Arranca hoje mais uma edição do Brasileirão. O Palmeiras, de Abel Ferreira, é o alvo a abater e procurará conquistar o tricampeonato, depois de um passeio em 2022 e de um final à Hitchcock no ano passado, para mal do Botafogo, que deixou fugir uma grande vantagem de forma inacreditável. O Verdão mantém a base, apesar de Endrick se mudar para o Real Madrid a partir de junho, e parte mais uma vez como o favorito n.º 1, não só pela experiência de vitória, mas por manter o treinador e um leque de jogadores já muito habituados a vencer em momentos de alta pressão, como Raphael Veiga, Gustavo Gomez, Weverton, Marcos Rocha, Murilo, Piquerez, Zé Rafael ou Rony. O conjunto paulista começou por perder a Supertaça, frente ao São Paulo, nas grandes penalidades, mas depois arrumou o Paulista, curiosamente também pela terceira vez seguida, e quererá agora dar continuidade no Brasileirão e na Libertadores. O desgaste poderá ser o grande adversário dos bicampeões, mas certamente que estarão na briga até final.
Por outro lado, o Flamengo segue com Tite no comando técnico e, após o ‘caso Gabigol’ deposita em Pedro, Everton e De Arrascaeta as suas principais expectativas. O Mengão é o conjunto mais rico do futebol brasileiro, não só em dinheiro, mas também em adeptos; venceu o Carioca e conta com um elenco de luxo, nomeadamente com alguns reforços de peso como Léo Ortiz, De La Cruz e Matías Viña. Na luta pelo título há ainda que contar com o Atlético Mineiro, de Gabriel Milito e Hulk, que tem igualmente um lote de jogadores de enorme qualidade (Gustavo Scarpa é o grande reforço) e manteve a base; com o Grêmio, que depois do 2.º lugar na época passada, perdeu Luis Suárez e Ferreira, mas foi buscar Cristian Pavón, Dodi e Du Queiroz e segue com Renato Gaúcho como treinador; e com o Internacional, de Eduardo Coudet, que caiu nas meias-finais do Gauchão, mas investiu forte em Lucas Alario, Robert Renan, Rafael Santos Borré, Wesley Ribeiro, Bruno Gomes, Thiago Maia e o ex-FC Porto, Fernando. Já o São Paulo, de James Rodríguez, Lucas Moura e Calleri, corre um pouco por fora, tal como os campeões continentais, o Fluminense, de Fernando Diniz, que saiu da seleção e está agora 100% concentrado no Flu, que pode perder André no Verão, mas que trouxe Terans, Douglas Costa, Renato Augusto e Marquinhos para um plantel já muito apetrechado com Germán Cano, Kennedy, Paulo Henrique Ganso, Martinelli ou Marcelo.
Nota ainda para os treinadores portugueses, como António Oliveira, que terá a difícil tarefa de reerguer o Corinthians, depois do 13.º lugar no ano passado, e que trouxe Pedro Raúl, Coronado, Felix Torres, Rodrigo Garro, Diego Palacios, Cacá e os ex-Flamengo, Gustavo Henrique e Matheuzinho. Também Artur Jorge tem uma missão complicada num traumatizado Botafogo, que segue com Tiquinho Soares como referência, mas que apostou em reforços sonantes como Luiz Henrique, Óscar Romero e Jefferson Savarino. Por fim, Pedro Caixinha prossegue no RB Bragantino, que trouxe o ex-Santa Clara Lincoln, e terá de tentar conseguir novamente fazer muito com pouco para não se ver envolvido na luta pelos lugares mais baixos da classificação.
Destaque final para a cauda da tabela, que em 2024 não contará para o Santos (caiu para a Série B), onde Juventude, Vitória, Criciúma, Cuiabá, Atlético Goianense, e os históricos Vasco e Cruzeiro devem lutar pela não despromoção.
Individualmente, nota também para alguns craques que se podem mostrar se tiverem oportunidades, como Wesley e Breno Bidon do Corinthians; Estevão e Luis Guilherme do Palmeiras; William Gomes do São Paulo; Kauã Elias e Alexsander do Fluminense; Alisson Santana do Atlético Mineiro; Ronald e Gustavo Nunes do Grêmio; Ruan Índio do Cruzeiro; Dudu do Athletico Paranaense; Lorran e Matheus Gonçalves do Flamengo; Ricardo Mathias e Gabriel Carvalho do Internacional; e Rayan do Vasco.
Rodrigo Ferreira


3 Comentários
Valentes Transmontanos
Vamos, Bahia.
Antonio Clismo
Depois de um post sobre o Brasileirão ficará a faltar um post sobre o Girabola
Cara de Chewbacca
Tens mesmo serios problemas com o Brasileirão… que comentário ridículo