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Competir com os rapazes

Não é segredo que os homens dominam a esmagadora maioria das modalidades desportivas. No golfe profissional o drive médio de um homem é de 260 metros; de uma mulher é 225 metros. No mesmo percurso de 50 km em bicicleta a potência média de um ciclista masculino foi de 278 Watts; de uma ciclista feminina foi de 205 W. Em recordes a diferença permanece: o recorde mundial dos 100 metros masculinos é 9.58, os femininos é 10.49. Nos 1500 metros livres (piscina longa) a mesma história, 14:31 para os homens, 15:34 para as mulheres.

O cenário repete-se na maioria das modalidades. Parece inegável, não há como disputar a superioridade dos homens. O produto final, a performance desportiva, cai claramente para o lado masculino. Mas porque será?

Existem diferenças fisiológicas óbvias entre atletas masculinos e femininas, seja na média de alturas, na musculatura ou a estrutura superior do corpo, por exemplo. Mas, e perdoem a simplificação de toda a ciência para não perdermos mais tempo, uma diferença (“invisível ao olho”) é decisiva: as hormonas. Os dois sexos têm as mesmas hormonas, mas em média homens têm mais testosterona e mulheres mais estrógeno (ressalva para a significativa variabilidade). E estas diferenças hormonais irão ter impacto em quase tudo o resto: % de massa magra, massa gorda, densidade óssea, glóbulos vermelhos, …praticamente tudo. Simplificadamente, mais testosterona significa maior percentagem de massa magra e maior oportunidade para desenvolvimento muscular. No entanto não significa automaticamente mais força. Apesar da pluralidade de estudos concluírem a existência de uma ligação entre massa muscular e força, até hoje ainda não foi conclusivamente estabelecida uma correlação direta entre os dois. Fatores como a proporção de fibras musculares Tipo II, tamanho/musculatura dos membros e genes conseguem ter um peso tão significativo como unidades de massa muscular na “quantidade” de força de um indivíduo. No global, em termos de rácio de força por unidade de massa muscular a diferença entre os dois sexos é nula ou inconclusiva.

O que significa toda esta miniaventura na ciência? Que não é exatamente correto afirmarmos que um homem é mais forte ou rápido que uma mulher – a diferença não está no sexo, mas sim na dimensão (que, em média, é maior nos homens) e composição corporal (que, em média, é mais adequada nos homens para desempenhos curtos e explosivos). Espera aí? Se em média os corpos masculinos são melhores para atividades físicas que os corpos femininos, porque não simplificar e dizer que o sexo é que faz a diferença? Porque a variabilidade na nossa fisiologia é bem maior e mais manipulável do que a pessoa comum pensa. Neste ponto temos que começar a falar de outros fatores além-ciência. Com isto entramos no argumento que pode ser mais controverso: o contexto social.

Sybil Bauer era um fenómeno da natação e num espaço de cinco anos (morreria tragicamente com 23 anos) bateu 23 recordes mundiais, incluindo dois recordes masculinos de 400 metros costas. Nos Jogos Olímpicos de 1924 pediu para participar nas provas de natação masculinas. O seu pedido foi rejeitado pois o Comité Olímpico teve em conta que “a separação de sexos tem anos de precedente que não se deve desprezar”. Helena Mayer, uma das melhores esgrimistas de todos os tempos, participou e venceu a competição masculina estadual em São Francisco em 1938, qualificando-se para o campeonato nacional americano de esgrima. Nunca veio a competir pois a sua vitória anterior foi anulada porque, e citando a decisão do painel nacional de juízes, “a esgrima envolve uma forma de contacto corporal, mesmo que seja apenas com a ponta do florete, e qualquer homem cavalheiro acha difícil dar o seu máximo quando enfrenta uma mulher”.

Apresentei estas duas histórias para demonstrar alguma coisa? Não propriamente, são apenas histórias, curiosidades de outros tempos; tempos em que o desporto feminino era olhado com pouca ou nenhuma seriedade. Na maioria dos países ocidentais, a participação feminina no desporto só começou significativamente a aumentar após os anos 70. Até hoje, nestes 50 anos que passaram, ainda estamos praticamente a meio do processo para a construção de uma cultura desportiva para as mulheres. Não é surpresa portanto olharmos para qualquer estatística ligada ao desporto e repararmos que o sexo masculino está em maioria. Existe um consenso na sociologia para tal, a necessidade de cumprir com os estereótipos de género. Sendo direto: espera-se que um homem seja forte e atlético e que uma mulher seja bonita, magra e jovem.

Podem não se aperceber, mas o impacto social é brutal: até aos 14 anos (idade determinante para qualquer atleta) até duas vezes mais raparigas que rapazes abandonam qualquer prática desportiva séria. As mulheres que continuam terão apenas uma fração das oportunidades dum homem para prosseguir uma carreira em desporto. Terão que fazer uso de métodos de treino, nutrição e medicina desportiva desadequados à sua composição corporal, pois a esmagadora maioria da investigação científica na área é feita e desenhada para homens. Como realcei antes, estamos ainda longe de uma cultura desportiva para o sexo feminino a par com a que existe no masculino.

Tudo isto conclui no produto final, a performance desportiva. E aí, minhas senhoras e meus senhores, é inegável quem tem os melhores resultados. Mas se calhar vamos tentar não ser tão redutores e ignorar toda a conjuntura. Afinal de contas, queremos o melhor para todos e existem vários caminhos para o alcançar. Provavelmente nunca iremos viver num mundo em que as mulheres correm mais que os homens, em que as mulheres saltam mais, puxam mais, nadam mais, pedalam mais. O que desejo é viver num mundo em que a expressão “o sexo mais fraco” deixa de fazer parte do nosso Zeitgeist.

Visão do Leitor: Pedro B.

60 Comentários

  • Joga_Bonito
    Posted Dezembro 19, 2019 at 1:56 pm

    Há certa razão na questão do contexto mas isso não pode impedir que se reconheça que os homens sendo naturalmente mais fortes e rápidos tenham certa vantagem sobre as mulheres. Um pouco como os negros sobre as restantes raças no desporto. Os negros são prodigiosamente atléticos e isso faz a diferença em quase todos os desportos. Por isso quando se tenta dizer que não há raças é tão absurdo como dizer que não há géneros, pois a realidade desmonta isso mesmo.

    Agora, claro que há outros aspectos a ter em conta.
    Persistência, empenho, são tudo qualidades que irão distinguir os naturalmente dotados que as reúnam e os que não as reúnam. Quantos podem ter até grande potencial físico e não o trabalham?
    E depois, por vezes excesso de força pode não ser bom para o desporto. Tem sido comum ver aqui no VM a discussão sobre o excesso de troncos e armários no futebol, desprezando-se jogadores inteligentes mas baixos e magros. Esses troncos em nada aumentaram a qualidade do jogo, correr muito, sem critério e técnica é chatíssimo de ver. Para mim, só de ver um Zizou ou Bergkamp a tratarem a bola, com aquelas recepções mágicas, bastava para me alegrar, quero lá ver um tronco a correr que nem uma lebre e com dois tijolos nos pés. Assim, o desporto feminino pode converter a menos altura e força das mulheres numa vantagem, onde proliferando atletas mais técnicas, o espectáculo possa ser bonito, ao invés de copiar o horror de um futebol masculino onde por vezes só se vê troncos.

    O contexto pode explicar porque menos mulheres praticam, mas até que ponto isso não reflecte que elas não gostam tanto de desporto como os homens, ou do tipo de desportos que os homens gostam?
    E quando é o inverso? Os homens pouco se interessam pela moda, as mulheres mandam aí, alguém quer saber disso? Até que ponto isso não reflecte uma natureza biológica e não uma construção social?

    Para mim, o ideal é desde pequeninos deixar as crianças brincarem juntas, fazer equipas mistas e deixar que a natureza e a selecção natural funcionem. Se as meninas tiverem chances de jogar e competir contra rapazes, ter-se-á muito mais mulheres a jogarem bem e menos predomínio de troncos no futebol. É esse o caminho. O problema é o cancro do politicamente correcto que pessoas como a Rapinoe e outros defendem e que está a transportar ideias absurdas e perigosas para o desporto.

    Para mim, a negação de que há diferenças biológicas entre os sexos é um perigo para o desporto em dois casos. Um, quando se tentar impor às mulheres as mesmas metas físicas, o que pode ser perigoso para a sua saúde física.

    Outro aspecto polémico é a aceitação de transgéneros no desporto feminino. Já se viram casos de
    homens que nada eram de especial a competir com homens e depois passaram para o desporto feminino e viraram reis.
    Se há pessoas que nascem no corpo errado (sobre isso nem discuto, é um facto), a questão é que quem nasce biologicamente homem é-o fisicamente, mesmo que se sinta mulher. Terá sempre essa superioridade física. É justo que compitam contra mulheres? Peguemos no exemplo da Caster Semenya, que é uma mulher, nasceu como tal, sente-se como tal e contudo alguns dizem que pode ter certos traços masculinos, logo será hermafrodita. Não faltou quem advogasse que ela não podia competir porque era injusto para as outras. Mas ela que é legalmente, por nascimento e biologicamente mulher (ainda ninguém provou o contrário) e que se sente mulher, essa foi humilhada publicamente e ninguém quis saber se ela se sente mulher. Contudo, se um homem afirma sentir-se mulher já pode competir, mesmo sendo indiscutivelmente homem? Isto faz sentido? Sou só eu que notei esta contradição absurda do desporto actual? Enxovalha-se na praça pública as atletas potencialmente intergéneros (ou hermafroditas) mas permite-se atletas transgéneros. Que sentido isto tem?

    Lembremos que há uns anos houve denúncias que nos Para-olímpicos portugueses haviam atletas que não eram deficientes e que fingiam sê-lo para receberem as bolsas, competindo contra atletas deficientes. Imaginem o absurdo. Quem me diz que parte desta onda de atletas transgéneros não pode ser em parte uma fraude também? Que podem ser homens fingindo sentirem-se mulheres para irem para o desporto feminino e beneficiarem de uma vantagem e lucrarem com isso? Como as fraudes nas idades no futebol, onde se quer ter vantagem fingindo o que não se é. Ou a invenção de ascendências étnicas de alguma minoria para lucrar com isso na política. Ou a conotação com causas, bastas vezes de forma hipócrita, só para tirarem dividendos.

    Não deixa de ser curioso que até agora não se viu um único atleta homem de top a ir para o feminino, ganhar muito menos. Só se vêem atletas que são medíocres no masculino a dizerem que se sentem mulheres, para atingirem no desporto feminino um estrelato e uma folha salarial que não conseguiriam nos homens. Dado que os transgéneros são uma ínfima minoria de pessoas (serão apenas umas centenas em cada 1 milhão de pessoas), qual a probabilidade de aí surgirem atletas de top às catadupas? Permitir que homens compitam contra mulheres, nomeadamente em desportos como o boxe, as artes marciais, pode por em risco a vida das mulheres. Não é por acaso que há separação de géneros e de idades. Pegando nessa questão etária, veja-se os casos que aparecem de fraudes na idade de jogadores no futebol. Há tipos com quase 30 anos a competirem contra adolescentes ou crianças, fingindo serem adolescentes. Isto é justo? Tem de haver regras para impedir a fraude e nesse sentido, a separação etária e por géneros é lógica. Imaginem homens de barba rija a distribuir lenha num jogo de futebol de infantis, ainda matavam uma criança, isto não faz sentido.

    Eu não critico que aja preconceitos contra as mulheres, mas há também muita mitificação e desinformação acerca disto. E nem todas as diferenças de resultados se devem a preconceitos. O futebol feminino será sempre mais técnico que físico e pode isso mesmo constituir um factor de atração para si, contrapondo-o a um futebol masculino excessivamente físico.
    O que está a ser errado em toda esta questão é a demagogia bacoca de personagens como Rapinoe, que andam a navegar na onda para ganharem muito. O tópico do VM sobre a BO feminino já mostrou que se estão a processar fraudes no futebol com esta treta do politicamente correcto. É a crescente indústria em que se tornou o desporto que impele estas reivindicações absurdas que se têm visto.

    • Kafka
      Posted Dezembro 19, 2019 at 2:27 pm

      Concordo com boa parte, o 1o parágrafo então é na mouche, é totalmente ridículo não aceitar que há diferenças claras entre Homens e Mulheres e mesmo entre Homens, o melhor exemplo que dás é a raça negra e a prova disso mesmo é que em todos os desportos que envolvam força física bruta e muita velocidade e agilidade a raça negra domina de forma clara, como é o caso do Atletismo ou do futebol Americano e não há mal nenhum nisso, genéticamente um Homem raça negra médio será em média mais forte e rápido que um Homem de raça branca médio, logo é normal haver mais negros a jogar futebol americano ou a correrem os 100 metros… E eu sou de raça branca portanto estou inteiramente à vontade para dizer isto, e não me faz diferença nenhuma que seja assim…. Logo também não deveria fazer diferença nenhuma a uma Mulher saber admitir e aceitar que um Homem é superior a uma mulher do ponto de vista físico e atlético e não há mal nenhum em ser assim.

      Esta completa palhaçada de que toda a gente tem de ser igual é ridícula, completamente ridícula

      • Filipe Ribeiro
        Posted Dezembro 19, 2019 at 3:38 pm

        Força bruta não, se fores ver halterofilismo ou concurso de homens mais fortes o branco predomina, é desportos de explosão/potência devido às fibras musculares de tipo 2 que os negros dominam, que por exemplo são um entrave para a natação por exemplo.
        Mas isso não interessa hoje em dia porque somos todos iguais, quem discorda é racista e fazem aí um testamento oco com a doutrina do politicamente correcto vigente nos dias que correm.

    • J Silver
      Posted Dezembro 19, 2019 at 4:28 pm

      Dos melhores comentários que já aqui li. Parabéns.

    • BioSpot
      Posted Dezembro 19, 2019 at 5:47 pm

      Disseste tudo.
      Esta questão das diferenças entre géneros tem de ser falada por quem verdadeiramente percebe. Desde o plano anatómico (com os principais ossos do corpo humano maiores e para suportar pressões maiores) ao fisiológico (nivel hormonal e interação destes com o desenvolvimento muscular, capacidade cardio-respiratória e enzimas chaves) o homem, para o desporto é superior à mulher. Inegável, façamos o que fizermos.
      O mesmo se aplica a raças, tendo os negros uma constituição superior a qualquer outra e no atletismo isso faz diferença. O caucasiano é bom em desportos de explosão. E continuava aqui a enumerar as diferenças que a ciência já comprovou.

      O que depois vai levar ao surgimento de astros a nível desportivo é a capacidade destes de desenvolverem ao máximo e aproveitarem a constituição que tem e como a vão treinar e maximizar.

      Atualmente o paradigma está a mudar e vê-se cada vez mais mulheres a praticar desporto. E vai continuar a aumentar os números de praticantes. É preciso, e aqui é uma grande diferença de performance, igualdade de recursos para amos os géneros. No futebol, isso não existe, diria eu que só a nível de atletismo e ginástica é que existe essa igualdade. E sem treino por mais constituição que tenhas nunca irás passar de um nível mediano.

      Em formato de conclusão, mudemos as mentalidades, de uma vez por todas é altura de parar com comparações entre géneros. Sim à igualdade, mas há que ser racional na várias vertentes desta igualdade.

    • Rambum
      Posted Dezembro 19, 2019 at 5:56 pm

      Parabéns pelo comentário.. Para alem de concordar so posso Subscrever!!!

    • Af2711
      Posted Dezembro 19, 2019 at 7:52 pm

      Só comentário de alto nível neste post. Nem mais.

    • Pedro Barbosa
      Posted Dezembro 19, 2019 at 8:14 pm

      Olá @Joga_Bonito, desde já parabéns pelo comentário extenso, demonstra uma saudável vontade de aprofundar o assunto. Existe muito material para discutir no teu texto (inclusive alguns reparos), mas não queria fugir muito ao âmbito do meu texto original que é sobre o desporto feminino. Ficará para outra altura, outro texto talvez. Principalmente queria poder responder a algumas das tuas questões para deixar para a posteridade.

      A tua primeira questão seria: se as mulheres, biologicamente ou por outra razão intrínseca ao sexo ou género, têm o gosto menor pelo desporto que os homens?
      É uma questão bastante complicada, que ainda não tem resposta concreta por parte da literatura. Existem vários estudos que identificam diferenças em comportamentos de crianças, mas mesmo aí há discordância no significado e relevância. Uma coisa posso te dizer com certeza (dentro do possível), que o aumento significativo na taxa de participação das mulheres em modalidades desportivas dá a indicar que o principal responsável pelo desinteresse era o contexto social (tendo em conta que as mulheres não mudaram biologicamente nas últimas décadas, acho eu). Se calhar, eliminando todos os fatores sociais, poderá existir no fim uma diferença entre homens e mulheres, que teremos de explicar como intrínseco ao sexo. Mas será na casa dos 45%-55% e não nos 10%-90% que se verificava no passado (os números atirei ao calhas diga-se). E neste momento ainda estamos algo longe de poder desvendar.

      Em relação ao suposto interesse por moda do sexo feminino, acho que tocaste num exemplo perfeito de uma construção social. Duvido imenso que numa situação de numa tribo na selva ou savana a mulher andasse preocupada com as roupas. Aliás, na nossa história humana, os homens é que outrora se preocupavam mais com a roupa, como símbolos de estatuto. Acredito que ainda hoje se passe o mesmo, só que é o outro sexo. Mas não te precocupes, se der, a indústria da moda arranjará maneira de nos pôr todos a suspirar por mais roupas.

      Uma segunda questão tua que posso descortinar seria: se homens e mulheres devem competir juntos?
      Em algumas modalidades já o fazem, sem grande alarido. Mas numa matéria geral, é muito complicado de dizer um sim ou não conclusivo. Para a maioria das modalidades diria que neste momento não, isso seria um pouco impensável. A diferença, em média, ainda é bastante assinável, o que não quer dizer que não se venha a esbater ainda mais como tem vindo a acontecer com o passar dos anos. Acho que a questão mais interessante é perceber se, no deporto, separar entre homens e mulheres é a separação mais correta, e isto entra bem na discussão acerca de transgenders e DSD (disorders of sex development). Existem estudos que recomendam passarmos a diferençar todas as modalidades físicas por níveis de testosterona ou alguma combinação genética. Seria interessante ter uma discussão mais séria acerca dessa potencialidade.

      Só dois reparos rápidos. A Caster Semenya não é transgender, no máximo talvez seja intersex mas não sabemos os resultados do teste dela. Acerca de “homens fingindo sentirem-se mulher”. Entendo que possas não saber muito acerca do assunto, mas gender dysphoria não é algo que possas simplesmente “fingir”, é um processo mental já relativamente bem estudado e que acarreta bastantes sacrifícios pessoais. Fraudes nas idades é algo bastante mais simples.

      Por fim, se alguém me puder dizer quais foram as frases de Rapinoe que causaram a controvérsia à volta dela? Vem sempre ao de cima e perdoem-me, eu não a acompanho de todo. Quando pesquiso “Rapinoe controversy” só me aparece artigo atrás de artigo a falar dela e o Trump, o que me parece uma perda de tempo para eu estar a ler.

      E claro, obrigado pelo interesse na discussão. Cumprimentos,
      Pedro B.

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 19, 2019 at 9:46 pm

        No geral concordo com o seu comentário. Eu de modo algum excluo que o contexto possa influenciar, mas a biologia tem uma componente fortíssima e isso tem sido negado e de forma errada. Eu não disse que a Semenya é transgender, aliás frisei que será uma hermafrodita ou intergenero, que são pessoas que nascem com um sexo, se afirmam como tal mas que estudos médicos podem dizer que podem não ser 100% desse género. Isso coloca questões ao nível do desporto.
        As fraudes transgenders no desporto é uma intuição que me assalta há muito tempo, não se trata de disforia sexual, mas sim de pessoas que afirmam de um momento para o outro que sentem pertencer a outro género e de súbito podem competir contra as mulheres. Isso é ilógico, até porque pessoas como a Semenya, que nascem biologicamente de um sexo e se sentem como tal, são questionadas e até excluídas de participar, mas aceita-se que um homem possa participar no desporto feminino apenas porque se sente mulher. Hoje entende-se nesta actual sociedade que uma pessoa é aquilo que se define, nem é preciso haver diagnósticos médicos, o que é um erro por absoluto. E sobre isso dos diagnósticos médicos ainda há dias saiu uma notícia no Reino Unido onde médicos alertavam para um número anormal de diagnósticos médicos de pessoas transgenders, porque segundo esta notícia os médicos têm receio de serem acusados de transofobia. Sabe-se que os transgenders são uma ínfima minoria, logo esta epidemia de trasngenders pode ser uma fraude para vários fins. Os verdadeiros transgenders são pouquíssimos, hoje é que há uma glamorização dessa condição e isso está a gerar benefícios económicos e já não sacrifícios pessoais. Esses sacrifícios surgiam na sociedade até há 20 anos, quando os transgender eram mortos por homófobos, hoje qualquer pessoa que é transgender é glorificada e ganhe inúmeros seguidores do Facebook.
        Se há pessoas que mentem sobre a idade para terem benefícios no desporto, se há quem recorra ao doping, também há quem possa fingir que é transgender. E ainda acrescentaria as conotações de activismo que estão a estourar no desporto, associadas a campanhas orquestradas a partir das redes sociais, com todo o ar de algo artificial para ganhar muito. É a ganância humana no seu melhor.
        Há anos descobriu-se que haviam falsos deficientes nos para-olímpicos a competirem, só Deus sabe como conseguiram simular isso, mas conseguiram. Deixei apenas essa intuição que tenho há tempos deste número súbito de transgenders no desporto, porque é ilógico imaginar que uma tão pequena parte da população esteja a emergir no desporto como está agora.
        Com relação à Rapinoe, foi defensora da falácia do equal pay no desporto, diz que para se ganhar tem de se ter um gay na equipa, alem das poses ridículas que fez aquando da vitória no mundial. Ganhou uma BO verdadeiramente ridícula e nem foi pessoa de o reconhecer.
        Sobre a falácia do equal play, ver este link do VM e a discussão que se gerou aqui aquando da BO feminina:

        https://blogvisaodemercado.pt/2019/12/a-1-a-e-a-3-a-classificadas-na-bola-de-ouro-do-futebol-feminino-nao-somaram-juntas-nem-1000-minutos-pelos-seus-clubes-em-2019/

        • Pedro Barbosa
          Posted Dezembro 20, 2019 at 12:28 am

          O que contesto é a frase usada agora “a biologia tem uma componente fortíssima”. Eu entendo que possa ser tua intuição mas sabes de alguma meta-análise ou literatura publicada (pode ser livro de divulgação) que me possas indicar que defenda esta ideia? Porque tudo o que li acerca do assunto isto não é de todo comprovado. O impacto da pressão social sobre as mulheres tem sido demonstrado estudo após estudo, e muito poucos consideram sequer a biologia como explicação relevante para as diferenças. Mais uma vez digo, numa sociedade sem pressões sociais talvez continuássemos a observar diferenças entres os sexos, mas ainda estamos longe de poder comprovar tal.

          Realmente, ao reler, disseste que a Semeyna poderá ser hermafrodita e não transgénera. Mas realço, nada faz supor que ela seja sequer hermafrodita. O caso dela é capaz de ser bem mais complexo, se for verdade que ela seja intersex.

          Eu não quero que leves isto a mal (não é com o intuito de te insultar) mas parece que continuas a demonstrar alguma ignorância em relação ao tópico de transgéneros. A notícia que falas do Reino Unido diz respeito apenas a uma clínica, do qual o staff clínico demitiu-se, reclamando o excesso de trabalho e falta de tempo para analisar caso a caso, o que pode claramente levar a diagnósticos errados. Parece-me bem que tenham tomado uma posição em relação ao mau serviço que estavam a desempenhar, mas infelizmente é uma realidade sempre presente na área da saúde. Depois falas em Facebook e glamorização, e sentir-se mulher para participar em provas femininas!?!? Sabes que não basta acordar de manhã, pores o penso e entras logo na prova das mulheres. No caso de transições de homem para mulher existem várias restrições, incluindo redução de testosterona e cirurgia de redesignação. Se existe um homem que fez ou planeia fazer isto tudo, enganando psiquiatras e outros terapeutas, condenando-se a uma vida de efeitos secundários psicológicos, físicos e metabólicos, com taxas de suicido acima da média, só com o intuito de ganhar uma medalha e ativismo no Facebook… ele é realmente um fora de série, uma determinação de aço. Devia era ter focado toda essa energia em ser um dos melhores na categoria masculina, fogo.

          Pesquisei os falsos deficientes, e existe apenas um caso público, a equipa espanhola de basquetebol com dificuldade geral de aprendizagem, e o vice-presidente da comitiva admitiu que os testes apropriados não foram sequer feitos. Infelizmente, esta fraude pareceu bastante simples porque não havia medidas suficientes para comprovar as deficiências intelectuais dos participantes.

          Sem querer desmerecer, se isso é a controvérsia à volta dela, não vejo drama para tanta preocupação. Em relação ao caso das jogadoras americanas de futebol eu falei nesse mesmo post, mas seja qual for a opinião deviamos concordar que a Rapinoe tem direito a reivindicar o que acha que tem direito (se receberá é outra questão). Tinha visto a cena do “gay na equipa” mas parece-me claramente uma piada, carago ela terminou a frase a dizer “That’s science, right there!”. Poses, a sério?? Criticamos poses agora?? A BO é o que é, já há uns anos para cá que mesmo nos homens se está a tornar um prémio de popularidade com campanhas e tudo à la Óscares. Provavelmente ela nunca ganharia se fosse só pelas estatísticas, mas uma pessoa tem que saber dar o valor relativo a estes prémios.
          Ok, eu entendo, cada um tem gostos pessoais e estás no direito de não gostar da presença dela, mas para mim, consigo viver bem com a Rapinoe a fazer lá as suas cenas. Que aproveite o spotlight, ele foge rapidamente.

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 20, 2019 at 1:17 pm

            O meu estudo sobre a biologia é a realidade, que é o estudo mais fiável de todos. E essa é claro, basta ver as disparidades de resultados entre as mulheres e homens.

            Quanto aos transgéneros, é uma questão complexa. Queria clarificar dois pontos. Primeiro, eu não disse que não há transgéneros naturais. É claro que há. Mas sendo homens, não podem competir contra mulheres, mesmo que se sintam mulheres, isso não é lógico. Agora, esse diagnóstico envolve muitos aspectos e é um mito que todos sofram muito. Eles sofriam há 20 anos. Agora, um adolescente de 15 anos pode vir dizer que é mulher e o que ganha é um grupo de seguidores enorme no Facebook, o direito a competir contra mulheres. Onde está o sofrimento? Sofrimento tem-se se a sociedade discriminar essas pessoas, hoje isso não sucede, a não ser em países do terceiro mundo. Esse caso do Reino Unido está a sofrer uma tentativa de abafo, quem se acredita que os maus diagnósticos se devem a excesso de trabalho? Só tinham excesso de trabalho para esses diagnósticos? Creio que não percebeu que um aspecto crucial da questão de género é que hoje se defende que se uma pessoa se sentir de outro género ela passa a ser tal. Depois há um conjunto de proformas que tem de ser seguidos, os tais testes, mas são inquinados pelo receio dos médicos em contrariar os sentimentos de cada um, porque levam logo com uma queixa por estarem a negar o que cada um sente. Hoje, o que define uma mudança de sexo não são testes, mas o que uma pessoa se sente. A partir daí, a sociedade é obrigada a aceitar isso e quem discordar pode ser facilmente acusado de transofobia. Tem-se visto leis no Canadá e outros países aprovadas para obrigar as pessoas a chamarem alguém pelo pronome de género que queiram. Por outras palavras se alguém acreditar que é de outro género, pode exigir ser tratada como tal. Os médicos estão a ser coagidos a passarem um diagnóstico porque se defenderem que aquela pessoa não sofre de disforia, ela pode alegar que se sente assim, e facilmente um médico pode ser acusado. Esse caso do RU é claro para quem sabe ler nas entrelinhas, queira-se abafar o que se queira. Inclusive activistas homossexuais e LGBT tinham já alertado para o número anormal de casos de disforia que estão a ser detectados, contrariando o que se sabe, que são apenas escassas centenas em cada milhão. Cada um extraia as conclusões que queira.

            Depois há um problema que passa pela confusão de géneros que se instalou no Ocidente. A partir do momento em que já não se sabe definir o que é uma mulher ou um homem, porque se afirma que não há géneros, os jovens podem estar confusos sobre o que são. Um rapaz que goste de ballet pode achar que é uma mulher por conta disso. Uma menina que goste de futebol pode achar que é um rapaz por conta disso. Há aí uma confusão gerada por este discurso confuso que se gerou. E claro, aí admito que esses casos falsos de trasngenero não sejam fraudes deliberadas, mas sim casos de jovens confusos que não saibam o que são. O problema começa quando a sociedade começou a defender que cada um é o que se sente e com isso coage-se a comunidade médica a validar com um papel uma sensibilidade pessoal.

            A questão do glamour e da fama vê-se até de forma inversa, na fama sinistra que têm aqueles jovens que vão fazer parte do ISIS, que gostam de posar para as câmaras matando de forma bárbara. Preferem ser famosos por isso do que serem anónimos mas honestos e bons. A mente humana é algo complexo e não podemos simplificar as coisas. Por isso, achar que há pessoas que não podem inventar ser o que não são é ingénuo. A fraude faz parte do ser humano.

            Queria deixar claro que eu acho que parte dessa epidemia de falsos diagnósticos se devem a jovens confusos e não a fraudes deliberadas (talvez devesse ter clarificado isto desde o início) mas a questão é não sermos ingénuos sobre essa questão no desporto. Temos visto atletas masculinos medíocres a declararem-se mulheres passando a arrebentar no feminino. Declaram-se mulheres para ganhos pessoais, um pouco como o escândalo da Rachel Dolezal, aquela mulher branca que fingiu ser negra apesar de não ter qualquer ascendência negra. E ela afirma que se sente negra, como é que ficamos? O problema está nesta questão complexa dos transgéneros, onde a comunidade médica está a ser pressionada a aceitar indiscriminadamente qualquer definição pessoal de género assente apenas nos sentimentos. Se a Rachel Dolezal (quem não souber quem é pesquise e verá que vale a pena) se sente negra, mesmo sendo branca, vai ter o direito de ser negra por conta disso? Contudo, ela, à pala de dizer-se negra, ganhou inúmeros fãs, escreveu livros e tornou-se célebre, antes de estourar o escândalo em que se revelou que ela não tem qualquer ascendência negra. Há toda uma indústria de falsas identidades a emergir, que premeiam indivíduos que passam do anonimato à celebridade. Quis apenas alertar para não sermos ingénuos sobre isso e pensarmos no que isso pode afectar o desporto.

            Isso dos deficientes em Portugal falou-se muito há uns anos, mas claro que não deu nada, porque Portugal não tinha o mínimo interesse em perder as inúmeras medalhas que aí ganha. Mas lembro-me de ver um atleta na tv a admitir que se conseguia inscrever nos para-olímpicos não tendo qualquer deficiência. Perdoe-me, mas acho que está a ser ingénuo.

            Quanto à Rapinoe eu tenho o direito de criticá-la como muitos fazem aqui com o CR por exemplo. Mas nem ele chegou a estes extremos. A sua postura é absurda e ela não tem de ser poupada menos que o CR, em que toda a gente gosta de malhar. A sua campanha para se promover à pala de causas foi absurda, compare-se com a postura da Semenya, que essa sim foi discriminada e enxovalhada e nunca a vimos a actuar assim. Tudo na Rapinoe me cheira a falso, a artificial.

            Eu não nego que diga coisas muito lógicas, nem ataquei o seu comentário, apenas acho que temos de estar atentos a várias questões complexas que as questões do género e a biologia levantam.

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 19, 2019 at 9:48 pm

        Esqueci-me de dizer que acreditando que haja transgenders genuínos, não devem poder competir porque são homens biologicamente, mesmo que se sintam mulheres. Tem de haver regras que protejam a verdade desportiva no futebol, não podemos quebrá-las em prol de sensibilidades pessoais.

    • Meu nome é Toni Sylva
      Posted Dezembro 20, 2019 at 12:12 am

      É um absurdo pensar que (na actualidade) alguém se ‘faça’ de transgénero para poder ter vantagens competitivas.
      Por outro lado, é verdade que essas pessoas estão à partida em vantagem hormonal indevida.
      Por outro lado, os tratamentos que sofrem também eliminam boa parte ou toda essa vantagem.
      Por outro lado, há pessoas sem questões de identidade que à partida têm vantagem natural , nomeadamente mulheres com muita testosterona.
      O único modo de resolver isto seria deixar de haver segregação. Compitam todos juntos e deixem a natureza falar por si.

      • Kafka
        Posted Dezembro 20, 2019 at 11:16 am

        Competirem todos juntos seria provas exclusivamente masculinas mais nada… As mulheres nem sequer se conseguiriam apurar para campeonatos Mundo ou Jogos Olímpicos

        Vai ver os mínimos apuramento de Homem para os 100 m ou para uma Mulher loool, nenhuma Mulher se apurava é que nem perto dos mínimos chegavam

        Por Homens e Mulheres a competir seria apenas para os Homens humilharem as mulheres, tal é a diferença brutal entre Homens e Mulheres

        Não há nenhum desporto onde uma Mulher se aproxime sequer dos registos dos Homens, a diferença é brutal

        • Meu nome é Toni Sylva
          Posted Dezembro 21, 2019 at 4:13 pm

          Elas não se iam qualificar para nada? Mas talvez seja isso que seja preciso para o pessoal acordar desta treta do politicamente correcto e das bolas de ouro por arrivismo político.

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 21, 2019 at 4:49 pm

            Acho que no futebol poderiam haver muitas mulheres num top 50 (isto quando o futebol feminino se desenvolver mais) mas em desportos assentes no físico acho que não, é como pedir a um branco que ganhe a um negro nos 100 metros, será um em 100. É biológico, nada há a fazer.

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 20, 2019 at 12:33 pm

        Não é absurdo, são factos. Não houve quem fingisse ter ascendência racial de uma minoria (a Elizabeth Warren é o caso mais recente na política) para ter vantagem política?
        Pensar que alguém é medíocre num desporto masculino e sabe que passa para o feminino e passa a ganhar bolsas, prémios, além dos seguidores no Facebook (que dão sempre ganhos indirectos) é ser-se ingénuo. Essa questão dos tratamentos eliminarem as vantagens é falso, porque um homem é sempre homem, basta ver que quando esses atletas entram no feminino esmagam todos os recordes, um homem é muito mais que os aspectos hormonais que esses tratamentos tentam bloquear.
        E tal como o Kafka disse deixar que todos compitam pode matar o desporto feminino. Não me oponho a que se tente isso nas turminhas de escola, mas decerto que confirmará o que o Kafka diz e as mulheres ficarão sempre atrás dos homens.

        • Kafka
          Posted Dezembro 20, 2019 at 1:48 pm

          Joga Bonito

          Como complemento só dou um exemplo bastante engraçado no ténis, que aconteceu há uns bons anos atrás, que foi a Serena Williams (melhor jogadora de Ténis do Século) quando estava no seu auge físico e ganhava tudo no circuito feminino, passava a vida a dizer que as mulheres podiam fazer frente aos Homens e bla bla bla, a habitual conversa da treta, pois bem houve na altura um tenista masculino americano que nem sequer era top 500 (sim não me enganei não era top quinhentos) e aceitou fazer um jogo com a Serena Williams (que repito, estava no seu auge físico e ganhava tudo no circuito feminino), sabes qual foi o resultado? 6-0 6-0 para o tenista masculino fácil demais e estamos a falar de um jogador medíocre top 500

          Claro que na altura e perante a humilhação que a Serena levou, toda a comunicação social devido ao politicamente correto abafou logo o caso e isso caiu em esquecimento e tentaram dar a ideia que foi um mero jogo amigável e bla bla e todo o lobby do politicamente correcto abafou todo o caso, tanto que passados tantos anos até é difícil encontrares essa noticia na net tal foi a forma como o lobby feminista abafou logo esse caso, mas isso aconteceu mesmo

          Repito, a melhor jogadora de ténis do Século (muitos especialistas até dizem que é de sempre) foi completamente HUMILHADA com um duplo 6-0 por jogador tremendamente medíocre que nem era sequer top500

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 20, 2019 at 2:19 pm

            Isso coloca a questão da disparidade física entre homens e mulheres. No ténis, sendo um desporto jogando 1vs1 ou em duplas, assente muito no jogo de serviço, a força marca e diferença. A serena quando arranca aqueles serviços ridículos nem deixa jogar, porque é tal a força que tem que nem dá chances. A vantagem dos homens vê-se na força, na velocidade, na resistência, algo mais complexo que apenas a questão hormonal. Claro que há mulheres excepcionalmente dotadas, mas creio que aparte algumas que seriam génios e em alguns desportos específicos onde a força não imperasse tanto, elas seriam dominadas, até podendo ser melhores tecnicamente.
            Eu sempre fui grande fã da Hingis e da Henin-Hardenne, duas grandes tenistas tecnicamente, que seriam melhores do ponto de vista técnico que vários homens tenistas. Mas num confronto perderiam porque basta o homem arrancar uma bomba num serviço que nem há jogo. A um certo ponto o físico não pode ser ignorado.
            Temo que se se continuar a ignorar isso possam haver consequências graves. Eu não viver para ver um homem matar uma mulher num ringue de boxe para acordarmos para a realidade.

            • Kafka
              Posted Dezembro 20, 2019 at 3:10 pm

              O Boxe é outro exemplo, devia ser bonito devia pôr uma Mulher a lutar Boxe com um Homem, o combate durava no máximo 2 segundos até a mulher levar o 1o murro e cair vidrada no chão ficando KO ou então se o árbitro não desse KO levava portada do Homem até morrer… Mas para as feministas elas acreditam que não

        • Meu nome é Toni Sylva
          Posted Dezembro 21, 2019 at 4:17 pm

          Contrariamente a fazer se passar por deficiente ou outra etnia, que não tem consequências, não há homem que se vá sujeitar a deixar de ser homem (não há volta atrás) para poder ter vantagem competitiva.

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 21, 2019 at 4:47 pm

            Esqueces-te do ponto que frisei antes. Hoje uma pessoa nem tem que verdadeira mudar nada, o que no caso do homem, perdoem-me a frontalidade, significaria amputa os órgãos genitais. Basta sentir-se mulher, conseguir um certificado médico a dizer tal (com as controvérsias que mostrei no caos inglês) e basta. Hoje há mais de 2 géneros, há uma infinidade de definições e assentam em aspectos psicológicos, não em físicos. Podes manter-se fisicamente um homem e definires-te como mulher.

  • Mota
    Posted Dezembro 19, 2019 at 2:10 pm

    Fala-se muito na força mas esquecem-se duma componente importantissima. A coordenação motora e técnica dos homens é superior à das mulheres

    • Joga_Bonito
      Posted Dezembro 19, 2019 at 2:47 pm

      Talvez nos desportos mais de força física, mas na ginástica as mulheres parecem-me mais técnicas e graciosas que os homens.

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 19, 2019 at 5:05 pm

        Do que vejo o nível técnico das mulheres na ginástica é no mínimo igual mas até acho superior. Apesar de gostar de ver as provas de ginástica masculina, gosto mais das femininas, há uma graciosidade muito maior e a nível técnico não fica nada atrás dos homens.

  • António Tonga
    Posted Dezembro 19, 2019 at 2:11 pm

    Excelente contribuição, adequada ao momento em que também no blogue se discute muitas das vezes de forma completamente desequilibrada o desporto feminino.

  • Kafka
    Posted Dezembro 19, 2019 at 2:53 pm

    Já agora uma vez que agora está na moda se falar tanto da igualdade no desporto, porque não se fala dessa mesma igualdade a nível militar? Quando é para ir morrer para uma guerra os Homens já podem ir em maioria que não há problemas nenhum é isso?

    Quando é para ir para a guerra já toda a gente aceitar normalmente que os Homens são mais fortes e por isso têm de ser os Homens a ir e não as mulheres?

    Mais uam vez voltamos à fantochada do costume do sabor do vento, quando é o bem bom do desporto, ai não espera que afinal os Homens não são mais fortes coisa nenhuma e tem de ser igual para Homens e Mulheres…. Quando é para ir morrer para uma guerra, afinal já há diferenças e não há problema nenhum não haver igualdade e irem os Homens, está certo, continua a fantochada do politicamente correcto e do olhar para o próprio umbigo aos nada

    • Claudio V.
      Posted Dezembro 19, 2019 at 3:35 pm

      Foram precisamente os homens que fundaram os exércitos e durante séculos excluíram mulheres com o argumento de superioridade ou de que o seu lugar era só no lar.

      Portanto, na verdade, é só aquilo que te queixas de ser um “politicamente correcto” que está a mudar isso. A pouco e pouco, porque são tradições de séculos que essas estruturas masculinas não querem mudar. Os países mais conservadores e menos progressistas (ou, como tu dirias, menos politicamente corretos) são precisamente os que continuam a afastar as mulheres do serviço militar.

      Portanto, tu estás basicamente a queixar-te da mesma coisa que estás a defender. Coerência, não?

      • Joga_Bonito
        Posted Dezembro 19, 2019 at 4:10 pm

        As mulheres não iam à guerra porque alguém tinha de ficar a cuidar dos trabalhos na sociedade, não podia ir 100% da sociedade à guerra. A não ser em casos de invasão, onde o exército era uma guerrilla nacional que lutava no próprio solo, as mulheres, os idosos, os deficientes tinham de ficar. Quando havia a ocupação de uma terra, aí lutavam todas, veja-se a padeira da Aljubarrota na idade média.
        A exclusão das mulheres deveu-se a motivos práticos, não por conservadorismos ou outra questão. E sim, o Kafka tem razão, as profissionais do feminismo (não confundir com as verdadeiras feministas) são profundamente hipócritas. alguém as vê a queixar-se da disparidade salarial das mulheres para os homens na moda?

        • Claudio V.
          Posted Dezembro 20, 2019 at 3:41 pm

          Se esse “motivo prático” envolvia sempre a mesma diferenciação de género, é porque havia papéis e hierarquização de género, não achas?

          Quanto à moda, lá está, não é um setor de atividade que muda a média global de que as mulheres ganham menos que os homens em todo o mundo, pobre ou rico, muitas vezes fazendo os mesmo trabalhos. Por exemplo, em Portugal, só em 2015 o setor da cortiça se comprometeu a pagar o mesmo que a homens e mulheres, embora o oposto que se verificava fosse uma prática ilegal.
          É também precisamente um argumento a favor do feminismo, que para quem não sabe é a favor da igualdade de género e não das mulheres ficarem à frente dos homens (isso é femismo), o facto de que os únicos trabalhos em que as mulheres ganham mais que os homens serem precisamente aqueles em que, para além do seu trabalho, estão também a vender a imagem sexualizada do seu corpo! Portanto, só estás a dar argumentos a favor do feminismo!

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 20, 2019 at 4:14 pm

            Não, não havia papeis nenhuns, as mulheres iam à guerra em caso de invasão do próprio país, só na guerra em outro país é que ia o homem. Tem a ver com opções. As mulheres não iam por norma, porque alguém tinha de trabalhar e como os homens são melhores fisicamente, logo mais aptos, elas eram excluídas, como eram os idosos, crianças ou deficientes, são motivos práticos. Em casos extremos todos lutavam, a mítica batalha de Stalingrad envolveu mulheres, crianças, idosos, todo o povo.
            Isso da disparidade salarial entre homens e mulheres é um mito fabricado pelas actuais feministas e é facilmente desmontável. O que elas fazem para impingir essa treta é comparar o incomparável. Pegam em casos como a Rapinoe e comparam-na com o que ganha o Messi, o que é uma comparação ridícula. O futebol feminino não gera as mesmas receitas, logo não pode receber o mesmo. Mas pega-se nisso e diz-se “pelo mesmo trabalho as mulheres ganham menos”, repetindo ad nauseum até ser verdade.
            Depois pegam em cargos de empresas diferentes e comparam o incomparável. Esquecem-se que nos altos cargos as remunerações são individualmente contratualizadas, não há bem uma tabela fixa. Como os homens gostam mais de cargos de liderança económica ou empresarial, os homens predominam e tendem a ser melhores nessas funções, logo ganham mais. A diferenciação deve-se ao que cada um gera, não por ser homens ou mulheres. Na moda, por cada 1 modelo masculino famoso há 100 mulheres muito mais dotadas e famosas e ganham muito mais e ninguém chora por isso.
            As mulheres predominam crescentemente nas universidades (quer como alunas ou como professoras), nomeadamente nos estudos literários e humanidades, logo ganham aí muito mais que os homens, alguém chora por isso?
            É como aquela treta do equal pay em Hollywood, que é uma farsa. Dizem que no mesmo filme a atriz feminina tem de ganhar o mesmo que o homem.
            Mas toda a gente sabe que as disparidades em Holywood se devem a que cada actor cobra conforme o cachet, que varia conforme a fama e rendimento que dá. Se o Di Caprio, que é um sex-simbol e garantidor de sucesso nas bilheteiras cobrar 20 milhões para contracenar numa comédia romântica e contracenar com uma atriz nova e desconhecida, ninguém vai dar à sua parceira romântica o mesmo que a ele, porque ele é uma estrela e ela não, como se fosse ao contrário e fosse ser a Julia Roberts a fazer par romântico com um actor desconhecido, ninguém iria lhe pagar a ele o mesmo que a ela.
            O que as associações feministas fazem é pegar em números e manipulá-los, descontextualizando para inventar uma discriminação que não existe.
            As mulheres não são pagas pelo que fazem em casa, como os homens não o são quando arriscam o corpo a ajeitar o telhado, a consertar as portas, a fazer obras para a família, a guiarem estafados o carro para a família ir às compras ou levar os filhos à escola.
            E essa treta de que a moda é sexualizar a imagem das mulheres é facilmente desmontável pelo facto evidente que a indústria da moda não está vocacionada para os homens mas para as mulheres. A Calvin Klein faz desfilar uma modelo belíssima para as mulheres comprarem todos os produtos que ela usa, não para os homens verem a beleza delas, tanto que a indústria dos cosméticos e da moda é a única que nunca dá prejuízo, porque as mulheres nunca deixam de quererem parecer-se com aquelas beldades que vêem nos desfiles. A moda é pensada de e para mulheres, não para homens, não foram os homens que a criaram nem a conceberam para si.

            • Claudio V.
              Posted Dezembro 20, 2019 at 4:31 pm

              Como é que é um mito se em todos os lugares os homens ganham mais que as mulheres? É só um facto óbvio. Estatístico.

              Os homens gostam mais de posições de liderança? Isso é risível. Todas as pessoas preferem estar num lugar de liderança e onde recebem mais. Simplesmente, se criou um protótipo de que o perfil de liderança ideal é masculina (mesmo em supostas coisas femininas como a moda) e não, isso não tem qualquer sustentação biológica. É uma criação social abstrata porque os homens sempre estiveram mais em posições de poder.

              No próprio meio académico, onde as mulheres estão ligeiramente em maior número, vês que isto não transita para as posições de chefia. Os reitores, coordenadores e catedráticos tendem a ser homens mesmo havendo mais mulheres para escolher para lá. Tu só não queres ver o óbvio.

              • Joga_Bonito
                Posted Dezembro 20, 2019 at 5:42 pm

                Tu é que não queres ver o óbvio, porque deves ter aprendido essa farsa da “construção social” do Focault e das suas teorias nefastas pós-modernas. As mulheres gostam mais de moda, os homens por norma detestam, daí haverão muito menos homens modelo que mullheres, é algo biológico. As mulheres detestam cargos de liderança, gostam mais de profissões intermédias, é biológico, nao uma construção social. Mas o Focault também dizia que não havia raças e depois vemos os negros a dominar tudo o que é desporto, salvo raras excepções, mesmo em países onde tinham pouca ou nenhuma estrutura construída para tal e esse argumento cai por terra. As feministas actuais manipulam números e dados, como já expliquei. A estatística é aliás das coisas que mais se predispõe à manipulação, quando se tenta apresentar dados falaciosos.

            • Claudio V.
              Posted Dezembro 20, 2019 at 4:38 pm

              Os papéis de género são uma realidade óbvia e prejudicam os homens também. Como se cria a ideia de que há trabalhos de homens e mulheres, um homem tem grande dificuldade em poder aceder a trabalhos vistos como femininos como design de moda ou educadores de infância. E não há nada que sustente que uma mulher é melhor que um homem a fazer isso, tal como nada sustenta que um homem é melhor a ser CEO, político, engenheiro, etc…

            • Kafka
              Posted Dezembro 20, 2019 at 5:00 pm

              Mais uma vez em cheio Joga Bonito, o exemplo da moda então é perfeito e arruma com qualquer argumento do Cláudio, pois mais uma vez ele como anda a reboque dos movimentos feministas nem se dá ao trabalho de investigar e perceberia como dizes e bem que a moda é feita essencialmente por mulheres para mulheres e não tem que ver com a sexualizacao da mulher, porque um Homem não anda a ver desfiles da vicoria secrets, um Homem quando quer ver mulheres não vai para desfiles de Moda, usa outro tipo de industria… Quem consome desfiles de moda e tudo o que as modelos fazem são precisamente as mulheres como dizes e bem

        • Claudio V.
          Posted Dezembro 20, 2019 at 4:06 pm

          Sobre a moda ainda é de notar que, até aí, o grosso do lucro vai para homens visto que são a maioria dos donos e CEOs de marcas. Por seu turno, os modelos que são maioritariamente mulheres, são usadas como um corpo descartável que a partir dos 30 já não tem valor.

          • Joga_Bonito
            Posted Dezembro 20, 2019 at 4:19 pm

            Sim, a maioria dos CEO são homens, até parece que as modelos ganham pouquinho, ganham milhões, além de que como já disse a maioria dos CEO são homens porque os homens gostam mais desse tipo de cargos, ninguém exclui as mulheres, elas é que se auto-excluem. Mas uma vez, persegues uma total igualdade que não existe. Tome-se como exemplo os negros no desporto. Dominam porque são naturalmente mais dotados, vamos excluir os negros para fazer as outra raças felizes? Há certos domínios que são lógicos, que corresponde a uma diferença natural. As mulheres dominam os estudos literários nas facilidades, alguém se queixa disso?

          • Kafka
            Posted Dezembro 20, 2019 at 5:01 pm

            E então? Se foram os Homens a ter o trabalho de criar as marcas não devem ser eles a ser donos das mesmas que loool

            E depois essa do descartadas, como se um Homem jogador de futebol tb não fosse descartado a partir dos 30 e tal anos

            Só te enterras ainda mais

      • Kafka
        Posted Dezembro 19, 2019 at 4:29 pm

        Cláudio V

        Então e porque é que as feministas não defendem que nas guerras deve haver o mesmo nr de Mulheres e Homens que vão para combate? Porque é que nunca vi nenhum movimento feminista vir dizer que é uma vergonha haver mais Homens que Mulheres a irem para o campo de batalha?

        Ou como o Joga Bonito diz, porque é que nunca vi nenhum movimento feminista vir falar na enorme disparidade de salários favorávelaàs mulheres na moda?

        Uma modelo da Victoria Secret ganha muitooooooo mas muitoooooooooo mais que um Homem, e os movimentos feministas calam-se bem caladinhos quanto a isso, o que prova que os movimentos feministas não querem igualdade, querem superioridade para as mulheres, pois só falam do que lhes convém

        Outro caso curioso, é o trabalho nas obras onde a maioria dos funcionários são Homens, nunca vi um movimento feminista vir reclamar por igualdade entre Homens e Mulheres nas obras obrigando as empresas a ter tantas mulheres trouxas como Homens, porque será?

        Isso é hipocrisia em estado puro, só olham para os empregos bons e não pedem igualdade nos maus empregos ou empregos que levam à morte como as guerras

        • Rambum
          Posted Dezembro 19, 2019 at 5:55 pm

          Afinal ha temas que ate podemos concordar!! Se a coisa que me irrita sao esses mesmos movimento femininos!! Sao a hipocrisia em pessoa!!

        • Af2711
          Posted Dezembro 19, 2019 at 7:51 pm

          Que comentário maravilhoso ! Que bom que no VM hajam pessoas que pensem dessa forma. Aqui no Brasil e em todo o ocidente o feminismo é isso mesmo. Buscam “reivindicações” que já lhes foram concedidas há pelo menos 4, 5 décadas e andam sempre por aí se queixando.

          • Claudio V.
            Posted Dezembro 20, 2019 at 3:44 pm

            Quando as mulheres deixarem de ser tão violadas e mortas por companheiros, quando as mulheres deixarem de ganhar menos que os homens, quando as mulheres deixarem de fazer tanto mais trabalho não pago doméstico e de cuidado… aí deixarão de haver reivindicações. Estamos em 2019 e em nenhum país do mundo isto não é uma realidade. Até lá, enquanto a desigualdade se mantiver, vão ter de levar com pessoas a reivindicar por igualdade.

            • Claudio V.
              Posted Dezembro 20, 2019 at 4:08 pm

              *em nenhum país do mundo isto é uma realidade

            • Kafka
              Posted Dezembro 20, 2019 at 4:22 pm

              Oi? O trabalho doméstico não pago? O que isso tem a ver para o caso? Se uma mulher aceita fazer tudo em casa isso é problema dela…. É parva porque gosta de o ser, ninguém a obriga, se tá mal que se divorcie…. Esse teu argumento é só ridículo…. Na minha casa as trafeas são dívididas com a minha namorada… Se há mulheres que não dividem as tarefas domésticas com os namorados e fazem elas tudo, então são parvas porque querem

              Isso do ganhar menos é falacioso, hoje em dia isso já não acontece e se a média ainda dá valores mais altos aos Homens é porque basta haver um Ceo Homem (e há mais Homens isso é um facto) que ao ganharem muito mais que os restantes funcionários faz com que a média dos Homens seja maiores, mas na classe operárias os valores já são iguais

              Depois, mulheres violadas? Humm, então mas tu e as feministas não dizem que as mulheres não são iguais aos Homens a nível físico e atlético? Então como é que se as mulheres têm a mesma força que os Homens, como é que se deixam violar assim? Se a força é igual haveria equilíbrio, só te enterras com esse argumento e portanto admites que os Homens são mais fortes do ponto de vista físico

        • Claudio V.
          Posted Dezembro 20, 2019 at 3:34 pm

          Claramente não sabes do que falas.

          Os movimentos feministas são plenamente a favor da incorporação de mulheres em toda a esfera, incluindo a de guerra. Vai ver o que se passa em Rojava, no Curdistão Sírio, onde as mulheres, feministas, estão nas linhas da frente a matar jihadistas do Estado Islâmico e da Al-Qaeda, jihadistas estes que tal como tu insistem muito na separação de papéis entre homens e mulheres…

          E falares dum caso duma disparidade de salário, ignorando que a tendência global média é que as mulheres ganhem menos que os homens, e isso é um facto em todo o mundo! Haver uma mulher que ganhe mais que um homem não compensa que, no global, os homens ganhem mais que as mulheres! Também é curioso que os únicos casos onde as mulheres ganham mais que os homens seja precisamente quando mais do que a sua força laboral estão a vender o seu corpo, fisicamente ou a sua imagem… e estão a vendê-lo sobretudo para homens. Portanto, essa disparidade é precisamente fruto da sexualização que as feministas contestam.

          Sugiro que estudes mais do que falas porque claramente não sabes do que falas…

          • Kafka
            Posted Dezembro 20, 2019 at 4:14 pm

            É precisamente por ter estudado o assunto e saber do que falo que digo e repito, em toda a história da Humanidade incluindo o presente são os Homens a irem para a frente de batalha, negares isto é não saberes o que dizes

            Outro erro que mostra total desconhecimento do que falas é dizeres que as mulheres defendem a inclusão de mais mulheres no exército/força aérea /marinha, sendo isso uma verdade não deixa de ser em simultâneo hipocrisia em estado puro, porque essas mulheres não defendem igualdade, pois não defendem que os testes de acesso para as mulheres seja igual aos testes de acesso dos Homens, defendem sim o que se pratica actualmente onde as mulheres saem tremendamente beneficiadas pois têm testes físicos de acesso com mínimos que são patéticos, que qualquer Homem faria com 2 pernas às costas e no entanto Homens que conseguem os mínimos das mulheres ficam de fora para mulheres entrarem fazendo testes de aptidão bastante inferiores aos dos Homens

            Estuda e investiga antes de falares num assunto, para não dizeres mentiras como as que estás a fazer a dizer nos teus comentários

    • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
      Posted Dezembro 19, 2019 at 5:07 pm

      Recomendo vivamente a leitura de alguns livros ou a visualização de alguns documentários para que a informação aqui colocada seja mais fidedigna com factos reais…

      Exemplo prático – Estalinegrado.

      É só…

      • Kafka
        Posted Dezembro 19, 2019 at 7:14 pm

        Quem precisa de ler livros e ver documentários é quem nega que em toda a história da Humanidade inclusive a história presente, os Homens têm ido sempre em clara maioria para os campos de batalha para morrerem e nunca em momento algum houve um movimento feminista que viesse dizer que isso era vergonhoso e que devia haver igualdade de nr Homens e Mulheres a irem para o campo de batalha para morrerem

        Quem quer igualdade tem de querer para tudo e não só para o bem bom, quem quer igudalde tem de estar disposto a ir para a guerra para morrer, senão é hipócrita nada mais

        • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
          Posted Dezembro 19, 2019 at 8:25 pm

          Onde é que no meu comentário há a negação de algo? Como sempre, Kafka a usar dos velhos métodos bem típicos de rodar os argumentos inventando conclusões onde elas não existem só para martelar uma ideia….

          A guerra é um palco demasiado complexo para se resumir a quem vai para a frente de batalha vs quem fica atrás. Por isso mesmo é que se encontram exemplos históricos de mulheres que foram para a frente de batalha e lutaram ao lado de homens e até os substituindo – Estalinegrado é um belíssimo exemplo. Como ainda se pode apresentar outros exemplos históricos em como as mulheres participaram no esforço de guerra de forma activa estando no palco principal de forma exclusiva ou acompanhando os homens na frente da batalha.

          Como a guerra é um fenómeno demasiado complexo, leituras redutoras como a que foi apresentada acima ignora por completo a contribuição que toda uma força laboral fez. Veja-se, por exemplo, quem andava a trabalhar nas fábricas dos EUA, Alemanha e URSS durante a 2ª Guerra Mundial.

          Não se negando que é uma evidência que quem vai para a frente da batalha são homens em 99% dos casos, também é um facto histórico que a guerra, sendo um teatro bastante complexo, teve uma participação feminina bastante forte. Pode não ter levado com balas e explosões, mas teve uma contribuição tão decisiva como quem andava a levar com balas e explosões…

          • Kafka
            Posted Dezembro 19, 2019 at 11:26 pm

            Estas portanto a comparar estar numa fábrica a fazer snacks e material de guerras, com ir para uma campo de batalha, epah simplesmente genial simplesmente genial

            Quantas mulheres mesmo tiveram traumas de guerra no pós-guerra por terem estado numa fábrica a fazer snacks para os militares comerem ou material de guerra?

            Mas estamos portanto a brincar ao faz de conta… Ganha mas é juízo antes de dizeres disparates é comparares a dimensão emocional brutal de um campo de batalha estando a morte sempre à distância de um tiro com estar numa fábrica a fazer comer e material de guerra

            • Meu nome é Toni Sylva
              Posted Dezembro 20, 2019 at 12:06 am

              Eu não sei que feministas é que vocês conhecem, mas uma das coisas que elas reivindicaram ao longo do tempo foi precisamente poder ir para o exército. A construção civil, já não sei.

              • Kafka
                Posted Dezembro 20, 2019 at 11:00 am

                Reclamam ir para o exército, não reclamam igualdade no nr militares Homens e Mulheres que vão para o campo de batalha

                Não reclamam ainda por critérios físicos de entrada iguais aos Homens

                Aliás quantas mulheres mesmo é que passariam nos testes militares se os critérios físicos de entrada fossem iguais aos dos Homens? É que objectivamente se um exército aceita critérios físicos de entrada inferiores para as mulheres está logo a ficar mais fraco porque significa que essas mulheres não são tão fortes e atléticas como os Homens que entram, o que é absurdo pois tratando-se de guerra só devem ir os melhores dos melhores… Logo as mulheres se reclamassem realmente ir para exércitos exigiam os critérios de entrada iguais aos dos Homens… Mas lá está eles falam nisso, mas quando é para ir para o campo de batalha calam-se bem caladimhas e não reclamam igualdade nenhuma

              • Joga_Bonito
                Posted Dezembro 20, 2019 at 1:33 pm

                As verdadeiras feministas sim, sempre reivindicaram igualdade de direitos e deveres. As actuais é que não, só querem privilégios.

    • Teixas
      Posted Dezembro 19, 2019 at 5:25 pm

      Não tens de ir tao longe e falar da vida militar. Os homens estão em grande maioria nos trabalhos mais perigosos e em que mais se recebe mal.

      Dessa “igualdade” só a querem lá em cima, nos lugares de poder. Malham em nós por só haverem praticamente homens como CEOs por exemplo, mas esquecem-se que esses indivíduos constituem uma pequeníssima percentagem de homens, altamente motivados, altamente ambiciosos e altamente capazes. Mas a maioria, está la em baixo…

      • Claudio V.
        Posted Dezembro 20, 2019 at 3:46 pm

        Mas a maioria das mulheres está… ainda mais abaixo…

        Se as mulheres, na média global, em todos os países do mundo, ganham menos do que os homens, o teu argumento não se sustenta…

  • Fake Plastic Fans
    Posted Dezembro 19, 2019 at 5:07 pm

    A biologia humana é “machista” e caminhamos para o abismo quando o queremos rejeitar. Não tarda teremos uma sociedade onde a diferenciação de sexos é inexistente e só penso: que sorte a minha ter nascido nesta época e não uns 50 anos mais tarde.

  • Teixas
    Posted Dezembro 19, 2019 at 5:20 pm

    Um texto diferente dos outros que tenho visto por aqui. Muitos parabéns!

    No que envolve a emancipação das mulheres, o desporto raramente é algo discutido, indo a conversa mais para suposta “tirania patriarcal” que esta inserida na sociedade ocidental e a descriminação da mulher nos topos hierárquicos de trabalho (algo que mereceria outra discussão em outro tipo de blog).

    De qualquer maneira, acho que posso transpor algumas opiniões que tenho para este tema. Há com certeza uma componente cultural que afastou as mulheres do desporto até agora, mas também é inegável que as componentes biológicas tenham efeito nisso também.
    O homem e a mulher são diferentes biologicamente e psicologicamente. Os homens sempre tiveram mais preponderância para objetos e actividades físicas, enquanto que as mulheres têm maior interesse em pessoas. Isto está provado nos países nórdicos, claramente os mais igualitários em termos de sexos, onde os homens continuam a ser a grande maioria em empregos de tecnologia, engenharias e ciências, enquanto as mulheres optam por áreas mais humanísticas, literatura e saúde (para grande desilusão das feministas mais extremistas). O mesmo acontece com o desporto. Os homens não só sao mais atleticos, como também apresentam um maior interesse para atividades fisicas. Não posso assim acreditar que foi a opressão social a única culpada pela falta de interesse no desporto feminino, pois existe uma componente comportamental profundamente inserida nas mulheres desde o inicio da nossa espécie que também contribuiu para tal.

    De qualquer maneira, as coisas estão a mudar, há um gradual interesse em ver mulheres em desportos e penso que eventualmente as coisas irão equilibrar-se em relação ao desporto masculino. Eu gosto muito de ver as grandes raparigas do Benfica a jogar sempre que posso (Já para ver o clássico SLB masculino me tira imenso tempo) e já tem um espaço na conversa de café com a minha malta. Eventualmente o desporto feminino irá ser apreciado com o valor que merecem.

    • Pedro Barbosa
      Posted Dezembro 19, 2019 at 8:33 pm

      Olá Teixas,
      Obrigado pelos parabéns mas não é necessário, a discussão deve ser importante e as opiniões diversas e saudáveis.
      Que fique claro que no meu texto não quis dizer que a “opressão social” é a única culpada para a falta de interesse no desporto feminino. Aliás nem acho que tenha factos em posse que me permitem tirar tal conclusão. Existe algum potencial para componentes comportamentais intrínsecas distintas, de facto como disseste, mas devemos relativizar sempre o que ainda não é consenso científico. Existem alguns estudos na matéria (em crianças, com o intuito de remover ao máximo a parte social) mas é muito complicado determinar com algum grau de certeza se determinado comportamento é 100% biológico (diga-se, genético). A investigação está ainda na sua infância, em jeito de piada.
      O que podemos constatar é que, durante séculos, o papel da mulher no desporto foi menosprezado, talvez até desprezado por toda a sociedade. E que quando levantamos algumas das barreiras o desporto feminino tem-se transformado a olhos vistos. Como disseste no fim, ainda estamos a fazer o caminho e acredito que ainda vamos ver muita mais evolução no desporto feminino.

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