As regras são para cumprir mas esta tentativa de ganhar o encontro na secretaria não dignificou Portugal.
O Comité de Ética e Disciplina da UEFA rejeitou os protestos de Portugal e Luxemburgo por causa da utilização de Júnior Moraes, avançado brasileiro naturalizado ucraniano, nos jogos da Ucrânia com as duas seleções para a fase de qualificação do Europeu de 2020. Em causa estava a possibilidade do avançado do Shakhtar não ter estado um mínimo de cinco anos ininterruptos a viver na Ucrânia, como impõem os regulamentos da FIFA. Recorde-se que Moraes jogou 14 minutos frente a Portugal (0-0) e foi titular diante do Luxemburgo (2-1).


22 Comentários
Amigos e bola
Tentámos ganhar na secretaria o jogo miserável que fizemos contra a Ucrânia.
Por muito bons jogadores que Portugal tenha, e tem, não me parece que com as limitações do Fernando Santos consigamos ir longe.
Não fosse o Europeu2016 e todos falavam do fracasso rotundo dos últimos 3 anos do Fernando Santos na seleção.
Estigarribia
É lidar.
ACT7
Portugueses a tentar ganhar a qualquer custo, que novidade.
jorgerusso
Não é bonito, mas acho que neste caso Portugal fez o que tinha que fazer. Estamos a falar de competições profissionais, se alguém cometeu uma irregularidade deve-se denunciar. Alias, nem devia ser preciso haver denuncia, a UEFA devia abrir automaticamente um processo.
Estranha é a posição da UEFA.
Tão rígida com questões como sendo a inscrição de jogadores 1 segundo depois da hora e noutros casos parece não manter o mesmo critério de rigor.
Portugal teve um mau inicio mas acredito que pelo menos o segundo lugar será alcançado.
PedroAlmeidaSLB
Por uma diferença de 4 meses, em que o jogador nem nunca deixou de ter residência no país, ia penalizar-se e obrigá-lo a estar mais 3 anos à espera de se estrear pela Seleção? Epá, basta usar a cabeça…
DiogoC
Mas então mudem o regulamento. Ele podia jogar pelo Brasil. Ninguém o impediu de jogar pela selecção. A questão é para naturalizados a UEFa exigia 5 anos sem interrupção. São escolhas. Se queria muito jogar pela seleção ucraniana não ia para a China. Onde está o limite? 4, 5, 6,7 meses, um ano?
PedroAlmeidaSLB
Claro, e o jogador tem de saber dessa regra ridícula dos 5 anos imposta pela UEFA, FIFA ou o catano? Deram-lhe a cidadania antes, acabou! Jamais podia ser penalizado, e muito menos esperar mais 3 anos para completar 10 anos. Quais escolhas, qual quê…
DiogoC
Claro que tem. Estamos a falar de jogadores com agentes e advogados. Estruturas de federações altamente profissionais. Desde quando o desconhecimento da lei é argumento para não se a cumprir. Pelas regras da FIFA não basta ter cidadania. É necessário o cumprimento de mais requisitos. Podemos discutir se fazem sentido ou não. A partir do momento que existem teem de ser Cumpridos
PedroAlmeidaSLB
Foi por essa razão exata que a Fedração Ucraniana disse logo que tinha cumprido todos os pressupostos. Mas alguém no seu perfeito juízo vai negar o direito de jogar pelo país que o acolheu por uma diferença de 4 meses, quando a pessoa até já vive há 7 anos no país? Epá, se forem assim tão rígidos em tudo, vivem numa ditadura.
J Silver
A única papelada com que Portugal se devia preocupar são os documentos necessários para a demissão de Fernando Santos.
T. Pinto13
Nem mais.
Não se joga nada e depois tenta-se colmatar com isto.
offtopicguy93
É isto mesmo! Subscrevo na integra!
José S.
100% nisso!!
E o que temos
Portugal é tão forte que tem que tentar ganhar na secretaria à poderosa seleção da Ucrânia. Obrigado FS, estás a fazer um excelente trabalho
Francisco Torgal
Não estou familiarizado com o caso mas regras são regras.. não é bonito mas se não cumpre os requisitos para jogar pela seleção porque pode jogar? Assumindo que é verdade.
Faz-me lembrar o erro do Real madrid a usar o Cheryshev (desculpem se está mal escrito) na taça. Violaram o regulamento e foram penalizados.
PedroAlmeidaSLB
Vou resumir rapidamente: Junior Moraes está há 7 anos na Ucrânia já, perfeitamente integrado, tem cidadania atribuída, etc. No entanto, ele aos 4 anos e 8 meses saiu para a China e ficou lá 4 meses. Ou seja, em sentido estrito, não esteve os 5 anos previstos nessa dita regra. Agora sendo lógicos, vai-se penalizar um jogador por uma diferença de 4 meses, quando o jogador nem nunca deixou de ter residência na Ucrânia? Desde o início que o desfecho só podia ser este.
Francisco Torgal
Realmente parece uma situação perdoável. É como fazer Erasmus 6 meses, não deixo de ser residente em Portugal. Em todo o caso são decisões difíceis de tomar. Obrigado pelo esclarecimento da situação!
PedroAlmeidaSLB
Jamais se iria obrigar o jogador a estar mais 3 anos à espera (está lá há 7) para se poder estrear pela seleção, só porque teria de voltar a contar 5 anos depois de estar 4 meses na China. Epá, o ser humano às vezes tem difíceis problemas de razoabilidade…
Dona Dolores
Se a regra é 5 anos interruptos, problema de razoabilidade é perdoar estas infrações. As regras são para comprir
PedroAlmeidaSLB
Posições extremistas originam decisões extremistas.
Dexacas Masce
Exacto! As regras tem de ser compridas!! Quanto maior a regra melhor!!!
Kacal
As regras são para cumprir, mas há que ter bom senso e até as regras devem ter uma margem. Não é por 4 meses quando ele está há bem mais de 5 anos na Ucrânia que devem puni-lo e obriga-lo a ter mais 3 anos na Ucrânia. Portugal recorreu e está no seu direito, mas é uma enorme falta de bom senso e nós tinhamos obrigação de vencer em campo. Muito mau.