Para fazer pódio? Terá a concorrência de Bernal (que na teoria está limitado com um problema nas costas), Sivakov, Simon Yates (talvez o principal favorito), Nibali, Buchmann, Landa, Bilbao, Vlasov, Hugh Carthy, Dan Martin, Bennett, Hindley, Bardet ou Mollema, sendo que há a dúvida de qual será a Deceuninck – Quick Step. Evenepoel até já disse que ia trabalhar para o português, mas pode ser bluff, e Masnada vem de um 3.º lugar na Volta à Romândia, sendo que este elenco, sem sprinters, demonstra que o objectivo é mesmo a geral.
A Deceuninck – Quick Step anunciou a equipa para o Giro de Itália com João Almeida como chefe-de-final. O português terá a companhia de Remco Evenepoel, um dos ciclistas mais promissores da história, dos trepadores Fausto Masnada e James Knox, do polivalente Mikkel Honoré (irá certamente intrometer-se na luta por etapas com média dificuldade), e dos roladores Pieter Serry, Iljo Keisse e Rémi Cavagna (um dos principais candidatos a 1.º líder da Volta à Itália).
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— Soudal Quick-Step Pro Cycling Team (@soudalquickstep) May 3, 2021


10 Comentários
DD28
Pessoalmente, considero que antes de pensarmos num top10/5/3 para o João, temos de pensar no Remco. Caso o João prove que está em melhor forma que o prodigio, entao ai sim, será lider e poderá sonhar alto. Caso o Remco volte como “saiu”, rapidamente entrará no lote dos 3-5 ultra-favoritos.
No inicio, certamente que Remco vai andar com carta branca para testar as pernas. Se as pernas pesarem, irá ajudar o João na sua luta. No entanto se estiverem leves, “roubará” o dorsal 1 ao portugues.
Aguardo com muita expectativa este regresso da Pantera ao Giro. Estou curioso para perceber se o brilharete do ano passado foi um “acaso” provocado pelo Covid, ou o “nascimento” do novo Agostinho.
Dito isto, sei que o João irá dar tudo, e nada mais lhe podemos pedir! Ao dia de hoje, apostava num top10… No entanto, vou esperar para ver a “luta” entre o Remco e a nossa Pantera, para perceber se não é possivel sonhar mais.
Pedro Barbosa
Diria que pódio será quase impossível à partida, há que lembrar que o Giro do ano passado foi cheio de surpresas, quer pela data em que se realizou, quer pelas quedas e abandonos dos principais candidatos e quer até pela forma caótica como as últimas etapas foram conduzidas pelas equipas dos candidatos ainda em prova. O principal objectivo do João será tentar alcançar um Top-10 sólido, entre o 7º e o 5º seria muito bom, consolidando dessa forma o seu estatuto de voltista. Penso que não será nada fácil por isso não tenho grandes expectativas, e ao que vi o percurso deste ano será mais complicado, destacando o épico Zoncolan, a etapa 16 com os três Passos e as estradas em terra batida até ao Montalcino (para quem quer um preview basta ver a etapa 7 do Giro 2010). A equipa que a Quick Step montou é talvez a mais virada para a montanha que conseguem, fica só mesmo a faltar Cattaneo e teriam todo o elenco de trepadores (descontando o Alaphilippe, claro, que está focado para o Tour).
Evenepoel (erro no nome no artigo) é uma incógnita saber como estará. Já foram 9 meses sem competição (fractura no pélvis) por isso é impossível ter ideia da forma que irá apresentar. Fazer a sua primeira Grande Volta sem ter qualquer dia de competição poderá ser um pedido demasiado para o jovem, mas a ambição dele está lá ao querer participar. Quase certamente será um corredor livre dentro da equipa (isto de ter intenções à partida de ajudar o João é só mesmo “à partida”), mas uma previsão é praticamente impossível: tanto pode abandonar na primeira etapa de montanha, ou estar disponível fisicamente para acompanhar nas subidas ou até lutar pela vitória.
Em relação aos contenders, existem dois grandes favoritos à partida: Egan Bernal da INEOS e Simon Yates da BikeExchange. Concordo com os outros, para um top-10 adiciono só Buchmann, a ver se finalmente reaparece depois dum 2019 fantástico, e tentativamente Marc Soler, porque afinal de contas vem como o líder da Movistar e de um bom Tour de Romandie.
Que continue a magia do ciclismo!
Rush
Não acho que a edição deste ano seja mais dura que a do ano passado. Se formos ver em termos de kms e desnível a do ano passado era mais dura. Acho é que com a redução dos kms de tt e a inclusão de subidas com muita inclinação favorece menos o João que a de 2020.
Pedro Barbosa
Olá @Rush,
Queria ter-te respondido mais cedo, mas algo aconteceu porque tinha pensado que enviei o comentário. Não terei enviado, evidentemente.
Sim, ao dizer que o “percurso é mais complicado” estava mais a pensar para as características do João. Não fiz uma comparação pormenorizada, foi mais a olho ao ver o percurso todo e o perfil das etapas, por isso acredito no que dizes em relação ao Giro 2021 em geral. Lembro-me que no ano passado as montanhas estavam mais concentradas na terceira semana e desta vez há maior distribuição pela segunda semana, o que me pode ter induzido em erro. Não vale a pena alongar-me mais porque não tenho os dados à minha frente para fazer a análise por isso tomo a tua como a mais correcta. Talvez a inclusão das estradas em terra batida tenha pesado demasiado na minha avaliação, que é uma etapa propícia para vários ciclistas enterrarem a sua classificação.
A principal contrariedade para o João Almeida é, como já referiste, os menos 25 kms de contrarrelógio onde ele faz a diferença para quase todos os candidatos. Sem esse contrarrelógio “extra” ganha ainda maior importância conseguir aguentar ao máximo junto dos melhores trepadores nas principais subidas. O Giro vai ser duro de qualquer forma (é o sempre), resta ver se o português conseguirá mostrar na estrada o estatuto que ganhou para si no ano anterior. Como disse, estar solidamente no top-10 já será um grande resultado para ele na minha opinião (talvez juntando com uma vitória de etapa), às vezes convém não esquecermos que no ano passado os três favoritos à partida (Thomas, Yates e Kruijswijk) foram forçados a abandonar no decorrer da prova.
Rush
Quanto à vitoria de etapa acho que, a surgir, poderá ser na etapa 8. É um final que assenta bem e que é semelhante à chegada a Agrigento do ano passado, em que ele esteve entre os melhores.
Rush
Sim, concordo plenamente. Ainda por cima este ano dos candidatos à geral o João é de longe o melhor no tt (não estou a considerar o remco).
Ainda assim acho que irá provavelmente meter pelo menos 2 minutos a muitos dos outros líderes e, entre esses, acho que só Yates, Vlasov, Landa, Bernal, Carthy e talvez Dan Martin estão num patamar superior a ele. Os outros, que até podem ficar à frente do João, acho que neste momento não são indiscutivelmente melhores que ele. O Hindley, que no ano passado até ficou à frente do João, este ano ainda não mostrou nada.
Pedro Barbosa
Olá @Rush,
Não fiz uma comparação pormenorizada, foi mais a olho ao ver o percurso todo e o perfil das etapas, por isso acredito no que dizes. Lembro-me que no ano passado as montanhas estavam mais concentradas na terceira semana e desta vez há maior distribuição pela segunda semana, o que me pode ter induzido em erro. Não vale a pena alongar-me mais porque não tenho os dados à minha frente para fazer a análise, talvez no começo da volta eu perca algum tempo e vá mais fundo ver.
A principal contrariedade para o João Almeida é, como já referiste, os menos 25 kms de contrarrelógio onde ele faz a diferença para quase todos os candidatos. Sem esse contrarrelógio “extra” ganha ainda maior importância conseguir aguentar ao máximo junto dos melhores trepadores nas principais subidas. O Giro vai ser duro de qualquer forma (é o sempre), resta ver se o português conseguirá mostrar na estrada o estatuto que ganhou para si. Como disse, estar solidamente no top-10 já será um grande resultado para ele na minha opinião, não custa lembrar que no ano anterior os três favoritos à partida (Thomas, Yates e Kruijswijk) foram forçados a abandonar no decorrer da prova.
Louco de Lisboa
Curiosamente o Giro nem é a corrida de 3 semanas que melhor assenta no perfil do João. Tem subidas muito longas.
Vai ser muito dificil fazer tão bom ou melhor que o ano passado. Depende do nível a que o João estiver e os seus companheiros. Nos ultimos tempos Masnada tem andado bem e espero que se mostre no Giro como gregário de luxo para evitar o filme do ano passado em que muitas vezes foi o João a tentar fechar espaços diretamente.
Temos depois Remco que é uma incógnita. Acredito que venha para ajudar o João e ver como se sente numa corrida destas – Remco é promissor mas nunca provou nada em três semanas e vem de uma longa recuperação.
Hindley, Yates e Bernal deverão ser os principais favoritos à vitória (no papel). Mas a beleza do ciclismo é a imprevisibilidade e provavelmente teremos alguns nomes que não estes em grande destaque (e, eventualmente, estes que indiquei poderão desiludir).
Bota lume João!
Zanainem
Equipa está forte e o João deve ter apresentado muito bons valores no estágio de altitude que teve para as afirmaçoes do Remco. O belga deverá correr livremente mas mesmo assim acredito que irá fazer uma graça um dia. O João só precisa de seguir o comboio da Íneos se tiver pernas.
rvstico
Penso que o top10 será o primeiro objectivo do João. Melhor que isso irá depender da condição em que se encontre e da ajuda que tiver essencialmente por parte do Masnada e Knoxx. Caso consigam dar mais ajuda em alta montanha que o ano passado pode ser que venhamos a ter uma surpresa. Quando à parte do negrito em que se questiona o eventual bluff por parte do Remco….não me parece que seja bluff, é um corredor fenomenal, penso que irá marcar uma era no ciclismo mundial mas convém não esquecer que tem 0 dias de competição desde a Il Lombardia em Agosto de 2020. Vai certamente para ganhar ritmo de competição e tentar ajudar no que for possível.