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Craques do Futuro X: Mais uma pérola saída de Stamford Bridge (5.º)

Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 2000. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro.

O dia 19 de Setembro deste ano pode revelar-se decisivo para o futuro do Chelsea. Nesse dia, os londrinos anunciaram a renovação do contrato de Callum Hudson-Odoi, cujo vínculo terminava em Junho de 2020 (ou seja, dentro de alguns dias, caso não tivesse prorrogado a ligação aos Blues, poderia assinar livremente por qualquer clube), segurando, desse modo, um dos principais talentos saídos da sempre profícua cantera britânica nos últimos anos e que era o principal alvo do Bayern para suceder a Robben e Ribéry, o que diz bem do seu potencial.

Ora, até pode parecer exagerado ter em tão alta conta a importância da renovação do camisa 20 – afinal, falamos de um atleta que completou 19 anos há apenas um mês e que, tudo somado, ainda nem foi titular muito mais que meia dúzia de vezes no campeonato – mas, atendendo à amostra, não há como ficar indiferente ao talento único que Hudson-Odoi transporta. Detentor de um perfil físico imponente (é alto e tem perfeitamente capacidade para suportar o choque, aspecto em que se diferencia de muitos avançados da sua geração), o extremo, que tanto pode alinhar à esquerda como à direita, imprime ao seu jogo uma velocidade notória, capaz de baralhar toda a linha defensiva contrária com uma arrancada. Tecnicamente também evoluído, surpreende pelo poder decisivo no último terço, sendo habitual vê-lo contribuir com golos, assistências e, acima de tudo, desequilíbrios.  

Lançado por Antonio Conte em 2017/18, o prodígio, que já soma 3 internacionalizações por Inglaterra, ganhou preponderância em Stamford Bridge na temporada seguinte, sob o comando de Maurizio Sarri. Num Chelsea com calendário exigente (os Blues, entre todas as competições, realizaram 63 partidas em 2018/19), Callum aproveitou a obrigatória rotação de Sarri para demonstrar a sua utilidade (sobretudo na Liga Europa, prova onde acumulou mais minutos), mas uma grave lesão impediu que tivesse ainda mais impacto. Este ano, esse problema vêm impedindo a ‘explosão’ que se espera de si, e a boa forma de concorrentes directos (Pulisic, em particular, tem apresentado um rendimento notável nas últimas semanas) poderá atrasá-la, mas perante a sucessão de jogos que o Chelsea se prepara para enfrentar, é expectável que Odoi tenha oportunidades sérias de modo a embalar para o que resta da temporada – e, a breve trecho, confirmar o seu papel numa selecção inglesa que está a entrar numa fase de incrível abundância em relação a extremos.

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António Hess
Author: António Hess

4 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Dezembro 7, 2019 at 12:09 pm

    Dos miúdos do Chelsea, o que gosto mais é do Mount, mas o Hudson-Odoi não lhe fica atrás! Um jogador super potente e forte tecnicamente, tem tudo para ser um indiscutível do Chelsea e se tornar num dos melhores. Uma equipa com Kanté-Kovacic atrás de Odoi-Mount-Pulisic e Abraham na frente! Muita juventude e potencial, o Chelsea tem aqui uma mina de ouro que tem que aproveitar e finalmente estão a usar a soberba academia que têm!

  • hugo7
    Posted Dezembro 7, 2019 at 1:26 pm

    Um craque que vai top mundial. Se não fosse a grave lesão sofrida, já teria outro protagonismo nesta fase.

  • DICAS
    Posted Dezembro 7, 2019 at 2:25 pm

    Jogador com as classicas caracteristicas de jogadores com descendencia “africana” … forte, potente, perfil fisico invejavel, porem penso que falha num aspecto que tambem começa a ser constante nestes jogadores quando comparados com outras etnias … a capacidade de decisao e pensamento do jogo nao acompanha o resto.

    Mas com cultura tactica esses aspectos podem evoluir … é muito novinho ainda

    • António Tonga
      Posted Dezembro 7, 2019 at 6:34 pm

      Outra vez arroz, VM, algo que me diz que este user nunca viu o Odoi a jogar, mas como é um jogador de descendência africana, entra no estereótipo, não consigo entender como todos os futebolistas de origem africana apesar de serem cópias uns dos outros, conseguem jogar no topo em todas as posições, parece que um campo de futebol afinal é essencialmente uma pista de atletismo.

      Impressionante a normalização deste tipo de discurso.

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