Juan Ayuso, que ontem desligou da luta pela geral, venceu a etapa 7 da Vuelta. O ciclista da UAE integrou a fuga do dia, depois de ter atacado logo nos primeiros kms, e chegou isolado a Cerler. Huesca La Magia. Já João Almeida, que ainda tentou atacar mas não teve equipa para quebrar mais o grupo, chegou com os favoritos.
AYUSO 𝑵𝑶 𝑹𝑬𝑩𝑳𝑨 🇪🇸
Levantándose a lo campeón. Atacando de salida. Callando bocas. Juan Ayuso se saca la espina un día después y gana en Cerler con una heroica actuación.
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— Eurosport.es (@Eurosport_ES) August 29, 2025


13 Comentários
P. Pereira
Eu muito sinceramente nada de hoje me espantou, apenas confirmou que o Matxin apara todas as vontades ao Ayuso. Hoje foi só a confirmação da birra do Ayuso que veio contrariado para esta Vuelta, sabia que não se tendo preparado devidamente não estaria em condições à partida para lutar pela vitória na geral e portanto perdeu o tempo suficiente para hoje ir para a fuga. Obviamente um corredor do calibre dele e tendo em conta os adversários da fuga era mais que certo que conseguiria a vitória, a dúvida estava apenas se a Visma e/ou a Bahrain o deixavam entrar na fuga.
Quanto ao resto, o Vine provavelmente vai ter liberdade para andar nas fugas e a lutar pela classificação da montanha. Não tendo visto os perfis das etapas mas sabendo que a Vuelta é a que tem maior acumulado das GV’s diria que deve ter bastantes contagens de montanha pelo que o australiano terá mais hipóteses do que teria por exemplo no Tour onde o vencedor da geral costuma vencer também a class. da montanha. Ou seja, menos um que deverá estar ao lado do João (mais uma vez tal como o Ayuso é outro que já era expectável que não fosse ajudar muito).
Veremos o que por ai virá, principalmente no Angliru. Que o João consiga manter ou ainda melhorar a sua condição para chegarmos ao fim desta Vuelta e festejarmos novamente um top 3 de um português numa GV e de preferência numa luta renhida com o Vingegaard.
P.S.: Já agora espero para ver o que faz o O’Connor nesta Vuelta. O ano passado quem lesse aqui alguns comentários sem saber de quem se estava a falar, ainda pensavam que era sobre o Pogacar…tal era a suposta superioridade do australiano em relação ao João Almeida
Cambiasso
Apesar de ter o maior acumulado de todas as GV a maioria delas são etapas em que a maioria dos pontos está na última subida. As etapas 9 e 10 são praticamente planas apenas com subida que coincide com a meta, onde estarão todos os pontos da montanha. Não há etapas de montanha como vemos no Tour e no Giro com várias primeiras e categorias especiais antes da subida final. As etapas 13 e 14 têm 2 finais muito duros (Angliru e Farrapona) e a Visma parece estar a tentar reservar energias para essas alturas. Eu até acho que na etapa 11podem provocar algumas diferenças interessantes. É uma etapa tipicamente basca, com subidas curtas e com pendentes elevadas, sendo que a última se encontra a 8km da meta.
P. Pereira
Sim as etapas de alta montanha da Vuelta normalmente são as chamadas “unipuerto” precisamente por só ter uma subida final essencialmente. Lá está, não tendo visto os perfis das etapas exceto a do Angliru, não tinha bem a certeza se estaria correta a minha análise quanto ao Vine. No entanto, não havendo Pogacar e com a Visma/Vingegaard a continuarem com uma atitude defensiva não é descabido as fugas vingarem na maioria das vezes e portanto o Vine deverá andar nelas o “dia todo” e a ajuda não será muita
DNowitzki
Uma subida de 6% não dá para fazer cortes?
Quando o João atacou, apenas o Vinge e o Cic o seguiram. Se estes o tivessem ajudado, teriam cavado uma diferença para quem vinha atrás.
Paulo Roberto Falcao
João Almeida fez mal em renovar com a UAE. Está basicamente sem equipa nesta Vuelta, e se fizer pódio será sem dúvida nenhuma heroico. Vine parece uma barata tonta a defender o seu objetivo da montanha, o Ayuso está na sua corrida, e os outros são os outros. Talvez o Soler ainda dê qualquer coisa, os outros…
P. Pereira
“Os outros…” são os que fazem o trabalho todo antes das montanhas finais. E esta equipa da UAE que veio à Vuelta diria que é das melhores que podiam ter vindo no que toca a unir-se em torno do João (mais uma vez reforço, os outros não incluem o Ayuso e o Vine. O Soler é uma ave rara que nunca se sabe o que é que vem daquela cabecinha, ainda para mais a correr em Espanha e ainda por cima na Vuelta) e deixar de lado as suas próprias ambições.
Quanto à renovação diria que é normal, por vários motivos:
1) É dos atletas mais bem pagos do mundo e nem poucas equipas podem pagar o que a sua equipa lhe paga
2) Sendo das equipas ou a equipa com maior orçamento à partida também tem acesso aos melhores equipamentos, alimentação, treinos, etc.
3) Visma não era uma opção porque também têm outras opções na equipa; Soudal com a saída do Remco vai voltar a focar-se nas clássicas e corridas de 1 semana; Redbull também tem várias opções: Remco, Roglic, Lipowitz, etc. ; INEOS talvez seria a melhor opção mas nos últimos anos é sempre uma incógnita ; Movistar é outra incógnita e talvez venha a ser o destino do Ayuso (também se fala na Lidl-Trek) o resto das equipas não me parece que tivessem condições de conseguir formar blocos coesos e capazes de ajudar o João, ou porque têm plantéis focados em ganhar etapas nas GV’s ou por terem incapacidade financeira em relação às melhores equipas para atrair corredores capazes de serem peças chave nas partes finais das etapas mais duras.
4) Reclamando-se ou não do excesso de egos e de galos no mesmo poleiro da UAE, o certo é que o João vai tendo as suas oportunidades dentro da equipa quer em GV’s quer em provas de 1 semana
Para complementar este assunto da renovação, queria relembrar o percurso do Rui Costa. O Rui depois de ser campeão mundial, e acredito que mesmo não sendo esta era a ideia dele na mesma, queria ser “chefe de fila”, como se costumava dizer, noutra equipa, nomeadamente no Tour, porque na Movistar existia o Valverde (a quem ele já agora deve ser muito agradecido pela ajudinha naquele dia chuvoso em Florença em 2013) e ele sabia que seria sempre figura secundária. Foi para a Lampre-Merida, antecessora da atual UAE Emirates, e o que é que sucedeu? Infelizmente nunca correspondeu às grandes expectativas que todos tínhamos no que toca ao que ele poderia fazer nas GVs. Portanto eu diria que o João preferiu, a confirmar-se a renovação, jogar pelo seguro e manter-se dentro da estrutura da equipa e na minha opinião fez muito bem
filipe19
Esta etapa dava exatamente para quê? Uma final com 6% em média de inclinação onde praticamente o pelotão inteiro chega junto dá para nada. Tu que dizes acompanhar o ciclismo aos anos devias saber disso. O Almeida ainda tentou mas não deu e poupou as forças enquanto a UAE limpa a terceira etapa de seguida. Mesmo o Kuss ainda atacou…ahaha, mas ai já não dizes nada sobre o mau companheiro que é?
Numa coisa tens razão, o Ayuso está na sua corrida, e também não acredito que ele vá ajudar o João. Não estava nos seus planos de ir à Vuelta, sobretudo é arrogante e tenho a certeza que o vamos ver pela última vez numa grande volta com a camisola da UAE. Dai, deixa o andar que não vai fazer falta a ninguém. O João pelo contrário está onde devia estar ou achas que numa RedBull ele lutava pelos títulos? Enquanto tiver em corridas com o Pogi e o Vingegaard já sabemos que ele dificilmente ganhará uma grande volta. Eu acho melhor ele estar numa das melhores equipas e arrecadar aquilo que sobra do que andar em equipas do segundo plano que não têm qualidade para levar o João a lado nenhum.
SportingFan1906
O objetivo do ataque do Kuss foi ajudar o Vingegaard, porque outros (neste caso foi o Ciccone) é que tiveram de gastar energia para lhe responder e, se não respondessem ao Kuss, o Vingegaard podia atacá-los e ter o Kuss à frente para ajudá-lo a ganhar algum tempo. É muito diferente do que fizeram o Ayuso e o Vine
DNowitzki
O Ayuso corre na equipa Ayuso e em mais nenhuma. O João anda a desgastar-se estupidamente. Parece que ninguém tem tino naquela equipa. O próprio Pogi faz o que quer e defeca na tática da equipa, mas este tem currículo para o justificar.
SportingFan1906
Ayuso é demasiado forte para uma fuga de etapa de montanha da 1ª semana de uma grande volta. Mas continuo a não perceber qual é o objetivo da UAE para esta Vuelta. Estão lá para ganhar etapas? Se sim, têm tudo para ganhar muitas com Vine e Ayuso e talvez Soler. Mas isso significa que o João não vai ter apoio na luta pela geral? É que ganhar ao Vingegaard já era muito difícil, mas com os melhores trepadores da equipa a caçarem etapas nas fugas em vez de apoiá-lo, então passa a praticamente impossível.
Francisco Ramos
Táctica miserável da UAE (mais um dia no escritório quando não existe Pogacar)!
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Ayuso ataca no início da etapa e desgastou-se imenso para conseguir chegar ao final da etapa e vencer, demonstrando que ontem viu que não dava e desligou-se para ter forças para hoje, não se preocupando minimamente com a equipa! Vine andou novamente em fuga para a luta pela camisola da montanha e no final do dia ajudou 0 o João Almeida. E Soler decidiu atacar no final para ganhar 4 segundos não sei muito bem a quem!
Já João, como refere o VM, ficou sem equipa para fazer algo mais! Se conseguir algo de histórico será muito mais pelas suas pernas do que propriamente pela sua equipa (até ver!).
Novo Aguedense
UAE a ser UAE.
O que foi fazer o Vine para a fuga? Vai lutar pela camisola da montanha? E o apoio ao Almeida? Já nem falo do Ayuso porque tem carta branca para o que quiser… Enfim, amadorismo.
Não é que o Almeida seja melhor que o Vingegaard, que não é, mas faria-o tremer mais se tivesse uma equipa que o apoiasse conforme faz a Visma.
SL
filipe19
O Sepp Kuss no fim também atacou e porquê? Esta etapa alguma vez dava para atacar, não viste que chegou praticamente um pelotão inteiro à meta? O Almeida ainda tentou, não deu, porque uma subida com 6% de inclinação não dá para fazer grandes cortes.
Sim, infelizmente o Ayuso tem carta branca, mas foram para etapa e resultou não percebo o drama que por aqui vai