Não sei se é 100% sincero, mas parece-me que acima de tudo ele não quer que ganhe o Roglic, daí ele há 2 dias ter atacado para ultrapassar o Roglic e ontem apenas se limitou a ir na roda, para assegurar que o Roglic não lhe ganhava tempo… Claro que obviamente se o Roglic continuar a atacar ele aproveita a onda, deixa-se ir na roda e com isso ultrapassa o Kuss
Miguel Caçote
Posted
Setembro 14, 2023 at
11:58 am
Também é a minha leitura. Tanto no Tourmalet, como na etapa de há 2 dias ele ataca quando está atrás do Roglic na geral. Ontem se quisesse assim tanto roubar a liderança ao Kuss podia ter atacado no Angliru e lá se ia o pobre do Kuss, mas não o fez. Pelo contrário, apenas seguiu o Roglic, esse sim que foi embora sem qualquer motivo.
Francisco Ramos
Posted
Setembro 14, 2023 at
9:08 am
Se somarmos estas declarações às de Kuss, podemos ter (mais) uma surpresa na etapa de hoje.
Contudo, olhando para os resultados da Vuelta em 2021, 2020 e 2019 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), Tour em 2022 e 2023 (vitória de Vingegaard com ajuda de Kuss) e Giro de 2023 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), penso que estaria na hora de premiarem (tenha ele pernas ou não) Kuss por todo o trabalho feito em prol dos seus líderes. O 4º lugar está a 4 minutos, não há nenhum perigo para a vitória na Geral, até porque Vingegaard acompanha quem ele quiser, pelo que é só controlarem Kuss e darem-lhe a glória que ele merece.
Caso contrário, arriscam-se a perder um gregário de luxo. Ser chefe é fácil, ser líder é que é complicado e se não conseguirem rodearem-se de grandes ciclistas, ninguém vence uma grande volta sozinho. Veja-se que uma das análises que fazem de Pogacar é que nunca tem equipa para se defender e tem sido uma coisa que a UAE tem contornado. Além de que Kuss só tem contrato até 2024 e com isso, vai tornar-se um alvo apetecível brevemente.
Sobre com esta vitória a equipa passar a ter 3 líderes não concordo. Tem Roglic para Giro e Vuelta e Vingegaard para Tour, Kuss podia ser líder em provas de menor dimensão mas também foi coisa que nunca quis. E mesmo que tivesse 3 (como acontece na UAE que até tem 4, com Almeida, Yates, Pogacar e Ayuso, sendo 1 para cada volta), há corridas para todos. Vingegaard só está na Vuelta porque o director desportivo sonhou em ganhar as 3 grandes voltas no mesmo ano com a mesma equipa, algo nunca feito, tanto que a planificação não o colocava aqui, nem a ele nem a Kuss.
3 Comentários
Kafka
Não sei se é 100% sincero, mas parece-me que acima de tudo ele não quer que ganhe o Roglic, daí ele há 2 dias ter atacado para ultrapassar o Roglic e ontem apenas se limitou a ir na roda, para assegurar que o Roglic não lhe ganhava tempo… Claro que obviamente se o Roglic continuar a atacar ele aproveita a onda, deixa-se ir na roda e com isso ultrapassa o Kuss
Miguel Caçote
Também é a minha leitura. Tanto no Tourmalet, como na etapa de há 2 dias ele ataca quando está atrás do Roglic na geral. Ontem se quisesse assim tanto roubar a liderança ao Kuss podia ter atacado no Angliru e lá se ia o pobre do Kuss, mas não o fez. Pelo contrário, apenas seguiu o Roglic, esse sim que foi embora sem qualquer motivo.
Francisco Ramos
Se somarmos estas declarações às de Kuss, podemos ter (mais) uma surpresa na etapa de hoje.
Contudo, olhando para os resultados da Vuelta em 2021, 2020 e 2019 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), Tour em 2022 e 2023 (vitória de Vingegaard com ajuda de Kuss) e Giro de 2023 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), penso que estaria na hora de premiarem (tenha ele pernas ou não) Kuss por todo o trabalho feito em prol dos seus líderes. O 4º lugar está a 4 minutos, não há nenhum perigo para a vitória na Geral, até porque Vingegaard acompanha quem ele quiser, pelo que é só controlarem Kuss e darem-lhe a glória que ele merece.
Caso contrário, arriscam-se a perder um gregário de luxo. Ser chefe é fácil, ser líder é que é complicado e se não conseguirem rodearem-se de grandes ciclistas, ninguém vence uma grande volta sozinho. Veja-se que uma das análises que fazem de Pogacar é que nunca tem equipa para se defender e tem sido uma coisa que a UAE tem contornado. Além de que Kuss só tem contrato até 2024 e com isso, vai tornar-se um alvo apetecível brevemente.
Sobre com esta vitória a equipa passar a ter 3 líderes não concordo. Tem Roglic para Giro e Vuelta e Vingegaard para Tour, Kuss podia ser líder em provas de menor dimensão mas também foi coisa que nunca quis. E mesmo que tivesse 3 (como acontece na UAE que até tem 4, com Almeida, Yates, Pogacar e Ayuso, sendo 1 para cada volta), há corridas para todos. Vingegaard só está na Vuelta porque o director desportivo sonhou em ganhar as 3 grandes voltas no mesmo ano com a mesma equipa, algo nunca feito, tanto que a planificação não o colocava aqui, nem a ele nem a Kuss.