Grande exibição das espanholas, que mereciam ter resolvido o jogo nos 90 minutos e neste momento, também pela eliminação do Japão, são as principais favoritas a conquistarem o título. Esta geração, liderada pela base do Barcelona, tem talento para dar e vender, é evoluída taticamente (ninguém trabalha o futebol de formação como os espanhóis), há craques a surgir todos os anos e pode muito bem estar aqui o começo de algo semelhante ao que se sucedeu no futebol masculino há 15 anos. Sem Putellas, que ainda não está na melhor forma depois da lesão, Bonmatí tem assumido o protagonismo (candidata à Bola de Ouro), Paralluelo (poço de força e atleticismo, não fosse ela um antiga campeã nacional de 400m barreiras) está a afirmar-se a uma velocidade igual à que deixa as adversárias para trás e Abelleira ou Ona Batlle, outras com muitos anos de carreira ainda pela frente, estão igualmente a fazer um grande Mundial. Já a Suécia também nunca se pode descartar da luta pelos títulos e continua a limpar favoritos, despachando o Japão, que muitos consideravam estar a ser a melhor equipa em prova. As nipónicas não estiveram ao seu nível na 1.ª parte (completamente superadas fisicamente e com dificuldades em ter bola – não se percebeu a ideia do seleccionador em oferecer a iniciativa), e reagiram tarde demais. Ilestedt aumentou o estatuto de central goleadora e fez o seu 4.º golo na competição.
A Espanha, que voltou a Bola de Ouro Putellas, no banco, bateu os Países Baixos, por 2-1, e já está nas meias-finais do Mundial feminino. Salma Paralluelo foi a heroína ao saltar do banco para ser fundamental no 1-0 e depois marcar o golo da vitória, no prolongamento. O jogo foi quase sempre controlado pelas espanholas (a primeira parte foi de sentido único), mas os golos só surgiriam na parte final do encontro. Van der Gragt fez mão dentro da área, após um cruzamento de Paralluelo, e possibilitou a Mariona Caldentey abrir o marcador aos 81′, mas redimiu-se ao empatar já nos descontos, depois de um passe açucarado de Pelova. No prolongamento, até foram os Países Baixos a criar mais perigo (Beerensteyn teve por duas vezes o golo nos pés), mas acabou por ser a jovem do Barcelona a resolver para La Roja, num grande lance individual (tirou uma adversária do caminho antes de rematar cruzado). A Suécia também se apurou, ao levar a melhor sobre o Japão por 2-1 e marcou encontro com as espanholas. Num duelo que pôs frente-a-frente duas seleções com estilos antagónicos, as suecas superiorizaram-se durante uma hora, conseguindo uma vantagem de 2 golos, com tentos de Ilestedt e Angeldal (penálti), que até podia ter sido maior (Blackstenius falhou isolada e Yamashita protaganizou várias defesas), mas as nipónicas reagiram em força e conseguiram colocar dúvida no resultado até ao fim. No entanto, Ueki falhou um penálti na melhor fase do Japão, Fujino foi muito infeliz ao acertar na barra e depois no poste de livre direto, tendo o 2-1, da autoria de Hayashi, chegado já tarde demais.
Contra-ataque letal! 🎯
Com apenas 19 anos, Salma apurou a seleção espanhola para as meias-finais do Mundial!#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #FIFAWWC #Espanha #Salma #ESCONLINE pic.twitter.com/Dkiock0MMQ
— sport tv (@sporttvportugal) August 11, 2023
A insistência leva ao golo 🙌
O Japão falhou o livre por milímetros, mas não se deteve e marca no lance seguinte! Ainda assim, a seleção nipónica viria a falhar o apuramento para as meias-finais.#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #FIFAWWC #MundialFeminino #Japão pic.twitter.com/EA9Lrm8Zjl
— sport tv (@sporttvportugal) August 11, 2023


1 Comentário
Jose Nunes
Vi o resumo do Suécia – Japão na SportTV+ e como é que é possível o comentador dizer que a melhor qualificação do Japão em mundiais é um 2º lugar em 2015? Esquecendo-se de que o Japão era o único vencedor de mundiais ainda presente. Para além disso, errou nos nomes das jogadoras suecas, como no exemplo de um remate da nº11, e ele dizer que foi a Rolfo (nº18) a rematar. Já não chega os comentários dos jogos serem horríveis, agora também os dos resumos é só erros e falsas informações!