesas do adversário, carimbando o triunfo com o único tento do desafio.

Arsenal – Adeus ao grande objectivo dos Gunners para este final de temporada, o qual era importantíssimo por diversas razões: permitia a presença na próxima edição da Champions (que não sucederá via Premier League), garantia um troféu internacional que devolveria prestígio ao clube e dava a Wenger uma saída em grande (o francês abandona os Gunners sem nenhuma conquista numa prova europeia). Mas esta eliminatória acaba por ser o reflexo de muitos dos defeitos do Arsenal no passado recente, já que na 1.ª mão a equipa não soube traduzir no marcador uma enorme superioridade no jogo (imensas oportunidades falhadas) e deixou que o adversário, criando pouco, marcasse e ganhasse vantagem para a 2.ª mão, na qual o muito domínio e presença nos últimos 30 metros não se traduziu em remates de perigo muito devido à falta de contundência e agressividade ofensiva,visto que os londrinos teimavam em não finalizar mesmo quando em boa posição. Individualmente, Bellerín, como é seu timbre, definiu quase sempre mal no ataque, enquanto do outro lado Monreal fez uma muito boa exibição (sólido a defender e com critério a subir). No meio-campo, Wilshere, ainda que de forma descontínua, teve pormenores de grande classe e Ramsey fez um mau jogo, perdendo muitas bolas (Wenger optou por tirar o inglês e deixar o galês – provavelmente a pensar na capacidade de finalização deste último – mas revelou-se um erro). Na frente, Lacazette nunca conseguiu ganhar os duelos aos centrais rivais e Ozil, apesar de se ter mexido bastante e encontrado algumas brechas na defesa do Atlético, não só perdeu algumas bolas por uma espécie de “desleixo” como abusou em querer fazer mais um passe ou mais uma finta, personificando a falta de agressividade do Arsenal na frente.

Atlético XI: Oblak; Thomas Partey, Giménez, Godín, Lucas Hernández; Saúl Ñíguez, Koke, Gabi, Vitolo; Griezmann e Diego Costa

Arsenal XI: Ospina; Bellerín, Mustafi, Koscielny e Monreal; Ramsey, Xhaka e Wilshere; Welbeck e Özil; Lacazette

24 Comentários

  • miguelvc
    Posted Maio 3, 2018 at 9:59 pm

    Arsenal muito amorfo, parecia não querer ganhar o jogo, muito parada a equipa, mais um ano na liga Europa.

  • A S
    Posted Maio 3, 2018 at 10:01 pm

    que falta de fome de jogo do arsenal…

  • Mastodon
    Posted Maio 3, 2018 at 10:01 pm

    E chega a mais uma final a equipa que pratica o futebol mais chato de toda a Europa! É verdade que é bastante eficaz e os adeptos do Atletico não se podem queixar, mas para quem liga a TV numa quinta-feira a noite, após um dia longo de trabalho, para ver um bom espétaculo de futebol, com o Atletico de Simeone é impossivel não adormecer.

  • Mike-UK
    Posted Maio 3, 2018 at 10:04 pm

    Resumo perfeito da passagem de Wenger pelo Arsenal, está campanha europeia: foi quase bom.
    Apesar de lhe agradecer a dedicação ao clube não deixo de o responsabilizar pelas amadoras abordagens ao mercado. A linha defensiva da equipa é simplesmente patética e penso que já perdemos o comboio do hype Bellerin que é de uma limitação que me ultrapassa.

    • Estigarribia
      Posted Maio 3, 2018 at 10:59 pm

      O Héctor Bellerín não tem hype nenhum. Precisa é de um treinador que o saiba potenciar e o Wenger nunca soube potenciá-lo como deveria. Nas mão de Leonardo Jardim renderia o dobro, em campo, que rende atualmente.
      Na minha modesta opinião, Bellerín será o futuro dono do lado direito da defesa da Seleção de Espanha.

      • Footfan
        Posted Maio 4, 2018 at 1:07 am

        Digo isto há 2 anos para cá, sempre que calha em conversas de café. O potencial está lá, mas os jogadores com Wenger parece que chegam a um determinado nível e não evoluem mais.

    • Kacal
      Posted Maio 4, 2018 at 12:55 am

      Também concordo com o Estigarribia. Quantos casos não vemos de jogadores que não rendem nada e depois “explodem” noutros contextos? Gostava de ver o Bellerin nas mãos de Guardiola ou até Mourinho.

      • Estigarribia
        Posted Maio 4, 2018 at 9:12 am

        Kacal, não discordando contigo, mas neste Mourinho precisa de se reinventar, porque este ano a época do Manchester United não foi nada de jeito.
        Em relação a Guardiola, Héctor Bellerín nas mãos do técnico catalão seria um mimo para o Manchester City e seria dono e senhor do lado direito da defesa dos Citizens, competindo com Mendy.

        • Il Codino Divino
          Posted Maio 4, 2018 at 11:07 am

          Mendy joga na esquerda. Acho que querias dizer Walker.

          • Estigarribia
            Posted Maio 4, 2018 at 11:19 am

            Obrigado pela correção, Il Codino Divino. Sim, eu queria me referir ao Walker e saiu-me o Mendy.
            Errar é humano.

            Saudações Leoninas

        • Fernando neves _36
          Posted Maio 4, 2018 at 11:26 am

          E o Walker jogava andebol ?

        • Kacal
          Posted Maio 4, 2018 at 3:28 pm

          Não discordo, mas se há coisa que o Mourinho potencia, é defesas. Jones voltou a exibir-se a muito bom nível, Ashley Young até se tornou competente a DE e o Valência subiu mais o nível. Acho que o Bellerín poderia seguir o mesmo caminho.

  • Gunnerz
    Posted Maio 3, 2018 at 10:05 pm

    Chances para marcar e passar não faltaram nos 180 min mas o jogo irritante do atlético deu frutos novamente. Griezmann faz uma diferença grande e merece títulos, se n ganha esta liga que saia e ganhe títulos noutro lado. No meu Arsenal mais uma vez a nulidade de ozil e welbeck se fez sentir, não há mais infelizmente. Com auba podia ser diferente e até Giroud tinha talvez feito a diferença na primeira mão. Aquele calcanhar de welbeck aos 89 é de rir quando lacazette podia finalizar. Enfim a época acaba aqui, agora é renovar equipa e preparar o futuro.

    • VettelF1
      Posted Maio 3, 2018 at 10:24 pm

      Ozil nulidade? Não fosse ele e o Arsenal mal atacava. Ele bem tenta mas cepos como o Welbeck e o Xhaka tornam qualquer jogo difícil

  • Flavio Trindade
    Posted Maio 3, 2018 at 10:06 pm

    Desfecho lógico e expectavel para esta eliminatória entre uma equipa hiper competitiva e uma outra que acha isso secundário.

    Pena por Wenger cuja história no Arsenal merecia um final feliz, mas acabou por passar quem lutou mais por isso.

    E nesse quesito o Atletico ganha de goleada a quase todas as equipas.

    Dado curioso:
    A possibilidade de uma Uefa Supercup entre as duas equipas de Madrid…

  • Jorge Wembley
    Posted Maio 3, 2018 at 10:21 pm

    Arsenal horrivel, não há chama nem dinâmica nesta equipa. De louvar também o Atlético, a defesa teve impecavel ao cortar 18 dos 20 cruzamentos do Arsenal. Diego Costa e AG são letais!

  • VettelF1
    Posted Maio 3, 2018 at 10:25 pm

    Mais um jogo típico da vara do Atlético de Madrid

  • Luis ES
    Posted Maio 3, 2018 at 11:07 pm

    Ao Arsenal falta uma cultura vencedora bem enraizada. Viu-se na partida de hoje a incapacidade de lutar contra um Atletico que até é dos mais fracos da Era Simeone, em termos da qualidade do futebol praticado. Wenger vê o seu desejo de vencer um título continental cair por terra, mas um exemplo de como não se quer ganhar jogos é ver os cruzamentos dos Gunners nos últimos minutos da partida: todos ao segundo poste, todos ou para fora ou para zona exclusivamente ocupadas por futebolistas do Atletico. Mesmo sem o técnico argentino no banco, é incrível a capacidade de sofrimento e a força mental dos colchoneros, que com Diego Costa e Griezmann conseguiam de um instante para o outro criar perigo perante a débil defensiva londrina.

    • tiagoagm
      Posted Maio 4, 2018 at 10:09 am

      Sem duvida, este atletico em termos de jogo é muito fraco sem ideias, chegando a ser algumas vezes vergonhoso, como jogadores daquele nivel. O jogo de ontem foi imensamente chato, sem ritmo, parecia um jogo treino, nao uma meia final europeia.

  • Musa Dav
    Posted Maio 4, 2018 at 12:09 am

    Os adeptos do Arsenal podem começar a festejar do alivio por se livrarem da fraude que é o Wenger enquanto treinador. O Arsenal é que podia abrir a pestana (e os cordões à bolsa) e ir buscar um treinador ganhador, que é o Simeone. Quanto ao Wenger, cá esperarei eu para vê-lo enterrar mais um clube ou selecção, a não ser que ganhe algum juizo e se mantenha o mais longe possivel do futebol europeu e vá ganhar milhões para a China.

  • Footfan
    Posted Maio 4, 2018 at 1:05 am

    Continua a senda…
    Bellerin muito mal posicionado no golo. O Xhaka podia ir embora com o Elneny e traziam dois jogadores que realmente trouxessem qualidade ali
    Welbeck nem comento…
    O Monreal foi dos que mais gostei de ver no jogo, tal como o ozil e wilshere, mas fez não sei quantos cruzamentos para ninguém só este jogo.

    Por falar em cruzamentos, nestes dois jogos houve um abuso completo por parte deste estilo de jogo. É normal que se tenha dificuldades para jogar pelo meio contra a organização defensiva do Atlético, mas mesmo as jogadas que faziam pelo meio eram todas a passo, assim é fácil para quem defende.

    • tiagoagm
      Posted Maio 4, 2018 at 10:06 am

      Fraco, muito fraco. Wenger sairá pela porta da fechadura. Jogadores displicentes, sem atitude e muito vagarosos. Atletico continua uma equipa muito agressiva mas cada vez mais um tipo de jogo sem ideias, fraco e algumas vezes vergonhoso. Á imagem do seu treinador.

  • Tiago Silva
    Posted Maio 4, 2018 at 7:53 am

    A agressividade da equipa do Arsenal é quase nula… então contra o Atlético ainda se notou mais.

  • RodolfoTrindade
    Posted Maio 4, 2018 at 10:15 am

    O looseirismo de Wenger veio ao de cima.

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