Se somarmos estas declarações às de Kuss, podemos ter (mais) uma surpresa na etapa de hoje.
Contudo, olhando para os resultados da Vuelta em 2021, 2020 e 2019 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), Tour em 2022 e 2023 (vitória de Vingegaard com ajuda de Kuss) e Giro de 2023 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), penso que estaria na hora de premiarem (tenha ele pernas ou não) Kuss por todo o trabalho feito em prol dos seus líderes. O 4º lugar está a 4 minutos, não há nenhum perigo para a vitória na Geral, até porque Vingegaard acompanha quem ele quiser, pelo que é só controlarem Kuss e darem-lhe a glória que ele merece.
Caso contrário, arriscam-se a perder um gregário de luxo. Ser chefe é fácil, ser líder é que é complicado e se não conseguirem rodearem-se de grandes ciclistas, ninguém vence uma grande volta sozinho. Veja-se que uma das análises que fazem de Pogacar é que nunca tem equipa para se defender e tem sido uma coisa que a UAE tem contornado. Além de que Kuss só tem contrato até 2024 e com isso, vai tornar-se um alvo apetecível brevemente.
Sobre com esta vitória a equipa passar a ter 3 líderes não concordo. Tem Roglic para Giro e Vuelta e Vingegaard para Tour, Kuss podia ser líder em provas de menor dimensão mas também foi coisa que nunca quis. E mesmo que tivesse 3 (como acontece na UAE que até tem 4, com Almeida, Yates, Pogacar e Ayuso, sendo 1 para cada volta), há corridas para todos. Vingegaard só está na Vuelta porque o director desportivo sonhou em ganhar as 3 grandes voltas no mesmo ano com a mesma equipa, algo nunca feito, tanto que a planificação não o colocava aqui, nem a ele nem a Kuss.
Kafka
Posted
Setembro 14, 2023 at
8:47 am
Não sei se é 100% sincero, mas parece-me que acima de tudo ele não quer que ganhe o Roglic, daí ele há 2 dias ter atacado para ultrapassar o Roglic e ontem apenas se limitou a ir na roda, para assegurar que o Roglic não lhe ganhava tempo… Claro que obviamente se o Roglic continuar a atacar ele aproveita a onda, deixa-se ir na roda e com isso ultrapassa o Kuss
Miguel Caçote
Posted
Setembro 14, 2023 at
11:58 am
Também é a minha leitura. Tanto no Tourmalet, como na etapa de há 2 dias ele ataca quando está atrás do Roglic na geral. Ontem se quisesse assim tanto roubar a liderança ao Kuss podia ter atacado no Angliru e lá se ia o pobre do Kuss, mas não o fez. Pelo contrário, apenas seguiu o Roglic, esse sim que foi embora sem qualquer motivo.
3 Comentários
Francisco Ramos
Se somarmos estas declarações às de Kuss, podemos ter (mais) uma surpresa na etapa de hoje.
Contudo, olhando para os resultados da Vuelta em 2021, 2020 e 2019 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), Tour em 2022 e 2023 (vitória de Vingegaard com ajuda de Kuss) e Giro de 2023 (vitória de Roglic com ajuda de Kuss), penso que estaria na hora de premiarem (tenha ele pernas ou não) Kuss por todo o trabalho feito em prol dos seus líderes. O 4º lugar está a 4 minutos, não há nenhum perigo para a vitória na Geral, até porque Vingegaard acompanha quem ele quiser, pelo que é só controlarem Kuss e darem-lhe a glória que ele merece.
Caso contrário, arriscam-se a perder um gregário de luxo. Ser chefe é fácil, ser líder é que é complicado e se não conseguirem rodearem-se de grandes ciclistas, ninguém vence uma grande volta sozinho. Veja-se que uma das análises que fazem de Pogacar é que nunca tem equipa para se defender e tem sido uma coisa que a UAE tem contornado. Além de que Kuss só tem contrato até 2024 e com isso, vai tornar-se um alvo apetecível brevemente.
Sobre com esta vitória a equipa passar a ter 3 líderes não concordo. Tem Roglic para Giro e Vuelta e Vingegaard para Tour, Kuss podia ser líder em provas de menor dimensão mas também foi coisa que nunca quis. E mesmo que tivesse 3 (como acontece na UAE que até tem 4, com Almeida, Yates, Pogacar e Ayuso, sendo 1 para cada volta), há corridas para todos. Vingegaard só está na Vuelta porque o director desportivo sonhou em ganhar as 3 grandes voltas no mesmo ano com a mesma equipa, algo nunca feito, tanto que a planificação não o colocava aqui, nem a ele nem a Kuss.
Kafka
Não sei se é 100% sincero, mas parece-me que acima de tudo ele não quer que ganhe o Roglic, daí ele há 2 dias ter atacado para ultrapassar o Roglic e ontem apenas se limitou a ir na roda, para assegurar que o Roglic não lhe ganhava tempo… Claro que obviamente se o Roglic continuar a atacar ele aproveita a onda, deixa-se ir na roda e com isso ultrapassa o Kuss
Miguel Caçote
Também é a minha leitura. Tanto no Tourmalet, como na etapa de há 2 dias ele ataca quando está atrás do Roglic na geral. Ontem se quisesse assim tanto roubar a liderança ao Kuss podia ter atacado no Angliru e lá se ia o pobre do Kuss, mas não o fez. Pelo contrário, apenas seguiu o Roglic, esse sim que foi embora sem qualquer motivo.