
Premier League no bolso? Pelo cenário sempre incómodo que é Turf Moor e pelo estilo de jogo do Burnley (muito físico, sem problemas em recuar muito o bloco e em passar 90 minutos a defender), este poderia ser o desafio mais difícil do City até final, mas a equipa de Guardiola consegue os 3 pontos pela 12.ª jornada seguida e agora está a dois triunfos de ser o primeiro bicampeão desta década na Premier League. Como se previa, o jogo foi uma prova de paciência para os Citizens, que tiveram quase 69,8% de posse de bola e fizeram 25 remates contra 2. No 1.º tempo foi visível algum nervosismo, mas na 2.ª parte o City entrou de maneira muito forte, com grande dinâmica e criando muitas oportunidades de golo, acabando por ser o resultado muito magro para o que se viu dentro de campo (o sofrimento dos homens de Guardiola nos derradeiros minutos era claramente evitável).
O Manchester City foi ao reduto do Burnley vencer por 1-0, voltando assim à liderança da Premier League a duas jornadas do final da prova. Num duelo de sentido único (a equipa de Dyche adoptou uma postura ultra-defensiva, com toda a equipa a defender perto da sua baliza e sem ter obrigado Ederson a fazer qualquer defesa), os Citizens fartaram-se de carregar mas só ao 17.º remate chegaram ao golo, através de Aguero, que assim igualou os 20 tentos de Mané e Salah no topo da lista de melhores marcadores. O conjunto de Guardiola, que volta a ter mais um ponto que o Liverpool, irá receber o Leicester e visitar o Brighton nas duas rondas que faltam disputar na Premier League.
Quanto à partida, desde cedo ficou claro que o guião da mesma seria o City a atacar e o Burnley a defender com todos os seus homens perto da sua baliza. A melhor situação dos locais até aconteceu nos primeiros instantes, num lance em que Wood, se tivesse feito uma boa recepção, teria ficado isolado perante Ederson. No 1.º tempo os visitantes, apesar do domínio, não acumularam muitas situações de real perigo, tendo uma das melhores estado nos pés de Bernardo, que não conseguiu bater Heaton. Para a 2.ª parte o City entrou com outra dinâmica, circulando a bola com muita velocidade e abrindo brechas na muralha defensiva dos locais. Já depois de Silva, Aguero e Bernardo terem ficado perto de inaugurar o marcador, o argentino fez mesmo o único tento da partida aos 63′, num lance em que foi assistido pelo médio português. Até final, Gabriel Jesus desperdiçou uma grande chance para matar o jogo e o Burnley apostou em muito jogo directo, mas Pep colocou Stones e Otamendi e os Citizens conseguiram contrariar esse futebol dos da casa, garantindo o triunfo.
XI do Burnley: Heaton; Lowton, Tarkowski, Mee, Taylor; Hendrick, Westwood, Corck, McNeil; Barnes, Wood
XI do Manchester City: Ederson; Walker, Kompany, Laporte, Zinchenko; Gundogan, Bernardo Silva, David Silva; Sterling, Sané, Aguero


15 Comentários
FrancisMelo
Penso que Guardiola no jogo que aí vem no Etihad deve descansar alguns jogadores importantes mas manter a equipa competitiva na mesma, para sim depois no último jogo enfrentar o Leicester na maior força!! Vamos Citizens!!
Tsubasa
Próximo jogo é contra o Leicester
Odizquefaz
Jogo sem muita história. Nota se o desgaste do city (que terrível jogo de sane). Acredito que o verdadeiro teste será contra o leiceister (elenco muito bom . Ganharam imenso com tielemans) e ainda hoje banalizaram o arsenal (não me lembro da última vitória deles ainda assim) que mantém se pela luta do 7 lugar . Acredito que o city possa ceder pontos aí devido também a exigência de jogos (associado à dificuldade) que têm tido .
Gunnerz
Hoje o City nos ultimos 20 min mostrou-me todas as formas possiveis de perder tempo. Mas merecem claramente o resultado, até devia ser mais volumoso.
Agora honestamente sinto o Liverpool muito mais equipa que este City. Há aqui vários jogadores que nem parecem com a equipa por vezes, o principal é Sané claramente. Mas aqui não sei s a culpa é so dele, fartou-se de fazer bons jogos e fica no banco imensas vezes, além de que hoje várias vezes viu-se Guardiola irritado com ele por tudo e por nada e sem surpresa foi substituido. O proprio Laporte não me parece muito amigavel com os colegas e já vi David e Gundogan mais ligados tambem. Depois terminar um jogo destes com Gabriel e Zinchenko a fazer a esquerda é obra, o primeiro está a um nivel horroroso e já deve ter guia de marcha e o 2º é so competente mas do mais basico que há, cada tentativa de chegar à frente é uma perca de bola.
Há luta até ao fim!
Marcos
O verdadeiro Kick and rush, futebol inglês puro. Adoro
DNowitzki
Muro, autocarro, barco, avião, trotinete, triciclo… foi tudo.
Não me venham falar nos treinadores das equipas pequenas portuguesas.
Cubillas
É uma questão de mentalidade.
Se queres eficaz na tua mensagem, não. Descomplicas a mensagem para dentro do relvado quando metes dois centrais. Qualquer pessoa entende a instrução defensiva. Fazer uma alteração táctica a 10 minutos do fim com o cansaço acumulado e a urgência em ganhar o jogo é incrivelmente mais difícil de assimilar, quanto mais medir o impacto dessa alteração.
DNowitzki
O meu comentário foi sobre o Burnley.
Alvaromoreira
Que sortinha, por 3 cm. Se juntar mos a isto a bola que o Laporte tirou em cima da linha ao Liverpool, a 1 cm de entrar na totalidade, podemos dizer que a sorte está do lado dos cityzens. Surreal.
PS: o Guardiola deve ter lido o meu comentário pós Tottenham sobre o city, 4 centrais? Dizem que ele não tem medo kkk
Dca
Sorte? Deve ser para rir. Há malta que não tem noção. Que falar da sorte do Liverpool esta época?
City massacra, 25 remates contra 2 e ainda tem sorte, muita graça.
Tsubasa
O Liverpool tem tido bastante mais sorte que o City, com vários golos recambolescos como por exemplo contra o Everton ou Tottenham, isso sim lances de pura sorte…
Se vamos retirar todos os lances de sorte do City e Liverpool, o City já seria campeão nesta altura
SouljaPods _
Dizer que a sorte está do lado do City, quando o Loserpool tem sido incessantemente bafejado pela mesma, é só ridículo
Cubillas
Guardiola nos últimos 10 minutos introduz Otamendi e Stones , o Burnley não tem um remate à baliza.
Sérgio Conceição, nos últimos 10 minutos, introduz Soares e Bruno Costa, com a mesma margem de vantagem.
Guardiola faz duas substituições defensivas dando clara mensagem à equipa para segurar o resultado custe o que custar.
SC prefere fazer duas alterações tácticas numa equipa desgastada psicologicamente e presa por arames.
Gunnerz
Dito assim parece que entraram os 2 a 10 min do fim e foi so defender o que não é o caso. O Stones não se fixou lá atrás além de que entrou aos 83 e o Otamendi foi só para queimar tempo entrou aos 93 penso eu. Mas de resto concordo.
Cubillas
A primeira substituição é a 8 minutos do fim, salvo erro, sem que o Burnley tenha atacado para justificar essas mesmas entradas. Preferiu e bem ser proativo e mandar uma mensagem clara, a ser reativo e a mudar o esquema tático