O tempo era hegemónico e o triunfo na Supertaça, perante o Vitória SC, indiciava mais um ano de domínio interno. Contudo, apesar da entrada a todo o gás, a temporada do Benfica ficaria muito aquém das expectativas. Na verdade, as saídas de Ederson, Nélson Semedo e Lindelof rapidamente se fizeram sentir, debilitando o sector recuado, até porque os seus substitutos dificilmente conseguiriam estar ao mesmo nível. Numa equipa com um processo defensivo já algo frágil por natureza, a amplitude de movimentos de Fejsa não consegue disfarçar tudo e, se somarmos a isso uma defesa e um guarda-redes de nível inferior ao que havia, a situação complica-se. A primeira metade do campeonato, sobretudo o primeiro terço, ficou marcado por vários jogos menos conseguidos, sendo que o ano super negativo na Liga dos Campeões (0 pontos) não ajudou à festa. A partir de Janeiro, deu-se uma inversão. Rui Vitória rasgou o 4-4-2, sistema há muito utilizado nas Águias, e acrescentou uma unidade ao meio-campo. Mitroglou havia partido no Verão e, se é verdade que Seferovic começou bem, não tardou em confirmar que os seus registos goleadores pobres das épocas anteriores não foram obra do acaso, ao passo que Jiménez voltou a não conseguir fixar-se como titular. Nesse sentido, apareceu Krovinovic ao lado de Pizzi e Fejsa, mas, com a lesão do croata, foi Zivkovic a cumprir esse papel até final. Os Encarnados subiram de produção do campeonato, mas nessa altura já se encontravam fora das restantes competições internas, caindo aos pés do Vitória FC na Taça da Liga e do Rio Ave na Taça de Portugal. Alheio a todo este martírio encontrava-se Jonas, o goleador dos bons e maus momentos da equipa. Crucial no modelo de jogo da equipa, não só pelo que marca, mas também pelo que desequilibra com a sua visão de jogo, qualidade de passe e de movimentação, Jonas arrecadou novamente o título de melhor marcador da Liga (34 golos), apontando os mesmos tentos de Messi, vencedor da Bota de Ouro. Sem o brasileiro, dificilmente o Benfica teria estado na discussão até perto do fim, até porque foi quando se lesionou que a turma de Rui Vitória voltou a quebrar. Setúbal foi o primeiro aviso, mas Tondela e Herrera trataram de complicar as contas do título, com o empate em Alvalade a ditar o fim das aspirações do Penta.
Baliza
Bruno Varela (23 anos, 35 jogos, 3142 minutos) – Vinha de um ano positivo em Setúbal, mas cedo se percebeu que havia dado um salto maior do que a perna. Surgido no XI depois de Oblak e Ederson, Varela raramente esteve à altura do exigível, comprometendo no primeiro terço de época e sendo relegado para o banco durante dois meses. Regressou mais sereno e pode evoluir, mas para já não dá segurança nem é a garantia de pontos que o Benfica precisa na baliza.
Svilar (18 anos, 9 jogos, 758 minutos) – Tido como grande pérola mundial, o belga foi um dos guarda-redes sub-19 mais caros da história (4,5M) e o mais novo de sempre a ser utilizado na Champions, sendo lançado às feras com o Man United. Nota-se que tem qualidades, mas que necessitam de ser trabalhadas com tempo e paciência (pareceu sempre pouco sereno e com uma vontade anormal de fazer algo ‘extra’). É possível que venha a ser cedido.
Defesa
André Almeida (27 anos, 40 jogos, 3355 minutos) – De polivalente de extrema utilidade a indiscutível no 11. Almeida foi um dos melhores laterais direitos da Liga, denotando uma clara evolução em termos ofensivos (2 golos e 8 assistências) e cumprindo quase sempre no capítulo defensivo. Não é de floreados, mas é fiável e, apesar de não ser Nélson Semedo, o melhor elogio que se lhe pode fazer é que não foi por ali que a época foi mal conseguida.
Douglas (27 anos, 11 jogos, 882 minutos) – O bom jogo em Alvalade a fechar a Liga poderia ter enganado os mais desatentos, mas a verdade é que o lateral emprestado pelo Barcelona ficou muito aquém das expectativas, denotando limitações claras no capítulo defensivo e nunca se revelando um concorrente a sério para Almeida (muito menos um substituto de Nélson Semedo). Não deixará saudades.
Luisão (37 anos, 24 jogos, 2190 minutos) – Um símbolo do clube, capitão de equipa e um palmarés invejável ao serviço das Águias. Contudo, nada é eterno e o brasileiro caminha a passos largos para o fim. Tornou a não estar ao nível que se exige num candidato ao título, acumulando erros e falhas que a sua condição física já não lhe permite corrigir. Tal como em 2015-16, a equipa subiu de produção com a sua lesão e, consequente, saída do elenco titular.
Jardel (32 anos, 34 jogos, 3015 minutos) – Recuperou o lugar no XI depois de um ano infeliz (apenas 8 jogos em 2016-17) e foi a voz de comando da equipa, acrescentando ainda a sua capacidade no jogo aéreo e nos duelos. Época positiva.
Lisandro López (28 anos, 8 jogos, 416 minutos) – Em três anos de Benfica nunca se conseguiu afirmar no XI e, apesar da saída de Lindelof, permaneceu como segunda opção este ano para a dupla de centrais. Tem qualidades no desarme e no jogo aéreo, mas nunca convenceu Rui Vitória. Pouco utilizado, saiu em Janeiro, cedido ao Inter, não sendo crível que regresse.
Rúben Dias (21 anos, 30 jogos, 2691 minutos) – A revelação da época. Subiu à equipa principal e, beneficiando da lesão de Luisão e da não aposta em Lisandro, surgiu no XI no Bessa e, apesar da derrota, nunca mais largou a titularidade. Marcou 4 golos e assumiu-se como um central de equipa A, demonstrando a conhecida abnegação e capacidade no jogo aéreo, posicionamento e desarme. Não compromete acima de tudo, sendo que terá de corrigir algum excesso de agressividade. A chamada para o Mundial foi um justo prémio e, em face da escassez de opções, pode marcar a próxima década no eixo central da Selecção.
Grimaldo (22 anos, 37 jogos, 3190 minutos) – As lesões largaram-no este ano, nunca tendo jogado tantos minutos na sua carreira. Um lateral de muita qualidade com bola, que faz a diferença pela sua técnica, velocidade e criatividade, embora no capítulo defensivo não possua a mesma competência. Talvez por isso permaneça por cá, mas é, sem dúvida, um dos maiores activos do plantel. Ainda assim, tem condições para fazer melhor e acrescentar ‘números’ (apenas 1 golo e 5 assistências) às suas prestações.
Eliseu (34 anos, 12 jogos, 916 minutos) – Já no ano passado havia perdido espaço para Grimaldo, mas este ano praticamente não contou e, por isso, perdeu o comboio para o Mundial, mesmo sendo um elemento do agrado de Fernando Santos. Termina contrato.
Meio-campo
Fejsa (29 anos, 35 jogos, 3063 minutos) – Um indiscutível desde que bem fisicamente. Desta vez não foi campeão, interrompendo uma série inacreditável de títulos nacionais seguidos, mas também não foi por ele que passou o insucesso das Águias. Um médio defensivo muito forte nos duelos e na pressão (permite à equipa estar constantemente no meio-campo contrário e asfixia os adversários nas saídas para o ataque), que não compromete na saída de bola e que dá liberdade de movimentos aos companheiros.
Samaris (28 anos, 25 jogos, 1023 minutos) – Uma segunda opção de qualidade, mas que não passará disso enquanto permanecer no clube. A sua utilização tem vindo a decrescer de época para época e será provável que abandone a Luz.
Filipe Augusto (24 anos, 14 jogos, 896 minutos) – Um dos ‘patinhos feios’ do plantel, mas que durante algum tempo se encontrava nas graças de Rui Vitória. Contudo, os maus resultados e exibições menos positivas ditaram a sua saída em Janeiro, cedido ao Alanyaspor. Dificilmente voltará.
Keaton Parks (20 anos, 6 jogos, 109 minutos) – Presença habitual na equipa B, foi surgindo na equipa principal em algumas ocasiões e parece ser um elemento do agrado do treinador. Com uma estampa física invejável (1,93 cm), capaz de ser ‘6’ e ‘8’ e com chegada à frente, o norte-americano é um dos nomes a seguir na pré-temporada.
Martin Chrien (22 anos, 2 jogos, 43 minutos) – Prometeu na pré-temporada, em face da sua qualidade técnica e de passe, mas raramente se viu, sendo mais opção na equipa B. A rever.
Pizzi (28 anos, 45 jogos, 3527 minutos) – O melhor jogador da Liga do ano passado ficou muito aquém do exigível, sendo uma das desilusões da época por aquilo que não conseguiu acrescentar. Menos activo no jogo, a falhar passes e a não conseguir oferecer a mesma dinâmica e as mesmas soluções à equipa, Pizzi foi uma sombra do que já apresentou nos Encarnados e a sua ausência do Mundial não surpreende ninguém.
Filip Krovinovic (22 anos, 19 jogos, 1356 minutos) – Chegou à Luz depois de um ano interessante em Vila do Conde, mas uma lesão logo na primeira fase da temporada retirou-o da pré-época e tornou a sua entrada no clube difícil. Contudo, conseguiu intrometer-se nas opções após alguns resultados menos conseguidos, arrancou boas exibições e mudou a forma de jogar da equipa. Contudo, nova lesão surgiu e perdeu a fase final da temporada e a possibilidade de ir ao Mundial. Tem talento e criatividade para dar e vender, devendo ser um dos indiscutíveis no próximo ano.
Andrija Zivkovic (21 anos, 30 jogos, 2059 minutos) – De dispensável em Janeiro a titularíssimo na recta final e com possibilidades de ir ao Mundial. O sérvio tem muita técnica e criatividade, mas tardava em arranjar o seu espaço no XI. Contudo, o novo figurino táctico e a lesão de Krovinovic permitiram-lhe subir na hierarquia e terminar a época a titular. Tem tudo para explodir de vez no próximo ano.
João Carvalho (21 anos, 10 jogos, 360 minutos) – Ainda foi lançado algumas vezes, mas pareceu acusar a pressão e o peso da camisola, não mostrando o que o seu talento tem para dar à equipa. Está numa fase crucial da carreira e talvez fosse melhor sair para jogar regularmente, a menos que de repente galgue na hierarquia de opções para o meio-campo.
Ataque
Eduardo Salvio (27 anos, 34 jogos, 2281 minutos) – Um dos mais antigos do grupo, presença habitual na Albiceleste e um dos inquestionáveis de Vitória. Salvio é garantia de competitividade, experiência, golos (9) e assistências (6). Não tem a melhor visão de jogo, nem sempre decide bem, mas é um extremo que acrescenta sempre pela sua agressividade em termos ofensivos e que não descura as missões defensivas sem bola, ao ponto de na selecção actuar a lateral algumas vezes. Notícias dão conta de que poderá estar no mercado e, em face das presenças de Rafa e Diogo Gonçalves (fala-se em Pavón também), pode mesmo estar de malas aviadas.
Diogo Gonçalves (21 anos, 13 jogos, 620 minutos) – Um dos melhores da sua geração, surgiu no elenco titular numa fase de algum desnorte e não se pode dizer que tenha estado mal. É rápido, tem qualidade no drible e no remate, mas a concorrência feroz foi-lhe retirando espaço. Uma das incógnitas para o próximo ano.
Franco Cervi (24 anos, 37 jogos, 2730 minutos) – Não teve uma época tão entusiasmante como na estreia (4 golos e 10 assistências), mas foi o extremo mais utilizado e continua a ser um dos principais desequilibradores do elenco, formando na recta final um trio fortíssimo com Grimaldo e Zivkovic no corredor esquerdo. Rápido, forte no um contra um e com a baliza sempre na mira, o argentino, apesar de também nem sempre decidir da melhor maneira, é um agitador que não se pode desvalorizar. Parte na frente novamente no próximo ano para ocupar a faixa zurda.
Rafa (25 anos, 25 jogos, 1544 minutos) – Ainda não se afirmou totalmente, mas a lesão de Salvio permitiu-lhe agarrar um lugar no lado direito e rubricar uma boa temporada a partir de Fevereiro, ao ponto de se tornar, possivelmente, no maior criador de desequilíbrios da equipa (num registo diferente de Jonas) e de se falar na sua possível presença no Mundial. Tem tudo para ser figura de destaque, já que conjuga velocidade, técnica, capacidade no transporte e remate, embora aqui precise de evoluir (ser mais calmo a finalizar sobretudo). Outro candidato a explodir no próximo ano.
Gabriel Barbosa (21 anos, 5 jogos, 165 minutos) – Chegou no último dia do mercado, vinha com ‘nome’, apesar do fracasso em Itália, mas foi pouco utilizado e quando foi não fez a diferença. Fica na retina um bom golo em Olhão para a Taça e nada mais. Saiu em Janeiro, confirmando o estatuto de flop.
Jonas (34 anos, 41 jogos, 3144 minutos) – O artilheiro deste campeonato (34 golos na Liga, igualando Dost na época passada, 37 no total) e um jogador verdadeiramente decisivo nas Águias. Jonas é o plus que nenhum treinador pode enjeitar e parece estar no local perfeito nesta fase da sua carreira, desequilibrando como ninguém com a sua técnica, leitura de jogo e qualidade na finalização. Com o seu desaparecimento na recta final o conjunto de Rui Vitória perdeu gás e pontos que se revelaram decisivos na luta pelo título, uma vez que, apesar de Jiménez ter qualidade, ninguém está ao nível do brasileiro no futebol português e a sua ausência é sobejamente notada a todos os níveis. Um jogador que marca uma Era em Portugal.
Haris Seferovic (26 anos, 29 jogos, 1367 minutos) – Entrou a todo o gás, marcando na Supertaça, na Champions e resolvendo em Chaves, mas foi perdendo protagonismo progressivamente e o seu tempo de utilização foi diminuindo drasticamente. Possui algumas qualidades, nomeadamente o remate forte de pé esquerdo e a capacidade para dar profundidade, mas não parece ser o ideal para um candidato ao título. Contudo, não deixa de ser estranha a forma como praticamente deixou de contar para Rui Vitória.
Raúl Jiménez (27 anos, 43 jogos, 1454 minutos) – Com a saída de Mitroglou esperava-se que assumisse um lugar no XI e fosse o seu ano de afirmação em Portugal. Contudo, isso não se sucedeu, até porque quando é titular parece não conseguir fazer a diferença da mesma maneira. Marcou 8 golos, alguns importantes, como em Setúbal e em Santa Maria da Feira, mas esperava-se mais de um avançado com a sua qualidade. Com a mudança de sistema perde ainda mais espaço e as notícias do alegado interesse do clube num avançado, aliadas à presença de Jonas, indiciam que possa estar de saída.
Pontos Negativos: Dependência de Jonas; Debilidade do processo defensivo e fragilidade na baliza.
O que é necessário corrigir: Potenciar as qualidades e a criatividade de Krovinovic, Zivkovic e Rafa desde início; Estabilizar a defesa e encontrar um guarda-redes que dê pontos.
MVP: Jonas
Desilusão: Pizzi
Flop: Gabriel Barbosa
Rodrigo Ferreira


32 Comentários
Dca
Concordo com tudo.
Estigarribia
O Benfica falhou clamorosamente na época passada. Ninguém é campeão com jogadores fraquinhos, como, por exemplo, Bruno Varela (apenas dá para ser suplente), Douglas, Seferovic, Gabigol ou Luisão.
Mas o Benfica neste Verão começou a trabalhar cedo e isso é meio caminho para se ser campeão nacional. Com Conti, o Benfica tem o novo parceiro de Rúben Dias. Na próxima época, o Benfica será o novo campeão nacional.
Saudações Leoninas
Mitroglou
Falta uma palavra ao Júlio César,de resto ,confere
Alexis
Concordo com tudo!
Há dias dei por mim de, papel e caneta na mão, a fazer um exercício proposto por um outro user (desculpe se não me lembro quem foi, mas o meu bem haja), de constituir as equipas A, B e sub-23, usando TODOS os jogadores com contrato profissional (excluir juniores de 1 e 2o ano). Ao todo eram 96!!
Dentro da minha visão (um mero adepto de sofá), o Benfica entre vendas, fins de contrato e até rescisões amigáveis, podia e devia “ver -se livre” de cerca de 40 atletas!!
Encaixaria uma verba próxima dos 200M só em vendas – e dos titulares sairiam Grimaldo, Pizzi e Sálvio – que permitiriam retocar o plantel de forma cirúrgica, e com jogadores de qualidade comprovada.
Alguns dos nomes apontados pela imprensa agradam-me bastante (se bem que duvido que algum seja verdadeiro) – Aaron Martínez, Bruno Gaspar, Renato (emprestado), Scarpa, Pavon e Ferreyra viriam elevar de sobremaneira a qualidade da equipa (e com as vendas projectadas haveria dinheiro suficiente para este investimento, já que nem metade das vendas seriam canalizadas para estas contratações).
Ficaria apenas a faltar um GR que “dê pontos” e talvez um jogador para dar descanso ao Fejsa (Pelé seria o meu preferido).
Algo como:
Rulli, Vlachodimos, Zlobin
Bruno Gaspar, André Almeida, Ebuehi;
Jardel, Rúben Dias, Conti, Ferro;
Aaron, Yuri;
Fejsa, Pelé;
Krovinovic, Renato, Scarpa, Keaton, Gedson;
Rafa, Zivkovic, Pavon, Cervi, Willock
Jonas, Ferreyra, Castillo e João Félix.
Svilar, Kalaica, Pepê, Florentino, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Chiquinho, Heriberto: Se possível, todos emprestados a campeonatos competitivos com regresso garantido.
Esta é a altura certa para uma remodelação no plantel. Seria um investimento forte mas que permitiria a criação de bases sólidas para um novo ciclo de vitórias – e neste caso quer também dizer, saúde financeira, com a valorização do passe dos atletas e prêmios das competições Europeias.
MikeM
Isso seria um excelente plantel mas não acredito que possa ser possível, não por serem alvos impossíveis, mas porque não vejo competência para formarem um grupo desse nível.
Alexis
Pois MikeM, tal como disse no texto, não acredito sequer que algum dos nomes apontados pela imprensa chegue, infelizmente.
Mas de facto seria possível, desde que vendessem tudo o que tem de ser vendido. Não só pelos perto de 200M que poderia render, ms também pelo alívio na folha salarial, o que permitiria dar contratos e prêmios de assinatura apelativos a craques como Pavón e Ferreyra (seria a única maneira de os convencer).
Ze Maria
Um verão talvez um bocado mais agitado que o de 2017 e o Benfica volta a partir na pole position.
Porto e Benfica têm planteis com menor qualidade face a alguns recentes mas ainda assim é incrível como conseguem apresentar equipas competitivas ano após ano sem vacilar. A luta pelo título será naturalmente a dois e poderá ser no confronto direto que se decidirá o campeão (na Luz ou no Dragão).
Saudações leoninas
Cristiano Ribeiro
Boa descrição da época do Benfica. Nas situações a corrigir, juntaria um médio, nº8, com capacidade para ser titular. O Pizzi é uma adaptação que correu bem na época passada, mas esta temporada ficou muito aquém.
HeberPrincipe
O Grimaldo e o Jimenez devem ser os jogadores mais sobrevalorizados deste plantel do Benfica, sendo que este último curiosamente tem por exemplo os mesmos golos que o Doumbia mas com muito mais tempo de jogo.
ACT7
O Dúmbia andou a marcar golos (5) ao União da Madeira e ao Vilaverdense…
HeberPrincipe
Como se o Jimenez tivesse marcado a equipas muito melhores com quase o dobro do tempo de jogo.
António Hess
Equipas melhores que uma da III Divisão e outra que este ano desceu à III? Jurava que qualquer clube da Primeira Liga era bastante superior… Isto nem considerando os golos decisivos que apontou nestes 3 anos, mas OK…
Quanto ao Grimaldo, é só o melhor LE no Benfica desde o Coentrão…
HeberPrincipe
Não estou a dizer que ele é pior que o Doumbia, apenas acho que é sobrevalorizado. Tendo custado tanto dinheiro ele não é melhor que o Jonas nem sequer que o Mitroglou, por exemplo.
Já quanto ao Grimaldo, o teu comentário diz tanto sobre a qualidade do espanhol como da qualidade dos laterais do Benfica desde o Coentrão.
Fernando neves _36
Vamos ver o que o Benfica quer para este ano, poden dizer o que quiserem mas o ano passado o Benfica não se preocupou com o penta a preocupação foi só para hotéis e rádios.
Quando acabou o campeonato e contando que não sai ninguém dos jogadores principais era necessário um guarda redes, um lateral direito e esquerdo, um central um box to box e um ponta de lança mas tudo isto para titular e até agora temos Vlachodimos,Ebuenhi, Conti Yuri Ribeiro e Castillo, acho que não é com isto de todo que vamos esperar para ver o que acontece.
Como já defendi aqui era fantástico o Pizzi sair da equipa e jogar Krovinovic e Zivkovic.
Fernando neves _36
*vamos lá
Bruno Cunha
A pré época foi muito mal preparada, mas um dos momentos-chave na minha opinião foi a lesão de Krovinovic. Zivkovic é bom mas Krovi é de outro nível e acredito que com ele o Benfica conseguisse ser campeão.
ACT7
Concordo, embora acho que a melhor dupla é Krovinovic e Zivkovic, um com a missão de gerir jogo e outro com arrancadas com bola e último passe.
Bruno Cunha
Concordo, se Renato vier também pode fazer uma boa dupla com o Krovi, e encostar o zivko á direita.
Rui Miguel Ribeiro
O Zivkovic tem uma capacidade de criar roturas e desequilíbrios que o Krovinovic não tem.
ACT7
Concordo, o problema é a gestão da posse de bola, o Benfica entre janeiro e abril jogou bom futebol e as coisas corriam bem porque marcávamos 2 ou 3 fácil, quando começamos a marcar menos e tínhamos vantagem de 1-0 acabávamos sempre por sofrer (golos) e sofrer, por falta de gestão com bola.
O Krovinovic e o Zivkovic para mim era o próximo meio campo, mas também tentava contratar alguém com força, remate e que vá ao choque (por exemplo Renato).
Rui Miguel Ribeiro
Tem razão, mas aí o problema é mais o não marcar que o não gerir.
Kafka
Não há nada para corrigir, a direcção do Benfica tinha como objectivo NÃO serem campeões e isso foi amplamente conseguido, e ainda houve o bónus da maior humilhação dos mais de 100 anos de história do clube que pelos vistos também era um objectivo desta direção, porque até hoje nem a direcção nem o treinador vieram pedir desculpas pela humilhação sofrida
Logo quando os objectivos são alcançados há continuar…
O importante é construir universidades e hotéis, aliás basta ver o Messi e Cristiano, não tivessem tirado eles um mestrado e hoje nem na distrital estavam… O maior clube do Mundo, o Real é só universidades pela Espanha a fora
Estigarribia
Kafka, já não há pachorra para os teus comentários e para as tuas teorias da conspiração. O Benfica, na época passada, abordou mal o mercado? Abordou, sim senhor, e aí, nesse aspeto, dou-te razão. Agora vires dizer que a Direção do Benfica fez de tudo para não ganhar nada é no mínima uma falta de respeito para com os dirigentes do teu clube. Nenhum clube entra em campo para não ganhar nada e, caramba, o Benfica entrava na época passada como tetracampeão. E se tivesse sido pentacampeão de certeza que não vinhas com essa ladainha.
Saudações Leoninas e que na próxima época seja um campeonato mais bem disputado, mas apenas dentro das quatro linhas
ACT7
Concordo com quase tudo Rodrigo, faltou apenas falar do J.César (o que ainda envergonha mais o Benfica).
Todos os erros que a maior parte dos benfiquistas apontaram (GR, DD e 8) em agosto não foram corrigidos em janeiro (aqui o Benfica tinha tudo para fazer a diferença e ir buscar 2/3 jogadores), mesmo assim não estivemos assim tão longe de ganhar o campeonato, por exemplo fizemos uma boa primeira parte contra o Porto e do nada baixamos linhas, fizemos gato sapato do Sporting nos dois jogos e levamos 2 pontos (1 deles aos 90′), derrota vergonhosa com o Tondela e bastantes exibições de ir às lágrimas.
Um ano triste para todos os benfiquistas, que até acho que muitos de nós perdemos a alegria de ver o nosso clube jogar.
Flavio Trindade
Rodrigo,
Quando acabas a tua análise por encontrar um guarda redes que dê pontos, é impossível não traçar um paralelismo com o Benfica do segundo ano de Jesus e o guarda redes que ele achava que dava pontos…Roberto!
Brincadeiras à parte a análise está correcta.
Há muito entulho para despachar, há que manter a aposta na formação porque há talento de sobra e há que ser cirúrgico nos reforços.
Baliza:
Seria de uma injustiça tremenda depois de todas as críticas dispensar Bruno Varela. Apesar de tudo acabou por ser um alvo fácil de um problema que não foi ele que causou. Logo deve permanecer no plantel. Como terceiro guarda redes alguém formado em casa é o ideal. Desde o regresso de Moreira ou André Ferreira passando por Zlobin todos podem ser opção. Como titular tem que ser o reforço! E não, não é Vlachodimos…será aqui que o Benfica tem que apostar num nome de peso, custe o que custar. Alguém que não dê sequer para discutir quem será o titular. Trapp, Sirigu, Romero, Perin, Ospina, Horn ou até Joe Hart porque não? Tudo nomes que estão no mercado. São caros? São. Mas a qualidade paga-se.
Defesa:
O sector parece-me fechado. Mas falta avaliar Ebuehi. Não conheço de todo. Com a chegada de Conti e a promoção de Ferro a defesa fecha.
Almeida, Ebuehi, Ruben Dias, Conti, Jardel, Ferro, Grimaldo e Yuri.
Meio campo:
Rui Vitória vai-se manter e com ele vai-se manter o meio campo a 3.
Não aprecio muito a solução (nada mesmo) mas será esta.
Fejsa, Pizzi, Zivkovic, Krovinovic estão garantidos.
Gedson e Keaton Parks deveriam ser opções de rotação. Falta um sétimo jogador que deveria ser opção para a posição 6.
Pelé é a opção barata mas optaria por alguém vindo de fora. Um 6 mais de combate e mais físico.
Ataque:
Jonas é indiscutível mas não vai para novo.
Manter Salvio (apesar do pouco amor é um jogador importante) Rafa e Cervi.
Promover Heriberto e João Felix.
Castillo a ser confirmado é um óptimo reforço.
Saídas:
Paulo Lopes, Luisão, Eliseu
Vender:
Samaris, Jimenez, Seferovic mais todos os emprestados que não regressam como Talisca, Cristante, Lisandro ou Carrillo.
Emprestar para rodar:
Svilar, Diogo Gonçalves e João Carvalho
Rui Miguel Ribeiro
Estou basicamente de acordo com a análise e revoltado com a forma como o Benfica desbaratou uma época que bem podia ter sido de sucesso.
Marcio Ricardo
Texto muito bom!!
El Pibe
Tudo certo!
Só uma menção honrosa para o enguiço mais complicado, Rui Vitória.
Esta época só não acaba em demissão porque LFV acha que vai sacar uma finta à la JJ, quando segurou depois de um ano de razia total. Todas as frentes foram falhadas e só garantiu a champions por oferta de terceiros, a juntar a isto os highlights, Basileia, 0 pontos nos grupos…
Posto isto, o Vieira tem que atinar e lembrar-se que o Benfica além de uma empresa de passes de jogadores também tem uma equipa de futebol e ao Vitória, sair da casca e ganhar um par.
Tiago Silva
Grande análise Rodrigo da qual concordo! O Benfica tem jogadores com uma criatividade incrível e o Rui Vitória não os está a libertar muito por culpa da fragilidade que há no meio-campo. Seria bem-vindo um box-to-box para equilibrar juntamente com o Fejsa e de forma a libertar Krovinovic e estarem Rafa à esquerda e Zivkovic à direita com o Jonas na frente. Gedson poderá ser aposta e encaixaria na perfeição no perfil, mas seria bom termos mais uma garantia.
Na defesa está um grande problema. Apostar forte na baliza e nas laterais da defesa deve ser a prioridade! Com a saída do Grimaldo temos que contratar um grande lateral esquerdo que já tenha alguma rodagem e que tenha potencial, sinceramente gosto da hipótese Aaron e poderiamos gastar 12M nele que seriam bem gastos. Depois para a lateral direita pede-se também um esforço, poderemos ver o que faz Ebuehi na pré-época e como se adapta a uma nova realidade e a um campeonato mais físico e intenso. Também gostaria de ver um regresso do Bruno Gaspar caso o nigeriano não resulte.
Para centrais penso que está fechado. Gostei da dupla Rúben-Jardel e Conti é uma boa alternativa, sendo que o Ferro poderá crescer na sombra.
Na baliza é necessário uma revolução. O Varela deveria ser vendido, simplesmente não tem qualidade nem potencial para jogar no Benfica. O Svilar ainda tem que crescer e tem um potencial tremendo portanto é emprestá-lo. Vlachodimos não me convence portanto é apostar forte num guarda-redes experiente que dê reais garantias.
Depois os miúdos do Seixal devem ser alternativas e crescer na sombra. Diogo Gonçalves como suplente de Rafa, João Carvalho como suplente de Krovinovic, João Félix como suplente de Jonas (aqui rodava entre a A e a B, já que ainda há Jimenez e Castillo), Heriberto como suplente do Zivkovic, Gedson também, tal como o Ferro e o Yuri Ribeiro. Vendia-se Salvio, Samaris, Lisandro, Talisca, Carrillo, possivelmente Cervi (estou mais recetivo a essa ideia).
O Benfica tem que pensar bem no mercado e não ter medo de gastar para mostrarmos boa imagem na Europa e reconquistarmos o campeonato.
oliver
Discordo da analise de que seja preciso estabilizar a defesa.Quando se sofre golos normalmente culpa-se a defesa,e nunca o processo defensivo.o FCP (com os melhores defesas da liga)sofreu 18 golos,enquanto o SLB sofreu 22.A época foi mal programada sobretudo em Dezembro quando era preciso retocar o plantel e nada foi feito.Quanto ao Rui Vitória teve de alterar de um 4-1-3-2,para ´um 4-3-3 em plena competição e com bons resultados e ninguém fala disso?Se ganhasse o campeonato havia reportagens umas a atrás das outras a elogiar.Não pode ser assim,ae ganhas és bom se não ganhas…Lembro que no fim só pode ganhar um.O marco Silva nunca ganhou um campeonato em Portugal e no entanto é visto como uma espécie de Rei Midas.
Tiago Silva
Percebo o que dizes e dou mérito ao Rui Vitória com a melhoria da equipa ao longo da época. O Rui percebe de futebol, mas não consegue ler os jogos enquanto decorrem, as alterações dele fazem pouco sentido quando o plano da equipa não está a correr bem.
E tens razão quando dizes que se culpa a defesa em vez do processo defensivo, mas acho mesmo que a defesa do Benfica teve alguns problemas no decorrer da época e falo nos cruzamentos, onde muitas vezes os jogadores não estão bem posicionados principalmente os laterais que deixam muitas vezes o extremo atacar as suas costas.
Quanto ao Marco Silva, nunca teve as condições do Rui Vitória por isso fica complicado vencer o campeonato.
Francisco Rocha
Pontos negativos da época passada:
– abordagem ao mercado (para mim foi um boicote autêntico às ambições da equipa, no início os jogadores nem acreditavam que podiam ganhar alguma coisa, não havia motivação sequer porque sabiam que não havia qualidade);
– Champions (não há muito a dizer aqui que já não tenha sido dito);
– teimosia de RV com jogadores como o Luisão, o F. Augusto, o Salvio e o Pizzi; “dificuldade” do RV em apostar na qualidade: Cristante, Talisca, Danilo, Zivkovic, Rafa, até no Gabriel que poucos minutos teve para se poderem tirar verdadeiras conclusões se seria ou não um jogador a ter em conta;
– Varela, Luisão, Almeida, F. Augusto, Seferovic: nenhum deles pode ser titular numa equipa que quer ser campeã, o pior é que 2 deles foram “indiscutíveis” (gosto imenso do Almeida e fez uma boa época mas não pode ser titular no Benfica) e os outros tiveram demasiado tempo de jogo;
– a mentira do investimento que iria ser feito no plantel no mercado de inverno (uma das muitas);
– a passividade com que se reagia aos insultos, provocações, insinuações e acusações feitas pelo Porto e pelo Sporting. Fomos “comidos de cebolada” (dentro e) fora de campo;
– a falta de frontalidade e de carácter (ainda não ouvi ninguém a assumir os erros).
Pontos positivos:
– mudança para o 4x3x3;
– Rúben Dias, Krovinovic, Zivkovic e Rafa;
– fim da época que correspondeu ao fim do sofrimento.
O Benfica precisa de 4 a 6 VERDADEIROS reforços:
– GR: Wuilker Fariñez (craque da cabeça aos pés, só peca pela estatura baixa), Horn, Muslera, Hart, Trapp, Romero;
– LD: Bruno Peres, José Luis Gómez (não sei se o Bruno Gaspar tem capacidade para ser titular indiscutível);
– 6: Pelé
– 8 (box-to-box): regresso do Manuel Fernandes e aposta no Gedson (o Renato que me perdoe mas só vinha tapar a evolução do Gedson). Já não se contrata um 8 para titular desde o Witsel, ou seja, desde 2011 (há 7 ANOS!!!);
– extremo desequilibrador (para sair do banco): até pode ser o Willock, tem muito talento e com a sua técnica, visão e capacidade de desequilíbrio pode agitar o jogo, vindo do banco. Se for para ir ao mercado gostava que viesse o Sinan Gumus para desempenhar o mesmo papel que o Willock iria ter;
– verdadeiro substituto do Jonas: Facundo Ferreyra.
Plantel:
– GR: Horn, Vlachodimos, Quim
– DC: Jardel, Rúben Dias, Conti, Ferro (Ponck também pode ser considerado)
– LD: Bruno Peres, Almeida (vamos ver o que Ebuehi faz no Mundial ou na pré-época)
– LE: Grimaldo, Yuri Ribeiro (contratar o Aaron Martin caso o Grimaldo seja vendido)
– 6: Fejsa, Pelé (Florentino)
– 8: Manuel Fernandes, Gedson
– “10”: Krovinovic, João Félix (Zivkovic)
– Extremos: Zivkovic, Rafa, Cervi, Willock (Heriberto também pode jogar nas alas; possível contratação de Gumus)
– Avançados: Jonas, Castillo, Heriberto (J. Félix também pode substituir o Jonas; possível contratação do F. Ferreyra)
11:
– Horn
– Bruno Peres, Rúben Dias, Jardel/Conti, Grimaldo
– Fejsa, Krovinovic, Manuel Fernandes
– Zivkovic, Jonas, Rafa
Banco:
– Vlachodimos, Almeida, Conti/Jardel, Pelé, Gedson, Willock, Heriberto, Castillo
O mais certo é a defesa e a posição de GR já estarem fechadas, não se contratar nenhum 6 ou 8, o Zivkovic ser vendido e ir-se buscar mais um extremo.
Não sou a favor de grandes limpezas de plantel mas acho que estamos a precisar. Para além dos jogadores que pertenciam ao plantel da época passada é urgente despachar/vender o “palheiro” que o Benfica tem com contrato.
Espero não ver muitas Vieirices neste mercado (já vamos em várias), que o Luisão e o Eliseu não renovem (o mais provável é que o brasileiro renove) e que o RV ganhe um par.