Obrigação de vencer? Claro que com o trabalho para Pogi tudo será condicionado, mas é uma das melhores equipas de sempre. Tadej, Yates e Ayuso são candidatos ao pódio, Almeida e Sivakov ao Top 10, Soler ainda há umas semanas fez 4.º no País Basco e Wellens e Politt (4.º em Roubaix e 3.º na Flandres) são dois gregários de luxo.
Já é conhecida a equipa da UAE para o Tour. João Almeida vai estrear-se na prova e tem a companhia de Tadej Pogačar, Adam Yates, Juan Ayuso, Marc Soler, Pavel Sivakov, Tim Wellens e Nils Politt. A equipa abdica assim dos elementos que estiveram com Pogacar no Giro.
Tadej Pogačar announced the UAE Team Emirates roster for the Tour de France:
?? Tadej Pogačar
?? Adam Yates
?? Juan Ayuso
?? Joao Almeida
?? Marc Soler
?? Pavel Sivakov
?? Tim Wellens
?? Nils PolittIncredibly strong team. ? pic.twitter.com/krVYrWLpZ7
— Lukáš Ronald Lukács (@lucasaganronald) June 4, 2024


22 Comentários
Luke Skywalker
Este é dos melhores conjuntos de sempre num Tour (5 ou 6 ciclistas capazes de fazer top’5/top’10 em qualquer Grande Volta) e a pressão estará no lado do esloveno para tentar cumprir com as elevadas expetativas que todos terão na sua prestação, principalmente pelas excecionais condições que leva consigo em termos de equipa e o facto do seu maior adversário, Jonas Vingegaard, ainda estar no “modo incógnito” sobre se conseguirá aparecer a 100% na prova – não descartando, claro, outros dois fortíssimos oponentes como Primoz Roglič ou Remco Evenepoel. Que venha o Tour e que venha, acima de tudo, mais um grande espetáculo de ciclismo!
ForsenCD
Não é a única equipa galáctica, olhem para a Bora, não fica nada a dever:
Vlasov, Hindley, Dani Martinez e Roglic. Não esquecendo que adicionar ainda Lipowitz é uma possibilidade.
*
No Tour ainda vai haver Vingo e Remco, esta corrida vai ser qualquer coisa de incrível e prever um top-10 vai ser uma tarefa impossível como nunca.
SportingFan1906
Claramente a equipa da Bora é inferior à da UAE. Roglic não é Pogacar e mesmo que considere Hindley ao nível de Yates, não há ninguém além desses dois ao nível do Ayuso e do João. E anda sobra o resto da equipa da UAE que não sendo tão bons como estes quatro, também são todos ciclistas de topo.
MM84
Acho a equipa da UAE superior á da Bora, e Pogacar superior ao Roglic.
Pena a curva fatídica na Volta ao pais basco, senão teríamos os 4 melhores voltistas do mundo da atualidade na mesma prova, ainda que Pogacar e Vingegaard estejam num nível acima de Roglic e Remco.
Esperemos que todos recuperem bem e que possam estar em forma para a prova. Será épico se assim for.
Assumindo Vingegaard a 100% parece me que ele e Pogacar repartem o favoritismo, mas como ele está a recuperar de lesão dou o favoritismo ao Pogacar, apesar de este já ter feito o Giro.
Quanto ao Almeida, penso que pode ficar num top 15 ainda que a prioridade seja ajudar o líder.
Vai ser engraçado ver a luta do Almeida, Ayuso e Yates pelo 2o lugar da equipa, mas acho que o português parte atrás dos outros 2 nesse parâmetro, não por falta de qualidade física mas mental. O João parece ter mais perfil de gregário (de luxo) do que de líder. Acho que o vamos ver a descarregar muita gente importante para depois o Pogi se ir embora.
Vamos ver o que a prova nos mostra!
Bayern de Monchique
No papel, olhando apenas aos nomes, é uma equipa de luxo. Se se vão comportar como uma verdadeira equipa, tal como o grupo que foi ao Giro, são outros quinhentos.
–
Depois dos últimos dois anos, depois do investimento que foi feito para rodear Pogaçar de grandes nomes, de nada serve montar uma equipa destas se o objetivo não for claro. Se há ciclistas com segundas agendas, etc.. Se o objetivo é completar a dobradinha Giro-Tour e finalmente bater a (Jumbo) Visma então todos têm que estar alinhados. Menos que isso é motivo para reflexão interna.
–
Agora, se Jonas se apresentar ao nível do costume e colocar na estrada os watts que se estima ter apresentado em 2023 então não interessa muito a equipa que tens. É tudo descarregado montanha a cima. E nos ITT ficam a minutos. Na etapa 16 do ano passado alguém estimou que o Vingegaard teria debitado ~ 7,2w/kg – só não sei se foi na ascensão final ou no ITT todo.
Jan the Man
São muitos os nomes grandes mas, como já aí referiram, a equipa pode vir a ser pouco compacta. Politt é o único rolador destacado (descurar este papel será prejudicial) e, com a integração de Ayuso, a hierarquia fica compremetida. Tenho dúvidas que o espanhol corra por outro líder, sendo que a sua entrada acaba por retirar objetivos a outros corredores – Yates fará papel unicamente de gregario depois de ser 3o o ano passado?
Ainda assim, acredito que o sucesso esteja mais interligado à forma com que os restantes candidatos se apresentem. Vingegaard a 100% e sempre bem secundando deve conseguir impor-se à UAE, sendo que o elenco da Bora que acompanha Roglic, caso consigam finalmente funcionar como equipa, possa fazer o líder entrar nas contas.
MM84
Concordo que para apoio ao Pogacar e para maior coesão da equipa talvez fizesse mais sentido substituir 1 ou 2 entre Yates/Ayuso/Almeida por alguém vincadamente de trabalho para o Pogacar sem 2as intencoes.
Acredito que o Almeida possa fazer isso, mas desconfio dos outros 2..
Olheiro da 2ª
(continuação). O que fraquejar dos gregários do Tadej, se quiser ter ambições para fazer top-3 nos próximos anos será o elemento a sair da UAE e nesse caso prevejo que seja o JA.
O melhor que o JA faria seria ingressar na Ineos que está refém de líderes (Thomas está prestes a reformar-se e Rodriguez é manifestamente curto para uma equipa como a Ineos).
Rio Ave Sempre
De modo geral, concordo com a análise que fazes.
Apesar de me lembrar do Froome com Bradley e com Thomas (quando este vence o Tour).
Para o ano, teremos o DEL TORO e JAN CHRISTEN a correr em grande voltas (isto se nenhum deles não for já para a Vuelta.) o que dificultará os objetivos individuais.
O João é um orgulho.
É excelente!
É dos melhores portugueses de todos os tempos.
Pessoalmente gostaria de o ver a correr noutra equipa (INEOS como assinalaste) ou então a caçar as etapas.
Pego no exemplo do Campeão do Mundo Português: o Rui foi gergário na melhor fase da carreira dele. Tivesse ido para uma Intermache ou Education e já teria completado por exemplo a triologia e conquistado mais umas etapas.
Sinceramente, estou mais entusiasmado com o Morgardo do que com o João.
O João pode ter-nos dado novamente um podio, mas confesso que vibro mais com Vitórias e nisso penso que o Bigode Voador nos possa dar mais alegrias no futuro (isto se o João quiser continuar na UAE ou lutar pela geral).
MM84
Tb aposto mais no Morgado para vitórias do que no Almeida.
O Morgado só luta para vencer, o Almeida luta por uma boa classificação, o que é pouco para uma equipa como a UAE
AndreChaves9
O Almeida é melhor que o Rodriguez?
Olheiro da 2ª
Não, neste momento tem o mesmo nível, apesar do Rodriguez ter muito mais margem de crescimento.
O que pretendia dizer é que Rodriguez apenas para atacar Giro, Tour e Vuelta não dá. É preciso pelo menos mais um líder.
oMeuUserName
O problema é que o Bernal tem dado boas indicações, por isso o Almeida corre o risco de sair e depois ser relegado para 3º líder, como atualmente.
MM84
Atualmente parece ser 4o, atrás do Pogi Ayuso e Yates. E se não se põe fino o Del Toro passa lhe á frente em 2 ou 3 anos tb
oMeuUserName
O facto de o Yates ir ao Tour com o Pogacar, parece-me que lhe tira esse estatuto. Ele não liderou a equipa em nenhuma grande volta, o João já o fez mais do que uma vez. Em termos de provas de uma semana, tem dado para todos. Mas quando o João e o Yates coincidiram, como na Catalunha no ano passado, o João fez 3º à geral e o Yates 28º. A meu ver, o João só está atrás do Pogacar e do Ayuso atualmente.
Francisco Ramos
Tendo Pogacar, há sempre obrigação de vencer, mas parece-me uma estratégia errada.
–
Desde que vejo ciclismo que as melhores equipas são aquelas que têm um líder declarado e um braço direito que pode fazer TOP5 a TOP10 para salvar a corrida caso aconteça alguma coisa ao seu líder. Quando há muitos galos no poleiro, como se viu o ano passado com Yates, penso que em caso de haver uma concorrência forte não serão uma grande ajuda porque estarão também a colocar o seu lugar na geral em risco.
–
Assim sendo acho que entre Yates, Ayuso e Almeida estão 2 a mais, até porque Sivakov hoje tem tudo para ser um excelente gregário (ao estilo Kuss) e líder ou co-líder em corridas de 1 semana. Se Ayuso e Almeida vão para preparar a Vuelta e não se importarem de ser gregários, então nada do que disse faz sentido mas pelo seu estatuto, mais até Ayuso pelo seu perfil, não o vejo acontecer.
–
Penso que a entrada de McNulty ou Ulissi, por exemplo, seriam mais benéficas para Pogacar atacar a vitória.
oMeuUserName
O que se viu o ano passado com Yates? Esteve sempre ao dispor do Tadej… O seu pódio acabou por ser consequência de estar ao lado do seu líder quase até ao risco de meta, e em nenhum momento me parece que tenha comprometido a liderança da equipa por objetivos individuais.
Quanto ao resto, até concordo, mas levaria Majka em vez dos que sugeriste, a cumplicidade dele com o Tadej é qualquer coisa!
Francisco Ramos
Vamos por partes:
– Em nenhum momento Yates se colocou ao serviço do seu líder, ele esteve foi sempre ao lado do líder e por isso foi 3º. Colocar-se ao serviço é aumentar ritmo sem medo de posteriormente ficar sem pernas e em vez de acabar em 3º, acabar em 13º (Kuss no Tour do ano passado, por exemplo). Ou seja, os objectivos individuais eram o pódio e conseguiu!
– Sobre Majka, concordo contigo relativamente à cumplicidade entre ambos, mas já fez o Giro, não há necessidade de fazer o Tour e pode novamente ser apoio dos líderes na Vuelta, até porque contra o comboio Jumbo (caso Jonas esteja OK) vai ser preciso muitas pernas e mesmo o da BORA parece-me bastante forte mas com os mesmos problemas da UAE (já a Soudal tem a mesma ideia da Jumbo).
*
(atenção que esta é a minha óptica e a tua pode ser diferente)
oMeuUserName
Não fiquei com essa sensação do Yates. Percebo o que dizes, mas acho que ele o fez em várias etapas, ele puxava e depois deixava o Pogacar atacar. O problema é que na roda dele às vezes já só levava o Pogacar e o Jonas… Ora, esses dois depois arrancavam para o mano a mano, e o Yates ainda conseguia chegar antes dos restantes. É que ele fez pódio, mas quase a 11min do Jonas… Para mim, colocar-se ao serviço é fazer o que o líder lhe pede, e ele sempre me pareceu lá estar disposto a isso, e acho que o pódio foi mais consequência do posicionamento dele na ajuda ao Pogacar e da fraca concorrência, do que por um objetivo declarado e uma corrida a pensar nisso.
—
Quanto ao Majka, se calhar tens razão e ele se calhar não tem pernas para fazer as duas seguidas.
Olheiro da 2ª
Mesmo com esse “íncrivel” conjunto de corredores, não acredito que consigam superar a Lease-Visma Bike se o Jonas estiver a 100%. Como equipa prefiro WvA, Jorgenson, Kuss e Uijtdebroeks na companhia do Jonas, porque são muito mais compactos, trabalham muito melhor em equipa e unem-se em prol do líder. Na UAE depois do Tadej, vai ser uma luta de galos “arrufados” para serem eleitos o 2º melhor da equipa. Ayuso (o que aparenta mais potencial), duvido que corra para o Tadej. Yates irá querer marcar posição. Sobra o JA, Sivakov e Soler (que é irregular) que também quererão ao mesmo tempo marcar posição na equipa.
O
Sinceramente, do que tenho visto não acredito muito nesta equipa “galática” da UAE. Contudo, lá estarei pregado ao ecrã acompanhar mais um Tour.
Francisco Ramos
Uijtdebroeks não vai estar no Tour mas a preparar a Vuelta após a desistência do Giro!
–
E o alinhamento preliminar da equipa da Visma- Lease a Bike, salvo algum imprevisto, é com Jonas, WVA, Jorgenson, Benoot, Kuss, Kruijswijk, Laporte, Tratnik e Van Baarle.
Olheiro da 2ª
O Ujtderbroeks será dúvida até ao último momento. A Visma com as baixas que teve deixou o mesmo em stand-by. Veremos se irá ser escalonado. Pessoalmente, gostava que fosse.