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Rony Lopes em exclusivo ao Visão de Mercado: A época do Mónaco, o futuro e as diferenças entre a Premier League, Ligue 1 e I Liga

Após a conquista da Ligue 1 em 2016-2017, o Mónaco tem vivido uma época menos fulgurante, marcada pela desilusão europeia e a superioridade do PSG. Uma das melhores notícias para a equipa de Jardim tem sido o rendimento de Rony Lopes, que na 4.ª e última parte de uma entrevista exclusiva ao Visão de Mercado analisa a temporada dos monegascos e elogia o seu treinador, fazendo ainda um paralelismo entre a realidade do futebol em Portugal, Inglaterra e França.

Olhando ao futuro. O Mónaco recentemente vendeu jogadores ao Atlético de Madrid, ao PSG, ao Chelsea, ao Manchester City ou ao Manchester United. Tendo em conta a atenção que esta época certamente está a fazer despertar sobre si, pondera rumar a um emblema mais ambicioso caso surjam boas propostas no Verão? Já recebeu algum contacto?

Em 2016-17 o Mónaco esteve nas meias-finais da Liga dos Campeões. Este ano, que começamos como campeões em título, perdemos a final da Taça da Liga e estamos na luta pelo segundo lugar do campeonato. A ambição do Mónaco é continuar a ganhar títulos e fazer boas prestações na Europa, que é o que eu também quero. Claro que aqui em França temos um concorrente muito forte, mas não são imbatíveis e a prova disso foi a temporada passada. Estou bem no Mónaco e enquanto o clube me quiser aqui, vou continuar.

Num plano mais colectivo, como avalia a temporada do Mónaco?

Os balanços só podem ser feitos no fim. Ainda temos um objectivo para atingir e estamos no bom caminho, mas temos de continuar a lutar. Em termos domésticos, o PSG dominou por completo. Perdemos para eles a Supertaça no início da época e a final da Taça da Liga. Na Champions estivemos aquém do que esperávamos, mas calhámos num grupo muito equilibrado e difícil. Tendo em conta que praticamente meia equipa foi renovada, acabam por ser resultados que não surpreendem. Mas na próxima época vamos fazer muito melhor.

O que levou à má campanha europeia da equipa?

Como disse, em primeiro lugar há que valorizar os nossos adversários. O Besiktas esteve muito bem, o FCPorto ganhou-nos os dois jogos e o RB Leipzig foi o segundo classificado na Alemanha, o que diz tudo sobre a qualidade deles. Começamos mal na Champions e a esse nível todos os erros se pagam muito caro. A renovação do plantel e da equipa também levou a que precisássemos de mais tempo para nos entrosarmos e conhecermos bem as ideias do treinador. Se formos ver os nossos resultados antes e depois da viragem da época, conseguimos perceber que crescemos muito depois de Janeiro. Infelizmente a Champions foi jogada entre Setembro e Dezembro… se fosse agora tudo seria diferente.

Estão longe do PSG na Ligue 1 e já perderam contra eles na Supertaça e na final da Taça da Liga. O Rony vai na 4.ª época em França, pelo que conhece bem a realidade do país. Apesar do título do Mónaco na época passada, a tendência é para que o fosso entre os parisienses e o resto aumente?

Não sei se o fosso vai aumentar ou diminuir. No ano passado o PSG era super favorito e quem se sagrou campeão foi o Mónaco. Eu só tenho de me preocupar com o que se passa dentro de campo e aí tenho a certeza que não há fosso nenhum: somos onze contra onze e o nosso objectivo é ganhar.

Leonardo Jardim é um dos principais treinadores portugueses. Como é trabalhar com ele?

É óptimo trabalhar com o Mr. Jardim. Além de ser um professor que ensina muito sobre o jogo e sobre como cada um pode aproveitar as suas características, consegue ser próximo e ajudar quando os jogadores precisam. Consegue comunicar bem as suas ideias para a equipa e é um líder com muita experiência que todos ouvimos com atenção.

Conhece bem a realidade do futebol português, inglês e francês. Quais as grandes diferenças entre os 3, quer dentro quer fora do campo?

Há diferenças óbvias no tipo de jogo e na cultura de todos os intervenientes, desde os jogadores e árbitros até aos próprios jornalistas e à forma como o futebol é promovido. Gosto e sigo os três campeonatos, mas não é fácil descrever as diferenças. Se pudesse escolher características de cada um para fazer um grande campeonato, iria começar por escolher os estádios e o ambiente de Inglaterra onde o espectáculo é protegido e valorizado. Também era capaz de escolher a cultura dos jogadores, que são completamente contra as simulações e as perdas de tempo propositadas. De França escolheria a capacidade física dos jogadores, que é impressionante, e a velocidade do jogo. De Portugal escolheria a capacidade técnica dos jogadores e o conhecimento dos nossos treinadores. Acho que se poderia fazer o melhor campeonato do mundo com estas características.

Flash VM:

Ídolo – Meu Pai, minha Mãe
Melhor jogador do mundo – Cristiano Ronaldo e Messi são os melhores mas os últimos anos e em particular neste o Cristiano talvez se tenha conseguido destacar um pouco mais, não só pelos golos mas pelas Champions e pelo Europeu que conseguiu ganhar.
Maior sonho enquanto jogador – Ganhar um troféu pela Seleção e a Liga dos Campeões.
Momento mais marcante na carreira – A primeira internacionalização foi um marco na minha carreira e entrar na história do Manchester City como o jogador mais jovem de sempre a marcar um golo também foi importante
Treinador marcante da carreira – Vários… Luis Araujo, Patrick Vieira, Mancini, Leonardo Jardim…
Melhor companheiro com quem jogou – O Éder e o Moutinho são óptimos companheiros e amigos.
Melhor jogador da sua geração (elementos de 1995) – Pedro Rebocho. Craque e amigos!
Filme preferido – Em Busca da Felicidade
Se tivesse que optar por outro desporto – Nao faço ideia. Se não fosse futebol, era futebol
Tem algum hobby? PlayStation e ver séries… Gosto de planos calmos, o tempo livre é para descansar ao máximo.

Entrevista realizada por Pedro Barata

1.ª parte da entrevista de Rony Lopes ao Visão de Mercado
2.ª parte da entrevista de Rony Lopes ao Visão de Mercado
3.ª parte da entrevista de Rony Lopes ao Visão de Mercado

VM
Author: VM

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