Equipa de Luís Castro foi mais perigosa, mas Helton Leite foi respondendo à altura e os vimaranenses vão tardando em aproximar-se do top-5.
Boavista e Vitória de Guimarães empataram a zero. No Estádio do Bessa, os minhotos tiveram mais iniciativa mas André André, Tozé ou Davidson encontraram em Helton Leite um rival à altura, sendo que também Guedes, de cabeça, ficou perto de dar a vitória aos visitantes. Do outro lado, a formação de Jorge Simão pareceu mais agradada com a igualdade, tendo tido em Rochina a unidade em maior destaque, com o criativo a ter obrigado Douglas a manter a baliza da formação de Luís Castro a zero. O Vitória de Guimarães é 8.º, com 12 pontos, o Boavista é 14.º, com 8 pontos.
XI do Boavista: Helton; Carraça, Gonçalo Cardoso, Neris, Talocha; Obiora, Rafael Costa; Rochinha, Fábio Espinho, Mateus; Rafael Lopes
XI do Vitória: Douglas; Sacko, Osorio, Pedro Henrique, Rafa Soares; Wakaso, André André, Tozé; Mattheus, Davidson, Guedes


9 Comentários
Di Sanctis
Vitória merecia os 3 pontos, pois foi a Equipa que quis verdadeiramente ganhar o jogo. Faltaram alas na direita (nem John nem Boyd) a fazerem falta para dar profundidade à Equipa. Foi um jogo com muitas faltas, quezílias qb, o que tirou tempo útil de jogo à partida.
Tiago Martins e o VAR a sonegarem uma clara grande penalidade ao Vitória. Uma vez mais Tiago Martins a nem sequer ir ver o lance.
Nas Bancadas um bom ambiente, com uma acústica fantástica, o que mostrou um som brutal dos 2 mil adeptos vitorianos que foram ao Bessa.
B.Guima
Quando tivermos um equipa (vai da direção a equipa) da dimensão da nossa massa adepta vamos lutar pelos título. Mais um grande espetáculo de amor e fé pela parte dos nosso adeptos.
Di Sanctis
Pois, mas falta muita coisa ainda ao Vitória! Estrutura, resultados, constância desportiva, boas vendas, boas compras!
B.Guima
Resumindo faz falta tudo resto que não seja massa humana que isso existe em Guimarães.
Pedro Salgado
Bom jogo do Vitória. Dominou praticamente todo jogo (excepto um período entre os 60 e os 75 minutos em que o Boavista arrebitou a seguir ao golo anulado), teve oportunidades mais que suficientes para ganhar tranquilamente. Resultado muito injusto e penalizador. Não é embirração mas continuo sem compreender como o é que Bebeto Júnior é opção nesta equipa do Vitória. Joga a passo. Também tenho dificuldades em perceber a opção do Whelton (que está uma vitelinha) em detrimento do Estupiñan.
Posto isto, gostei muito do Vitória, nota-se confiança na equipa e em muitos jogadores – Davidson é exemplo disso – e fiquei muito satisfeito ver a insatisfação dos jogadores e técnicos no final do jogo. Um palavra final para o Boavista: uma equipa com muito pouca qualidade, é talvez o pior Boavista que me lembro dos últimos anos, joga aos repelões com biqueirada para a frente, abusa das faltas – aqui com total conivência dos árbitros – e foi de todas as equipas que o Vitória defrontou até agora claramente a pior. A nada altera-se será um sério candidato à descida. Quem ouviu o Jorge Simão no final do jogo deve perguntar-se que jogo ele esteve a ver.
João Ribeiro
Também pode ser embirração ou fetiche meu, mas a opção em abdicar por completo de Joseph para se ir buscar o Mattheus é algo que se pode vir a tornar um erro de palmatória. Continuo a achar que é um médio fantástico, acaba contrato, e dentro de pouco tempo estaremos todos a dizer “como é possivel este gajo não ter tido uma única oportunidade a sério em Guimarães?!”. Ainda por cima num jogo como o de hoje, ter tido um jogador com a capacidade de pressão e de transporte do ganês daria muitíssimo mais jeito do que andar a ver o brasileiro a passear o seu rabo de cavalo.
Pedro Salgado
O “desterro” a que Joseph foi votado é incompreensível e totalmente injusto. Concordo em absoluto com o teu comentário.
João Ribeiro
Atendendo ao que se passou em campo, foi uma grande injustiça este empate. Bom jogo do Vitória, que parece-me claramente melhor depois da última paragem para as seleções, e que começa a ser uma equipa a querer dominar os jogos com bola e sempre com olhos na baliza, como Luís Castro gosta. Crescendo ainda mais, o que acredito que isso irá acontecer, vai ser muito difícil derrotar-nos.
Mas também temos de ver que este 0-0 também é muito por culpa da nossa incompetência no último terço. Em 18 remates, apenas 4 foram enquadrados, o que é muito mau! Ainda assim já se viu algo que até aqui não se tinha visto: vislumbres do antigo André André. Finalmente vimos aquele André que corre o campo todo e que tão bem aparece na área adversária, seja para combinar com Rafa e/ou Davidson (mais um jogo de grande nível da asa esquerda), seja para tentar a finalização. O lado direito está claramente a acusar a ausência de Ola John. O holandês vinha a ser o grande abre-latas do Vitória e sem ele tem faltado aquele jogador que sozinho pode decidir o jogo para o Vitória, agravando ainda mais a situação quando, devido a lesões, se tem de colocar o Tozé na ala direita, deixando o flanco algo manco, já que Tozé (que forma brutal que está!) caía com naturalidade sempre para o meio.
Nas bancadas, nada mais a acrescentar. Mais um enorme espetáculo dado pelos vitorianos e não tenho dúvida nenhuma de que um dia esta paixão, mais do que nos tornar campeões, vai tornar-nos gigantes. Ainda há um caminho longo, muitíssimo longo a percorrer, mas já muita pouca gente tem dúvidas de que o Vitória tem um enorme potencial para no futuro se estabelecer como equipa de topo em Portugal e lá permanecer.
Fernando neves _36
Quem gostar de ouvir os treinadores falarem de futebol que ouça a conferência de imprensa de Luis castro.